{"id":103927,"date":"2017-12-25T12:00:08","date_gmt":"2017-12-25T12:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=103927"},"modified":"2017-12-25T10:15:22","modified_gmt":"2017-12-25T10:15:22","slug":"portugues-lori-gruen-os-animais-devem-ter-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2017\/12\/portugues-lori-gruen-os-animais-devem-ter-direitos\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Lori Gruen: \u201cOs animais devem ter direitos?\u201d"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>\u00a0\u201cO fato \u00e9 que nos concentrarmos na quantidade de animais que s\u00e3o parecidos conosco nos obriga a assimil\u00e1-los em nossa estrutura orientada ao ser humano\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_103928\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-103928\" class=\"wp-image-103928\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal.jpg 474w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal-284x300.jpg 284w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-103928\" class=\"wp-caption-text\">Lori Gruen: \u201cAo imaginar seus mundos a partir de suas perspectivas, podemos ver que o bem-estar geral pode ser promovido de diferentes formas, mas o bem-estar de um n\u00e3o \u00e9 menos valioso do que o de outro apenas porque s\u00e3o diferentes\u201d.<br \/> (Foto: Lori Gruen Website)<\/p><\/div>\n<p><em>22 dez 2017 &#8211; <\/em>Lori Gruen \u00e9 uma professora de filosofia e escritora que nas \u00faltimas d\u00e9cadas tem se dedicado \u00e0 \u00e9tica animal. Em 1987, ela coescreveu o livro \u201cAnimal Liberation\u201d: A Graphic Guide\u201d, em parceria com Peter Singer e David Hine; depois vieram outros. Atualmente ela coordena estudos ambientais e animais na Wesleyan University, de Connecticut. Lori j\u00e1 contribuiu com outros importantes nomes na discuss\u00e3o sobre os direitos animais nos Estados Unidos, como Raymond Frey, Steve Sapontzis e Marc Bekoff.<\/p>\n<p>Em 2014, levando em conta a controv\u00e9rsia sobre um caso do Nonhuman Rights Project, que defendia os direitos de quatro chimpanz\u00e9s que viviam em Nova York, buscando reconhec\u00ea-los como indiv\u00edduos, Lori Gruen escreveu um artigo intitulado \u201cShould animals have rights?\u201d, ou seja, \u201cAnimais devem ter direitos?\u201d, que mesmo ap\u00f3s alguns anos ainda prop\u00f5e uma discuss\u00e3o cada vez mais atual.<\/p>\n<p>De acordo com a professora de filosofia, o debate sobre direitos a animais n\u00e3o humanos sempre vem acompanhado de \u201cpiadas\u201d por parte de quem considera um absurdo que outros animais tenham direitos. Por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m muitos seres humanos que consideram a resposta para essa quest\u00e3o como bastante \u00f3bvia, apontando que \u00e9 claro que eles devem ter direitos morais. \u201cAfinal, somos animais e muitos de n\u00f3s amamos, apreciamos e respeitamos n\u00e3o humanos, ent\u00e3o por que eles n\u00e3o t\u00eam direitos? N\u00e3o acho a quest\u00e3o totalmente absurda, mas tenho uma preocupa\u00e7\u00e3o quando falamos em \u2018direitos\u2019\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que quando fala-se em atribui\u00e7\u00e3o de direitos n\u00e3o se pode esquecer que essas atribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas por aqueles que est\u00e3o no poder, ou seja, no comando dessas decis\u00f5es. Sendo assim, dar ou n\u00e3o direito a algu\u00e9m vai depender sempre da assimila\u00e7\u00e3o que \u00e9 feita em rela\u00e7\u00e3o ao assunto. Para Lori Gruen, os argumentos para incluir mais do que seres humanos nas delibera\u00e7\u00f5es \u00e9ticas que podem qualificar outros animais como portadores de direitos dependem sempre de uma preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9tica que n\u00e3o pode se restringir a quem ocupa o centro moral. Ou seja, o ser humano, neste caso, pode reconhecer direitos que n\u00e3o s\u00e3o os seus se for capaz de observar o outro fora de um escopo de conveni\u00eancia, com uma percep\u00e7\u00e3o amplamente moral e \u00e9tica.<\/p>\n<p>\u201cHistoricamente, nos Estados unidos e na Europa, por exemplo, temos visto homens brancos e crist\u00e3o estendendo direitos a homens n\u00e3o crist\u00e3os e n\u00e3o brancos, e depois \u00e0s mulheres. \u00c0 medida que o c\u00edrculo de detentores de direitos cresce, o ideal \u00e9 que toda a humanidade seja inclu\u00edda independente de ra\u00e7a, nacionalidade ou express\u00e3o de g\u00eanero\u201d, destaca. Por\u00e9m, Lori faz a seguinte pergunta: \u201cSe podemos ir al\u00e9m da nossa esp\u00e9cie, por que n\u00e3o fazer isso?\u201d, em refer\u00eancia ao preconceito baseado em esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal2.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-103929\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal2.jpg 515w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal2-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A professora de filosofia cita estudiosos e ativistas que t\u00eam tentado combater o que \u00e9 alternativamente chamado de \u201cespecismo\u201d, \u201chumanormatividade\u201d e \u201cexcepcionalismo humano\u201d. De que forma isso tem sido feito? Um m\u00e9todo bastante usual \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos emp\u00edricos que provam que h\u00e1 outros animais que s\u00e3o realmente semelhantes a n\u00f3s e, portanto, merecem direitos. Pesquisas etiol\u00f3gicas e cognitivas que endossam nossas semelhan\u00e7as com outras esp\u00e9cies facilitam a aceita\u00e7\u00e3o de outros animais em nosso c\u00edrculo moral por meio do reconhecimento de que eles tamb\u00e9m possuem caracter\u00edsticas que admiramos em n\u00f3s, logo atribu\u00edmos valor. Assim surge a defesa de que devemos valorizar e admirar aquelas qualidades independente do corpo que as transportam.<\/p>\n<p>Hoje em dia, n\u00e3o s\u00e3o raras as pesquisas que mostram que muitos outros animais t\u00eam ricas rela\u00e7\u00f5es sociais; sacrificam a pr\u00f3pria seguran\u00e7a para ficarem pr\u00f3ximos de seus familiares doentes ou feridos. H\u00e1 muitos seres n\u00e3o humanos que se preocupam em n\u00e3o deixar os seus desamparados, mesmo diante da morte.<\/p>\n<p>\u201cEles ficam enlutados, t\u00eam respostas ao estado emocional dos outros, se envolvem em comportamentos regidos por normas, s\u00e3o capazes de manipular e enganar, compreendem representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas e transmitem cultura\u201d, cita Lori Gruen. De acordo com o artigo \u201cOs Animais Devem Ter Direitos?\u201d, pesquisas com chimpanz\u00e9s e bonobos sugerem que eles t\u00eam um sendo distinto de si mesmos, e se entendem como algu\u00e9m com interesses que se estendem ao longo do tempo. Essa capacidade de se reconhecer como algu\u00e9m com um passado e um futuro foi definida h\u00e1 muito tempo por John Locke como as caracter\u00edsticas que caracterizam algu\u00e9m como uma pessoa.<\/p>\n<p>Lori exemplifica que no sistema legal os chimpanz\u00e9s n\u00e3o s\u00e3o considerados pessoas, assim como nenhum outro animal; logo n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos como portadores de direitos. Em vez disso, s\u00e3o classificados como propriedades. O pr\u00f3prio sistema jur\u00eddico facilita essa atribui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que legalmente s\u00f3 contamos com duas categorias para distin\u00e7\u00e3o entre seres. Ou seja, pessoa ou propriedade. \u201c\u00c9 compreens\u00edvel em um contexto legal que, como os chimpanz\u00e9s possuem capacidades semelhantes \u00e0s pessoas humanas, eles devem ter certos direitos\u201d, defende. Em linhas gerais, a autora define os direitos como reivindica\u00e7\u00f5es que fazemos uns aos outros para garantirmos que n\u00e3o sejamos prejudicados ou violados:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal3.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-103930\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal3.jpg 600w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal3-300x258.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cO nosso sistema legal pode ser estruturado de forma a vermos os detentores de direitos em desacordo uns com os outros, mas essa \u00e9 uma vis\u00e3o bastante sombria de como interagimos uns com os outros em nossas comunidades. Na verdade, esse quadro, no qual temos que nos proteger dos outros, pode servir para refor\u00e7ar uma vis\u00e3o relativamente obscura de nossos relacionamentos uns com os outros e com os animais. Acabamos focados no que podemos extrair uns dos outros ou como podemos proteger o que temos, ao inv\u00e9s de nos concentrarmos em como podemos trabalhar juntos para melhorar a vida uns dos outros.\u201d<\/p>\n<p>A prioridade deveria ser o que devemos n\u00e3o apenas aos nossos semelhantes, mas tamb\u00e9m aos outros animais. Se a preocupa\u00e7\u00e3o central fosse essa, colocar\u00edamos em evid\u00eancia as nossas rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o estritamente humanas e poder\u00edamos obter melhores resultados no que diz respeito \u00e0 vida em sociedade e a maneira como interagimos com outras esp\u00e9cies. Com esse pensamento, ter\u00edamos mais chances de desenvolver preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9ticas que envolvem, de fato, o nosso papel enquanto seres conscientes e racionais que promovem ou dificultam o verdadeiro bem-estar dos animais.<\/p>\n<p>Lori aponta que quase todas as nossas a\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es afetam outros animais de diversas maneiras: \u201cSe eles vivem ou morrem, se suas descend\u00eancias t\u00eam algum futuro, se os seus habitats continuar\u00e3o a existir, depende do que compramos, do que comemos e em quem votamos. Ningu\u00e9m quer estar em um relacionamento \u2018ruim\u2019, ent\u00e3o pensar sobre a maneira como nos relacionamos com outros animais e o que devemos a eles pode ajudar a melhorar essa rela\u00e7\u00e3o. A abordagem dos direitos tamb\u00e9m tende a valorizar semelhan\u00e7as e ignorar diferen\u00e7as importantes que podem nos ajudar a repensar sobre quem \u00e9 valioso e por qu\u00ea.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_103931\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal4.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-103931\" class=\"wp-image-103931\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal4.jpg 441w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lori-gruen-animal4-210x300.jpg 210w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-103931\" class=\"wp-caption-text\">Livro lan\u00e7ado em 2011 por Lori Gruen e que contribui para a discuss\u00e3o sobre a \u00e9tica animal.<\/p><\/div>\n<p>A professora de filosofia cr\u00ea que quando nos limitamos a procurar semelhan\u00e7as, no que diz respeito \u00e0 Intelig\u00eancia ou habilidades cognitivas, incorremos no erro de obscurecer aspectos distintamente valiosos da vida daqueles que nos s\u00e3o diferentes. Ent\u00e3o ela questiona o que isso significa para os animais, seres humanos e n\u00e3o humanos, que s\u00e3o menos inteligentes ou cujas capacidades cognitivas s\u00e3o completamente diferentes das nossas.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que nos concentrarmos na quantidade de animais que s\u00e3o parecidos conosco nos obriga a assimil\u00e1-los em nossa estrutura orientada ao ser humano. Ou seja, concedemos considera\u00e7\u00e3o com base no que acreditamos que eles compartilham conosco. Consequentemente, ignorando o que faz de fato suas vidas serem significativas e valiosas por suas pr\u00f3prias raz\u00f5es. Segundo Lori Gruen, por meio do nosso olhar orientado para humanos, reconfiguramos um dualismo ou, na melhor das hip\u00f3teses, uma hierarquia que, inevitavelmente, encontrar\u00e1 um \u201coutro\u201d para excluir ou marginalizar. Ou seja, normalmente aqueles que s\u00e3o realmente diferentes dos que qualificamos como \u201cfisicamente e mentalmente aptos\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 que se ter sempre um cuidado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de \u201cdireitos\u201d, porque \u00e0s vezes quando julgamos estarmos construindo algo podemos estar beneficiando alguns enquanto rejeitamos muitos outros: \u201c[\u2026] Podemos considerar o que \u00e9 ser um chimpanz\u00e9, uma galinha ou uma crian\u00e7a com uma defici\u00eancia cognitiva em suas rela\u00e7\u00f5es \u00fanicas com os outros. Ao imaginar seus mundos a partir de suas perspectivas, podemos ver que o bem-estar geral pode ser promovido de diferentes formas, mas o bem-estar de um n\u00e3o \u00e9 menos valioso do que o de outro apenas porque s\u00e3o diferentes.\u201d<\/p>\n<p><strong>Saiba Mais<\/strong><\/p>\n<p>Lori Gruen se dedica \u00e0 teoria \u00e0 pr\u00e1tica \u00e9tica como foco particular em quest\u00f5es que envolvem animais humanos e tamb\u00e9m animais n\u00e3o humanos. Ela j\u00e1 publicou livros sobre a quest\u00e3o animal e o ecofeminismo. Em 1994, lan\u00e7ou o livro \u201cReflecting on Nature: Readings in Environmental Ethics and Philosophy\u201d, em parceria com Dale Jamieson; \u201cEthics and Animals: An Introduction\u201d, de 2011; \u201cThe Ethics of Captivity\u201d, de 2014; e \u201cEntangled Empathy: An Alternative Ethic for Our Relationships with Animals\u201d, de 2015; al\u00e9m de outros.<\/p>\n<p><strong><em>Refer\u00eancia: <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Lori Gruen,<\/em> <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.thedodo.com\/should-animals-have-rights-396292655.html\" >Should Animals Have Rights?<\/a><em> The Dodo (2014)<\/em><\/p>\n<p>__________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/David-Arioch-e1491301383398.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-87305\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/David-Arioch-e1491301383398.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/a><em>David Arioch \u00e9 jornalista, pesquisador e documentarista. Trabalha profissionalmente h\u00e1 dez anos com jornalismo cultural e liter\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/davidarioch.com\/2017\/12\/22\/lori-gruen-os-animais-devem-ter-direitos\/\" >Go to Original \u2013 davidarioch.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> \u201cO fato \u00e9 que nos concentrarmos na quantidade de animais que s\u00e3o parecidos conosco nos obriga a assimil\u00e1-los em nossa estrutura orientada ao ser humano\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":103928,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-103927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}