{"id":126831,"date":"2019-01-28T12:01:56","date_gmt":"2019-01-28T12:01:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=126831"},"modified":"2019-01-27T13:04:43","modified_gmt":"2019-01-27T13:04:43","slug":"portugues-oxford-e-harvard-amam-paulo-freire-o-pedagogo-que-bolsonaro-quer-tirar-do-mec-com-um-lanca-chamas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2019\/01\/portugues-oxford-e-harvard-amam-paulo-freire-o-pedagogo-que-bolsonaro-quer-tirar-do-mec-com-um-lanca-chamas\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Oxford e Harvard amam Paulo Freire, o pedagogo que Bolsonaro quer tirar do MEC com um lan\u00e7a-chamas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_126833\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-126833\" class=\"wp-image-126833\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-1024x512.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-1024x512.jpeg 1024w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-300x150.jpeg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-768x384.jpeg 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire.jpeg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-126833\" class=\"wp-caption-text\">O educador Paulo Freire (1921-1997). <br \/>Foto: S\u00e9rgio Tomisaki\/Folhapress<\/p><\/div>\n<p><em>23 Jan 2019 &#8211; <\/em>Recentemente, fiz um relato no Twitter sobre a import\u00e2ncia da pedagogia cr\u00edtica na forma\u00e7\u00e3o de professores da Universidade de Oxford, e o tema despertou tanto o interesse de professores quanto raiva de <em>haters<\/em>, me chamando de mentirosa. Achei prudente, ent\u00e3o, contar um pouco mais aqui da minha experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-oxford.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-126834\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-oxford.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-oxford.jpg 540w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/paulo-freire-oxford-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 claro que uma grande parte do p\u00fablico mais engajado de Bolsonaro acha que o jornal norte-americano The New York Times ou as universidades de Oxford ou Harvard est\u00e3o minadas pelo \u201cmarxismo cultural\u201d \u2013 e ter Paulo Freire na forma\u00e7\u00e3o de professores seria apenas a prova cabal disso. S\u00f3 que ainda existe uma grande parte das elites brasileiras que, mesmo sendo bolsonarista e adepta ao projeto Escola Sem Partido, sonha que seus filhos estudem nas melhores universidades norte-americanas ou europeias. Ou seja, em universidades cuja a forma\u00e7\u00e3o dos professores se d\u00e1 em grande parte por meio da pedagogia cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Infelizmente, ainda prevalece no Brasil uma profunda ignor\u00e2ncia e uma obsess\u00e3o quase fantasmag\u00f3rica sobre a obra Paulo Freire \u2013 o suposto guru da doutrina sat\u00e2nica gayzista, feminista e marxista que reina em nosso sistema educacional. Quando era candidato \u00e0 Presid\u00eancia, Bolsonaro <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.gazetaonline.com.br\/noticias\/politica\/eleicoes_2018\/2018\/08\/bolsonaro-quer-abolir-paulo-freire-do-mec-com-lanca-chamas-1014142306.html\" >prometeu <\/a>\u201centrar com um lan\u00e7a-chamas no MEC e tirar Paulo Freire l\u00e1 de dentro\u201d. Sobre tal doutrina\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o h\u00e1 qualquer evid\u00eancia emp\u00edrica.<\/p>\n<p>Paulo Freire \u00e9 muito mais celebrado l\u00e1 fora do que no pr\u00f3prio pa\u00eds de origem:\u00a0ele \u00e9 <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2016\/06\/04\/Paulo-Freire-%C3%A9-o-terceiro-pensador-mais-citado-em-trabalhos-pelo-mundo\" >terceiro autor mais citado<\/a> no mundo na \u00e1rea de ci\u00eancias humanas, superando Karl Marx e Michel Foucault. O livro <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/scholar.google.com.br\/scholar?hl=en&amp;as_sdt=0%2C5&amp;q=paulo+freire+pedagogy+of+the+oppressed&amp;oq=paulo+freire+pe\" >A Pedagogia do Oprimido<\/a> (1968) tem 75 mil cita\u00e7\u00f5es no Google Scholar e \u00e9 a \u00fanica obra brasileira que est\u00e1 entre as <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/educacao\/noticia\/2016\/02\/so-um-livro-brasileiro-entra-no-top-100-de-universidades-de-lingua-inglesa.html\" >cem mais lidas nas disciplinas<\/a> de pa\u00edses de l\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p>Dito isso, \u00e9 poss\u00edvel que cientistas sociais no Brasil \u2013 como eu \u2013 passem sua forma\u00e7\u00e3o inteira sem serem confrontados como a obra de Paulo Freire. O mesmo dificilmente ir\u00e1 acontecer nos principais centros de excel\u00eancia acad\u00eamica no mundo. Ou seja, o problema da educa\u00e7\u00e3o no Brasil, ao contr\u00e1rio da fantasia que assombra as mentes bolsonaristas, \u00e9 justamente a falta de uma educa\u00e7\u00e3o que incentive a autonomia e o pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Os 12 anos do PT certamente fizeram muito pela educa\u00e7\u00e3o brasileira, especialmente no que se refere ao acesso ao ensino superior. Mas ao contr\u00e1rio do que muitos acreditam, n\u00e3o houve (por falta de vontade ou de tempo) a t\u00e3o necess\u00e1ria transforma\u00e7\u00e3o da estrutura pedag\u00f3gica do sistema educacional, capaz de fomentar o esp\u00edrito democr\u00e1tico de sujeitos cr\u00edticos. As elei\u00e7\u00f5es de 2018, ali\u00e1s, comprovam\u00a0 isso.<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o de professores na Universidade de Oxford<\/strong><\/p>\n<p>Quando assinei meu contrato para trabalhar na P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento Internacional, o <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.learning.ox.ac.uk\/\" >Oxford Learning Institute<\/a> come\u00e7ou imediatamente a me contatar para que eu me inscrevesse no curso de um ano de forma\u00e7\u00e3o de professores \u2013 o que era \u201caltamente recomendado\u201d.<\/p>\n<p>Matriculei-me, ent\u00e3o, no curso, cujo resultado final era a elabora\u00e7\u00e3o de um portf\u00f3lio de ensino que, se aprovado, nos daria o t\u00edtulo de membro vital\u00edcio (<em>fellow<\/em>) da<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.heacademy.ac.uk\/\" > Academia de Ensino Superior<\/a>, cujo diploma certifica que voc\u00ea \u00e9 um professor universit\u00e1rio que segue os principais padr\u00f5es de excel\u00eancia de ensino no Reino Unido.<\/p>\n<p>Na minha turma estava toda uma leva de novos professores na \u00e1rea de humanidades e ci\u00eancias sociais (as ci\u00eancias exatas tinham uma turma separada, mas o programa era o mesmo).<\/p>\n<p>Mas o que, exatamente, eles chamavam de excel\u00eancia de ensino?<\/p>\n<p>No primeiro dia de aula, o professor nos alertou: \u201cSe voc\u00eas est\u00e3o em busca de dicas de t\u00e9cnicas did\u00e1ticas, aqui \u00e9 o lugar errado. Cada professor tem seu estilo. Um bom professor \u00e9 o que consegue ser claro e sabe refletir sobre o seu entorno e, ao mesmo tempo, \u00e9 capaz de estimular a reflex\u00e3o ao seu entorno\u201d.<\/p>\n<p>O curso tinha uma metodologia t\u00e3o simples\u00a0como profunda. L\u00edamos textos diversos, mas fundamentalmente os de pedagogia cr\u00edtica sobre a import\u00e2ncia de os professores refletirem sobre as rela\u00e7\u00f5es de poder em sala de aula. A principal obra do curso era o famoso livro de Stephen Brookfield, <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?hl=en&amp;lr=&amp;id=gmbbDQAAQBAJ&amp;oi=fnd&amp;pg=PA1&amp;dq=Becoming+a+critically+re%EF%AC%82ective+teacher&amp;ots=11PqbrtZPE&amp;sig=iGxCBs4fCwQgX1Q_woyiR_2YXEI#v=onepage&amp;q=Becoming%20a%20critically%20re%EF%AC%82ective%20teacher&amp;f=false\" >Becoming a critically reflective teacher<\/a>, que tem influ\u00eancias de Paulo Freire e Antonio Gramsci.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>O curso n\u00e3o doutrinou ningu\u00e9m.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Faz\u00edamos debates profundos em pequenos grupos sobre o papel dos professores, exerc\u00edcios autobiogr\u00e1ficos cr\u00edticos (quais rela\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o e ou emancipa\u00e7\u00e3o que t\u00ednhamos experimentado no passado e que est\u00e1vamos reproduzindo como professores?), reflex\u00e3o cr\u00edtica de nossas avalia\u00e7\u00f5es por alunos. Observamos e fomos observados em sala de aula por nossos pares (o que \u00e9 muito desafiador!) e, por fim, formulamos nossos valores enquanto professores.<\/p>\n<p>O curso n\u00e3o doutrinou ningu\u00e9m. Eu era uma das \u00fanicas pessoas de esquerda na turma. Meus colegas liberais, de centro ou de direita, continuaram liberais, de centro e de direita. Mas todos n\u00f3s entendemos e discutimos com seriedade as formas de opress\u00e3o que existem em uma sala de aula, bem como sobre nossa atua\u00e7\u00e3o e clareza em sala de aula.<\/p>\n<p>Observei a aula de meu colega liberal, que era professor do curso de Pol\u00edticas P\u00fablicas. Ele tamb\u00e9m assistiu minhas aulas e me ajudou a ser mais clara em minha comunica\u00e7\u00e3o (eu tendo a ter um pensamento circular que pode prejudicar a aten\u00e7\u00e3o de alunos, especialmente em l\u00edngua estrangeira). Foi ele que me alertou para o fato de que eu deixava que a discuss\u00e3o fosse dominada pelos dois \u00fanicos homens na sala de aula, em contraposi\u00e7\u00e3o a 16 alunas mulheres.<\/p>\n<p>Eu tamb\u00e9m aproveitei o m\u00e9todo cr\u00edtico reflexivo para refazer meus question\u00e1rios de avalia\u00e7\u00e3o, possibilitando e encorajando meus estudantes a serem mais cr\u00edticos. Descobri, por meio das avalia\u00e7\u00f5es dos alunos, que eu poderia ser mais direta nas minhas aulas, o que confirmava a observa\u00e7\u00e3o de meu colega. Na avalia\u00e7\u00e3o seguinte (monitorada pelos meus pares e pelos tutores do curso), os estudantes apontaram que havia tido um salto qualitativo na qualidade de minhas aulas.<\/p>\n<p>Todo o grupo de novos professores refletiu criticamente sobre sua pr\u00f3pria postura em sala de aula, seja como t\u00e9cnica did\u00e1tica, seja como rela\u00e7\u00e3o de poder. Ap\u00f3s um ano de encontros do curso, nos foi colocada a seguinte pergunta: \u201cqual o papel do professor?\u201d<\/p>\n<p>Apenas uma parte da turma escolheu \u201cmudar o mundo\u201d, e a outra metade disse que era fornecer instrumentos t\u00e9cnicos para os estudantes resolverem problemas. Estava tudo bem. N\u00e3o havia uma resposta correta: o correta era o pr\u00f3prio di\u00e1logo entre os pares.<\/p>\n<blockquote><p><strong><em>O curso tamb\u00e9m ajudou a desconstruir o mito da genialidade, de que existiriam alunos \u201cfracos\u201d e \u201cfodas\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Eu, particularmente, <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/rosanapinheiromachado.com.br\/pt\/as-faces-do-machismo-nas-universidades\/\" >aprendi a me colocar como professora mulher<\/a>, jovem e latina e a detectar e desarmar o machismo impl\u00edcito e inconsciente de alunos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se eu me tornei uma professora melhor desde ent\u00e3o. Mas espero que sim. Aprendi a dar mais aten\u00e7\u00e3o ao estudante quieto, \u00e0s mulheres e minorias em sala de aula. Aprendi a me colocar em uma posi\u00e7\u00e3o de quem erra em sala de aula, mas est\u00e1 aberta mudar e ouvir cr\u00edticas. Aprendi a falar menos e ouvir mais e, principalmente, desenvolvi minhas habilidades de ensinar via m\u00e9todos dial\u00f3gicos de conversa e debates.<\/p>\n<p>O curso tamb\u00e9m me ajudou a desconstruir o mito da genialidade, de que existiriam alunos \u201cfracos\u201d e \u201cfodas\u201d (e isso at\u00e9 gerou meu texto mais lido at\u00e9 hoje, <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/precisamos-falar-sobre-a-vaidade-na-vida-academica\/\" >O Precisamos Falar sobre Vaidade na Vida Acad\u00eamica<\/a>). Com o m\u00e9todo da pedagogia cr\u00edtica e da \u201cautocr\u00edtica reflexiva\u201d eu apenas me tornei mais sens\u00edvel a minha pr\u00f3pria postura e ao meu entorno.<\/p>\n<p>A \u00fanica coisa que eu, infelizmente, n\u00e3o aprendi a fazer neste um ano de curso foi revolu\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi me dado o super poder da doutrina\u00e7\u00e3o. Qualquer pessoa que encara uma sala de aula sabe que esse n\u00e3o \u00e9 um dom que temos: nossa realidade \u00e9 muito mais burocr\u00e1tica do que deveria ser. Se tiv\u00e9ssemos o dom de mudar as pessoas, \u00e9 bem prov\u00e1vel que ter\u00edamos um outro cen\u00e1rio pol\u00edtico \u2013 e n\u00e3o este afundado na mediocridade, nas not\u00edcias falsas e no obscurantismo.<\/p>\n<p>____________________________________________________<\/p>\n<p><em>Conte\u00fado relacionado: <\/em><strong><em><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2017\/10\/10\/escola-sem-partido-quer-apagar-paulo-freire-da-educacao-brasileira\/\" >\u201cEscola sem partido\u201d quer apagar Paulo Freire da educa\u00e7\u00e3o brasileira<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Rosana-Pinheiro-Machado.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-126835 size-full\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Rosana-Pinheiro-Machado-e1548594202581.jpeg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/staff\/rosana-pinheiro-machado\/\" >Rosana Pinheiro-Machado<\/a><\/em><em> &#8211; <\/em><em><a href=\"mailto:contato@rosanapinheiromachado.com.br\">contato@\u200brosanapinheiromachado.com.br<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/theintercept.com\/2019\/01\/22\/oxford-harvard-paulo-freire-bolsonaro\/\" >Go to Original \u2013 theintercept.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>23 Jan 2019 &#8211; Paulo Freire e seu m\u00e9todo cr\u00edtico s\u00e3o a principal refer\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o de professores das melhores universidades do mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":126833,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-126831","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126831"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126831\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126833"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}