{"id":105700,"date":"2018-01-29T12:00:38","date_gmt":"2018-01-29T12:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=105700"},"modified":"2018-01-28T15:37:02","modified_gmt":"2018-01-28T15:37:02","slug":"portugues-plutarco-e-a-relacao-entre-a-violencia-e-o-consumo-de-carne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2018\/01\/portugues-plutarco-e-a-relacao-entre-a-violencia-e-o-consumo-de-carne\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Plutarco e a rela\u00e7\u00e3o entre a viol\u00eancia e o consumo de carne"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>\u201cMe pergunto qual foi a sensa\u00e7\u00e3o do primeiro homem que colocou a carne de um animal assassinado em sua boca\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_105701\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/plutarch-doo-rag-plutarco.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-105701\" class=\"wp-image-105701 size-medium\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/plutarch-doo-rag-plutarco-300x297.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/plutarch-doo-rag-plutarco-300x297.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/plutarch-doo-rag-plutarco-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/plutarch-doo-rag-plutarco.jpg 485w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-105701\" class=\"wp-caption-text\">Plutarco teve influ\u00eancia sobre o vegetarianismo \u00e9tico no Ocidente. (Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p><em>25 jan 2018 &#8211; <\/em>Dos fil\u00f3sofos gregos da Antiguidade, \u00e9 prov\u00e1vel que Plutarco, a quem costumeiramente \u00e9 atribu\u00eddo o entendimento moderno do que foi a Gr\u00e9cia Antiga, tenha sido o mais enf\u00e1tico e o mais pontual na cr\u00edtica \u00e0 explora\u00e7\u00e3o animal. Autor de \u201cDe Esu Carnium\u201d, ou \u201cDo Consumo da Carne\u201d, escrito no s\u00e9culo I, que integra uma de suas obras mais importantes \u2013 \u201cMoralia\u201d, o fil\u00f3sofo platonista, bi\u00f3grafo e ensa\u00edsta grego, que se voltava para a discuss\u00e3o das quest\u00f5es morais, escreveu que o \u201ch\u00e1bito selvagem\u201d do consumo de carne inclina a mente \u00e0 brutalidade, ao derramamento de sangue e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o quando o endossamos e o reconhecemos como parte de uma realidade natural.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo \u201cDo Consumo da Carne\u201d, da obra \u201cMoralia\u201d, Plutarco defende que desde que o ser humano teve acesso a uma praticamente inesgot\u00e1vel fonte de alimentos de origem vegetal \u00e9 inaceit\u00e1vel o consumo da carne de animais que n\u00e3o seria poss\u00edvel \u201csem mascarar o sabor do sangue com milhares de especiarias\u201d. A contrariedade do fil\u00f3sofo grego, que mais tarde influenciaria o vegetarianismo \u00e9tico no Ocidente, era baseada em uma recusa moral, j\u00e1 que a sua rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 carne como alimento era uma consequ\u00eancia da pondera\u00e7\u00e3o de que o consumo de carne depende do sofrimento e da morte dos animais, logo uma desconsidera\u00e7\u00e3o do valor da vida n\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Plutarco tamb\u00e9m escreveu que, ao assar ou ferver a carne, o ser humano altera o seu gosto natural e depois se intruja usando especiarias e mel para cobrir o sabor do sangue e \u201cesconder a sua culpa por comer algo que tinha uma alma\u201d: \u201cMe pergunto qual foi a sensa\u00e7\u00e3o do primeiro homem que colocou a carne de um animal assassinado em sua boca. [\u2026] Ele chamou de iguarias as partes que um animal usava para rugir, falar, mover e ver.\u201d [\u2026] Como seus olhos podem admirar o sangue de criaturas abatidas, esfoladas e esquartejadas? Como seu nariz p\u00f4de suportar o mau cheiro?\u201d<\/p>\n<p>Para o fil\u00f3sofo grego, se uma pessoa realmente acredita que nasceu para consumir carne, ela deve pelo menos assumir a responsabilidade de matar o que h\u00e1 de comer. Ele diz que quem se considera, de fato, carn\u00edvoro, precisa abdicar do uso da faca, da marreta ou do machado; e agir como os lobos, os ursos e os le\u00f5es, que se alimentam ao mesmo tempo em que matam. Plutarco desafia as pessoas a \u201crasgarem um boi com os dentes\u201d, \u201croerem um porco ainda vivo\u201d ou a reduzirem \u201cum cordeiro ou uma lebre em peda\u00e7os\u201d usando apenas as m\u00e3os e a boca.<\/p>\n<p>Tal costume de n\u00e3o assumir a responsabilidade sobre o abate \u00e9 o que permite a dissocia\u00e7\u00e3o entre a morte animal e o consumo de carne. Assim permitindo que o paladar esteja em acordo com a barb\u00e1rie alimentar. Plutarco cita um epis\u00f3dio em que um lacedem\u00f4nio comprou um peixe em uma pousada e o entregou ao seu senhorio. O homem ent\u00e3o exigiu que o preparasse com queijo, vinagre e \u00f3leo. O lacedem\u00f4nio respondeu que se tivesse todos esses ingredientes, n\u00e3o teria porque comprar o peixe:<\/p>\n<p>\u201cMas somos t\u00e3o despreocupados em rela\u00e7\u00e3o ao nosso luxo sangrento que atribu\u00edmos \u00e0 carne o nome de carne; e ent\u00e3o exigimos outro tempero para a mesma carne, misturando \u00f3leo, vinho, mel, salmoura e vinagre, com especiarias \u00e1rabes.\u201d Na perspectiva plutarquiana, Pit\u00e1goras se absteve do consumo de carne com raz\u00e3o, ponderando que aquilo a que as pessoas chamam simplesmente de \u201ccarne\u201d era parte do corpo de um animal n\u00e3o humano, logo importante a ele. Plutarco condenava a banaliza\u00e7\u00e3o do sangue dos corpos abatidos, esfolados e maculados, observando que o mau cheiro era sempre ofuscado como forma de \u201cn\u00e3o ofender o paladar\u201d.<\/p>\n<p>Ele admite que em outros tempos talvez o consumo de carne pudesse ser justificado pela escassez de alimentos vegetais, dependendo da localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Por\u00e9m, em sua \u00e9poca, o consumo de carne j\u00e1 n\u00e3o era visto como essencial, mas somente uma reafirma\u00e7\u00e3o de status, distin\u00e7\u00e3o social, e express\u00e3o de extravagantes concupisc\u00eancias. \u201cO seu crescente e despreocupado capricho relacionado \u00e0 variedade excessiva de provis\u00f5es [de origem animal] trouxe prazeres t\u00e3o insoci\u00e1veis como estes contra a natureza\u201d, anotou Plutarco. Tal observa\u00e7\u00e3o foi feita pelo fil\u00f3sofo arrazoando que \u00e0 \u00e9poca uma minoria estava imersa nos excessos da carne. Por isso, ele a considerava tamb\u00e9m um costume insoci\u00e1vel, bravio e segregacionista.<\/p>\n<p>\u201cQue abund\u00e2ncia de coisas brotam para o seu uso! De quantas vinhas frut\u00edferas voc\u00ea pode desfrutar! Que riqueza voc\u00ea recolhe dos campos! Que iguarias das \u00e1rvores e das plantas, voc\u00ea pode reunir!\u00a0 Voc\u00ea pode fluir e preencher-se sem poluir. [\u2026] Quanto a n\u00f3s, ca\u00edmos sobre a parte mais triste e assustadora do tempo, na qual fomos expostos a desejos m\u00faltiplos e inextric\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo defendia que todos poderiam viver melhor, de forma mais justa e pac\u00edfica, se partilhassem da mesma nutri\u00e7\u00e3o sem alimentos de origem animal. No seu entendimento, a exalta\u00e7\u00e3o do consumo da carne trouxe a gula e a regenera\u00e7\u00e3o, e transformou o racional em irracional. \u201cQue refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 cara? Aquela em que nenhum animal \u00e9 morto\u201d, afirma. Valendo-se dos ensinamentos de Emped\u00f3cles, Plutarco cita que n\u00e3o devemos ignorar o sentimento, a vis\u00e3o, a audi\u00e7\u00e3o, a imagina\u00e7\u00e3o e a intelec\u00e7\u00e3o que cada animal recebeu da natureza para adquirir o que \u00e9 aceit\u00e1vel e evitar o que \u00e9 desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ele reconhecia a grande diversidade dos alimentos de origem vegetal, assim n\u00e3o vendo qualquer justificativa para que os humanos transgredissem o que ele definia como \u201clei da natureza\u201d, que era a n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o na vida n\u00e3o humana visando o abate que nada atende al\u00e9m dos v\u00edcios do paladar. \u201cPor que se deixar levar pela voracidade e pelo frenesi nesses dias, contaminando-se com o sangue, quando h\u00e1 abund\u00e2ncia de alimentos necess\u00e1rios \u00e0 sua subsist\u00eancia? Por que voc\u00ea acredita que a terra n\u00e3o \u00e9 capaz de mant\u00ea-lo vivo? [\u2026] Voc\u00ea n\u00e3o se envergonha de misturar as frutas e os vegetais com sangue e morte?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Plutarco associava \u00e0 naturaliza\u00e7\u00e3o do consumo de carne e da viol\u00eancia contra n\u00e3o humanos com os h\u00e1bitos dos mais abastados, porque esses representavam a maior parte dos glut\u00f5es consumidores de carne de seu tempo, que foram os respons\u00e1veis por despertar o mesmo \u00edmpio desejo entre os plebeus e miser\u00e1veis. \u201c\u00d3, terr\u00edvel crueldade! \u00c9 verdadeiramente uma vis\u00e3o desconfort\u00e1vel a mesa de pessoas ricas que mant\u00eam cozinheiros e fornecedores \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o para abastec\u00ea-los com corpos mortos em sua alimenta\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Mas \u00e9 ainda pior ver que os mam\u00edferos s\u00e3o afastados da natureza para que os matem em quantidade que nem mesmo consumir\u00e3o. Estes, portanto, foram mortos sem prop\u00f3sito\u201d, critica.<\/p>\n<p>Ele qualificava como um equ\u00edvoco o ser humano se intitular carn\u00edvoro, ponderando que nos falta a aptid\u00e3o e as caracter\u00edsticas dos animais naturalmente carn\u00edvoros: \u201cN\u00e3o temos o bico de um falc\u00e3o, garras e dentes afiados, nem mesmo um est\u00f4mago apto a digerir adequadamente uma alimenta\u00e7\u00e3o pesada de carne. Partindo da suavidade da l\u00edngua e da lentid\u00e3o do est\u00f4mago para digeri-la, a natureza parece renunciar toda a pretens\u00e3o dos v\u00edveres carnudos. [\u2026] Uma vez, Di\u00f3genes arriscou-se a comer um grande contingente de carne crua, para que pudesse se desfazer da carne preparada no fogo; e enquanto v\u00e1rios sacerdotes estavam ao seu redor, ele colocou a cabe\u00e7a na sua plataforma, o peixe na boca e disse: \u2018\u00c9 por sua causa, senhores, que me coloco em perigo e corro esse risco.\u2019\u201d<\/p>\n<p>Plutarco n\u00e3o negava que o ser humano \u00e9 capaz de consumir carne, por\u00e9m reconhecia que a toler\u00e2ncia humana para o consumo de carne \u00e9 bem diferente daquela dos animais carn\u00edvoros, j\u00e1 que nossas limita\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais axiom\u00e1ticas: \u201cTemos os preju\u00edzos provocados tanto no corpo como na alma dos consumidores. Os inc\u00f4modos da digest\u00e3o e aquela desconfort\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o de peso.\u201d O fil\u00f3sofo grego acreditava que o consumo de carne brutificava a mente e o intelecto humano. Por isso, frisa em \u201cDo Consumo da Carne\u201d, que o pr\u00f3prio est\u00f4mago n\u00e3o \u00e9 culpado pelo derramamento de sangue, mas \u00e9 involuntariamente maculado pela nossa intemperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ele narra que os primeiros homens a alegarem que n\u00e3o devemos justi\u00e7a aos animais foram os primeiros a baterem o \u201ca\u00e7o maldito\u201d, fazendo com o que o boi sentisse a l\u00e2mina penetrando sua carne. Baseando-se em suas pesquisas, Plutarco concluiu que tiranos e opressores foram os primeiros a legitimarem o derramamento de sangue. Cita como exemplo o primeiro homem que os atenienses mataram deliberadamente. Mais tarde, incorrendo na pr\u00e1tica de matarem outros sem direito a um julgamento justo.<\/p>\n<p>Logo passaram a violentar desnecessariamente animais selvagens e a com\u00ea-los. Insatisfeitos com a carne das \u201cferas\u201d, os atenienses passaram a matar pequenas aves e peixes: \u201cE o desejo do abate, pela primeira vez experimentado e exercitado, chegou ao cordial boi, \u00e0s ovelhas que nos vestem, e ao pobre galo que guarda a casa. At\u00e9 que, pouco a pouco, a for\u00e7a insaci\u00e1vel fora fortalecida pelo uso, e os homens chegaram ao abate de homens, e ao derramamento de sangue, e \u00e0s guerras.\u201d<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo grego via o h\u00e1bito de criar animais d\u00f3ceis com fins de abate, ou seja, seres indefesos, incapazes de escaparem da crueldade humana, como um exemplo cl\u00e1ssico da tirania e da vilania em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras esp\u00e9cies. E mais do que isso, como uma prova incontend\u00edvel da a\u00e7\u00e3o humana em arbitrariedade aos des\u00edgnios da natureza. Afinal, sempre escolhiam os animais mais f\u00e1ceis de serem domesticados fora da natureza selvagem. E a esses animais era legado um destino cruel. Ferros incandescentes eram espetados nas gargantas dos su\u00ednos, visando garantir uma carne mais tenra e macia conforme o sangue flu\u00eda com mais facilidade em decorr\u00eancia dos golpes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m era costume saltar sobre os ventres e os \u00faberes de porcas prenhas, pouco antes destas parirem, fazendo com que o sangue se misturasse ao leite e aos fetos \u2013 o que deixava a \u201ccarne mais suculenta\u201d. Os homens cegavam cisnes e outras aves criadas em cativeiro, com a finalidade de as condicionarem a uma alimenta\u00e7\u00e3o for\u00e7ada que pudesse enriquecer pratos ex\u00f3ticos. E nada disso tinha rela\u00e7\u00e3o com a necessidade, mas simplesmente com a glutonaria, o prazer da vilania, na concep\u00e7\u00e3o plutarquiana. \u201cO in\u00edcio de uma dieta viciosa \u00e9 acompanhado por todos os tipos de luxo e car\u00eancia\u201d, censura.<\/p>\n<p>Dentre os fil\u00f3sofos gregos da Antiguidade, Plutarco recomenda em \u201cDo Consumo da Carne\u201d que aqueles que buscam uma forma\u00e7\u00e3o humana mais civilizada devem seguir os ensinamentos de Pit\u00e1goras e Emped\u00f3cles, em uma clara refer\u00eancia \u00e0 defesa da absten\u00e7\u00e3o do consumo de animais. S\u00e3o pensadores que, segundo ele, \u201cincitam os seres humanos a se aproximarem dos outros membros da cria\u00e7\u00e3o\u201d:<\/p>\n<p>\u201cChamas selvagens e ferozes outros carn\u00edvoros, os tigres, os le\u00f5es e as serpentes, enquanto manchas no sangue as tuas m\u00e3os, e em esp\u00e9cie alguma de barb\u00e1rie lhes ficas inferior. E para eles, todavia, o assassinato \u00e9 apenas o meio de se sustentarem; para ti, \u00e9 uma lasc\u00edvia sup\u00e9rflua. Aos inocentes, aos mansos, aos que n\u00e3o t\u00eam aux\u00edlio nem defesa \u2014 a esses perseguimos e matamos. S\u00f3 para ter um peda\u00e7o da sua carne, os privamos da luz do sol, da vida para que nasceram. Tomamos por inarticulados e inexpressivos os gritos de queixume que eles soltam e voam em todas as dire\u00e7\u00f5es, quando na realidade s\u00e3o inst\u00e2ncias e s\u00faplicas e rogos que cada um deles nos dirige dizendo: \u2018N\u00e3o \u00e9 da verdadeira satisfa\u00e7\u00e3o das vossas reais necessidades que queremos livrar-nos, mas da complacente lux\u00faria dos vossos apetites.\u2019\u201d<\/p>\n<p><strong>Saiba Mais<\/strong><\/p>\n<p>Plutarco nasceu em Queroneia, na Be\u00f3cia, na Gr\u00e9cia Central, no ano de 46, e faleceu em Delfos, tamb\u00e9m na Gr\u00e9cia, no ano 120.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de \u201cMoralia\u201d, outra obra importante do fil\u00f3sofo grego \u00e9 \u201cVidas Paralelas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Plutarchus, Moralia: Volume VI, Fascicle 1 (Bibliotheca scriptorum Graecorum et Romanorum Teubneriana). C. Hubert. H. Drexler. \u00a0Bibliotheca scriptorum Graecorum et Romanorum Teubneriana. \u00a0K.G. SAUR VERLAG. Segunda reimpress\u00e3o da segunda edi\u00e7\u00e3o de 1958 (2002).<\/p>\n<p>__________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/david-arioch-e1507212048175.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-98810\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/david-arioch-e1507212048175.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"125\" \/><\/a><em>David Arioch \u00e9 jornalista, pesquisador e documentarista. Trabalha profissionalmente h\u00e1 dez anos com jornalismo cultural e liter\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/davidarioch.com\/2018\/01\/25\/plutarco-e-a-relacao-entre-a-violencia-e-o-consumo-de-carne\/\" >Go to Original \u2013 davidarioch.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor de \u201cDe Esu Carnium\u201d, ou \u201cDo Consumo da Carne\u201d, escrito no s\u00e9culo I, que integra uma de suas obras mais importantes \u2013 \u201cMoralia\u201d, o fil\u00f3sofo platonista, bi\u00f3grafo e ensa\u00edsta grego, que se voltava para a discuss\u00e3o das quest\u00f5es morais, escreveu que o \u201ch\u00e1bito selvagem\u201d do consumo de carne inclina a mente \u00e0 brutalidade, ao derramamento de sangue e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":105701,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-105700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105700\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}