{"id":1414,"date":"2008-10-21T00:00:00","date_gmt":"2008-10-21T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2008\/10\/portuguese-anlise-crescimento-da-china-crucial-para-amrica-latina-superar-crise\/"},"modified":"2008-10-21T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-21T00:00:00","slug":"portuguese-anlise-crescimento-da-china-crucial-para-amrica-latina-superar-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2008\/10\/portuguese-anlise-crescimento-da-china-crucial-para-amrica-latina-superar-crise\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE)   AN?LISE: CRESCIMENTO DA CHINA ? CRUCIAL PARA AM?RICA LATINA SUPERAR CRISE"},"content":{"rendered":"<p><em>Analista da BBC para a Am&eacute;rica Latina<\/em><\/p>\n<p>As economias da Am&eacute;rica Latina se encontram em uma posi&ccedil;&atilde;o mais forte para enfrentar a crise financeira global do que estavam no passado. <\/p>\n<p>A maioria dos pa&iacute;ses tem super&aacute;vit comercial, grandes reservas monet&aacute;rias e um n&iacute;vel saud&aacute;vel de d&eacute;ficit fiscal.<\/p>\n<p>Mas a combina&ccedil;&atilde;o de uma desacelera&ccedil;&atilde;o global com a queda dos pre&ccedil;os das mat&eacute;rias-primas amea&ccedil;a reverter a recente tend&ecirc;ncia de crescimento. <\/p>\n<p>O Banco Mundial e o Fundo Monet&aacute;rio Internacional j&aacute; mudaram suas perspectivas de crescimento para a regi&atilde;o em 2009. <\/p>\n<p>Existe o temor de que os governos tenham que cortar seus gastos em sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e planos de erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza.<\/p>\n<p>A d&uacute;vida &eacute; se a China poderia diminuir estes efeitos. <\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos dez anos muitos pa&iacute;ses, principalmente na Am&eacute;rica do Sul, diversificaram seus s&oacute;cios comerciais e inclu&iacute;ram o gigante asi&aacute;tico. <\/p>\n<p>Em 2000, o com&eacute;rcio entre a Am&eacute;rica Latina e a China alcan&ccedil;ava os US$ 13 bilh&otilde;es. Em 2007, esta soma chegou aos 103 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Soja<\/p>\n<p>A economia chinesa cresceu 13% em 2007 e, para acompanhar este crescimento, o pa&iacute;s est&aacute; importando mat&eacute;rias-primas como soja e ferro do Brasil, soja e oleaginosas da Argentina, cobre do Chile, estanho da Bol&iacute;via e petr&oacute;leo da Venezuela. <\/p>\n<p>Atualmente, a China &eacute; o segundo maior parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para os Estados Unidos; o terceiro da Argentina; segundo do Peru e o principal mercado de exporta&ccedil;&atilde;o para o Chile. <\/p>\n<p>Se a economia chinesa continuar crescendo, poderia sem d&uacute;vida ajudar a manter o crescimento das economias da Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Mas a d&uacute;vida &eacute; se o crescimento chin&ecirc;s &eacute; sustent&aacute;vel e se o pa&iacute;s pode continuar absorvendo as commodities da regi&atilde;o.<\/p>\n<p>O com&eacute;rcio &eacute; respons&aacute;vel por 70% da economia chinesa, principalmente a venda de produtos manufaturados baratos para os Estados Unidos e Europa. <\/p>\n<p>Mas se a demanda nestas regi&otilde;es cair, muito provavelmente a produ&ccedil;&atilde;o chinesa ser&aacute; afetada e o super&aacute;vit comercial do pa&iacute;s tamb&eacute;m. <\/p>\n<p>E j&aacute; existem sinais de desacelera&ccedil;&atilde;o: as exporta&ccedil;&otilde;es para os Estados Unidos ca&iacute;ram cerca de 20%. H&aacute; informa&ccedil;&otilde;es de que os produtores de a&ccedil;o diminu&iacute;ram a produ&ccedil;&atilde;o em 20% e que milh&otilde;es de toneladas de ferro est&atilde;o encalhadas em portos chineses. <\/p>\n<p>Opini&otilde;es diferentes<\/p>\n<p>Existem opini&otilde;es diferentes sobre at&eacute; que ponto a economia chinesa perder&aacute; for&ccedil;a.<\/p>\n<p>&quot;Segundo o governo chin&ecirc;s, a economia n&atilde;o vai cair mais al&eacute;m dos 8%&quot;, disse David Roche, fundador da consultoria Independent Strategy, de Hong Kong. <\/p>\n<p>&quot;Mas j&aacute; est&aacute; a caminho dos 4%, ainda que (o governo) nunca n&atilde;o diga isto.&quot;<\/p>\n<p>Outros analistas afirmam que a queda ser&aacute; muito menor e levar&aacute; a um crescimento de entre 8% e 9%.<\/p>\n<p>O que interessa aos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina &eacute; descobrir quais os setores da economia da China que continuar&atilde;o crescendo e a que ritmo. <\/p>\n<p>A demanda por ferro j&aacute; &eacute; vista como inst&aacute;vel e a de cobre depende de com qual velocidade a China quer avan&ccedil;ar com a expans&atilde;o da eletricidade a todo o pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Vulner&aacute;veis<\/p>\n<p>Argentina e Paraguai s&atilde;o particularmente vulner&aacute;veis a uma queda na demanda chinesa por soja.<\/p>\n<p>Desde julho, os pre&ccedil;os do produto v&ecirc;m caindo. E muitos analistas garantem que a not&aacute;vel recupera&ccedil;&atilde;o da economia argentina desde 2001 se deve, em grande parte, &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es de soja, principalmente para a China. <\/p>\n<p>O Chile, por sua vez, seria afetado por uma queda na demanda de cobre. O min&eacute;rio teve um aumento de 700% entre 2001 e meados de 2008, mas agora o pre&ccedil;o est&aacute; caindo. <\/p>\n<p>Por&eacute;m, diferentemente de outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, o Chile conta com uma ampla reserva, de cerca de US$ 20 bilh&otilde;es, poupada quando o pre&ccedil;o do cobre estava aumentando. <\/p>\n<p>No caso da Venezuela e do Equador a demanda chinesa far&aacute; pouco para compensar as quedas nos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo que est&atilde;o afetando estes pa&iacute;ses. <\/p>\n<p>Apesar de toda a publicidade dos acordos entre o presidente venezuelano Hugo Ch&aacute;vez e o governo chin&ecirc;s, a Venezuela exporta apenas 250 mil barris de petr&oacute;leo por dia ao pa&iacute;s asi&aacute;tico, enquanto envia 1,5 milh&atilde;o de barris para os Estados Unidos diariamente. O total de exporta&ccedil;&otilde;es da Venezuela para a China em 2007 foi de apenas US$ 3 bilh&otilde;es. <\/p>\n<p>Mat&eacute;ria prima<\/p>\n<p>No geral, os pre&ccedil;os das mat&eacute;rias-primas s&atilde;o provavelmente os maiores fatores determinantes do crescimento econ&ocirc;mico de m&eacute;dio prazo na Am&eacute;rica Latina. <\/p>\n<p>Segundo o Banco Mundial, cerca de metade do crescimento da regi&atilde;o nos &uacute;ltimos cinco anos foi estimulado pelos altos pre&ccedil;os das commodities. <\/p>\n<p>O papel da China &eacute; crucial. A economia chinesa &eacute;, provavelmente, o maior fator para decidir se a atual queda no pre&ccedil;o da maioria das mat&eacute;rias-primas &eacute; apenas um evento passageiro ou uma tend&ecirc;ncia de longo prazo. <\/p>\n<p>E a crise tamb&eacute;m pode ter um aspecto positivo. Alguns analistas acreditam que a China poderia aumentar seus investimentos na Am&eacute;rica Latina. <\/p>\n<p>At&eacute; o momento, os investimentos chineses na regi&atilde;o n&atilde;o chegaram perto dos US$ 100 bilh&otilde;es que o presidente Hu Jintao prometeu em 2004. Em 2007, estes investimentos foram de US$ 22 bilh&otilde;es, comparados com os US$ 350 bilh&otilde;es que companhias americanas investem na regi&atilde;o. <\/p>\n<p>Os analistas da consultoria Oxford Analytica prev&ecirc;em que este n&iacute;vel de investimento chin&ecirc;s pode aumentar em um momento em que a China tenta garantir seu estoque de mat&eacute;ria-prima. <\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/reporterbbc\/story\/2008\/10\/081020_chinaeconomiaalfn.shtml\" >GO TO ORIGINAL<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analista da BBC para a Am&eacute;rica Latina As economias da Am&eacute;rica Latina se encontram em uma posi&ccedil;&atilde;o mais forte para enfrentar a crise financeira global do que estavam no passado. A maioria dos pa&iacute;ses tem super&aacute;vit comercial, grandes reservas monet&aacute;rias e um n&iacute;vel saud&aacute;vel de d&eacute;ficit fiscal. 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