{"id":1467,"date":"2009-10-20T00:00:00","date_gmt":"2009-10-20T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2009\/10\/portuguese-mas-noticias-mesmo-com-crise-venda-de-armas-brasileiras-no-exterior-cresceu-39\/"},"modified":"2009-10-20T00:00:00","modified_gmt":"2009-10-20T00:00:00","slug":"portuguese-mas-noticias-mesmo-com-crise-venda-de-armas-brasileiras-no-exterior-cresceu-39","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2009\/10\/portuguese-mas-noticias-mesmo-com-crise-venda-de-armas-brasileiras-no-exterior-cresceu-39\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE)  [M\u00c1S NOT\u00cdCIAS] MESMO COM CRISE, VENDA DE ARMAS BRASILEIRAS NO EXTERIOR CRESCEU 39%"},"content":{"rendered":"<p><em>Apesar da crise financeira internacional, que afetou o com&eacute;rcio mundial, as exporta&ccedil;&otilde;es de armas leves fabricadas no Brasil cresceram 39% no acumulado de janeiro a setembro, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. <\/em><\/p>\n<p>De acordo com dados da Secretaria de Com&eacute;rcio Exterior, do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, o Brasil vendeu o equivalente a US$ 236,8 milh&otilde;es nos primeiros nove meses do ano. No mesmo per&iacute;odo, as exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras em geral ca&iacute;ram 26%.<\/p>\n<p>O resultado consolida a posi&ccedil;&atilde;o do Brasil como maior exportador de armas entre os pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas. Segundo levantamento da ONG Viva Rio com base em dados de 2000 a 2006, de cada dez armas exportadas pelos pa&iacute;ses da regi&atilde;o, oito sa&iacute;ram do Brasil.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m na regi&atilde;o, o pa&iacute;s &eacute; o segundo maior produtor nesse segmento, perdendo apenas para os Estados Unidos.<\/p>\n<p>A classifica&ccedil;&atilde;o inclui armas como rev&oacute;lveres, pistolas, fuzis e carabinas, al&eacute;m de muni&ccedil;&otilde;es e componentes.<\/p>\n<p>&#8216;Est&iacute;mulo Obama&#8217; <\/p>\n<p>A principal raz&atilde;o para esse crescimento est&aacute; nos Estados Unidos, de longe o maior mercado consumidor das armas brasileiras, seja para uso das pol&iacute;cias locais ou para uso entre civis.<\/p>\n<p>Mesmo abatidos pela crise financeira internacional, no &uacute;ltimo ano, os americanos n&atilde;o deixaram de comprar novas armas. <\/p>\n<p>De janeiro a setembro, as vendas para os Estados Unidos cresceram 39% em compara&ccedil;&atilde;o ao ano passado.<\/p>\n<p>Entre as raz&otilde;es apontadas por especialistas e empresas do setor est&aacute; o chamado &ldquo;est&iacute;mulo Obama&rdquo;: a elei&ccedil;&atilde;o de um democrata para a Presid&ecirc;ncia dos Estados Unidos despertou o receio, entre detentores de armas, de uma onda de restri&ccedil;&otilde;es ao porte do produto. <\/p>\n<p>&ldquo;Mesmo quem n&atilde;o tinha pensado em ter uma arma est&aacute; se prevenindo&rdquo;, diz Mark Bromley, pesquisador do Sipri, instituto sueco especializado na &aacute;rea de defesa.<\/p>\n<p>O Brasil est&aacute; entre os tr&ecirc;s maiores fornecedores de pistolas e rev&oacute;lveres para os Estados Unidos, com 25% daquele mercado. Os outros dois s&atilde;o &Aacute;ustria e Alemanha.<\/p>\n<p>A crise financeira tamb&eacute;m pode ter tido um impacto positivo sobre as vendas de armas nos Estados Unidos, na avalia&ccedil;&atilde;o de Jorge Py Velloso, vice-presidente da Taurus, maior fabricantes brasileira de armas.<\/p>\n<p>&ldquo;Acredito que isso seja reflexo tamb&eacute;m da inseguran&ccedil;a e do desconforto gerado pelos problemas financeiros&rdquo;, diz. Segundo ele, as exporta&ccedil;&otilde;es da Taurus para os Estados Unidos devem crescer 35% este ano.<\/p>\n<p>Restri&ccedil;&otilde;es <\/p>\n<p>As restri&ccedil;&otilde;es ao consumo de armas no mercado brasileiro tamb&eacute;m s&atilde;o apontadas como raz&otilde;es do incremento das exporta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do pesquisador da ONG Viva Rio, J&uacute;lio Cesar Purcena, uma dessas restri&ccedil;&otilde;es &eacute; fruto do Estatuto do Desarmamento. A lei, que entrou em vigor em 2004, reduziu as possibilidades para o porte de armas no Brasil.<\/p>\n<p>&ldquo;Isso obrigou as empresas brasileiras a procurar consumidor em outros pa&iacute;ses&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Os dados da Secretaria de Com&eacute;rcio Exterior mostram que, na d&eacute;cada de 90, as exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras eram de US$ 94,7 milh&otilde;es por ano, em m&eacute;dia. Entre 2000 e 2008 esse n&uacute;mero passou para US$ 144,4 milh&otilde;es, uma alta de 52%.<\/p>\n<p>As restri&ccedil;&otilde;es ao consumo no pa&iacute;s n&atilde;o est&atilde;o limitadas apenas aos civis. A Imbel, estatal administrada pelo Ex&eacute;rcito que fabrica armas para as tropas brasileiras, tamb&eacute;m se viu obrigada a aumentar as exporta&ccedil;&otilde;es diante da queda da demanda interna.<\/p>\n<p>&ldquo;Diante dos sucessivos cortes or&ccedil;ament&aacute;rios do Ex&eacute;rcito, tivemos de procurar outros clientes, fora do Brasil&rdquo;, diz um funcion&aacute;rio da empresa. De acordo com essa mesma fonte, menos de 30% da produ&ccedil;&atilde;o da Imbel &eacute; destinada ao Ex&eacute;rcito brasileiro.<br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2009\/10\/091019_armasbrasil_fp.shtml\" ><br \/>GO TO ORIGINAL &ndash; BBC BRASIL<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da crise financeira internacional, que afetou o com&eacute;rcio mundial, as exporta&ccedil;&otilde;es de armas leves fabricadas no Brasil cresceram 39% no acumulado de janeiro a setembro, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. 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