{"id":124926,"date":"2018-12-31T12:01:18","date_gmt":"2018-12-31T12:01:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=124926"},"modified":"2018-12-27T14:13:28","modified_gmt":"2018-12-27T14:13:28","slug":"portugues-a-verdade-sobre-a-presenca-norte-americana-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2018\/12\/portugues-a-verdade-sobre-a-presenca-norte-americana-na-africa\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A Verdade sobre a Presen\u00e7a Norte-Americana na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2018\/12\/u-s-military-says-it-has-a-light-footprint-in-africa-these-documents-show-a-vast-network-of-bases\/\" >Read in English<\/a><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_124927\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/EUA-MILITARES-AFRICA-1544192633.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-124927\" class=\"wp-image-124927\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/EUA-MILITARES-AFRICA-1544192633-300x150.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/EUA-MILITARES-AFRICA-1544192633-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/EUA-MILITARES-AFRICA-1544192633-768x384.jpg 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/EUA-MILITARES-AFRICA-1544192633-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/EUA-MILITARES-AFRICA-1544192633.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-124927\" class=\"wp-caption-text\">O general da Marinha e comandante do Comando dos EUA na \u00c1frica, Thomas D. Waldhauser, fala \u00e0 imprensa no Pent\u00e1gono, em 10 de maio de 2018. Imagem: Pablo Matinez Monsivais\/AP<\/p><\/div>\n<p><em>26 dez 2018 &#8211; <\/em>Os militares norte-americanos insistem h\u00e1 muito tempo que mant\u00eam uma <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.africom.mil\/media-room\/Article\/9018\/africom-will-maintain-light-footprint-in-africa\" >\u201cleve presen\u00e7a\u201d<\/a> na \u00c1frica. Tamb\u00e9m existem <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2018\/09\/02\/world\/africa\/pentagon-commandos-niger.html\" >relatos<\/a> de propostas de <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2018\/11\/15\/politics\/us-reduce-troops-africa\/index.html\" >retirada<\/a> de for\u00e7as de opera\u00e7\u00f5es especiais e encerramento de atividades de tropas no continente, devido a uma <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.pbs.org\/newshour\/politics\/pentagon-to-release-final-report-on-niger-ambush\" >emboscada ocorrida em 2017<\/a> no N\u00edger e a um crescente foco em rivais como a China e a R\u00fassia. Mas, em meio a tudo isso, o Comando dos Estados Unidos na \u00c1frica (Africom) falhou em fornecer informa\u00e7\u00f5es concretas sobre suas bases no continente, deixando em aberto a pergunta sobre quais seriam as reais dimens\u00f5es da atua\u00e7\u00e3o americana.<\/p>\n<p>No entanto, documentos da Africom obtidos pelo <strong>Intercept<\/strong> atrav\u00e9s da Lei de Liberdade de Informa\u00e7\u00e3o oferecem uma brecha \u00fanica para a extensa rede de destacamentos militares americanos na \u00c1frica, incluindo locais previamente secretos ou n\u00e3o confirmados em pontos cruciais como a L\u00edbia, o N\u00edger e a Som\u00e1lia. O Pent\u00e1gono diz que as redu\u00e7\u00f5es de tropas na \u00c1frica ser\u00e3o modestas e realizadas ao longo de v\u00e1rios anos e que nenhum destacamento ser\u00e1 fechado como resultado de cortes de pessoal.<\/p>\n<p>De acordo com um briefing elaborado em 2018 por Peter E. Teil, conselheiro cient\u00edfico da Africom, a constela\u00e7\u00e3o de bases militares inclui 34 locais espalhados pelo continente, com grandes concentra\u00e7\u00f5es no norte e no oeste, assim como no Chifre da \u00c1frica. Essas regi\u00f5es, n\u00e3o surpreendentemente, tamb\u00e9m foram alvos de diversos ataques de drones americanos e ataques de infantaria de menor impacto nos \u00faltimos anos. Por exemplo, a L\u00edbia \u2013 alvo de miss\u00f5es de infantaria e ataques de drones, mas para a qual o presidente Trump disse n\u00e3o ver nenhum <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2017\/04\/20\/us\/politics\/trump-italy-prime-minister-paolo-gentiloni.html\" >papel dentro das for\u00e7as armadas americanas<\/a> no ano passado \u2013 \u00e9 local de tr\u00eas postos militares at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o revelados.<\/p>\n<p>\u201cO plano de posicionamento do Comando dos EUA na \u00c1frica \u00e9 feito para garantir acesso estrat\u00e9gico a locais-chave em um continente <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2017\/04\/20\/us\/politics\/trump-italy-prime-minister-paolo-gentiloni.html\" >caracterizado<\/a> por grandes dist\u00e2ncias e infraestrutura limitada\u201d, disse o general Thomas Waldhauser, comandante da Africom, ao Comit\u00ea das For\u00e7as Armadas do Congresso neste ano, embora sem fornecer dados precisos sobre o n\u00famero de bases. \u201cNossa rede de posicionamento permite encaminhar testes de tropas para fornecer flexibilidade operacional e respostas adequadas a crises envolvendo cidad\u00e3os ou os interesses americanos sem passar a ideia de que o Africom est\u00e1 militarizando a \u00c1frica.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Adam Moore, professor assistente de geografia na Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (UCLA) e <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/watson.brown.edu\/events\/2018\/us-military-counterterrorism-africa\" >especialista na atua\u00e7\u00e3o militar americana na \u00c1frica<\/a>, \u201cest\u00e1 ficando mais dif\u00edcil para os militares americanos afirmarem plausivelmente que t\u00eam uma \u2018leve presen\u00e7a\u2019 na \u00c1frica. S\u00f3 nos \u00faltimos cinco anos, foi estabelecido o que talvez seja o maior complexo de drones do mundo no Djibuti \u2013 Chabelley \u2013 que est\u00e1 envolvido em guerras em dois continentes, no I\u00eamen e ainda na Som\u00e1lia.\u201d Moore tamb\u00e9m apontou que os Estados Unidos est\u00e3o construindo uma base de drones ainda maior em Agadez, no N\u00edger. \u201cCertamente, para pessoas vivendo na Som\u00e1lia, no N\u00edger e no Djibuti, a no\u00e7\u00e3o de que os EUA n\u00e3o est\u00e3o militarizando seus pa\u00edses soa muito falsa\u201d, disse.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 10 anos, o Africom n\u00e3o apenas buscou definir <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.africom.mil\/media-room\/article\/10046\/going-farther-by-going-together-building-partner-c\" >sua presen\u00e7a como sendo de dimens\u00f5es limitadas<\/a>, mas tamb\u00e9m como se seus postos fossem pequenos, tempor\u00e1rios, pouco al\u00e9m de bases locais onde soldados americanos n\u00e3o passam de inquilinos. Um exemplo disso \u00e9 como o general Waldhauser descreveu um posto <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dod.defense.gov\/News\/Transcripts\/Transcript-View\/Article\/1130131\/department-of-defense-press-briefing-on-us-africa-command-by-general-thomas-d-w\/\" >secreto<\/a> de drones na Tun\u00edsia no ano passado: \u201cE n\u00e3o \u00e9 uma base nossa, \u00e9 dos tunisianos\u201d. Em visita a instala\u00e7\u00f5es americanas no Senegal recentemente, o chefe do Africom empenhou-se para enfatizar que os Estados Unidos n\u00e3o tinham inten\u00e7\u00e3o de estabelecer uma <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.africom.mil\/media-room\/Article\/31074\/africom-reinforces-commitment-to-senegalese-partnership\" >base permanente<\/a> ali. Ainda assim, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre a dimens\u00e3o da rede de postos do Africom ou de seu crescimento em infraestrutura. A Air Forces Africa sozinha, o componente de comando a\u00e9reo, recentemente concluiu ou est\u00e1 trabalhando em cerca de 30 projetos de constru\u00e7\u00e3o em 4 pa\u00edses da \u00c1frica. \u201cA atua\u00e7\u00e3o dos EUA no continente africano cresceu notoriamente na \u00faltima d\u00e9cada para promover interesses de seguran\u00e7a americanos no continente\u201d, disse ao <strong>Intercept<\/strong> a comandante da Marinha Candice Tresch, porta-voz do Pent\u00e1gono.<\/p>\n<p>Enquanto China, Fran\u00e7a, <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.reuters.com\/article\/us-africa-russia-insight\/how-russia-moved-into-central-africa-idUSKCN1MR0KA\" >R\u00fassia<\/a> e Emirados \u00c1rabes <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.reuters.com\/article\/us-usa-africa-military\/pentagon-to-cut-troops-in-africa-as-focus-shifts-to-china-russia-idUSKCN1NK2N5\" >aumentaram seu pr\u00f3prio envolvimento militar<\/a> na <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2018\/08\/21\/world\/europe\/russia-central-african-republic-military-accord.html\" >\u00c1frica<\/a> nos \u00faltimos anos e v\u00e1rios outros pa\u00edses agora possuem <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.irinnews.org\/feature\/2017\/02\/15\/updated-rough-guide-foreign-military-bases-africa\" >postos<\/a> no continente, nenhum atingiu o tamanho da presen\u00e7a americana. A <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.voanews.com\/a\/prospect-of-chinese-control-of-djibouti-port-concerns-senators\/4657768.html\" >China<\/a>, por exemplo, possui apenas uma base na \u00c1frica \u2013 uma instala\u00e7\u00e3o no <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.voanews.com\/a\/prospect-of-chinese-control-of-djibouti-port-concerns-senators\/4657768.html\" >Djibuti<\/a>.<\/p>\n<p>De acordo com os documentos obtidos pelo <strong>Intercept<\/strong> atrav\u00e9s da Lei de Liberdade de Informa\u00e7\u00e3o, a rede de bases do Africom inclui postos \u201cpermanentes\u201d maiores, consistindo em locais operacionais avan\u00e7ados (FOS, na sigla em ingl\u00eas) e unidades de seguran\u00e7a cooperativa (CLS, na sigla em ingl\u00eas), assim como diversos outros recintos austeros conhecidos como locais de conting\u00eancia (CL na sigla em ingl\u00eas). Todos eles est\u00e3o localizados no continente africano, com exce\u00e7\u00e3o de um FOS na Ilha de Ascens\u00e3o, pertencente \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha, no sul do Atl\u00e2ntico. O mapa de Teil do \u201cPosicionamento Estrat\u00e9gico\u201d do Africom nomeia os locais espec\u00edficos de todos os 14 FOSs e CSLs e fornece localiza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em cada pa\u00eds para os 20 locais de conting\u00eancia. O Pent\u00e1gono, por\u00e9m, n\u00e3o afirmou se o registro era completo, citando preocupa\u00e7\u00f5es sobre fornecer publicamente os n\u00fameros de for\u00e7as implantadas em postos espec\u00edficos ou pa\u00edses em particular. \u201cPor raz\u00f5es de seguran\u00e7a operacional, relatos completos do estabelecimento de for\u00e7as espec\u00edficas n\u00e3o s\u00e3o divulg\u00e1veis\u201d, disse Tresch.<\/p>\n<p>Como tropas e destacamentos v\u00eam e v\u00e3o periodicamente do continente, e alguns locais utilizados por for\u00e7as de infantaria conduzindo miss\u00f5es complexas s\u00e3o provavelmente mantidos em segredo, o mapa de Teil representa o registro mais atualizado e completo dispon\u00edvel e indica as \u00e1reas do continente de maior preocupa\u00e7\u00e3o para o Africom. \u201cA distribui\u00e7\u00e3o de bases sugere que as for\u00e7as armadas dos Estados Unidos est\u00e3o organizadas em torno de tr\u00eas palcos do contraterrorismo na \u00c1frica: o chifre da \u00c1frica \u2013 Som\u00e1lia, Djibuti, Qu\u00eania e L\u00edbia; e o Sahel \u2013 Camar\u00f5es, Chade, N\u00edger, Mali e Burkina Fasso\u201d, disse Moore, da UCLA, observando que os EUA s\u00f3 possuem uma base no sul do continente e reduziu seu envolvimento no centro da \u00c1frica nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<div id=\"attachment_124928\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/bases-militares-AFRICOM-1544201991-usa-africa-pentagon.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-124928\" class=\"wp-image-124928\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/bases-militares-AFRICOM-1544201991-usa-africa-pentagon.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/bases-militares-AFRICOM-1544201991-usa-africa-pentagon.jpg 1000w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/bases-militares-AFRICOM-1544201991-usa-africa-pentagon-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/bases-militares-AFRICOM-1544201991-usa-africa-pentagon-768x574.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-124928\" class=\"wp-caption-text\">O \u201cPosicionamento Estrat\u00e9gico\u201d do Comando dos EUA na \u00c1frica \u2013 listando 34 destacamentos militares \u2013 de um briefing de 2018 apresentado pelo Conselheiro Cient\u00edfico Peter E. Teil. Imagem: U.S. Africa Command<\/p><\/div>\n<p><strong>N\u00edger, Som\u00e1lia e Qu\u00eania<\/strong><\/p>\n<p>O <em>briefing<\/em> de Teil confirma pela primeira vez que os militares americanos possuem atualmente mais postos no N\u00edger \u2013 cinco, incluindo duas unidades de seguran\u00e7a cooperativa \u2013 do que qualquer outro pa\u00eds no lado oeste do continente. Niamey, a capital do pa\u00eds, \u00e9 onde se localiza a Base A\u00e9rea 101, um posto americano de drones j\u00e1 antigo anexado ao Aeroporto Internacional Diori Hamani; o local de uma Base Avan\u00e7ada de Opera\u00e7\u00f5es da for\u00e7a de <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dod.defense.gov\/portals\/1\/features\/2018\/0418_niger\/img\/Oct-2017-Niger-Ambush-Summary-of-Investigation.pdf\" >Opera\u00e7\u00f5es Especiais<\/a>;\u00a0e a central da \u00c1frica Ocidental para <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.thedrive.com\/the-war-zone\/15121\/us-military-reveals-contractors-flew-to-the-rescue-in-niger-but-little-else\" >servi\u00e7os de recupera\u00e7\u00e3o de pessoal e de evacua\u00e7\u00e3o de acidentes<\/a> fornecidos pelo Africom. A outra CSL, no remoto centro de contrabando de Agadez, est\u00e1 estabelecida para se tornar o principal destacamento militar americano na \u00c1frica Ocidental. A base de drones localizada na <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2018\/08\/21\/us-drone-base-niger-africa\/\" >Base A\u00e9rea Nigerina 201<\/a> n\u00e3o apenas ostenta um valor de constru\u00e7\u00e3o de <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2016\/09\/29\/u-s-military-is-building-a-100-million-drone-base-in-africa\/\" >100 milh\u00f5es de d\u00f3lares<\/a> mas, contando com as despesas de opera\u00e7\u00e3o, deve custar aos contribuintes americanos mais de 25 bilh\u00f5es de d\u00f3lares at\u00e9 2024, quando o contrato de uso de 10 anos acabar.<\/p>\n<p>Oficialmente, a CSL n\u00e3o \u00e9 \u201cnem uma instala\u00e7\u00e3o, nem uma base americana\u201d. Ela \u00e9, de acordo com os militares, \u201capenas uma unidade que, quando necess\u00e1rio e com a permiss\u00e3o do pa\u00eds parceiro, pode ser utilizada pelos americanos para apoiar uma gama de conting\u00eancias\u201d. A dimens\u00e3o, o custo e a import\u00e2ncia totais de Agadez parecem sugerir o contr\u00e1rio. \u201cJulgando pelo seu tamanho e pelos investimentos de infraestrutura at\u00e9 o momento, Agadez parece mais com as enormes bases que os militares criaram no Iraque e no Afeganist\u00e3o do que com pequenas e discretas ocupa\u00e7\u00f5es\u201d, disse Moore.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a dos militares norte-americanos no N\u00edger ganhou grande exposi\u00e7\u00e3o no ano passado quando, em 4 de outubro, uma emboscada do ISIS na regi\u00e3o do Grande Saara, pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com o Mali, matou quatro soldados americanos, incluindo os \u201cboinas verdes\u201d (membros das for\u00e7as especiais), e feriu outros dois. Uma investiga\u00e7\u00e3o do Pent\u00e1gono sobre o ataque ajudou a jogar a aten\u00e7\u00e3o para outros importantes locais de presenta militar dos EUA no N\u00edger, incluindo\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dod.defense.gov\/portals\/1\/features\/2018\/0418_niger\/img\/Oct-2017-Niger-Ambush-Summary-of-Investigation.pdf\" >Ouallan<\/a>\u00a0e\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2018\/01\/29\/strava-heat-map-fitness-tracker-us-military-base\/\" >Arlit<\/a>, onde for\u00e7as das Opera\u00e7\u00f5es Especiais (SOF, na sigla em ingl\u00eas) realizaram a\u00e7\u00f5es em 2017, e\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dod.defense.gov\/portals\/1\/features\/2018\/0418_niger\/img\/Oct-2017-Niger-Ambush-Summary-of-Investigation.pdf\" >Marandi<\/a>, para onde as SOF foram enviadas em 2016. Arlit tamb\u00e9m apareceu como um poss\u00edvel local de conting\u00eancia em um plano de posi\u00e7\u00e3o do Africom, anteriormente secreto, obtido pelo <strong>Intercept<\/strong>. Ouallan, que estava listado em\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2017\/10\/26\/its-not-just-niger-u-s-military-activity-is-a-recruiting-tool-for-terror-groups-across-west-africa\/\" >contratos<\/a>\u00a0trazidos a p\u00fablico pelo <strong>Intercept<\/strong> no ano passado, foi o local de uma for\u00e7a-tarefa das SOF para treinar e equipar uma companhia nigerina antiterrorismo, e tamb\u00e9m em outro para conduzir opera\u00e7\u00f5es com unidades locais. Documentos de contrata\u00e7\u00e3o de 2017 tamb\u00e9m mostraram a necessidade de mais de 16 mil litros de gasolina, cerca de 4,1 mil de diesel e quase 23 mil litros de combust\u00edvel para avia\u00e7\u00e3o por m\u00eas a serem entregues a cada 90 dias em uma \u201cinstala\u00e7\u00e3o militar\u201d em\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2017\/10\/26\/its-not-just-niger-u-s-military-activity-is-a-recruiting-tool-for-terror-groups-across-west-africa\/\" >Dirkou<\/a>.<\/p>\n<p>Enquanto as cinco bases no N\u00edger ancoram o oeste do continente, os cinco postos na Som\u00e1lia comandam no leste. A Som\u00e1lia \u00e9 o centro dos servi\u00e7os de\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.thedrive.com\/the-war-zone\/15121\/us-military-reveals-contractors-flew-to-the-rescue-in-niger-but-little-else\" >recupera\u00e7\u00e3o e de evacua\u00e7\u00e3o de pessoal<\/a> por parte de empresas contratadas, bem como \u00e9 o n\u00f3 principal para as opera\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o e evacua\u00e7\u00e3o de pessoal do pr\u00f3prio Ex\u00e9rcito. Estes locais, revelados nos mapas do Africom, pela primeira vez, n\u00e3o incluem uma\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.thenation.com\/article\/cias-secret-sites-somalia\/\" >base da CIA revelada em 2014<\/a>\u00a0pelo The Nation.<\/p>\n<p>Todas as instala\u00e7\u00f5es militares dos EUA na Som\u00e1lia, por serem locais de conting\u00eancia, n\u00e3o s\u00e3o nomeadas no mapa do Africom de 2018. Anteriormente,\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/foreignpolicy.com\/2015\/07\/02\/exclusive-u-s-operates-drones-from-secret-bases-in-somalia-special-operations-jsoc-black-hawk-down\/\" >Kismayo<\/a>\u00a0foi identificado como um importante local enquanto os nomes do plano de posicionamento do Africom de 2015 propunham CLs em Baidoa, Bosaaso, na capital, Mogad\u00edscio e tamb\u00e9m em Berbera, no estado separatista da Somalil\u00e2ndia. Se o mapa de Teil estiver correto, um dos locais somalis fica nesta regi\u00e3o. Reportagens da Vice News no in\u00edcio deste ano indicaram que havia\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/news.vice.com\/en_ca\/article\/xw7nw3\/somalia-is-looking-like-another-full-blown-us-war\" >seis novas instala\u00e7\u00f5es americanas<\/a>\u00a0sendo constru\u00eddas na Som\u00e1lia, assim como a expans\u00e3o de\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.airforcetimes.com\/news\/your-air-force\/2018\/10\/04\/secret-us-base-in-somalia-is-getting-some-emergency-runway-repairs\/\" >Baledogle<\/a>, uma base para a qual um contrato de \u201creparos de pista de emerg\u00eancia\u201d foi recentemente submetido.<\/p>\n<p>De acordo com os documentos confidenciais obtidos pelo\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/drone-papers\/\" ><strong>Intercept<\/strong><\/a>\u00a0em 2015, tropas de elite de uma unidade conhecida como For\u00e7a-Tarefa 48-4 estavam envolvidas em ataques de drones na Som\u00e1lia no in\u00edcio desta d\u00e9cada. Essa guerra a\u00e9rea continuou nos anos seguintes. Conforme a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.longwarjournal.org\/archives\/2018\/10\/shabaab-attack-2.php\" >Foundation for Defense of Democracies<\/a>\u00a0(Funda\u00e7\u00e3o para a Defesa de Democracias), os Estados Unidos j\u00e1 conduziram 36 ataques a\u00e9reos na Som\u00e1lia somente neste ano comparados aos 34 em todo o ano de 2017, e 15 em 2016.<\/p>\n<p>O vizinho da Som\u00e1lia, o Qu\u00eania, ostenta quatro bases americanas. Estas incluem unidades de seguran\u00e7a cooperativa em Mobasa e Manda Bay, onde um estudo do\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/document\/2015\/10\/14\/small-footprint-operations-5-13\" >Pent\u00e1gono<\/a>\u00a0de 2013 sobre opera\u00e7\u00f5es secretas de drones na Som\u00e1lia e no I\u00eamen mostrou que\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/drone-papers\/target-africa\/\" >duas aeronaves tripuladas<\/a> tinham aquele local como base. O plano de posicionamento do Africom de 2015 tamb\u00e9m menciona unidades de conting\u00eancia em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.africom.mil\/NewsByCategory\/article\/6846\/us-air-forces-africa-commander-visits-kenyan-air-f\" >Lakipia<\/a>, local de uma base da For\u00e7a A\u00e9rea Queniana, e outro campo de avia\u00e7\u00e3o queniano em Wajir, que passou por melhorias e foi\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.defensetech.org\/2011\/12\/28\/seabees-to-build-new-runway-in-kenya\/\" >expandido<\/a>\u00a0pela Marinha dos EUA no in\u00edcio da d\u00e9cada.<\/p>\n<p><strong>L\u00edbia, Tun\u00edsia e Djibuti<\/strong><\/p>\n<p>O mapa de Teil mostra um grupo de tr\u00eas locais de conting\u00eancia n\u00e3o nomeados e anteriormente secretos pr\u00f3ximos ao litoral l\u00edbio. Desde 2011, os Estados Unidos levaram a cabo cerca de 550 ataques <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2018\/06\/20\/libya-us-drone-strikes\/\" >com drones<\/a> contra militantes da Al Qaeda e do Estado Isl\u00e2mico na fechada na\u00e7\u00e3o do norte africano. Durante um per\u00edodo de quatro meses em 2016, por exemplo, houve aproximadamente 300 ataques desse tipo, <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.acc.af.mil\/News\/Article-Display\/Article\/1265247\/providing-freedom-from-terror-rpas-help-reclaim-sirte\/\" >segundo oficiais americanos<\/a>. Esse n\u00famero \u00e9 sete vezes maior que os 42 ataques com drones confirmados pelos Estados Unidos na Som\u00e1lia, I\u00eamen e Paquist\u00e3o somados, em todo o ano de 2016, de acordo com <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/projects\/drone-war\" >dados<\/a> compilados pelo Bureau of Investigative Journalism, uma organiza\u00e7\u00e3o noticiosa sem fins lucrativos sediada em Londres. Os ataques na L\u00edbia continuaram no governo Trump, com o mais recente epis\u00f3dio reconhecido pelos EUA tendo ocorrido perto de Al Uwaynat em 29 de novembro. O plano de posicionamento do Africom em 2015 listava apenas um posto em <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ctc.usma.edu\/the-strategic-topography-of-southern-libya\/\" >Al-Wigh<\/a>, um campo de pousos no Saara pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com N\u00edger, Chade e Arg\u00e9lia, localizado bem ao sul dos tr\u00eas CLs atuais.<\/p>\n<p>O mapa do Africom tamb\u00e9m mostra um local de conting\u00eancia na vizinha Tun\u00edsia, possivelmente a Base A\u00e9rea Sidi Ahmed, um posto-chave de drones mantidos pelos EUA na regi\u00e3o, que teve um papel importante nos ataques \u00e0 L\u00edbia dos \u00faltimos anos. \u201cComo se sabe, usar drones de <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dod.defense.gov\/News\/Transcripts\/Transcript-View\/Article\/1130131\/department-of-defense-press-briefing-on-us-africa-command-by-general-thomas-d-w\/\" >intelig\u00eancia, vigil\u00e2ncia e reconhecimento<\/a> a partir da Tun\u00edsia \u00e9 algo que vem acontecendo h\u00e1 algum tempo\u201d, disse Waldhauser, o comandante do Africom, no ano passado. \u201cN\u00f3s voamos l\u00e1, n\u00e3o \u00e9 segredo, mas respeitamos muito os desejos dos tunisianos em termos de como n\u00f3s os apoiamos e o fato de que mantemos um perfil baixo\u2026\u201d<\/p>\n<p>Djibuti \u00e9 onde fica a menina dos olhos dos EUA no continente, a base de Camp Lemmonier, um antigo posto da <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/archive.defense.gov\/news\/newsarticle.aspx?id=62927\" >Legi\u00e3o Estrangeira Francesa<\/a> e o \u00fanico local de opera\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas do Africom. Um centro de longa data para opera\u00e7\u00f5es antiterrorismo no I\u00eamen e na Som\u00e1lia e lar da For\u00e7a-Tarefa Conjunta-Chifre da \u00c1frica (CJTF-HOA, na sigla em ingl\u00eas), o Camp Lemmonier recebe cerca de 4 mil soldados norte-americanos e aliados e, segundo Teil, \u00e9 a \u201cprincipal plataforma\u201d dos EUA para resposta a crises na \u00c1frica. Desde 2002, a base foi ampliada de 35 para quase 243 hectares e gerou um posto-sat\u00e9lite \u2013 um local de seguran\u00e7a cooperativa 10 quil\u00f4metros ao sudoeste, para onde as opera\u00e7\u00f5es com drones no pa\u00eds foram levadas em 2013. O <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2015\/10\/21\/stealth-expansion-of-secret-us-drone-base-in-africa\/\" >campo de pousos Chabelley<\/a> tornou-se desde ent\u00e3o uma base integral para miss\u00f5es na <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.chicagotribune.com\/news\/nationworld\/ct-drone-strike-somalia-terrorist-camp-20160307-story.html\" >Som\u00e1lia<\/a> e no <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.thedrive.com\/the-war-zone\/14806\/houthi-rebels-shoot-down-u-s-air-force-mq-9-reaper-over-yemen\" >I\u00eamen<\/a>, e tamb\u00e9m na guerra de drones contra o <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.tomdispatch.com\/blog\/176083\/\" >Estado Isl\u00e2mico no Iraque e na S\u00edria<\/a>. \u201cOs militares dos Estados Unidos continuam mobilizados no Djibuti, inclusive por raz\u00f5es de posicionamento para opera\u00e7\u00f5es antiterrorismo e antipirataria nos arredores do Chifre da \u00c1sia e da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, bem como oferecer apoio de conting\u00eancia no aumento de seguran\u00e7a das embaixadas no Leste Africano\u201d,\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.whitehouse.gov\/briefings-statements\/text-letter-president-speaker-house-representatives-president-pro-tempore-senate-4\/\" >assinalou o presidente Donald Trump<\/a> em junho.<\/p>\n<div id=\"attachment_124929\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/2-bases-militares-AFRICOM-1544202002-usa-pentagon-africa.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-124929\" class=\"wp-image-124929\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/2-bases-militares-AFRICOM-1544202002-usa-pentagon-africa.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"443\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/2-bases-militares-AFRICOM-1544202002-usa-pentagon-africa.jpg 1000w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/2-bases-militares-AFRICOM-1544202002-usa-pentagon-africa-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/2-bases-militares-AFRICOM-1544202002-usa-pentagon-africa-768x567.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-124929\" class=\"wp-caption-text\">Um mapa das bases dos EUA \u2013 locais de opera\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada, de seguran\u00e7a cooperativa e de conting\u00eancia \u2013 no continente africano, encontrados nos documentos de planejamento do Africom para o ano fiscal de 2015. Imagem: U.S. Africa Command<\/p><\/div>\n<p><strong>Camar\u00f5es, Mali e Chade<\/strong><\/p>\n<p>O posicionamento estrat\u00e9gico do Africom inclui ainda dois locais de conting\u00eancia em Camar\u00f5es. Um deles \u00e9 um posto no norte do pa\u00eds, conhecido como <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.alamy.com\/soldiers-of-task-force-darby-on-contingency-location-garoua-cameroon-conduct-a-1st-battalion-87-infantry-regiment-1st-brigade-combat-team-10th-mountain-division-led-severe-cold-weather-class-in-the-107-degree-heat-of-garoua-for-soldiers-redeploying-to-ft-drum-new-york-tf-darby-serve-members-are-serving-in-a-support-role-for-the-cameroonian-militarys-fight-against-the-violent-extremist-organization-boko-haram-image180141372.html\" >CL Garoua<\/a>, utilizado em <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2016\/02\/25\/us-extends-drone-war-deeper-into-africa-with-secretive-base\/\" >miss\u00f5es com drones<\/a> e tamb\u00e9m como uma base para a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.africom.mil\/media-room\/Article\/30416\/task-force-darby-completes-road-construction\" >For\u00e7a-Tarefa Darby do Ex\u00e9rcito<\/a>, que apoia tropas camaronesas que combatem o grupo terrorista Boko Haram. O Camar\u00f5es tamb\u00e9m sedia um antigo destacamento em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.tomdispatch.com\/images\/managed\/africommapreal2_large.jpg\" >Douala<\/a>, al\u00e9m de instala\u00e7\u00f5es dos EUA em Maroua e uma base pr\u00f3xima conhecida como Salak, tamb\u00e9m usada por militares americanos e funcion\u00e1rios terceirizados para miss\u00f5es de treinamento e vigil\u00e2ncia com drones. Em 2017, a Anistia Internacional, a firma de pesquisas londrina Forensic Architecture, e o <strong>Intercept<\/strong> <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.tomdispatch.com\/images\/managed\/africommapreal2_large.jpg\" >revelaram<\/a> pris\u00f5es ilegais, torturas e assassinatos cometidos por tropas camaronesas em Salak.<\/p>\n<p>No vizinho Mali, h\u00e1 dois locais de conting\u00eancia. O plano de 2015 do Africom lista propostas de CLs em Gao e na capital do Mali, Bamako. O mapa de 2018 tamb\u00e9m aponta a exist\u00eancia de um CSL na capital do Chade, <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2014\/05\/31\/opinion\/dealing-with-boko-haram.html\" >N\u2019Djamena<\/a>, um local onde os EUA come\u00e7aram a utilizar drones no in\u00edcio desta d\u00e9cada; tamb\u00e9m \u00e9 o quartel-general de um Elemento de Controle e Comando de Opera\u00e7\u00f5es Especiais, que coordena um batalh\u00e3o de elite. Outro local de conting\u00eancia n\u00e3o-identificado no Chade poderia estar em Faya Largeau, um CL mencionado no plano de 2015 do Africom.<\/p>\n<p>No Gab\u00e3o, um local de seguran\u00e7a cooperativa existe em Libreville. No ano passado, tropas dos EUA promoveram um exerc\u00edcio na regi\u00e3o para testar sua capacidade de transformar o CSL de Libreville em um <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.army.mil\/article\/192190\/us_army_africa_conducts_exercise_judicious_activation_in_gabon\" >posto de comando avan\u00e7ado<\/a> para facilitar o influxo de um grande n\u00famero de soldados. Um CSL tamb\u00e9m pode ser encontrado em <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.marines.mil\/News\/News-Display\/Article\/607748\/african-partners-proximity-key-to-crisis-response-solutions\/\" >Acra, Gana<\/a>, e outro CSL est\u00e1 localizado em um pequeno complexo na <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.africom.mil\/media-room\/Article\/31074\/africom-reinforces-commitment-to-senegalese-partnership\" >Base A\u00e9rea Capit\u00e3o Andalla Ciss\u00e9<\/a> em Dacar, no Senegal. \u201cEsse local \u00e9 muito importante para n\u00f3s porque ajuda a mitigar quest\u00f5es de tempo e espa\u00e7o em um continente do tamanho da \u00c1frica\u201d, disse o comandante Waldhauser em uma visita \u00e0 capital senegalesa no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p>Apenas uma base fica no sul do continente, um CSL na capital de Botsuana, Gaborone, que \u00e9 <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.armytimes.com\/news\/your-army\/2016\/06\/07\/army-steps-up-partnerships-in-africa-amid-growing-terror-threat\/\" >mantida pelo Ex\u00e9rcito<\/a>. Ao norte, o CSL Entebbe em Uganda tem sido uma <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/drone-papers\/target-africa\/\" >base a\u00e9rea<\/a> importante h\u00e1 muito tempo para as for\u00e7as americanas na \u00c1frica, servindo como uma central para <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/national-security\/contractors-run-us-spying-missions-in-africa\/2012\/06\/14\/gJQAvC4RdV_story.html?noredirect=on&amp;utm_term=.1c1eba7e3cda\" >aeronaves de vigil\u00e2ncia<\/a>. Ela tamb\u00e9m se mostrou integral para a Opera\u00e7\u00e3o Oaken Steel, uma r\u00e1pida mobiliza\u00e7\u00e3o de tropas ocorrida em julho de 2016 para resgatar equipes americanas ap\u00f3s conflitos se iniciarem perto da Embaixada Americana em Juba, no Sud\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p><strong>\u201cAumentamos o poder de fogo\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Em maio, respondendo a questionamentos sobre as medidas tomadas ap\u00f3s a emboscada de outubro de 2017 no N\u00edger, Waldhauser falou sobre fortificar a atua\u00e7\u00e3o dos EUA no continente. \u201cEu n\u00e3o vou entrar em detalhes, mas n\u00f3s aumentamos o poder de fogo, aumentamos a capacidade de vigil\u00e2ncia, intelig\u00eancia e reconhecimento, e melhoramos nossos tempos de resposta\u201d, disse o comandante. \u201cN\u00f3s encorpamos muitas coisas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa posi\u00e7\u00e3o com essas for\u00e7as\u201d. Esse poder de fogo inclui drones. \u201cEstamos nos <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.stripes.com\/news\/us-military-in-africa-says-changes-made-to-protect-troops-1.540259\" >armando no N\u00edger<\/a>, e vamos usar isso conforme necess\u00e1rio\u201d, afirmou Waldhauser no meio deste ano, fazendo refer\u00eancia \u00e0 presen\u00e7a de aeronaves pilotadas remotamente, agora baseadas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O Africom n\u00e3o respondeu aos v\u00e1rios pedidos para uma entrevista com Waldhauser.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s meses de relatos que o Departamento de Defesa estava considerando uma grande redu\u00e7\u00e3o nas for\u00e7as de Opera\u00e7\u00f5es Especiais na \u00c1frica, al\u00e9m do fechamento de postos militares na Tun\u00edsia, Camar\u00f5es, L\u00edbia e Qu\u00eania, o Pent\u00e1gono agora diz que menos de 10% dos 7,2 mil militares do Africom ser\u00e3o retirados nos pr\u00f3ximos anos, e que nenhuma base ser\u00e1 fechada por conta disso. De fato, a constru\u00e7\u00e3o de bases nos EUA vive um boom. Auburn Davis, porta-voz da Air Forces Africa, disse que a For\u00e7a A\u00e9rea recentemente completou 21 projetos no Qu\u00eania, Tun\u00edsia, N\u00edger e Djibuti, e ainda tem sete outros em andamento no N\u00edger e no Djibuti.<\/p>\n<p>\u201cA prolifera\u00e7\u00e3o de bases no Sahel, na L\u00edbia e no Chifre da \u00c1frica sugere que as miss\u00f5es antiterrorismo do Africom nessas regi\u00f5es do continente v\u00e3o continuar indefinidamente\u201d, disse Adam Moore, da UCLA. Horas ap\u00f3s Moore tecer seus coment\u00e1rios, o Pent\u00e1gono anunciou que seis empresas haviam sido escolhidas para um contrato de <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dod.defense.gov\/News\/Contracts\/Contract-View\/Article\/1674381\/\" >at\u00e9 cinco anos e 240 milh\u00f5es de d\u00f3lares<\/a>\u00a0para desenhar e construir instala\u00e7\u00f5es navais na \u00c1frica, come\u00e7ando pela expans\u00e3o da pista no Camp Lemmonier, no Djibuti.<\/p>\n<p>________________________________________________<\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Ma\u00edra Santos<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/nick-turse.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-123361\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/nick-turse.jpg\" alt=\"\" width=\"60\" height=\"60\" \/><\/a><\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/staff\/nick-turse\/\" >Nick Turse<\/a> &#8211; <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/@nickturse\" >@nickturse<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2018\/12\/25\/presenca-norte-americana-na-africa\/\" >Go to Original \u2013 theintercept.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26 dez 2018 &#8211; Pelo menos 34 bases militares dos Estados Unidos est\u00e3o espalhadas pela \u00c1frica, com grandes concentra\u00e7\u00f5es ao norte, oeste e no chifre da \u00c1frica.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":124928,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-124926","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124926"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124926\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}