{"id":119103,"date":"2018-09-24T12:00:28","date_gmt":"2018-09-24T11:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=119103"},"modified":"2018-09-22T13:44:07","modified_gmt":"2018-09-22T12:44:07","slug":"portugues-jumentos-uma-vida-de-exploracao-que-agora-termina-no-matadouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2018\/09\/portugues-jumentos-uma-vida-de-exploracao-que-agora-termina-no-matadouro\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Jumentos, uma vida de explora\u00e7\u00e3o que agora termina no matadouro"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>Hoje, caminha-se para um novo n\u00edvel de objetifica\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria de mais uma esp\u00e9cie animal.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_119104\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jumento-brasil-animal.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-119104\" class=\"wp-image-119104\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jumento-brasil-animal.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jumento-brasil-animal.jpeg 970w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jumento-brasil-animal-300x186.jpeg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jumento-brasil-animal-768x475.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-119104\" class=\"wp-caption-text\">O jumento j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas um animal explorado como meio de m\u00e3o de obra, mas tamb\u00e9m reduzido a fonte de alimento. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p><em>21 set 2018 &#8211; <\/em>Considerado um dos s\u00edmbolos da regi\u00e3o Nordeste, os jumentos foram trazidos para o Brasil em 1534, na expedi\u00e7\u00e3o de Martim Afonso de Souza que viu nesses animais uma rara resist\u00eancia. Assim que chegaram \u00e0 Capit\u00e2nia de S\u00e3o Vicente, n\u00e3o demorou para que o rebanho se multiplicasse.<\/p>\n<p>Em 1810, em Entre Rios de Minas, em Minas Gerais, o padre Manuel Maria Torquato de Almeida achou que seria uma boa ideia cruzar os asininos de origem italiana e eg\u00edpcia com o objetivo de garantir o \u201cmelhoramento gen\u00e9tico\u201d dos animais na Fazenda Curtume. Entre os primeiros jumentos p\u00eaga que nasceram estavam aqueles que foram enviados para a fazenda Engenho Grande dos Cataguases em Lagoa Dourada, tamb\u00e9m em Minas Gerais.<\/p>\n<p>No local, o fazendeiro Eduardo Jos\u00e9 de Rezende ampliou o rebanho e encarregou os filhos de fazerem o mesmo. Mais tarde, em 15 de agosto de 1947, surgiu a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Jumento P\u00eaga, visando garantir o desenvolvimento da \u201cra\u00e7a brasileira\u201d com finalidade comercial. Ou seja, para us\u00e1-los principalmente em trabalhos pesados no campo, como animal de carga e tra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquele tempo, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a capacidade dos jumentos de conviverem pacificamente com animais das mais diferentes esp\u00e9cies. Na realidade, n\u00e3o apenas conviviam com eles como os defendiam em situa\u00e7\u00e3o de perigo ou imin\u00eancia de viol\u00eancia. Por isso, passaram a ser identificados como animais inteligentes, sens\u00edveis, companheiros e d\u00f3ceis \u2013 o que tamb\u00e9m facilitava a sua explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os jumentos j\u00e1 se diferenciavam de outros animais por terem caracter\u00edsticas r\u00fasticas e t\u00edpicas dos animais do deserto, como a capacidade de sobreviver com uma alimenta\u00e7\u00e3o escasseada. Inclusive foi isso que permitiu que os jumentos se tornassem t\u00e3o populares no norte de Minas e no Nordeste brasileiro. Mas o que era uma vantagem para o ser humano, sempre se apresentou como uma desvantagem para o animal.<\/p>\n<p>Em 1977, Chico Buarque j\u00e1 cantava sobre a cruel realidade servil desse animal na m\u00fasica \u201cO Jumento\u201d: \u201cJumento n\u00e3o \u00e9 o grande malandro da pra\u00e7a. Trabalha, trabalha de gra\u00e7a. N\u00e3o agrada ningu\u00e9m. Nem nome n\u00e3o tem\u2026\u201d Uma prova de que o valor atribu\u00eddo ao jumento normalmente se resume \u00e0 sua for\u00e7a \u00e9 que os animais mais fortes podem n\u00e3o ter pre\u00e7o, mas aqueles que j\u00e1 apresentam algum tipo de desgaste, n\u00e3o raramente s\u00e3o abandonados, abatidos ou comercializados por n\u00e3o mais do que alguns reais.<\/p>\n<p>Reflexo dessa realidade foi divulgado pelo portal G1 no dia 9 de julho de 2017, revelando que de janeiro a junho do ano passado, s\u00f3 o Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito (Detran) do Cear\u00e1 recolheu 6655 animais abandonados. Desse total, 90% eram jumentos. Segundo a mat\u00e9ria, s\u00e3o consequ\u00eancias dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, moderniza\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o e da postula\u00e7\u00e3o de que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a inclus\u00e3o dos jumentos nas atividades dom\u00e9sticas e econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Segundo ativistas dos direitos animais, isso acontece frequentemente porque se um animal n\u00e3o pode gerar lucro ou benef\u00edcio ao ser humano, ele passa a ser qualificado como in\u00fatil em nossa sociedade, o que vai na contram\u00e3o da defesa do bem-estar animal, considerando tamb\u00e9m que esses animais que se popularizaram pelo Nordeste e norte de Minas n\u00e3o existiriam se n\u00e3o fosse a interven\u00e7\u00e3o humana de s\u00e9culos atr\u00e1s. Isso chama a aten\u00e7\u00e3o para a neglig\u00eancia em garantir-lhes o m\u00ednimo de qualidade de vida at\u00e9 os seus \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Sendo assim, ignora-se que jumentos s\u00e3o animais que vivem em m\u00e9dia 25 anos, mas que em determinadas condi\u00e7\u00f5es podem chegar a 40 anos, o que significa que, assim como animais de outras esp\u00e9cies, tamb\u00e9m envelhecem, perdem o seu vigor e necessitam de cuidados espec\u00edficos. Nesse caso, o problema apontado por organiza\u00e7\u00f5es brasileiras de defesa dos direitos animais e tamb\u00e9m pela Donkey Sanctuary, do Reino Unido, \u00e9 de que hoje, mais do que nunca, o Brasil est\u00e1 ampliando a cren\u00e7a, fundamentada na banaliza\u00e7\u00e3o da vida n\u00e3o humana, de que a partir do momento que um jumento se torna desnecess\u00e1rio como \u201cinstrumento de trabalho\u201d ou se torna \u201cfraco\u201d, n\u00e3o h\u00e1 problema em abandon\u00e1-lo ou vend\u00ea-lo para algum matadouro.<\/p>\n<p>Exemplo disso \u00e9 que no dia 5 de setembro a revista Globo Rural denunciou a situa\u00e7\u00e3o vivida pelos jumentos, ao relatar que muitos asininos foram encontrados mortos e em estado de decomposi\u00e7\u00e3o dentro e \u00e0s margens do Rio Catol\u00e9 Grande, em Itapetinga, na Bahia. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Ong SOS Animais, os jumentos estavam desnutridos e tinham sinais de maus-tratos e mutila\u00e7\u00f5es. \u201cO \u2018cemit\u00e9rio de jumentos\u2019 estava em um terreno pr\u00f3ximo ao frigor\u00edfico Sudoeste, que obteve autoriza\u00e7\u00e3o para abater jumentos este ano. A carne e o couro dos animais s\u00e3o exportados para a China, onde os produtos s\u00e3o encaminhados para as ind\u00fastrias farmac\u00eauticas e de cosm\u00e9ticos\u201d, denunciou a reportagem.<\/p>\n<p>Em 11 de setembro, o portal G1 relatou que uma fazenda de cria\u00e7\u00e3o de jumentos em Itapetinga, na Bahia, foi interditada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente ap\u00f3s den\u00fancias. A investiga\u00e7\u00e3o em parceria entre Pol\u00edcia Civil e Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual mostrou que 200 jumentos, v\u00edtimas de maus-tratos, morreram no local: \u201cOs animais pertencem \u00e0 empresa chinesa Cuifeng Lin e s\u00e3o levados para o local antes de serem encaminhados para um frigor\u00edfico, onde s\u00e3o abatidos. Em seguida, a carne \u00e9 exportada para o Vietn\u00e3.\u201d<\/p>\n<p>Ou seja, independente de circunst\u00e2ncia e de tratamento, o jumento j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas um animal explorado como meio de m\u00e3o de obra, mas tamb\u00e9m reduzido a fonte de alimento, e como denunciado pela mat\u00e9ria, pass\u00edvel de uma nova categoria de maus-tratos. N\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero preciso da quantidade de jumentos que vivem no Brasil.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o consumo de sua carne n\u00e3o faz parte dos h\u00e1bitos dos moradores de nenhum estado ou cidade do Brasil, como endossado tamb\u00e9m pelo projeto de lei 7264\/2017, de autoria do deputado federal Benjamin Maranh\u00e3o (SD-PB); e isso por uma justificativa simples \u2013 a rela\u00e7\u00e3o de \u00a0familiaridade e considera\u00e7\u00e3o que se perpetuou culturalmente e simbolicamente em rela\u00e7\u00e3o aos jumentos a partir do s\u00e9culo 16.<\/p>\n<p>No entanto, a China que mata cerca de 1,5 milh\u00e3o de jumentos por ano, seja para o consumo de carne ou para a utiliza\u00e7\u00e3o na medicina chinesa, tem dialogado com pa\u00edses como o Brasil, onde a cria\u00e7\u00e3o de jumentos \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o, para intensificar a exporta\u00e7\u00e3o desses animais com finalidade de abate.<\/p>\n<p>\u201cMilh\u00f5es de asininos em todo o mundo est\u00e3o sendo mortos para alimentar a demanda por um rem\u00e9dio tradicional na China. Trata-se do ejiao, uma gelatina obtida a partir da pele de jumentos e de burros ap\u00f3s imers\u00e3o e cozimento\u201d, informa a organiza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica Donkey Sanctuary, acrescentando que a produ\u00e7\u00e3o tem se concentrado principalmente nas prov\u00edncias de Jiangsu, Zhejiang e Shandong. O consumo n\u00e3o \u00e9 apenas interno, j\u00e1 que os chineses tamb\u00e9m vendem esses produtos para outros pa\u00edses asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma cren\u00e7a de que a gelatina de pele de jumento pode curar doen\u00e7as sangu\u00edneas, promover antienvelhecimento, aumentar a libido, evitar a infertilidade e o aborto espont\u00e2neo. Curiosamente, \u00e9 a mesma justificativa utilizada na defesa do consumo de carne de cachorro na China e em outros pa\u00edses asi\u00e1ticos, embora n\u00e3o exista nenhuma comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2013 o que tem contribu\u00eddo com o surgimento de leis e projetos de lei que visam banir a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Um ponto tamb\u00e9m levantado pelo deputado federal Benjamin Maranh\u00e3o (SD-PB), no projeto de lei 7264\/2017, \u00e9 que o abate e a exporta\u00e7\u00e3o de jumentos n\u00e3o s\u00e3o nem mesmo economicamente vantajosos porque o pre\u00e7o da carne de asinino n\u00e3o se equipara a de outros animais \u2013 o que significa que tal com\u00e9rcio se enquadra mais como uma tentativa de se \u201clivrar de um problema\u201d do que de criar uma alternativa econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, como destacado no PL, o abate de jumentos \u00e9 recha\u00e7ado por ativistas dos direitos animais, ambientalistas, entidades de classe como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela popula\u00e7\u00e3o em geral. O argumento \u00e9 que se trata de um ato de crueldade contra esses animais que, por s\u00e9culos, n\u00e3o foram vistos como alimentos. Mais do que isso, s\u00e3o considerados um s\u00edmbolo nordestino e personagens de hist\u00f3rias, lendas e m\u00fasicas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00e3o apenas os brasileiros que se op\u00f5em a essa pr\u00e1tica. No dia 24 de maio de 2012, a\u00a0ex-atriz e ativistas dos direitos animais Brigitte Bardot enviou uma carta a ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff pedindo pelo fim do \u201cgenoc\u00eddio de jumentos\u201d exportados para a China para serem usados na ind\u00fastria de alimentos e cosm\u00e9ticos.\u00a0\u201cEu, que tanto amei o Brasil e que deixei uma marca inapag\u00e1vel na minha passagem por B\u00fazios, fico triste em ver que esse pa\u00eds colabora com a China para matar, a cada ano, 300 mil burros\u201d, criticou.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o dos jumentos e dos burros \u00e9 preocupante em todo o mundo. A Donkey Sanctuary cita que atualmente, de um total de 44 milh\u00f5es de asininos, milh\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o sendo abatidos porque est\u00e3o perdendo o seu espa\u00e7o enquanto personagens que, embora explorados, antes pelo menos eram vistos como parte de um contexto familiar e social, mesmo que limitado. Hoje, com a possibilidade de destrui\u00e7\u00e3o dessa identidade ao reduzir os jumentos a fonte de alimentos e produtos caminha-se para um novo n\u00edvel de objetifica\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria de mais uma esp\u00e9cie animal.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/stravaganzastravaganza.blogspot.com\/2011\/04\/jumentos-historia-e-origem.html\" >Costa, Leopoldo. Jumentos: Hist\u00f3ria e Origem. Stravaganza (2011).<\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ceara\/noticia\/simbolo-do-nordeste-jumentos-sofrem-abandono-crescente-e-sao-risco-de-acidente-nas-estradas.ghtml\" >Freitas, Cinthia. S\u00edmbolo do Nordeste, jumentos sofrem abandono crescente e s\u00e3o risco de acidente nas estradas. Portal G1 (9 de julho de 2017).<\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/revistagloborural.globo.com\/Noticias\/noticia\/2018\/09\/policia-encontra-cemiterio-de-jumentos-no-interior-da-bahia.html\" >Fabro, Nathalia. Pol\u00edcia encontra \u201ccemit\u00e9rio de jumentos\u201d no interior da Bahia. Revista Globo Rural (5 de setembro de 2018)<\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ba\/bahia\/noticia\/2018\/09\/11\/com-200-jumentos-mortos-por-maus-tratos-fazenda-de-criacao-para-exportacao-para-o-vietna-e-interditada-na-ba.ghtml\" >TV Sudoeste. Com 200 jumentos mortos por maus-tratos, fazenda de cria\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o para o Vietn\u00e3 \u00e9 interditada na BA (11 de setembro de 2018)<\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/ciencia\/meioambiente\/2012-05-24\/brigitte-bardot-pede-que-dilma-acabe-com-genocidio-de-burros.html\" >Ag\u00eancia EFE. \u00daltimo Segundo. Brigitte Bardot pede que Dilma acabe com \u201cgenoc\u00eddio de burros\u201d (24 de maio de 2012).<\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=1540332\" >Maranh\u00e3o, Benjamin. Projeto de Lei (PDL) 7264\/2017. C\u00e2mara dos Deputados.\u00a0\u00a0<\/a><\/p>\n<p><em>_____________________________________________<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/david-arioch.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-116472\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/david-arioch.jpeg\" alt=\"\" width=\"96\" height=\"96\" \/><\/a><\/em><em>David Arioch \u00e9 Jornalista profissional, historiador e especialista em jornalismo cultural, hist\u00f3rico e liter\u00e1rio<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/jumentos-uma-vida-de-exploracao\/\" >Go to Original \u2013 vegazeta.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21 set 2018 &#8211; Hoje, caminha-se para um novo n\u00edvel de objetifica\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria de mais uma esp\u00e9cie animal. O jumento j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas um animal explorado como meio de m\u00e3o de obra, mas tamb\u00e9m reduzido a fonte de alimento.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":119104,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-119103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=119103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119103\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/119104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=119103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=119103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=119103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}