{"id":112509,"date":"2018-06-04T12:00:53","date_gmt":"2018-06-04T11:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=112509"},"modified":"2018-06-04T11:30:02","modified_gmt":"2018-06-04T10:30:02","slug":"portugues-educacao-vegana-tratamento-de-choque-nao-e-educativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2018\/06\/portugues-educacao-vegana-tratamento-de-choque-nao-e-educativo\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Educa\u00e7\u00e3o Vegana: Tratamento de choque n\u00e3o \u00e9 educativo"},"content":{"rendered":"<p>Um tema que constantemente vem \u00e0 tona, \u00e9 se devemos ou n\u00e3o exibir document\u00e1rios que mostram cenas de torturas e abates de animais n\u00e3o humanos, para as crian\u00e7as. \u00c9 uma d\u00favida comum em pais vegetarianos e\/ou veganos. A d\u00favida \u00e9 legitima. Mas ser\u00e1 que a exibi\u00e7\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>Crian\u00e7as que vivem em duas casas (com pais separados), ou na casa dos pais e na dos av\u00f3s, onde s\u00f3 um dos lados n\u00e3o consome animais e o outro sim. Crian\u00e7as de pais vegetarianos que passam o dia na creche ou na escola onde a alimenta\u00e7\u00e3o servida \u00e9 ovo-galacto carnista. O que fazer para que minha crian\u00e7a n\u00e3o coma produtos de origem animal? O que fazer para que minha crian\u00e7a entenda que n\u00e3o se deve comer animais, ou seja, n\u00e3o deve aceitar essas \u201ccomidas\u201d quando oferecidas fora de casa?<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para muitos \u00e9 colocar a crian\u00e7a diante do document\u00e1rio A Carne \u00e9 Fraca ou do Terr\u00e1queos. A cren\u00e7a difundida \u00e9 a de que as crian\u00e7as da faixa et\u00e1ria que vai dos cinco aos dez anos ir\u00e3o se conscientizar de tudo que est\u00e1 sendo mostrado ali: confinamentos, tortura, estupro, esquartejamentos, eviscera\u00e7\u00e3o, tiros, queimaduras no animal vivo, retirada da pele no animal vivo, castra\u00e7\u00e3o sem anest\u00e9sico, choques, pauladas, marretadas\u2026 Uma s\u00e9rie de \u201cargumentos\u201d s\u00e3o apresentados para legitimar a exibi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><em>Voc\u00ea \u00e9 m\u00e3e\/pai, ou seja, sabe o que \u00e9 melhor para seu filho.<\/em><\/li>\n<li><em>Melhor conscientizar desde cedo com os document\u00e1rios.<\/em><\/li>\n<li><em>A vida \u00e9 cruel e violenta, por isso, tem que saber desde cedo como a vida \u00e9.<\/em><\/li>\n<li><em>At\u00e9 adulto chora, eu chorei demais, as crian\u00e7as tamb\u00e9m podem passar pelo mesmo.<\/em><\/li>\n<li><em>As crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o bobas, elas entendem o que se passa com o animal.<\/em><\/li>\n<li><em>O choque as tornar\u00e1 futuras vegetarianas ou veganas, com meu filho foi assim.<\/em><\/li>\n<li><em>Se meus pais tivessem mostrado pra mim quando era crian\u00e7a, teria me tornado vegetariano mais cedo.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 muito forte a ideia de que se \u00e9 m\u00e3e ou se \u00e9 pai, logo sabe de tudo que seus filhos precisam para crescerem sadios, tanto f\u00edsico quanto psicologicamente. Basta olharmos para a sociedade como um todo e veremos que ser m\u00e3e ou ser pai n\u00e3o \u00e9 garantia de que o filho ser\u00e1 bem cuidado, bem assistido. Mas o que vale n\u00e3o \u00e9 a boa inten\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis? Nem tudo que vem de uma boa inten\u00e7\u00e3o gera um bom resultado. Que bom resultado pode advir da exposi\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de cinco a dez anos a cenas d\u2019A Carne \u00e9 Fraca e do Terr\u00e1queos? Provavelmente v\u00e3o recorrer a meia d\u00fazia de casos isolados onde crian\u00e7as foram expostas e n\u00e3o sofreram um trauma com as cenas. E esses poucos viram a regra, o modelo a ser replicado a todas as crian\u00e7as filhas de pais vegetarianos e\/ou veganos. \u00c0s vezes, nos apegamos \u00e0 exce\u00e7\u00e3o. Algumas crian\u00e7as que assistem esse tipo de document\u00e1rio com cenas reais de abates e torturas, e que de imediato fazem a conex\u00e3o e param de comer animais e us\u00e1-los, e at\u00e9 come\u00e7am a defender os animais. S\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 o padr\u00e3o na inf\u00e2ncia. Essa consci\u00eancia animal (em termos Reganianos) n\u00e3o \u00e9 comum nas crian\u00e7as. Pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 1922, num trabalho intitulado \u201cSonho e Telepatia\u201d, no segundo caso relatado por Freud, lemos o seguinte trecho da carta de um sonho recorrente da inf\u00e2ncia: \u201cAnimais sendo abatidos. \u2013 Quando ouvia os porcos gritando, sempre pedia socorro e gritava: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 matando uma pessoa!\u201d (quatro anos de idade). Sempre me recusei a comer carne. A carne de porco invariavelmente me faz vomitar. Somente durante a guerra vim a comer carne e apenas contra a vontade; agora estou aprendendo a passar novamente sem ela. Cinco anos de idade. \u2013 Minha m\u00e3e estava dando \u00e0 luz e eu a ouvia gritar.<\/p>\n<p>Tive a sensa\u00e7\u00e3o: \u201cH\u00e1 um ser humano ou um animal em grande afli\u00e7\u00e3o\u201d, tal como tivera quando da matan\u00e7a dos porcos\u201d (p.223-224). Depois de analisar essas duas lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia da mo\u00e7a, ou seja, a rela\u00e7\u00e3o dos gritos da m\u00e3e no parto com o guinchado dos porcos ao serem abatidos; Freud diz: \u201cAfirmei noutra parte que essas cenas de inf\u00e2ncia constituem \u2018lembran\u00e7as encobridoras\u2019, selecionadas num per\u00edodo posterior, reunidas e n\u00e3o infrequentemente falsificadas no processo. Esse remodelamento subsequente serve a um fim \u00e0s vezes f\u00e1cil de adivinhar. Em nosso caso, quase se pode ouvir o ego da autora a glorificar-se ou acalmar-se por meio dessa s\u00e9rie de recorda\u00e7\u00f5es: \u2018Fui desde a inf\u00e2ncia uma criatura nobre e compassiva. Aprendi muito cedo que os animais t\u00eam alma como n\u00f3s e n\u00e3o podia suportar a crueldade para com eles. Os pecados da carne achavam-se longe de mim e conservei minha castidade at\u00e9 bem tarde na vida\u2019\u201d (p.227). O que pais vegetarianos e\/ou veganos gostariam de tirar de lembran\u00e7as como essas dessa mo\u00e7a, \u00e9 que as cenas na inf\u00e2ncia foram ben\u00e9ficas para uma mudan\u00e7a de h\u00e1bito no futuro. Ou seja, de uma crian\u00e7a carnista, para um adolescente e adulto vegetariano. Mas, tecnicamente falando, n\u00e3o \u00e9 bem assim que acontece na maioria dos casos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 atoa que existe a classifica\u00e7\u00e3o dos filmes e desenhos pela faixa et\u00e1ria. O m\u00ednimo que se espera \u00e9 que se respeite as fases do desenvolvimento psicol\u00f3gico da crian\u00e7a. At\u00e9 mesmo a produ\u00e7\u00e3o de desenhos infantis s\u00e3o divididos pela faixa et\u00e1ria. Se a Galinha Pintadinha \u00e9 extremamente atrativa para uma crian\u00e7a de dois anos, j\u00e1 n\u00e3o o \u00e9 para uma de sete anos. Para a de sete anos, o desenho tem uma outra linguagem, assim como para uma de dez anos.<\/p>\n<p>Vivemos numa sociedade demasiadamente erotizada, ou melhor, obscenamente pornogr\u00e1fica, objetificando na quase totalidade o corpo feminino. Segundo o argumento acima, de que a vida \u00e9 assim mesmo, logo as crian\u00e7as devem saber o que se passa, dever\u00edamos coloc\u00e1-las diante da tela e exibir um filme porn\u00f4 para ela \u201cconscientizar-se\u201d de \u201ccomo as coisas s\u00e3o\u201d. Quantas mulheres s\u00e3o violentadas por dia no Brasil? Dever\u00edamos exibir cenas de estupro para as crian\u00e7as \u201cconscientizarem-se\u201d que em nossa sociedade machista \u00e9 assim que as mulheres s\u00e3o tratadas? As crian\u00e7as que presenciaram ao vivo o violento genoc\u00eddio em Ruanda em 1994, e que sobreviveram aos massacres (esquartejamentos, estupros, tiros\u2026), s\u00e3o hoje adultos defensores contumazes da paz entre T\u00fatsis e H\u00fatus? Acreditar que assistir cenas de viol\u00eancia conscientiza crian\u00e7as a se tronarem adultos pac\u00edficos e respeitosos, para com a nossa esp\u00e9cie e para com as outras, \u00e9 ignorar a hist\u00f3ria da humanidade, que nos diz o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 2002, chegou aos cinemas brasileiros o filme A Cidade de Deus. Na pel\u00edcula, as crian\u00e7as n\u00e3o s\u00f3 viam cotidianamente as cenas das mais diversas viol\u00eancias, elas conviviam. E de todas elas, s\u00f3 uma n\u00e3o seguiu o violento mundo do crime j\u00e1 na juventude, o Buscap\u00e9. A tese de que ver cenas de viol\u00eancia com os animais far\u00e1 ter consci\u00eancia de que aquilo \u00e9 errado, n\u00e3o \u00e9 universaliz\u00e1vel, pelo contr\u00e1rio. Na maioria das vezes, o choque pode fazer o efeito oposto do almejado pela boa inten\u00e7\u00e3o. A empatia n\u00e3o trabalhada da forma correta pode dar lugar \u00e0 frieza com a dor alheia. Durante uma d\u00e9cada exibi esses document\u00e1rios citados acima e muitos outros para meus alunos no ensino m\u00e9dio p\u00fablico na periferia da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Uma m\u00e9dia de 700 alunos por ano. Sempre depois de muita aula te\u00f3rica sobre os temas abordados nesses document\u00e1rios. A faixa et\u00e1ria era outra, obviamente, de jovens e adultos. E a resposta un\u00e2nime dos alunos que riam e saiam da sala de exibi\u00e7\u00e3o tratando com desdem as imagens, era que j\u00e1 tinham visto aquilo antes; ou mostrado por algum parente ou por algum professor. Ou seja, a exibi\u00e7\u00e3o sem dialogar sobre, sem discutir os fundamentos \u00e9ticos, tendo a imagem por si s\u00f3, passou do choque inicial \u00e0 banaliza\u00e7\u00e3o do mal. Tornaram-se jovens frios, insens\u00edveis com a dor expressada em outra esp\u00e9cie. Presenciei o mesmo com o p\u00fablico adolescente e jovem, ao dar aulas de direitos animais e veganismo em escolas no interior das Minas Gerais, ambiente rural. Ou seja, a maioria dos jovens cresceram vendo animais sendo mortos nos quintais de casa para servir de alimento para a fam\u00edlia. Degola, enforcamento, mergulho em \u00e1gua fervente, esfaqueamento, marretada, eviscera\u00e7\u00e3o\u2026 tendo como trilha sonora os gritos dos animais. Anos e anos na inf\u00e2ncia vendo ao vivo essa pr\u00e1tica em casa (na casa da av\u00f3, do tio, do vizinho) forma adolescentes que banalizam a tortura e sofrimento dos animais de outras esp\u00e9cies, al\u00e9m da nossa. O mal passa a ser banal, comum e corriqueiro. Nas palavras dos pr\u00f3prios adolescentes: \u201csempre foi assim, \u00e9 normal\u201d. Se a exposi\u00e7\u00e3o a cenas de abates de animais conscientiza-se crian\u00e7as a se tornarem vegetarianas ou veganas, nos interiores do Brasil, onde elas v\u00eam isso cotidianamente e ao vivo, concentraria a maior popula\u00e7\u00e3o vegetariana e vegana do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>O <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=EvP2Qy4ZEzA\" >document\u00e1rio A Carne \u00e9 Fraca<\/a>, tem muito mais especialistas falando sobre os diversos impactos do consumo de carne do que imagens de abates. Mas as poucas imagens na parte dois, que trata dos abates, \u00e9 forte o suficiente para chocar quem acredita que a carne que come brotou dentro do supermercado. Crian\u00e7as de cinco a dez anos n\u00e3o tem capacidade cognitiva necess\u00e1ria para entender e compreender o que os especialistas est\u00e3o dizendo, o que sobra s\u00e3o as imagens. Se retomarmos a proposta do INR veremos que a produ\u00e7\u00e3o desse document\u00e1rio n\u00e3o foi visando esse p\u00fablico infantil.<\/p>\n<p>Nina Rosa Jacob, que de forma muito honesta, me disse que por ela n\u00e3o conviver diretamente com crian\u00e7as, fica dif\u00edcil responder sobre os impactos dos document\u00e1rios de abates sobre elas. Segundo ela, \u201cCinco anos me parece t\u00e3o cedo\u2026 Mas com dez anos, creio que a maioria estaria apta a digerir o poss\u00edvel e \u2018deletar\u2019 o imposs\u00edvel de assimilar. Logicamente depende de cada ser, da sensibilidade pessoal de cada crian\u00e7a, dos mecanismos que cada uma criou para enfrentar realidades talvez desconhecidas. [\u2026] Sempre se pode come\u00e7ar com A Engrenagem e Vegana, que por serem em anima\u00e7\u00e3o informam, mas por outro lado n\u00e3o cont\u00e9m o conte\u00fado chocante da experi\u00eancia\u201d, transmitida na A Carne \u00e9 fraca e no Terr\u00e1queos. Para Nina Rosa, a exibi\u00e7\u00e3o deveria vir acompanhada das atividades que constam na obra infantil: \u201cEnt\u00e3o, voc\u00ea ama os animais \u2013 um livro recheado de divers\u00e3o e aventura para ajudar as crian\u00e7as a ajudarem os animais\u201d, tamb\u00e9m publicado pelo INR.<\/p>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga Dayane Lotti \u2013 que tamb\u00e9m \u00e9 ativista vegana pelos direitos animais: \u201cN\u00e3o \u00e9 educativo. N\u00e3o conscientiza. At\u00e9 porque nessa faixa et\u00e1ria \u00e9 dif\u00edcil falar em conscientiza\u00e7\u00e3o. Elas est\u00e3o desenvolvendo outros mecanismos para isso. A imagem de um boi sendo morto, abatido, conscientiza tanto quanto a imagem de algu\u00e9m levando um tiro no rosto. Eu n\u00e3o acho nenhum pouco aconselh\u00e1vel passar esses document\u00e1rios para as crian\u00e7as. Al\u00e9m de n\u00e3o ser saud\u00e1vel para o desenvolvimento delas, n\u00e3o adianta em nada no sentido de conscientiza\u00e7\u00e3o. Expor crian\u00e7as a cenas de viol\u00eancia explicita, ainda por cima reais, n\u00e3o \u00e9 em hip\u00f3tese alguma algo ben\u00e9fico. Sejam cenas de viol\u00eancia contra quem quer que seja\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 pra ignorar os \u00faltimos cem anos de psicologia infantil, de psican\u00e1lise voltada a an\u00e1lise da crian\u00e7a, dos estudiosos nos mais variados campos que estudam as crian\u00e7as, e \u201cachar\u201d que s\u00f3 por que sou m\u00e3e ou pai e que minha a\u00e7\u00e3o \u00e9 movida pela boa inten\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 tudo bem. O di\u00e1logo \u00e9 o melhor caminho. Desde a antiguidade sabe-se que as crian\u00e7as aprendem por mimesis, ou seja, v\u00e3o copiar e reproduzir o bom ou o mau exemplo. Quanto ao recurso audiovisual no processo educativo, temos muitos desenhos e filmes infantis cuja tem\u00e1tica \u00e9 mostrar que os animais n\u00e3o s\u00e3o comidas, n\u00e3o s\u00e3o objetos de entretenimento, que sentem dor, que s\u00e3o amigos, que merecem cuidado e respeito, etc. Sem tratamento de choque. Alguns exemplos podem ser: Vegana; Engrenagem; O segredo dos animais; A fuga das galinhas; Procurando Nemo; Madagascar; Lisa, a vegetariana; Bee movie (at\u00e9 a metade abolicionista e, infelizmente, conclui com uma mensagem bem-estarista)\u2026<\/p>\n<p>Se a exposi\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as a cenas de viol\u00eancia formasse futuros adultos pac\u00edficos, compreensivos e respeitosos quanto a dor alheia, o mundo n\u00e3o estaria onde est\u00e1 em termos \u00e9ticos. Exposi\u00e7\u00e3o a cenas de viol\u00eancia expl\u00edcita nunca foi modelo de educa\u00e7\u00e3o moral. Tratamento de choque nunca foi educativo.<\/p>\n<p><strong>Algumas indica\u00e7\u00f5es de leitura:<\/strong><\/p>\n<p>KLEIN, M. \u201cO desenvolvimento inicial da consci\u00eancia na crian\u00e7a\u201d. In: Contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 psican\u00e1lise. S\u00e3o Paulo: Mestre Jou, 1970. pp.335-347.<\/p>\n<p>KRAMER, E. S. \u201cViol\u00eancia cultural ao imagin\u00e1rio das crian\u00e7as\u201d. In: AMORETTI, R. (org.). Psican\u00e1lise e viol\u00eancia: metapsicologia, cl\u00ednica e cultura. Petr\u00f3polis: Vozes, 1992. pp. 79-90.<\/p>\n<p>WALLON, H. A evolu\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica da crian\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2007.<br \/>\n___________. As origens do pensamento na crian\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Manole, 1989.<br \/>\n___________. As origens do car\u00e1ter na crian\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Nova Alexandria, 1995.<br \/>\n___________. Os meios, os grupos e a psicog\u00eanese da crian\u00e7a. In: Psicologia e educa\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia. Lisboa: Estampa, 1975. pp. 163-179.<br \/>\n__________. As etapas da personalidade na crian\u00e7a. In: Objetivos e m\u00e9todos da psicologia. Lisboa: Estampa, 1975. pp. 131-140.<br \/>\nWINNICOTT, D. W. \u201cA crian\u00e7a no grupo familiar\u201d. In: Tudo come\u00e7a em casa. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1989. pp. 101-110.<br \/>\n________________. \u201cO aprendizado infantil\u201d. In: Tudo come\u00e7a em casa. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1989. pp. 111-116.<\/p>\n<p>_____________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/logo-anda-novo-e1495624877955.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-92901\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/logo-anda-novo-e1495624877955.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"43\" \/><\/a><\/em><em>A imprensa n\u00e3o apenas informa. Ela forma conceitos. Modifica ideias. Influencia decis\u00f5es. Define valores. Participa das grandes mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas trazendo o mundo para o indiv\u00edduo pensar, agir e ser. \u00c9 justamente este o objetivo da <\/em>ANDA\u00a0\u2013 Ag\u00eancia de Not\u00edcias de Direitos Animais<em>: informar para transformar. A <\/em>ANDA<em>\u00a0difunde na m\u00eddia os valores de uma nova cultura, mais \u00e9tica, mais justa e preocupada com a defesa e a garantia dos direitos animais. \u00c9 o primeiro portal jornal\u00edstico do mundo voltado exclusivamente a fatos e informa\u00e7\u00f5es do universo animal. Com profissionalismo, seriedade e coragem, a <\/em>ANDA<em> abre um importante canal com jornalistas de todas as m\u00eddias e coloca em pauta assuntos que at\u00e9 hoje n\u00e3o tiveram o merecido espa\u00e7o ou foram mal debatidos na imprensa.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/2018\/02\/tratamento-de-choque-nao-e-educativo\/\" >Go to Original \u2013 anda.jor.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tema que constantemente vem \u00e0 tona, \u00e9 se devemos ou n\u00e3o exibir document\u00e1rios que mostram cenas de torturas e abates de animais n\u00e3o humanos, para as crian\u00e7as. \u00c9 uma d\u00favida comum em pais vegetarianos e\/ou veganos. A d\u00favida \u00e9 legitima. 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