{"id":100164,"date":"2017-10-16T12:00:36","date_gmt":"2017-10-16T11:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=100164"},"modified":"2017-10-12T15:09:51","modified_gmt":"2017-10-12T14:09:51","slug":"portugues-nao-ha-nada-de-origem-animal-disponivel-ao-consumidor-que-nao-tenha-envolvido-algum-tipo-de-exploracao-e-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2017\/10\/portugues-nao-ha-nada-de-origem-animal-disponivel-ao-consumidor-que-nao-tenha-envolvido-algum-tipo-de-exploracao-e-violencia\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada de origem animal dispon\u00edvel ao consumidor que n\u00e3o tenha envolvido algum tipo de explora\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_100165\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cavalo-horse-eye-olho.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-100165\" class=\"wp-image-100165\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cavalo-horse-eye-olho.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cavalo-horse-eye-olho.jpeg 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cavalo-horse-eye-olho-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-100165\" class=\"wp-caption-text\">Acervo: Sage Mountain<\/p><\/div>\n<blockquote><p>7 out 2017 <em>\u2014 Por que voc\u00ea se refere \u00e0 ind\u00fastria que produz g\u00eaneros aliment\u00edcios e outros produtos de origem animal como ind\u00fastria da explora\u00e7\u00e3o animal?<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>\u2014 Bom, acho importante ressaltar sempre que se trata, de fato, de explora\u00e7\u00e3o animal, j\u00e1 que estamos falando de criaturas que s\u00e3o condicionadas a viverem de acordo com os interesses da ind\u00fastria, logo a explora\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente, \u00e9 a base. Basta considerarmos que a explora\u00e7\u00e3o de animais para fabrica\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros de consumo n\u00e3o contempla as necessidades dos animais para al\u00e9m do que \u00e9 necess\u00e1rio para a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n<p>Usarei um exemplo cl\u00e1ssico. Quando bois e vacas s\u00e3o criados para \u201cfornecerem\u2019 carne ou leite, se surge alguma doen\u00e7a, seja febre aftosa, brucelose, carb\u00fanculo, mastite, entre outras, a preocupa\u00e7\u00e3o maior do criador e da ind\u00fastria n\u00e3o \u00e9 prioritariamente o bem-estar desse ser vivo de um ponto vista munificente. Ningu\u00e9m pensa: \u201cAh, coitado dele, n\u00e3o quero que ele sofra. Ele n\u00e3o merece passar por isso, tem tanto pra viver\u201d, at\u00e9 porque o seu destino, mais cedo ou mais tarde, \u00e9 o matadouro. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a baixa na produtividade e a possibilidade de preju\u00edzo no caso da n\u00e3o convalescen\u00e7a animal. Logo os interesses dos animais s\u00e3o claramente secund\u00e1rios, o que revela a \u00f3bvia faceta explorat\u00f3ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o se cria massivamente animais com outra finalidade no mundo em que vivemos. N\u00e3o temos essa cultura, tanto que a cada dia s\u00e3o realizadas novas experi\u00eancias com animais geneticamente modificados que geram mais lucro em um curto per\u00edodo de tempo. E o que isso significa? Que o ser humano brinca com vidas como se elas n\u00e3o significassem mais do que cifr\u00f5es.<\/p>\n<p>Temos uma quantidade infind\u00e1vel de animais sobre a terra que nunca existiram na natureza. Ent\u00e3o, te pergunto, como n\u00e3o se referir a isso como ind\u00fastria da explora\u00e7\u00e3o animal? Por que usar eufemismos, mitiga\u00e7\u00f5es, suaviza\u00e7\u00f5es, quando a realidade \u00e9 t\u00e3o clara? Animais reduzidos a produtos passam por priva\u00e7\u00e3o, sofrimento e ser\u00e3o executados quando tornarem-se mais valiosos mortos do que vivos, porque esse \u00e9 o retrato da mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida, sem escusas, tergiversa\u00e7\u00f5es. Fora que \u201cind\u00fastria da explora\u00e7\u00e3o animal\u201d \u00e9 um termo consciencioso que induz \u00e0 reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Afinal, n\u00e3o h\u00e1 nada de origem animal dispon\u00edvel ao consumidor que n\u00e3o tenha envolvido algum tipo de explora\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque os animais n\u00e3o existem, ou n\u00e3o deveriam existir, para atender as nossas pretensas necessidades. Tamb\u00e9m te convido a fazer um exerc\u00edcio. Converse com pessoas que lucram com a explora\u00e7\u00e3o animal e pergunte se alguma delas seria capaz de criar esses animais se eles n\u00e3o pudessem gerar um bom retorno financeiro. Assim voc\u00ea ter\u00e1 outra resposta que explica porque eu me refiro \u00e0 ind\u00fastria de produtos de origem animal como ind\u00fastria da explora\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>Quem explora animais pode alegar que \u201cama seus animais\u201d, mas objetivamente sabemos que n\u00e3o matamos nem impomos conscientemente priva\u00e7\u00e3o e sofrimento a quem amamos, logo isso \u00e9 insinceridade. O que quem explora animais ama \u00e9 o retorno financeiro que esses animais s\u00e3o capazes de proporcionar a partir de seu sofrimento e morte. Partindo de um construto moral e \u00e9tico sob a perspectiva dos direitos animais, toda rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o, por mais \u201cbem tratado\u201d que um animal seja, culmina em aleivosia, ou seja, trai\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o animal, mais cedo ou mais tarde encaminhado a um matadouro, s\u00f3 reconhece a imin\u00eancia do fim quando quem o criou o obriga a caminhar pela pista da morte.<\/p>\n<p>______________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/David-Arioch-e1491301383398.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-87305\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/David-Arioch-e1491301383398.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/a><em>David Arioch \u00e9 jornalista, pesquisador e documentarista. Trabalha profissionalmente h\u00e1 dez anos com jornalismo cultural e liter\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/davidarioch.com\/2017\/10\/07\/nao-ha-nada-de-origem-animal-disponivel-ao-consumidor-que-nao-tenha-envolvido-algum-tipo-de-exploracao\/\" >Go to Original \u2013 davidarioch.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem explora animais pode alegar que \u201cama seus animais\u201d, mas objetivamente sabemos que n\u00e3o matamos nem impomos conscientemente priva\u00e7\u00e3o e sofrimento a quem amamos, logo isso \u00e9 insinceridade. 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