{"id":11426,"date":"2011-04-11T12:00:14","date_gmt":"2011-04-11T11:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=11426"},"modified":"2011-04-07T13:36:31","modified_gmt":"2011-04-07T12:36:31","slug":"portuguese-cupula-do-brics-na-china-discute-rumos-da-governanca-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2011\/04\/portuguese-cupula-do-brics-na-china-discute-rumos-da-governanca-mundial\/","title":{"rendered":"(Portuguese) C\u00fapula do BRICS na China Discute Rumos da Governan\u00e7a Mundial"},"content":{"rendered":"<p>A Reforma da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e os rumos da governan\u00e7a global com eixo em um reordenamento multipolar mais equilibrado s\u00e3o alguns dos principais assuntos a serem tratados pelo Brasil na C\u00fapula de chefes de Estado dos Brics. O encontro ser\u00e1 realizado em 14 de abril, na Ilha de Sanya, na China, \u00a0e marcar\u00e1 a entrada da \u00c1frica do Sul como um dos membros do mecanismo internacional.<\/p>\n<p>Composto por Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul, a c\u00fapula do Brics vai discutir tamb\u00e9m o incremento da coopera\u00e7\u00e3o entre os estados-membros para fortalecer e continuar desenvolvendo o poder de influ\u00eancia do grupo, interc\u00e2mbio cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico e o aumento do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>A embaixadora Maria Edileuza Fontineli Reis, encarregada das rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com a \u00c1sia, explica que o encontro \u00e9 importante porque ser\u00e1 realizado em um momento em que o mundo ainda sofre desequil\u00edbrios e desajustes em decorr\u00eancia da crise. \u201cBrasil e China enfrentaram muito bem os efeitos da crise e, hoje, t\u00eam diante de si desafios em diferentes \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>\u201d\u00c9 importante valorizarmos nossa vertente multilateral, na constru\u00e7\u00e3o da nova governan\u00e7a global. Brasil e China, como dois pa\u00edses em desenvolvimento, defendem o fortalecimento do multilateralismo e trabalham muito intensamente no redesenho dessa governan\u00e7a global\u201d, afirmou Fontineli Reis.<\/p>\n<p>Apesar de diferen\u00e7as hist\u00f3ricas, culturais, pol\u00edticas e geogr\u00e1ficas, a aposta dos\u00a0governos do Brics, de acordo com o Itamaraty, foi de que seus pa\u00edses podem encontrar agendas que lhes permitam agir como um coletivo de maneira t\u00e3o ampla quanto poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cNo Brics defendemos a amplia\u00e7\u00e3o do poder de voto de economias. N\u00e3o faz sentido num mundo como o de hoje termos nas institui\u00e7\u00f5es financeiras internacionais pa\u00edses como a B\u00e9lgica (10,4 milh\u00f5es de habitantes), com poder de voto maior do que o do Brasil. Pa\u00edses como a Holanda (16,5 milh\u00f5es de habitantes), com poder de voto maior do que o da China\u201d, ressalta a embaixadora.<\/p>\n<p>Segundo Fontineli Reis, o Brasil tem uma coordena\u00e7\u00e3o muito importante em termos pol\u00edticos e econ\u00f4micos no \u00e2mbito do Brics \u201de estamos trabalhando para consolidar e aprofundar a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda pr\u00f3pria desse mecanismo, que \u00e9 muito novo, mas que desponta com muita curiosidade e for\u00e7a no redesenho de uma ordem internacional que venha a ser mais representativa e, portanto, que venha a refletir maior legitimidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Origem do Brics &#8211; <\/strong>A id\u00e9ia dos Brics foi formulada pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O\u00b4Neil, em estudo de 2001, intitulado Building Better Global Economic Brics. Fixou-se como categoria da an\u00e1lise nos meios econ\u00f4mico-financeiros, empresariais, acad\u00eamicos e de comunica\u00e7\u00e3o. Em 2006, o conceito deu origem a um agrupamento e incorporado \u00e0 pol\u00edtica externa de Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China.<\/p>\n<p>O peso econ\u00f4mico do grupo \u00e9 consider\u00e1vel. Entre 2003 e 2007, o crescimento dos quatro pa\u00edses representou 65% da expans\u00e3o do PIB mundial. Em paridade de poder de compra, o PIB (Produto Interno Bruto) dos Brics supera hoje o dos EUA ou o da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>Para dar uma id\u00e9ia do ritmo de crescimento desses pa\u00edses, em 2003 os Brics respondiam por 9% do PIB mundial. J\u00e1 em 2009, as economias dos quatro pa\u00edses somavam 14,3%, com um PIB conjunto de US$ 8,9 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais &#8211;<\/strong> Desde ter\u00e7a-feira (29), o Em Quest\u00e3o come\u00e7ou uma s\u00e9rie de reportagens sobre as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, comercias e pol\u00edticas entre Brasil e China. O objetivo \u00e9 apresentar os aspectos mais relevantes dessa parceria, que cresceu 1.246% em apenas oito anos.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.secom.gov.br\/sobre-a-secom\/nucleo-de-comunicacao-publica\/copy_of_em-questao-1\/boletim-1257-05.04\/cupula-do-brics-na-china-discute-rumos-da-governanca-mundial\/\" > <\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.secom.gov.br\/sobre-a-secom\/nucleo-de-comunicacao-publica\/copy_of_em-questao-1\/boletim-1257-05.04\/cupula-do-brics-na-china-discute-rumos-da-governanca-mundial\/\" >Go to Original \u2013 secom.gov.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Reforma da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e os rumos da governan\u00e7a global com eixo em um reordenamento multipolar mais equilibrado s\u00e3o alguns dos principais assuntos a serem tratados pelo Brasil na C\u00fapula de chefes de Estado dos Brics. 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