{"id":153599,"date":"2020-02-17T12:00:23","date_gmt":"2020-02-17T12:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=153599"},"modified":"2020-02-10T08:28:12","modified_gmt":"2020-02-10T08:28:12","slug":"portugues-bangladesh-o-pais-que-menos-consome-carne-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2020\/02\/portugues-bangladesh-o-pais-que-menos-consome-carne-no-mundo\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Bangladesh, o Pa\u00eds que Menos Consome Carne no Mundo"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>Bangladesh n\u00e3o tem uma cultura de alto consumo de carne como ocorre principalmente nas na\u00e7\u00f5es mais industrializadas e ricas.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_153600\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/bangladesh.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-153600\" class=\"wp-image-153600\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/bangladesh.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/bangladesh.jpg 1024w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/bangladesh-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/bangladesh-768x461.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-153600\" class=\"wp-caption-text\">Segundo a FAO, consumo de carne por habitante em Bangladesh n\u00e3o ultrapassa quatro quilos ao ano.\u00a0 (Foto: Getty)<\/p><\/div>\n<p><em>8 fev 2020 &#8211; <\/em>Localizado no Sul da \u00c1sia, e muitas vezes citado por sua vegeta\u00e7\u00e3o exuberante, Bangladesh \u00e9 o pa\u00eds que menos consome carne no mundo. Com uma grande popula\u00e7\u00e3o de 164,7 milh\u00f5es de pessoas, onde 86,6% dos habitantes se identificam como mu\u00e7ulmanos, a Na\u00e7\u00e3o Bengali, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida, n\u00e3o tem uma cultura de alto <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/?s=%22consumo+de+carne%22\" >consumo de carne<\/a><\/strong> como ocorre principalmente nas na\u00e7\u00f5es mais industrializadas e ricas.<\/p>\n<p>Prova disso \u00e9 que, segundo a <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/?s=ONU\" >Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a><\/strong> para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), as \u00faltimas estat\u00edsticas sobre o consumo de carne per capita no mundo apontam Bangladesh como a na\u00e7\u00e3o que menos se alimenta de animais no mundo. L\u00e1, o consumo geral de carne por habitante n\u00e3o ultrapassa quatro quilos ao ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 outra estat\u00edstica, de 2017, e mais espec\u00edfica, <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.statista.com\/statistics\/756875\/bangladesh-meat-consumption-per-capita-by-type\/\" >realizada e divulgada pelo Statista.com,<\/a><\/strong><strong>\u00a0<\/strong>sustenta que o consumo de carne de aves no pa\u00eds sul-asi\u00e1tico \u00e9 de apenas 1,23 quilo per capita ao ano. Comparando com pa\u00edses como Estados Unidos, Austr\u00e1lia, Luxemburgo, Nova Zel\u00e2ndia e \u00c1ustria, as diferen\u00e7as s\u00e3o gritantes.<\/p>\n<p>Afinal, do primeiro ao \u00faltimo pa\u00eds citado, o consumo geral de carne varia de 120 quilos per capita ao ano a 101,9 quilos. Ou seja, essas na\u00e7\u00f5es, onde o veganismo tem se popularizado cada vez mais, ainda t\u00eam um consumo de carne, no m\u00ednimo, 25 a 30 vezes maior do que o dos cidad\u00e3os de Bangladesh, pa\u00eds que passou a existir somente em 1971, quando conquistou a independ\u00eancia do Paquist\u00e3o. No entanto, \u00e9 v\u00e1lido ressaltar que as na\u00e7\u00f5es desenvolvidas referenciadas j\u00e1 consumiram muito mais carne.<\/p>\n<p>Embora o n\u00e3o consumo ou pouco consumo de carne seja uma realidade comum em Bangladesh, isso n\u00e3o significa que o pa\u00eds tenha uma popula\u00e7\u00e3o essencialmente vegetariana, at\u00e9 porque o baixo consumo de carne est\u00e1 associado ao pre\u00e7o e ao fato de que n\u00e3o se cria tantos animais para abate no pa\u00eds como em outras na\u00e7\u00f5es \u2013 o que tamb\u00e9m tem mais rela\u00e7\u00e3o com os custos da agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Exemplo disso \u00e9 que, <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.dhakatribune.com\/magazine\/weekend-tribune\/2017\/12\/05\/get-red-meat\/\" ><strong>segundo o jornal Dhaka Tribune<\/strong><\/a>, de Bangladesh, a disponibilidade de carne no pa\u00eds n\u00e3o h\u00e1 como ir al\u00e9m de 9,12 quilos per capita ao ano, considerando o volume de cria\u00e7\u00e3o de bovinos, o que tamb\u00e9m favorece mais o consumo de vegetais.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o consome nada de origem animal, Bangladesh oferece muitas op\u00e7\u00f5es da culin\u00e1ria vegetariana, e principalmente nos govindas, que s\u00e3o os restaurantes hindus espalhados por todo o pa\u00eds. Samosas (tamb\u00e9m conhecido como pastel indiano), ensopado de lentilhas vermelhas, espinafre bengali, shukto, Phulkopir Baati Jhal, Saak-er Ghanto e Pani Puri, est\u00e3o entre os pratos mais populares <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/?s=%22%C3%A0+base+de+plantas%22\" >\u00e0 base de plantas<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Entre os ingredientes mais utilizados est\u00e3o lentilha, gr\u00e3o-de-bico, batata, ab\u00f3bora, abobrinha, berinjela, rabanete branco, espinafre, couve-flor, gengibre, funcho, feno-grego, chat masala e panch phoron (mistura de especiarias). Na realidade, a lista \u00e9 longa.<\/p>\n<p>Embora Bangladesh seja um pa\u00eds <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/?s=vegetarianismo\" >\u201cmais pr\u00f3ximo do vegetarianismo\u201d<\/a><\/strong> por uma condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, ainda assim essa realidade permite uma imers\u00e3o em uma cultura com boa diversidade de pratos \u00e0 base de plantas que fazem parte da sua hist\u00f3ria h\u00e1 d\u00e9cadas e mesmo s\u00e9culos, ainda que o vegetarianismo enquanto filosofia de vida seja desconhecido por grande parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>_____________________________________________<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/david-arioch.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-148634\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/david-arioch.jpeg\" alt=\"\" width=\"96\" height=\"96\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>David Arioch \u00e9 jornalista profissional, historiador e especialista em jornalismo cultural, hist\u00f3rico e liter\u00e1rio<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/bangladesh-o-pais-que-menos-consome-carne-no-mundo\/\" >Go to Original \u2013 vegazeta.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>8 fev 2020 &#8211; Localizado no Sul da \u00c1sia,  e com uma grande popula\u00e7\u00e3o de 164,7 milh\u00f5es de pessoas, onde 86,6% dos habitantes se identificam como mu\u00e7ulmanos, a Na\u00e7\u00e3o Bengali, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida, n\u00e3o tem uma cultura de alto consumo de carne como ocorre principalmente nas na\u00e7\u00f5es mais industrializadas e ricas.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":148634,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[570,1688,846,831,991],"class_list":["post-153599","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages","tag-animals","tag-bangladesh","tag-meat-industry","tag-veganism","tag-vegetarianism"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153599"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153599\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}