{"id":127288,"date":"2019-02-04T12:01:23","date_gmt":"2019-02-04T12:01:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=127288"},"modified":"2019-02-02T14:22:11","modified_gmt":"2019-02-02T14:22:11","slug":"portugues-provocacoes-geopoliticas-para-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2019\/02\/portugues-provocacoes-geopoliticas-para-2019\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Provoca\u00e7\u00f5es Geopol\u00edticas para 2019"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>31 jan 2019 &#8211; <em>As seguintes opini\u00f5es constituem seu pr\u00f3prio resumo. Sua li\u00e7\u00e3o combinada \u00e9: a velha ordem se est\u00e1 desmoronando e n\u00e3o h\u00e1 uma nova ordem \u2013 s\u00f3 uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es paradoxais e contraproducentes sem estrat\u00e9gias claras. \u00c9 hora de se p\u00f4r criativo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 comum que as pessoas comecem o m\u00eas de janeiro com uma ou mais das \u201cresolu\u00e7\u00f5es de ano novo\u201d. Eu come\u00e7o com um grupo de enunciados que buscam causar um pouco de agita\u00e7\u00e3o e em seguida reiniciar nossas ideias e a\u00e7\u00f5es \u2013 um pouco como um desfibrilador card\u00edaco. As proposi\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas que seguem n\u00e3o s\u00e3o predi\u00e7\u00f5es nem s\u00e3o o resultado de pesquisas, nem sequer s\u00e3o hip\u00f3teses de trabalho. S\u00e3o s\u00f3 provoca\u00e7\u00f5es desenhadas para disparar pensamentos, discuss\u00f5es e um chamado para propostas alternativas. Se s\u00f3 a metade delas fosse razo\u00e1vel e ressoasse aos nossos leitores, ent\u00e3o, o que deveria seguir seria uma s\u00e9rie de respostas igualmente provocadoras \u00e0 pergunta existencial: o que fazer?<\/p>\n<p><strong>Um nova guerra fria?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 um ineg\u00e1vel recrudescimento \u00e0 rivalidade entre a China e os Estados Unidos. Sob a lideran\u00e7a intermitente do governo Trump, os Estados Unidos abriram novas hostilidades. Em que pese as provoca\u00e7\u00f5es estadunidenses, envoltas na usual propaganda de simulada vitimiza\u00e7\u00e3o, a China parece recatada. Dado que se necessitam dois para bailar um tango, e a China se recusa a cooperar, uma sim\u00e9trica Guerra Fria n\u00e3o ter\u00e1 lugar.<\/p>\n<p>A agress\u00e3o estadunidense est\u00e1 enviesada sob a err\u00f4nea suposi\u00e7\u00e3o que uma corrida armamentista com a China levar\u00e1 a um colapso similar ao colapso da anterior Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. De fato, o oposto \u00e9 certo. O rearmamento moderno da China n\u00e3o est\u00e1 pensado em conseguir paridade com o enorme poderio militar dos Estados Unidos, mas estabelecer uma cr\u00edvel dissuas\u00e3o regional em sua pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a, tanto como negar aos Estados Unidos o acesso a sua periferia. Est\u00e1 focalizado e \u00e9 medianamente razo\u00e1vel. Em s\u00edntese, a estrat\u00e9gia da China \u00e9 formid\u00e1vel e decididamente assim\u00e9trica. Por outro lado, a moderniza\u00e7\u00e3o da capacidade de ataque nuclear estadunidense e o grande aumento nas for\u00e7as navais, bem poderiam levar os Estados Unidos a descuidar das mais importantes e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, mais estrat\u00e9gicos investimentos e desenvolvimento, infraestrutura e reforma social interna, ent\u00e3o, ao final, as bases sociais e econ\u00f4micas do poderia estadunidense resultariam diminu\u00eddas. Os estadunidenses constru\u00edram um muro perimetral; os chineses constru\u00edram trens r\u00e1pidos. Em uma corrida armamentista geral do estilo guerra fria, os Estados Unidos arriscam ser explodidos pelos ares com seus pr\u00f3prios petardos.<\/p>\n<p><strong>O efeito Trump<\/strong><\/p>\n<p>O senhor Trump acelerou a deteriora\u00e7\u00e3o estadunidense de duas maneiras: rasgou o v\u00e9u dos valores liberais estadunidenses e, por fim, debilitou seu \u201cpoder brando\u201d e proclamou a superioridade estadunidense em um momento em que os Estados Unidos est\u00e1 perdendo sua domin\u00e2ncia e deveria estar manejando-a de uma forma mais \u201cmaquiav\u00e9lica\u201d. Os Estados Unidos reclamar\u00e3o \u201cvit\u00f3rias\u201d a torto a direito, justo como se estivessem ganhando um par de m\u00e3os no p\u00f4quer. N\u00e3o obstante, os chineses s\u00e3o especialistas em outro jogo, o Go, ao final do qual podem surgir dominantes.<\/p>\n<p><strong>As debilidades e os ativos estrat\u00e9gicos da China<\/strong><\/p>\n<p>Se e quando os chineses cometam erros estrat\u00e9gicos, ser\u00e1 devido ao trajeto de depend\u00eancia. A expans\u00e3o chinesa <em>urbi et orbi<\/em>, mas principalmente na \u00c1sia Central e na \u00c1frica, est\u00e1 baseada em muito concretos interesses e n\u00e3o em intentos \u201ccivilizat\u00f3rios\u201d, como no modelo ocidental. Este modelo diferente \u00e9 t\u00e3o velho como a civiliza\u00e7\u00e3o chinesa e est\u00e1 baseado em um imperialismo de tributo. Isto o torna r\u00edgido e quebradi\u00e7o. Mais ainda, os chineses n\u00e3o entendem o estilo teatral estadunidense ao reafirmar seu dom\u00ednio. Por isso, inicialmente n\u00e3o respondem \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es \u2013 at\u00e9 que caiam mal, ponto em que podem chegar a responder de maneira massiva. H\u00e1 um limite para a paci\u00eancia estrat\u00e9gica quando se tem um touro em uma loja de porcelana chinesa (jogo de palavras intencional em ingl\u00eas, \u201c<em>when you have a bull in a china shop<\/em>\u201d).<\/p>\n<p>O \u00eaxito final da China depende de sua habilidade para construir constantemente novas alian\u00e7as reais e em sua habilidade para elaborar ajustes financeiros que fazem <em>bypass<\/em> no dom\u00ednio do d\u00f3lar e das institui\u00e7\u00f5es financeiras estadunidenses.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais. Em um per\u00edodo quando muitos pa\u00edses est\u00e3o preocupados com o fluxo de imigrantes e refugiados, poucos se deram conta do poderoso ativo estrat\u00e9gico da China: sua extensiva e formid\u00e1vel di\u00e1spora que j\u00e1 est\u00e1 instalada de maneiras significativas por todo o planeta.<\/p>\n<p><strong>A guerra comercial<\/strong><\/p>\n<p>Esta \u201cguerra\u201d pelo outro lado est\u00e1 em pleno desenvolvimento. Na superf\u00edcie, \u00e9 uma (relativamente contida) guerra de tarifas por repres\u00e1lias. H\u00e1 quatro resultados l\u00f3gicos no novo enfoque mercantilista estadunidense e na (at\u00e9 o momento medida e moderada) resposta chinesa: um resultado ganha\/perde favor\u00e1vel para a China; um resultado ganha\/perde favor\u00e1vel para os Estados Unidos; um empate; ou um perde\/perde para ambos \u2013 e para os outros comerciantes tamb\u00e9m. \u00c9 uma disrup\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m uma distra\u00e7\u00e3o. Seguindo os muitos argumentos e opini\u00f5es sobre o tema, minha conclus\u00e3o \u00e9: a sequ\u00eancia ser\u00e1, primeiro, um empate, logo uma vantagem para a China e finalmente o crescente isolamento \u201caut\u00e1rquico\u201d dos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Alian\u00e7as e depend\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>A ordem internacional posterior \u00e0 Segunda Guerrra Mundial est\u00e1 acabado. A supremacia estadunidense da p\u00f3s-Guerra Fria tamb\u00e9m est\u00e1 acabada. O que parece que est\u00e1 tomando seu lugar \u00e9 a) uma retirada belicista estadunidense; b) uma reafirma\u00e7\u00e3o agressiva do poder russo, at\u00e9 agora limitada a suas incurs\u00f5es em sua \u201cvizinhan\u00e7a\u201d e o Oriente M\u00e9dio; c) a fragmenta\u00e7\u00e3o nacionalista da Europa e o poss\u00edvel final da Uni\u00e3o Europeia; d) uma afirma\u00e7\u00e3o agressiva do poder militar regional da China; e) a emerg\u00eancia significativa de investimentos de capital direto da China com um ambicioso alcance de desenvolvimento mais al\u00e9m de suas fronteiras e de sua periferia imediata, e f) a forma\u00e7\u00e3o de novas e promissoras alian\u00e7as nas costas do Pac\u00edfico. A retirada dos Estados Unidos da Europa e do Oriente M\u00e9dio, ainda que em tempo, est\u00e1 sendo pobremente executado e at\u00e9 agora ascendeu para ser uma mera cuspida na pr\u00f3pria cara. O ataque estadunidense ao multilateralismo \u00e9 tanto torpe como contraproducente. \u00c9 desnecess\u00e1rio e, por fim, \u00e9 um erro estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p><strong>A Europa p\u00f3s-Brexit<\/strong><\/p>\n<p>O Brexit n\u00e3o \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o para o mundo em que pese a desproporcional aten\u00e7\u00e3o que recebeu. Passou muito tempo desde que os desenvolvimentos no Reino Unido tiveram importantes repercuss\u00f5es em outras esquinas do planeta. Ao final, o Brexit ser\u00e1 recordado na hist\u00f3rica como uma ferida auto infligida por uma pot\u00eancia secund\u00e1ria. A resili\u00eancia brit\u00e2nica \u00e9 legend\u00e1ria, portanto, o reino sobreviver\u00e1 \u00e0 atual loucura, mas provavelmente feito migalhas. \u00c9 um pouco triste. Os ingleses recordam com orgulho que eles sobreviveram ao Blitzkrieg<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/opinionsur.org.ar\/wp\/provocacoes-geopoliticas-para-2019\/?lang=pt-br#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><a >[<strong>1<\/strong>]<\/a>.- mas se esquecem que ningu\u00e9m votou por Blitz.<\/p>\n<p>De outro lado, a Europa que o Reino Unido est\u00e1 deixando est\u00e1 longe de estar s\u00e3. A mobiliza\u00e7\u00e3o daqueles que temem ser deixados de lado com a globaliza\u00e7\u00e3o resultou em uma s\u00e9rie de governos nacionalistas que buscam reconquistar passadas soberanias nacionais diante de grandes transforma\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas. Mas uma internacional de nacionalistas \u00e9 um oximoro contraproducente.<\/p>\n<p><strong>O destino da Europa<\/strong><\/p>\n<p>Se a Europa tem algum papel para desempenhar no mundo do s\u00e9culo XXI \u00e9 atrav\u00e9s da unidade e vontade coletivas. Por outro lado, uma Europa de pa\u00edses nacionalistas separados est\u00e1 na lista para ser absorvida por pot\u00eancias estrangeiras. H\u00e1 uma velha advert\u00eancia do poema argentino <em>Martin Fierro<\/em>: <em>\u201cLos hermanos sean unidos porque \u00e9sa es la ley primera \u2013tengan uni\u00f3n verdadera en cualquier tiempo que sea, porque, si entre ellos pelean, los devoran los de ajuera.\u201d <\/em><em>(Nota da tradutora: \u201cOs irm\u00e3os se unam porque essa \u00e9 a lei primeira \u2013 tenham uni\u00e3o verdadeira em qualquer tempo que seja, porque, se entre eles peleiam, lhes devoram os de fora\u201d)<\/em> Em sua forma mais benigna, tal fragmenta\u00e7\u00e3o ascender\u00e1 a uma cole\u00e7\u00e3o de sociedades mais ou menos congeladas como diferentes salas de um museu.<\/p>\n<p>A Europa ser\u00e1 boa como destino tur\u00edstico e m\u00e1 para o mundo. Veja-se um encarte de Veneza e se ver\u00e1 uma imagem do futuro da Europa. O dilema da popula\u00e7\u00e3o europeia \u00e9 o seguinte: o intoler\u00e1vel (demasiados migrantes) impede o indispens\u00e1vel (a imigra\u00e7\u00e3o seletiva). Em outras palavras, para ser historicamente vi\u00e1vel, as sociedades que envelhecem necessitam de imigrantes. Mas a massiva entrada ou a amea\u00e7a de incontrol\u00e1veis imigra\u00e7\u00e3o e refugiados os faz fechar-se como uma am\u00eandoa. O resultado \u00e9 uma paralisia: o recha\u00e7o a fazer hist\u00f3ria. Se t\u00eam sorte, os europeus ter\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria. Em vez de habitantes din\u00e2micos e sem permitir migrantes, ter\u00e3o visitantes e aqueles que est\u00e3o dentro ganhar\u00e3o a vida atendendo a esses visitantes. Haver\u00e1 diversidade (nacionalismos) em uma Disneyl\u00e2ndia de lugares de alojamento. Os estadunidenses t\u00eam um modelo em escala reduzida do futuro europeu: as aldeias tur\u00edsticas de Sturbridge e Williamsburg.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p>A atual corrente de regimes de direita pr\u00f3-Estados Unidos na Am\u00e9rica Latina \u2013 desafortunadamente \u2013 refor\u00e7ar\u00e1 a irrelev\u00e2ncia geoestrat\u00e9gica da regi\u00e3o. A onda direitista na Am\u00e9rica do Sul talvez tenha alcan\u00e7ado seu ponto m\u00e1ximo com a elei\u00e7\u00e3o de um governo surrealista em um pa\u00eds maior. Nos comina a seguir e comparar o desenvolvimento dos eventos no M\u00e9xico e no Brasil. \u00c9 poss\u00edvel que o Mercosul que nunca funcionou seja substitu\u00eddo por diferentes acordos bilaterais especialmente entre a Argentina e Brasil e novos blocos centrados no Pac\u00edfico crescer\u00e3o e prosperar\u00e3o. Os aspectos folcl\u00f3ricos neofascistas do novo regime brasileiro s\u00e3o contradit\u00f3rios e insustent\u00e1veis, ainda que n\u00e3o possamos excluir alguns positivos, ainda que n\u00e3o queridos efeitos secund\u00e1rios. O que segue pe uma sequ\u00eancia metaf\u00f3rica de eventos em um n\u00edvel ideol\u00f3gico e geopol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Ontem, hoje e amanh\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Sopesem os seguintes enunciados do s\u00e9culo XX, do s\u00e9culo XXi e desde os tempos b\u00edblicos.<\/p>\n<p>1935: Hino alem\u00e3o: \u201c<em>Deutschland Deutschland uber Alles<\/em>\u201d (Alemanha, Alemanha antes de tudo, mais que tudo neste mundo)<\/p>\n<p>1945: Enunciado dos Aliados: \u201cA capitula\u00e7\u00e3o da Alemanha deve ser registrada em um \u00fanico documento de rendi\u00e7\u00e3o incondicional\u201d. O Reich de mil anos durou doze.<\/p>\n<p>Irvin Berlin: \u201cDeus aben\u00e7oe a Am\u00e9rica\u201d.<\/p>\n<p>Donald J. Trump: \u201cA Am\u00e9rica primeiro\u201d.<\/p>\n<p>Jair Bolsonaro: \u201cBrasil acima de tudo, Deus acima de todos\u201d. Mas\u2026<\/p>\n<p>O segundo mandamento diz: \u201cN\u00e3o tomar o nome de Deus em v\u00e3o\u201d. Ent\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o vem de Macuna\u00edma (romance brasileiro por M\u00e1rio de Andrade): \u201cCada um por si e Deus contra todos\u201d.<\/p>\n<p>Em termos teol\u00f3gicos: eles poder\u00e3o crer em Deus, mas Deus n\u00e3o cr\u00ea neles.<\/p>\n<p>Em outros termos (seculares): a f\u00e9 e os contos de fadas s\u00e3o pobres substitutos de boa governan\u00e7a e administra\u00e7\u00e3o racional. A onda direitista n\u00e3o tem um futuro brilhante.<\/p>\n<p><strong>Brasil e Argentina<\/strong> gostam de pensarem-se como pa\u00edses do futuro. \u00c0 atual taxa e com as presentes pol\u00edticas, sempre ser\u00e3o pa\u00edses do futuro, como foi previsto por Charles De Gaulle em 1964.<\/p>\n<p><strong>Estados Unidos, R\u00fassia e Oriente M\u00e9dio<\/strong><\/p>\n<p>Os Estados Unidos sob Trump decidiram sair do loda\u00e7al de sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o. A R\u00fassia preencher\u00e1 o conseguinte vazio de poder. A pergunta \u00e9: ser\u00e1 melhor para eles ou ter\u00e3o recebido um presente envenenado?<\/p>\n<p><strong>Trump est\u00e1 certo em algo?<\/strong><\/p>\n<p>Quanto a v\u00e1rias quest\u00f5es estrat\u00e9gicas, as declara\u00e7\u00f5es do presidente Trump parecem atinadas, notavelmente: a debilidade, sen\u00e3o a irrelev\u00e2ncia da OTAN e a necessidade de abandonar o Oriente M\u00e9dio. O problema com seus enunciados corretos \u00e9 isto: um rel\u00f3gio descompassado marca a hora exata duas vezes ao dia.<\/p>\n<p><strong>Quem prevalecer\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>O \u00eaxito final das pot\u00eancias mundiais em um grande jogo mundial depende da capacidade de evitar distra\u00e7\u00f5es geoestrat\u00e9gicas. De nenhuma maneira est\u00e1 garantida, mas os asi\u00e1ticos possuem a necess\u00e1ria paci\u00eancia estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/opinionsur.org.ar\/wp\/provocacoes-geopoliticas-para-2019\/?lang=pt-br#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><a >[1]<\/a> . A Blitzkrieg (em alem\u00e3o, literalmente \u201cguerra rel\u00e2mpago\u201d) \u00e9 um nome popular para uma t\u00e1tica militar de ataque que implica um bombardeio inicial, seguido de uso de for\u00e7as m\u00f3veis atacando com velocidade e surpresa para impedir que o inimigo possa levar a cabo uma defesa coerente. Os princ\u00edpios b\u00e1sicos destes tipos de opera\u00e7\u00f5es se desenvolvem em um s\u00e9culo XX por v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es, e se adaptaram anos depois da Primeira Guerra Mundial, principalmente pela Wehrmacht, para incorporar armas e ve\u00edculos modernos como um m\u00e9todo para evitar a guerra de trincheiras e a guerra em frentes fixas em futuros conflitos.<\/p>\n<p>__________________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/opinionsurlogo.png\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-114538\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/opinionsurlogo.png\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"34\" \/><\/a>Opini\u00f3n Sur<em> \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica e gratuita dedicada a apresentar id\u00e9ias e propostas de a\u00e7\u00e3o que contribuam para o melhor desenvolvimento dos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Sul. \u00c9 voltada para duas \u00e1reas que interagem: (i) o desenvolvimento local e a luta contra a pobreza, e (ii) o impacto na regi\u00e3o dos grandes processos geopol\u00edticos. <\/em><em>Trabalha-se a parir de uma vis\u00e3o independente, sem tend\u00eancia partid\u00e1ria, com enfoque pluralista, e procurando encaminhar o pensamento estrat\u00e9gico para as iniciativas de desenvolvimento. <\/em>Opini\u00f3n Sur<em> espande-se \u00e0 medida que mais pessoas, a maioria delas apontadas pelos leitores habituais, solicitam sua recep\u00e7\u00e3o.A revista \u00e9 editada em Buenos Aires e Nova Iorque.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/opinionsur.org.ar\/wp\/provocacoes-geopoliticas-para-2019\/?lang=pt-br\" >Go to Original \u2013 opinionsur.org.ar<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31 jan 2019 &#8211; As seguintes opini\u00f5es constituem seu pr\u00f3prio resumo. Sua li\u00e7\u00e3o combinada \u00e9: a velha ordem se est\u00e1 desmoronando e n\u00e3o h\u00e1 uma nova ordem \u2013 s\u00f3 uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es paradoxais e contraproducentes sem estrat\u00e9gias claras. \u00c9 hora de se p\u00f4r criativo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":114538,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-127288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127288\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}