{"id":112024,"date":"2018-05-28T12:00:05","date_gmt":"2018-05-28T11:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=112024"},"modified":"2018-05-26T15:05:08","modified_gmt":"2018-05-26T14:05:08","slug":"portugues-jess-strathdee-a-mulher-que-se-tornou-vegana-depois-de-trabalhar-em-uma-fazenda-de-producao-de-leite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2018\/05\/portugues-jess-strathdee-a-mulher-que-se-tornou-vegana-depois-de-trabalhar-em-uma-fazenda-de-producao-de-leite\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Jess Strathdee, a mulher que se tornou vegana depois de trabalhar em uma fazenda de produ\u00e7\u00e3o de leite"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>\u00a0\u201cVi m\u00e3es que deram \u00e0 luz na neve ou durante tempestades e foram privadas de seus beb\u00eas\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_112026\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/novica_Jess-Strathdee_2.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-112026\" class=\"wp-image-112026\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/novica_Jess-Strathdee_2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/novica_Jess-Strathdee_2.jpg 580w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/novica_Jess-Strathdee_2-300x192.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-112026\" class=\"wp-caption-text\">\u201cDepois de romper essa barreira de condicionamento social do consumo de carne, voc\u00ea acorda em um mundo de horror\u201d . (Acervo: Now To Love)<\/p><\/div>\n<p><em>17 maio 2018 &#8211; <\/em>No in\u00edcio de 2013, quando Jess Strathdee e seu parceiro Andrew decidiram trabalhar em uma fazenda de gado leiteiro em Canterbury, na Nova Zel\u00e2ndia, eles acharam que tinham encontrado o estilo de vida rural perfeito. Juntos por mais de uma d\u00e9cada, o casal aceitou recome\u00e7ar uma vida baseada em longas horas de trabalho fisicamente exaustivo; isto porque era uma oportunidade de passarem mais tempo juntos, sentindo o ar fresco do campo, sem o deslocamento di\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, depois de conviver com vacas e bezerros por quase quatro anos Jess, que, tinha uma t\u00edpica dieta on\u00edvora \u2013 rica em carnes e latic\u00ednios, deu uma guinada em sua vida \u2013 tornando-se vegana e ativista dos direitos animais. \u201cDepois de romper essa barreira de condicionamento social do consumo de carne, voc\u00ea acorda em um mundo de horror\u201d, relatou a Carmen Lichi, do \u201cNow To Love\u201d, da Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Segundo Jess Strathdee, que nunca tinha sido uma amante dos animais, e s\u00f3 havia convivido diariamente com um c\u00e3o em sua inf\u00e2ncia, quando voc\u00ea se torna vegano, voc\u00ea percebe que esteve cego diante do holocausto que acontece ao seu redor. A princ\u00edpio, quando come\u00e7ou a trabalhar na fazenda que contava com um rebanho de 600 vacas, ela teve um sentimento de \u201corgulho e solidariedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacas\u201d \u2013 e exatamente por causa da perspectiva rom\u00e2ntica que as pessoas t\u00eam a respeito da produ\u00e7\u00e3o leiteira.<\/p>\n<p>Contudo, a realidade descortinou essa ilus\u00e3o assim que ela testemunhou a primeira temporada de nascimento de bezerros. \u201cA sensa\u00e7\u00e3o de horror foi imediata. Vi m\u00e3es que deram \u00e0 luz na neve ou durante tempestades e foram imediatamente privadas de seus beb\u00eas \u2013 elas nem sequer conseguiram limp\u00e1-los primeiro. Os menores bezerros eram alimentados por sonda duas vezes ao dia durante quatro dias; um litro de colostro derramado de uma s\u00f3 vez\u201d, afirmou ao \u201cNow To Love\u201d.<\/p>\n<p>Jess sabia que as vacas precisam gerar vidas para produzirem leite, mas n\u00e3o tinha ideia de que os bezerros poderiam ser afastados das m\u00e3es t\u00e3o rapidamente: \u201cNaquela primeira manh\u00e3, eu sabia que nunca mais tomaria leite e chorei todos os dias por duas semanas.\u201d<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Jess ficou gr\u00e1vida, e ela e o marido decidiram continuar na fazenda. Em julho de 2016, em sua quarta temporada de nascimento de bezerros, Jess sofreu com uma grave depress\u00e3o: \u201cNunca me senti suicida antes, mas quase perdi a cabe\u00e7a. Ser m\u00e3e intensificou tudo o que eu sentia pelas vacas e seus beb\u00eas. Acordei e percebi exatamente o que eu estava fazendo para pagar as minhas contas\u201d, declarou.<\/p>\n<p>O local onde os bezerros nasciam n\u00e3o era distante da janela de Jess, e ela podia ouvir as dores das vacas a noite toda. Elas observavam seus filhos afetuosamente e os limpavam, at\u00e9 que Andrew chegava com um trator e uma gaiola para levar os beb\u00eas para os currais.<\/p>\n<p>Jess, que n\u00e3o era afei\u00e7oada \u00e0s redes sociais, um dia entrou no Facebook e encontrou muitos veganos e grupos dos direitos animais; o que a motivou. Conversando com um ativista vegano chamado Carl Scott, de Dunedin, que j\u00e1 foi funcion\u00e1rio de um matadouro, ela percebeu que definitivamente precisava mudar de vida.<\/p>\n<p>Jess Strathdee garantiu que seria capaz de deixar o marido se ele n\u00e3o concordasse em partir. \u201cEu tive que sair. Eu certamente estava perdendo a cabe\u00e7a\u201d, justificou. Para a sua surpresa, Andrew disse que tamb\u00e9m estava infeliz na fazenda e n\u00e3o suportaria outra temporada de nascimentos de bezerros. Atualmente, o casal reside em uma pequena cidade costeira de Canterbury, onde criam o filho Mac como vegano: \u201cAs coisas n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis, porque vivemos com pouco, mas estamos felizes.\u201d<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nowtolove.co.nz\/health\/diet-nutrition\/farming-made-me-a-vegan-33880\" >Lichi, Carmen.\u00a0\u00a0Former dairy farmer tells how the job turned her vegan (16 de agosto de 2017).<\/a><\/p>\n<p><em>_____________________________________________<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/david-arioch-vegano-muscula\u00e7\u00e3o.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-107340\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/david-arioch-vegano-muscula\u00e7\u00e3o-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>David Arioch \u00e9 body builder, jornalista, pesquisador e documentarista. Trabalha profissionalmente h\u00e1 dez anos com jornalismo cultural e liter\u00e1rio.<\/em> <em>\u201cO mais importante \u00e9 eu estar em sintonia com o que estou produzindo. Atualmente escrevo bastante sobre vegetarianismo, veganismo e direitos animais, porque s\u00e3o assuntos que me interessam muito.\u201d <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/davidarioch.com\/2017\/03\/26\/oito-anos-de-david-arioch-jornalismo-cultural\/\" >Leia mais&#8230;<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/davidarioch.com\/2018\/05\/17\/jess-strathdee-a-mulher-que-se-tornou-vegana-depois-de-trabalhar-em-uma-fazenda-de-producao-de-leite\/\" >Go to Original \u2013 davidarioch.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> \u201cVi m\u00e3es que deram \u00e0 luz na neve ou durante tempestades e foram privadas de seus beb\u00eas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":112026,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-112024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112024\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/112026"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}