{"id":100449,"date":"2017-10-23T12:00:40","date_gmt":"2017-10-23T11:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=100449"},"modified":"2017-10-16T11:39:41","modified_gmt":"2017-10-16T10:39:41","slug":"portugues-na-defesa-dos-animais-a-luta-humana-contra-todas-as-tiranias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2017\/10\/portugues-na-defesa-dos-animais-a-luta-humana-contra-todas-as-tiranias\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Na defesa dos animais, a luta humana contra todas as tiranias"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>Quando Voltaire chamou de est\u00fapida a ideia de que os animais s\u00e3o seres destitu\u00eddos de sentimentos de emo\u00e7\u00f5es, era a Descartes (e a sua ign\u00f3bil no\u00e7\u00e3o de \u201cm\u00e1quinas sem alma\u201d) que ele pretendia atingir.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_100450\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jaula-animal-zoo.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-100450\" class=\"wp-image-100450\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jaula-animal-zoo.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jaula-animal-zoo.jpg 800w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jaula-animal-zoo-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/jaula-animal-zoo-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-100450\" class=\"wp-caption-text\">Escravid\u00e3o \u00e9 trapa\u00e7a, nada traz a favor da intelig\u00eancia.<\/p><\/div>\n<blockquote><p><em>Em Jaulas Vazias, o fil\u00f3sofo americano Tom Regan fala do sofrimento dos animais e discute a postura do homem no mundo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Quando Voltaire chamou de est\u00fapida a ideia de que os animais s\u00e3o seres destitu\u00eddos de sentimentos de emo\u00e7\u00f5es, era a Descartes (e a sua ign\u00f3bil no\u00e7\u00e3o de \u201cm\u00e1quinas sem alma\u201d) que ele pretendia atingir. Afinal, mostrar os animais como engrenagens ocas, vazias, que nada sentem (nem dor, nem amor, nem alegria, nem coisa alguma) serviu de justificativa para toda a forma de explora\u00e7\u00e3o e de abusos cometidos contra eles. \u00c9 claro que pode soar estranho que algumas pessoas deem tanta aten\u00e7\u00e3o ao bem-estar dos animais quando os pr\u00f3prios homens n\u00e3o se entendem, se matam e se escravizam.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, costuma-se argumentar que se at\u00e9 hoje os seres humanos n\u00e3o conseguem respeitar nem a sua pr\u00f3pria esp\u00e9cie, por que respeitariam as outras? Argumento irrefut\u00e1vel, sem d\u00favida. Mas, tamb\u00e9m \u00e9, com toda certeza, um argumento de m\u00e1-f\u00e9,j\u00e1 que sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 paralisar uma discuss\u00e3o que vai muito al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o dos homens com os animais. Tal discuss\u00e3o termina (ou come\u00e7a) no interior do pr\u00f3prio homem e de sua tir\u00e2nica rela\u00e7\u00e3o com a vida. Sim\u2026 Quem pode negar que a hist\u00f3ria humana tem sido marcada mais pela tirania do que pelo bom senso de nossa aclamada raz\u00e3o? \u00d3dio, intoler\u00e2ncia, preconceito, racismo,ambi\u00e7\u00e3o, guerras sem fim\u2026 O homem parece mesmo o tal \u201crei das bestas\u201d, como disse ironicamente o grande g\u00eanio da Renascen\u00e7a, Leonardo da Vinci, aludindo ao fato de que ele \u00e9, sem d\u00favida, a maior de todas elas.<\/p>\n<p>Parece que a vida n\u00e3o tem mesmo muito valor para o homem. Eis porque Nietzsche sempre falou que era preciso recuperar \u201co sentido da terra\u201d, como um despertar da exist\u00eancia. O prazer de fazer valer cada instante que passamos aqui\u2026 os p\u00e9s enterrados no solo, a brisa suave acariciando nosso rosto\u2026 Viver \u00e9 o supremo bem de todo ser! E ser \u00e9 estar no mundo! Nesse ponto, sob o aspecto da vida, todo ser \u00e9 ser, homem ou animal, sem distin\u00e7\u00e3o. Ser n\u00e3o \u00e9 pensar, nem \u00e9 ter racioc\u00ednios mais elaborados. N\u00e3o \u00e9 mais ser quem pode fazer a pergunta sobre o pr\u00f3prio ser (que suprema tolice!). Ser \u00e9 viver, \u00e9 estar presente, \u00e9 afetar e ser afetado, \u00e9 fazer encontros, \u00e9 estar no tempo do mundo. Da\u00ed porque nenhuma tirania \u00e9 justificada, absolutamente nenhuma. \u00c9 uma quest\u00e3o simples de poder, de indiferen\u00e7a e de desrespeito.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o se op\u00f5e a ela, portanto, est\u00e1 negando a si mesmo o direito de ser livre e de viver. Est\u00e1 na hora, portanto, de olharmos de frente para o que fazemos. Sairmos de nosso solipsismo pueril. Das duas uma: ou n\u00e3o existem direitos naturais \u00e0 vida e \u00e0 liberdade, como o homem tanto acredita e defende para si, ou tais direitos existem para todos que partilham conosco dessa exuberante exist\u00eancia. Eis o ponto onde deve come\u00e7ar a verdadeira discuss\u00e3o sobre os direitos animais! Eis o grande desafio que precisamos encarar: o da tirania (seja com a nossa esp\u00e9cie, seja com as outras)! N\u00e3o podemos mais ficar na posi\u00e7\u00e3o de ressentidos, nos fazendo de v\u00edtimas das circunst\u00e2ncias. Est\u00e1 na hora de entendermos at\u00e9 que ponto tamb\u00e9m somos coniventes e c\u00famplices dessa tirania, seja por ignor\u00e2ncia, seja por total desprezo \u00e0 vida alheia.<\/p>\n<p>\u00c9 sobre essa dif\u00edcil e, em geral, menosprezada quest\u00e3o dos direitos animais que trata o livro Jaulas Vazias, do fil\u00f3sofo norte-americano Tom Regan (Editora Lugano, 294 p\u00e1gs., R$ 38). Regan, que \u00e9 conhecido mundialmente pela sua luta em prol do que ele chama de uma \u201cconsci\u00eancia animal\u201d, ou seja, desse despertar do homem para a sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de membro ou parte da natureza, tornou-se uma esp\u00e9cie de porta-voz daqueles que n\u00e3o podem falar e que, em fun\u00e7\u00e3o disso, tornaram-se escravos das nossas necessidades e comodidades. Um clamor pela vida, mas tamb\u00e9m um apelo para o enfrentamento de n\u00f3s mesmos e de nossa postura no mundo. Eis o que \u00e9 esse livro: uma exposi\u00e7\u00e3o clara da situa\u00e7\u00e3o degradante em que vivem os animais. Sim\u2026 \u00e9, de fato, degradante.<\/p>\n<p>O homem fez da Terra uma enorme gaiola, onde todos os animais vivem escravizados, privados de sua liberdade de ir e vir, de constituir fam\u00edlia, de compartilhar a vida com outros seres de sua esp\u00e9cie, enfim, de serem senhores de suas pr\u00f3prias vidas. Eis, ali\u00e1s, um conceito que Regan desenvolve na obra: o de \u201csujeitos-de-uma-vida\u201d, como ele chama todos os seres vivos (independente de pensarem com conceitos gerais e abstratos ou de viverem a partir de suas sensa\u00e7\u00f5es mais imediatas). Ali\u00e1s, \u00e9 para tal fato que Regan deseja chamar a aten\u00e7\u00e3o: se temos o direito \u00e0 liberdade, eles tamb\u00e9m t\u00eam.Negar isso \u00e9, como j\u00e1 dissemos, aceitar como natural a nossa pr\u00f3pria escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que muitos poder\u00e3o dizer que isso \u00e9 uma utopia ou uma fic\u00e7\u00e3o. Mas, que ideia n\u00e3o \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o, uma cria\u00e7\u00e3o humana? A quest\u00e3o, no entanto, \u00e9 saber quais fic\u00e7\u00f5es servem \u00e0 vida e quais est\u00e3o a servi\u00e7o do niilismo e da destrui\u00e7\u00e3o. E, principalmente, saber de que lado o homem deseja ficar. Regan deseja ficar do lado da liberdade e do respeito a toda forma de vida. Afinal, j\u00e1 est\u00e1 mais do que na hora de pararmos de usar o discurso da superioridade para justificar nossos atos cru\u00e9is e nosso desprezo pela exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Como mostra o autor, n\u00e3o nos contentamos apenas em dispor indiscriminadamente de todas as vidas para nos alimentar; n\u00f3s enjaulamos todos os animais. Nem mesmo os animais que dizemos estimar, os c\u00e3es e os gatos, escapam de um tratamento indigno. Tamb\u00e9m eles s\u00e3o mercadorias que colocamos \u00e0 venda e que, muitas vezes, tratamos como bibel\u00f4s e brinquedinhos para nossa divers\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o. Da\u00ed porque basta que envelhe\u00e7am para serem substitu\u00eddos como uma roupa velha. N\u00e3o satisfeitos, ainda usamos os animais como cobaias em laborat\u00f3rios, n\u00e3o ligando a m\u00ednima para o sofrimento que lhes infligimos (afinal, \u00e9 para o \u201cnosso\u201d progresso).<\/p>\n<p>Nos divertimos nas touradas, nos circos, zool\u00f3gicos e ca\u00e7adas. E chegamos a tal ponto de insensibilidade que usamos a pele dos animais apenas por um luxo, uma manifesta\u00e7\u00e3o vulgar de status e riqueza (pele, essa, que \u00e9 retirada enquanto eles ainda est\u00e3o vivos e se debatendo de dor). Humano, demasiado humano\u2026 Nosso desrespeito pela vida e pelo sofrimento dos animais \u00e9 t\u00e3o ilimitado e irracional quanto a cren\u00e7a de que temos o privil\u00e9gio sagrado de usar e de abusar da natureza.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, como Nietzsche, reconhecemos que a vida \u00e9 luta. Mas, n\u00e3o aceitamos a ideia de que abusar de tudo e de todos seja lutar. Trata-se de um jogo sujo, de uma trapa\u00e7a, que n\u00e3o dep\u00f5e em nada a favor de nossa intelig\u00eancia e superioridade. Aprisionar os p\u00e1ssaros e furar seus olhos para que eles cantem melhor n\u00e3o \u00e9, certamente, uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. Assim como amontoar c\u00e3es e gatos em gaiolas, como fazem certos restaurantes da China, para que eles sejam escolhidos pelos fregueses e mortos na hora, s\u00f3 se explica por uma brutaliza\u00e7\u00e3o ainda maior do homem, j\u00e1 que nem os animais que se tornaram nossos mais fi\u00e9is companheiros s\u00e3o poupados.<\/p>\n<p>Tudo isso \u00e9 apresentado no livro de Regan, que n\u00e3o poupa detalhes (embora sem qualquer sensacionalismo) de como vivem os animais nas granjas, de como s\u00e3o os matadouros, de como milh\u00f5es deles s\u00e3o mortos ou mutilados diariamente pelas ind\u00fastrias aliment\u00edcias, de cosm\u00e9ticos, etc. O intuito do autor \u00e9, de fato, tocar a \u201calma\u201d dos relutantes, daqueles que ainda n\u00e3o tomaram consci\u00eancia clara dessa situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que, numa linguagem simples e direta, Regan vai fazendo reflex\u00f5es te\u00f3ricas profundas sobre n\u00f3s mesmos, nossos h\u00e1bitos e nossas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Da Vinci \u00e9, com raz\u00e3o, muitas vezes citado no livro. Afinal, ele, que desde crian\u00e7a tornou-se vegetariano por n\u00e3o suportar as atrocidades que se cometiam, dizia que o homem transformou seu est\u00f4mago num t\u00famulo para todos os animais. Da Vinci nem colocava a quest\u00e3o se somos ou n\u00e3o carn\u00edvoros (tudo em nossa complei\u00e7\u00e3o indica que n\u00e3o somos); ele apenas chamava a aten\u00e7\u00e3o para a brutalidade de nossas a\u00e7\u00f5es, pois nem mesmo isso justificaria a escravid\u00e3o dos animais.<\/p>\n<p>Dizem que da Vinci tamb\u00e9m teria dito que um dia se considerariam crime, um assassinato, matar um animal. Esse dia ainda parece distante, mas hoje j\u00e1 existem menos d\u00favidas sobre os seus sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. Ali\u00e1s, Darwin estudou tais emo\u00e7\u00f5es e, mais do que isso, ele foi o primeiro cientista a desferir um golpe profundo em nossa arrog\u00e2ncia ao mostrar que nossa esp\u00e9cie evoluiu de outras inferiores e que somos apenas animais, ainda que muito inteligentes. Nesse caso, falar de \u201cconsci\u00eancia animal\u201d n\u00e3o \u00e9 falar apenas de c\u00e3es, gatos, porcos, bois ou patos, mas de todos n\u00f3s, humanos ou n\u00e3o. Regan est\u00e1 certo.Jaulas vazias, sim! S\u00f3 isso poderia libertar o homem de sua pr\u00f3pria jaula e escravid\u00e3o. Eis um sonoro grito da vida\u2026 Eis o sonoro grito da natureza!<\/p>\n<p>_______________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/logo-anda-novo-e1495624877955.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-92901\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/logo-anda-novo-e1495624877955.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"43\" \/><\/a><em>A imprensa n\u00e3o apenas informa. Ela forma conceitos. Modifica ideias. Influencia decis\u00f5es. Define valores. Participa das grandes mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas trazendo o mundo para o indiv\u00edduo pensar, agir e ser. \u00c9 justamente este o objetivo da <\/em>ANDA\u00a0\u2013 Ag\u00eancia de Not\u00edcias de Direitos Animais<em>: informar para transformar. A <\/em>ANDA<em>\u00a0difunde na m\u00eddia os valores de uma nova cultura, mais \u00e9tica, mais justa e preocupada com a defesa e a garantia dos direitos animais. \u00c9 o primeiro portal jornal\u00edstico do mundo voltado exclusivamente a fatos e informa\u00e7\u00f5es do universo animal. Com profissionalismo, seriedade e coragem, a <\/em>ANDA<em> abre um importante canal com jornalistas de todas as m\u00eddias e coloca em pauta assuntos que at\u00e9 hoje n\u00e3o tiveram o merecido espa\u00e7o ou foram mal debatidos na imprensa.<\/em><\/p>\n<p><em>Artigo publicado originalmente no <\/em>Estad\u00e3o<em>, no caderno Cultura em 28 de abril de 2016.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/2017\/02\/na-defesa-dos-animais-luta-humana-contra-todas-as-tiranias\/\" >Go to Original \u2013 anda.jor.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Jaulas Vazias, o fil\u00f3sofo americano Tom Regan fala do sofrimento dos animais e discute a postura do homem no mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-100449","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100449"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100449\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}