{"id":137938,"date":"2019-07-22T12:01:38","date_gmt":"2019-07-22T11:01:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=137938"},"modified":"2019-07-21T14:25:22","modified_gmt":"2019-07-21T13:25:22","slug":"portugues-a-verdadeira-historia-dos-erros-futuros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2019\/07\/portugues-a-verdadeira-historia-dos-erros-futuros\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A Verdadeira Hist\u00f3ria dos Erros Futuros"},"content":{"rendered":"<p><em>5 jul 2019 &#8211;<\/em> A verdade de um sistema errado \u00e9 o erro. Para ser politicamente eficaz, este erro tem de ser incessantemente repetido, amplamente difundido e aceite pela popula\u00e7\u00e3o como a \u00fanica verdade poss\u00edvel ou cred\u00edvel. N\u00e3o se trata de uma qualquer repeti\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que cada vez que o erro \u00e9 posto em pr\u00e1tica o seja como um ato inaugural \u2013 a verdade finalmente encontrada para resolver os problemas da sociedade. N\u00e3o se trata de uma qualquer difus\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que o que se difunde seja percebido como algo com que naturalmente temos de estar de acordo. N\u00e3o se trata, finalmente, de uma qualquer aceita\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que o que se aceita seja aceite para o bem de todos e que, se envolver algum sacrif\u00edcio, ele seja o pre\u00e7o a pagar por um bem maior no futuro.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o das for\u00e7as pol\u00edticas de direita e de extrema-direita um pouco por todo o mundo assenta nestes pressupostos. \u00c9 dif\u00edcil imaginar a sobreviv\u00eancia da democracia numa sociedade em que tais pressupostos se concretizem plenamente, mas os sinais de que tal concretiza\u00e7\u00e3o pode estar mais pr\u00f3xima do que se pensa s\u00e3o muitos e merecem uma reflex\u00e3o antes que seja demasiado tarde. Abordarei os seguintes sinais: a reitera\u00e7\u00e3o do erro e a crise permanente; a orgia da opini\u00e3o e a fabrica\u00e7\u00e3o massiva de ignor\u00e2ncia; da sociedade intern\u00e9tica \u00e0 sociedade m\u00e9trica.<\/p>\n<p>A reitera\u00e7\u00e3o do erro \u00e9 hoje patente. Desde h\u00e1 d\u00e9cadas, os pa\u00edses capitalistas centrais, mais desenvolvidos, t\u00eam assumido a obriga\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de dedicar uma parte do seu or\u00e7amento \u00e0 \u201cajuda ao desenvolvimento\u201d. O objetivo \u00e9, como o nome indica, ajudar os pa\u00edses perif\u00e9ricos, sub-desenvolvidos, a seguir a trilha dos mais desenvolvidos e, idealmente, a convergir com estes em n\u00edveis de bem-estar num futuro mais ou menos pr\u00f3ximo. \u00c9 hoje patente que o fosso que separa os pa\u00edses centrais dos pa\u00edses perif\u00e9ricos \u00e9 cada vez maior. A chamada \u201ccrise dos refugiados\u201d e o aumento alarmante do movimento de popula\u00e7\u00f5es migrantes indesejadas, s\u00e3o os sinais mais evidentes de que as condi\u00e7\u00f5es de vida nos pa\u00edses perif\u00e9ricos s\u00e3o cada vez mais intoler\u00e1veis. O mesmo se diga das pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o da pobreza levadas a cabo pelo Banco Mundial desde h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o \u00e9 negativo se por redu\u00e7\u00e3o da pobreza entendermos a diminui\u00e7\u00e3o do fosso entre ricos e pobres dentro de cada pa\u00eds e entre pa\u00edses. O fosso n\u00e3o tem cessado de aumentar. Do mesmo modo, as pol\u00edticas de austeridade ou de ajustamento estrutural que t\u00eam sido impostas aos pa\u00edses com dificuldades financeiras, de que Portugal e a Gr\u00e9cia s\u00e3o exemplos pr\u00f3ximos, t\u00eam falhado os seus objetivos, e o pr\u00f3prio FMI tem reconhecido isso mesmo de forma mais ou menos velada (\u201cexcesso de austeridade\u201d, \u201cdeficiente calibra\u00e7\u00e3o\u201d, etc.). Apesar disso, uma e outra vez as mesmas pol\u00edticas v\u00e3o sendo impostas como se naquele momento aquela fosse a melhor ou mesmo a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mesmo se pode dizer da privatiza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a social e, portanto, do sistema p\u00fablico de pens\u00f5es. O alvo mais recente \u00e9 a previd\u00eancia social no Brasil. Segundo os estudos dispon\u00edveis, em cerca de 70% dos casos em que a privatiza\u00e7\u00e3o foi realizada o sistema falhou e o Estado teve de resgatar o sistema para evitar uma profunda crise social. Apesar disso, a receita continua a ser imposta e a ser vendida como a salva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Porque se insiste no erro de impor medidas cujo fracasso \u00e9 antecipadamente reconhecido? S\u00e3o muitas as raz\u00f5es, mas todas convergem na que considero ser a mais importante: o objetivo de criar uma situa\u00e7\u00e3o de crise permanente que force as decis\u00f5es pol\u00edticas a concentrarem-se em medidas de emerg\u00eancia e de curto prazo. Estas medidas, apesar de envolverem sempre a transfer\u00eancia de riqueza dos mais pobres para os mais ricos e imporem sacrif\u00edcios aos que menos podem suport\u00e1-los, s\u00e3o aceites como necess\u00e1rias e inviabilizam qualquer discuss\u00e3o sobre o futuro e alternativas de curto e m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>A orgia da opini\u00e3o. O erro reiterado e a sua ampla aceita\u00e7\u00e3o n\u00e3o seriam poss\u00edveis sem uma mudan\u00e7a tect\u00f4nica na opini\u00e3o p\u00fablica. Os \u00faltimos cem anos foram o s\u00e9culo da expans\u00e3o do direito a ter opini\u00e3o. O que era antes um privil\u00e9gio das classes burguesas transformou-se num direito que foi efetivamente exercido por vastas camadas da popula\u00e7\u00e3o, sobretudo nos pa\u00edses mais desenvolvidos. Esta expans\u00e3o foi muito desigual, mas foi ela que permitiu enriquecer o debate democr\u00e1tico com a discuss\u00e3o de alternativas pol\u00edticas significativamente divergentes. O conceito de raz\u00e3o comunicativa, proposto por J\u00fcrgen Habermas, assentava na ideia de que a formula\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o livre de argumentos pr\u00f3s e contra em qualquer \u00e1rea de delibera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica transformava a democracia no regime pol\u00edtico mais leg\u00edtimo porque garantia a participa\u00e7\u00e3o efetiva de todos.<\/p>\n<p>Acontece que nos \u00faltimos trinta anos a sociedade midi\u00e1tica, primeiro, e a sociedade intern\u00e9tica, depois, produziram uma cis\u00e3o insidiosa entre ter opini\u00e3o e ser propriet\u00e1rio da opini\u00e3o que se tem. Fomos expropriados da propriedade da nossa opini\u00e3o e passamos a ser arrendat\u00e1rios ou inquilinos dela. Como n\u00e3o nos demos conta desta transforma\u00e7\u00e3o, pudemos continuar a pensar que t\u00ednhamos opini\u00e3o e a imaginar que ela era nossa. Empres\u00e1rios de opini\u00e3o de todo o tipo entraram em cena para simultaneamente reduzir o leque de opini\u00f5es poss\u00edveis e intensificar a divulga\u00e7\u00e3o das opini\u00f5es promovidas. Os agentes principais desta transforma\u00e7\u00e3o foram os partidos pol\u00edticos do arco da governan\u00e7a, os meios de comunica\u00e7\u00e3o oligop\u00f3licos e os sistemas de publicidade, inicialmente vocacionados para o consumo de massa de mercadorias, os quais foram sendo gradualmente direcionados para o consumo de massa do mercado das ideias pol\u00edticas. Assim surgiu a sociedade midi\u00e1tica e a pol\u00edtica-espet\u00e1culo onde as diferen\u00e7as substantivas entre as posi\u00e7\u00f5es em que se diverge s\u00e3o m\u00ednimas, mas s\u00e3o apresentados como se fossem m\u00e1ximas. Foi o primeiro passo.<\/p>\n<p>O segundo passo ocorreu quando da sociedade midi\u00e1tica passamos \u00e0 sociedade intern\u00e9tica. Nesse passo, o direito a ter opini\u00e3o expandiu-se sem precedentes e a expropria\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o de que somos usu\u00e1rios (mais que titulares) atingiu novos patamares. Surgiram os empres\u00e1rios, tanto legais como ilegais, da manipula\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, de que s\u00e3o exemplo paradigm\u00e1tico as redes e as p\u00e1ginas de Facebook e de Whatsapp que produzem \u201ct\u00e1cticas de desinforma\u00e7\u00e3o\u201d particularmente ativas em per\u00edodos eleitorais, como sucedeu recentemente nas elei\u00e7\u00f5es para o Parlamento Europeu. A conhecida organiza\u00e7\u00e3o Avaaz identificou 500 p\u00e1ginas suspeitas, seguidas por 32 milh\u00f5es de pessoas, que geraram 67 milh\u00f5es de intera\u00e7\u00f5es (coment\u00e1rios, <em>likes<\/em>, partilhas). A empresa Facebook fechou 77 dessas p\u00e1ginas que eram respons\u00e1veis por 20% do fluxo de informa\u00e7\u00e3o nas redes identificadas.<\/p>\n<p>Esta extraordin\u00e1ria manipula\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o teve tr\u00eas consequ\u00eancias que, apesar de passarem despercebidas, constitu\u00edram uma mudan\u00e7a de paradigma na comunica\u00e7\u00e3o social. A primeira foi que este policiamento das redes se legitimou apesar de ter controlado apenas a ponta do iceberg. O recurso cada vez mais intenso aos big data e aos algoritmos para tocar cada indiv\u00edduo nos seus gostos e prefer\u00eancias, e de o fazer simultaneamente para milh\u00f5es de pessoas, tornou poss\u00edvel mostrar que os verdadeiros propriet\u00e1rios da nossa opini\u00e3o s\u00e3o Bill Gates e Mark Zuckerberg. Como tudo \u00e9 feito para n\u00e3o nos darmos conta disto, consideramo-nos devedores gratos do El Dorado de informa\u00e7\u00e3o que nos proporcionaram e n\u00e3o como credores de um desastre democr\u00e1tico de consequ\u00eancias imprevis\u00edveis pelos quais deviam eles ser pessoalmente responsabilizados.<\/p>\n<p>A segunda consequ\u00eancia \u00e9 que a informa\u00e7\u00e3o que passamos a usar, apesar de t\u00e3o superficial, n\u00e3o pode ser contestada com argumentos. Ou \u00e9 aceite ou recusada, e os crit\u00e9rios para decidir s\u00e3o crit\u00e9rios de autoridade e n\u00e3o de verdade. Se servir os interesses do l\u00edder pol\u00edtico de turno, o povo \u00e9 exaltado como tendo finalmente opini\u00e3o pr\u00f3pria e capaz de contradizer a das elites tradicionais. Se n\u00e3o servir, o povo \u00e9 facilmente considerado como \u201cignorante e incapaz de ser governado democraticamente\u201d. Na medida em que o povo segue a opini\u00e3o do l\u00edder \u00e9 o l\u00edder que segue a opini\u00e3o do povo. Na medida em que povo diverge da opini\u00e3o do l\u00edder, deve, como povo ignorante, confiar na opini\u00e3o do l\u00edder. Conforme lhe convenha, o l\u00edder populista pode aparecer ora como o seguidor do povo ora como seu tutor. Aqui reside a raz\u00e3o \u00faltima da reemerg\u00eancia do populismo. Este capital de confian\u00e7a cria-se facilmente na medida em que tudo se passa na intimidade do indiv\u00edduo e da sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Enquanto a sociedade midi\u00e1tica transformou a pol\u00edtica num espet\u00e1culo, a sociedade intern\u00e9tica transforma-a num show \u00edntimo, um aut\u00eantico <em>peep show<\/em> em que toda a intera\u00e7\u00e3o afetiva ocorre entre o l\u00edder e o cidad\u00e3o, sem argumentos nem media\u00e7\u00f5es. A terceira consequ\u00eancia da sociedade intern\u00e9tica \u00e9 que as redes sociais criam dois ou mais fluxos de opini\u00f5es un\u00e2nimes que correm em paralelo e, por isso, nunca se encontram. Ou seja, em nenhum caso podem ser contraditados ou contra-argumentados numa discuss\u00e3o democr\u00e1tica. A pol\u00edtica errada pode assim ser amplamente aceite se cavalgar um dos fluxos de unanimidade. Este \u00e9 o caldo comunicacional da radicaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o ambiente ideal para o clima de polariza\u00e7\u00e3o, de \u00f3dio e de demoniza\u00e7\u00e3o do inimigo pol\u00edtico, sem que seja necess\u00e1rio usar argumentos discut\u00edveis e apenas recorrendo a frases apocal\u00edpticas.<\/p>\n<p>Da sociedade intern\u00e9tica \u00e0 sociedade m\u00e9trica. Vivemos uma outra orgia, a orgia da quantifica\u00e7\u00e3o da vida individual e coletiva. Nunca as nossas vidas coletivas estiveram t\u00e3o dependentes dos n\u00fameros dos seguidores no Facebook, dos <em>likes<\/em> nas intera\u00e7\u00f5es nas redes, dos <em>scores<\/em> nos concursos, dos rankings nas universidades, na quantifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Sabemos que a l\u00f3gica da quantifica\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente seletiva e muito enviesada pelos crit\u00e9rios que usa e pelos campos que seleciona para quantificar. Deixa de fora tudo o que \u00e9 mais essencial \u00e0 exist\u00eancia individual e coletiva. Deixa de fora sectores sociais que, pela sua inser\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o podem ser adequadamente contados. Os sem-abrigo s\u00e3o contados por serem sem-abrigo, e n\u00e3o pelo que fazem durante o dia; a agricultura familiar, informal, apesar de na maioria dos pa\u00edses alimentar ainda hoje parte da popula\u00e7\u00e3o, bem como o trabalho n\u00e3o pago da economia do cuidado em casa, n\u00e3o contam para o PIB. O que est\u00e1 dominantemente a cargo das mulheres n\u00e3o entra nas estat\u00edsticas do trabalho, apesar de crucial para reproduzir a for\u00e7a de trabalho. Se n\u00e3o for sufragada quantitativamente, a qualidade da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o conta para a carreira dos investigadores. E o grande problema do nosso tempo \u00e9 que o que n\u00e3o \u00e9 contado n\u00e3o conta.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o algumas das din\u00e2micas subterr\u00e2neas que v\u00e3o minando a democracia e criando uma cultura p\u00fablica e privada indefesa ante os erros de que a direita e a extrema-direita se v\u00e3o alimentando.<\/p>\n<p>_____________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Boaventura-de-Sousa-Santos-e1506596705331.png\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-43164\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Boaventura-de-Sousa-Santos-e1506596705331.png\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/a><em>Boaventura de Sousa Santos \u00e9 Professor Catedr\u00e1tico Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. \u00c9 igualmente Director do <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.ces.uc.pt\" >Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra<\/a><\/em><em>; Coordenador Cient\u00edfico do <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/opj.ces.uc.pt\/\" >Observat\u00f3rio Permanente da Justi\u00e7a Portuguesa<\/a><\/em><em>. Dirige actualmente o projecto de investiga\u00e7\u00e3o <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/alice.ces.uc.pt\/en\/\" >ALICE &#8211; Espelhos estranhos, li\u00e7\u00f5es imprevistas: definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experi\u00eancias o mundo<\/a><\/em><em>, um projeto financiado pelo Conselho Europeu de Investiga\u00e7\u00e3o (ERC), um dos mais prestigiados e competitivos financiamentos internacionais para a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de excel\u00eancia em espa\u00e7o europeu. Tem trabalhos publicados sobre globaliza\u00e7\u00e3o, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos. Os seus trabalhos encontram-se traduzidos em espanhol, ingl\u00eas, italiano, franc\u00eas, alem\u00e3o, chin\u00eas e romeno. <\/em><em><a href=\"mailto:bsantos@ces.uc.pt\">bsantos@ces.uc.pt<\/a><\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/opinionsur.org.ar\/wp\/a-verdadeira-historia-dos-erros-futuros\/?lang=pt-br\" >Go to Original \u2013 opinionsur.ar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 jul 2019 &#8211; A verdade de um sistema errado \u00e9 o erro. 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