{"id":123093,"date":"2018-12-10T12:00:35","date_gmt":"2018-12-10T12:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=123093"},"modified":"2018-11-28T11:53:25","modified_gmt":"2018-11-28T11:53:25","slug":"portugues-dezembro-e-o-mes-mais-violento-para-os-animais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2018\/12\/portugues-dezembro-e-o-mes-mais-violento-para-os-animais-2\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Dezembro \u00e9 o m\u00eas mais violento para os animais"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>Com a chegada do Natal, mais do que nunca, beb\u00eas, pais e m\u00e3es de outras esp\u00e9cies s\u00e3o servidos sobre uma mesa.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_123094\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/receita-leitao-pururuca-horz-vert-768x496-carne-meat-animal-vegan.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-123094\" class=\"wp-image-123094\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/receita-leitao-pururuca-horz-vert-768x496-carne-meat-animal-vegan.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/receita-leitao-pururuca-horz-vert-768x496-carne-meat-animal-vegan.jpg 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/receita-leitao-pururuca-horz-vert-768x496-carne-meat-animal-vegan-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-123094\" class=\"wp-caption-text\">\u00c9 preciso oferecer uma mesa farta\u201d, dizem apontando para uma grande variedade de carnes, que nada mais s\u00e3o do que partes fatiadas ou inteiras, e normalmente assadas, de esp\u00e9cies mortas. (Fotos: Jo-Anne McArthur\/Tamara Kennealy)<\/p><\/div>\n<p><em>26 nov 2018 \u2013 <\/em>Dezembro \u00e9 o m\u00eas mais violento para os animais. O m\u00eas em que \u00e9 celebrado o Natal, o esp\u00edrito natalino, um tempo de paz, \u00e9 marcado por muita viol\u00eancia. Mas como assim? \u00c9 em dezembro que a demanda por carne \u00e9 muito superior a de qualquer outro m\u00eas. H\u00e1 muitas encomendas, de animais inteiros, com olhos, com boca, decapitados, eviscerados, fatiados, etc. Vai do gosto e da (in)sensibilidade do fregu\u00eas.<\/p>\n<p>Pelo menos no Brasil \u00e9 costume as pessoas encherem os carrinhos de carne nessa \u00e9poca do ano. Compram quilos e mais quilos de aves, bovinos, su\u00ednos, ovinos, caprinos e \u201cpeixes nobres\u201d, preparados das mais diferentes maneiras. Em muitas casas, \u00e9 poss\u00edvel juntar peda\u00e7os de animais e fazer um pres\u00e9pio. \u201c\u00c9 preciso oferecer uma mesa farta\u201d, dizem apontando para uma grande variedade de carnes, que nada mais s\u00e3o do que partes fatiadas ou inteiras, e normalmente assadas, de esp\u00e9cies mortas (voc\u00ea pode preferir abatidas) para a celebra\u00e7\u00e3o do nascimento de Jesus.<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, quando Jesus nasceu, os animais estavam bem pr\u00f3ximos \u00e0 manjedoura, e o calor de seus corpos o aqueceram. Atualmente, no Natal, s\u00e3o as pessoas que aquecem os corpos desses animais, mas nas brasas da churrasqueira, no forno, na grelha. Com a chegada do Natal, mais do que nunca, beb\u00eas, pais e m\u00e3es de outras esp\u00e9cies s\u00e3o servidos sobre uma mesa.<\/p>\n<p>Antes h\u00e1 muitos abra\u00e7os. As pessoas desejam o melhor umas \u00e0s outras, menos aos animais, que devem continuar cumprindo o seu papel enquanto comida, e sendo rejeitados como seres sencientes e conscientes. \u00c0s vezes, com sorte, pode ser que dividam o mesmo espa\u00e7o sobre a mesa. Claro, n\u00e3o na mesma forma ou travessa, mas talvez nas imedia\u00e7\u00f5es, peda\u00e7os sem vida combinando a poucos cent\u00edmetros. Seria uma baita coincid\u00eancia, n\u00e3o? Talvez um gesto inconsciente de bonomia? Dif\u00edcil dizer.<\/p>\n<p>No Natal, o esp\u00edrito de solidariedade e fraternidade emerge como nunca. Sorrisos, lembran\u00e7as e olhares que miram grandes peda\u00e7os de carne, mas que se recusam a racionalizar que cada fragmento j\u00e1 foi parte de uma vida; da vida de uma criatura que at\u00e9 o seu \u00faltimo momento n\u00e3o desejou morrer precocemente, assim como qualquer outro animal, humano ou n\u00e3o.<\/p>\n<p><em>_____________________________________________<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/david-arioch.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-116472\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/david-arioch.jpeg\" alt=\"\" width=\"96\" height=\"96\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>David Arioch \u00e9 jornalista profissional, historiador e especialista em jornalismo cultural, hist\u00f3rico e liter\u00e1rio<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/dezembro-e-o-mes-mais-violento-para-os-animais\/\" >Go to Original \u2013 vegazeta.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a chegada do Natal, mais do que nunca, beb\u00eas, pais e m\u00e3es de outras esp\u00e9cies s\u00e3o servidos sobre uma mesa.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":123094,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-123093","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123093","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123093"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123093\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123094"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}