{"id":155305,"date":"2020-03-02T12:00:38","date_gmt":"2020-03-02T12:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=155305"},"modified":"2020-02-26T09:28:01","modified_gmt":"2020-02-26T09:28:01","slug":"portugues-vida-de-boi-do-pasto-para-a-pista-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2020\/03\/portugues-vida-de-boi-do-pasto-para-a-pista-da-morte\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Vida de boi, do pasto para a pista da morte"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\">\n<blockquote>\n<p class=\"td-post-sub-title\"><em>Um bovino, dos milh\u00f5es que s\u00e3o abatidos por m\u00eas no Brasil para serem reduzidos a peda\u00e7os de carne, tem uma vida realmente curta.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-content\">\n<div id=\"attachment_155308\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/boi-vaca-cattle.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-155308\" class=\"wp-image-155308\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/boi-vaca-cattle.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"468\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/boi-vaca-cattle.jpg 1024w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/boi-vaca-cattle-300x234.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/boi-vaca-cattle-768x599.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-155308\" class=\"wp-caption-text\">Com expectativa de vida de 15 a 20 anos, ele \u00e9 abatido com idade de 30 a 48 meses.<br \/>Shutterstock\/iStock\/Canal Rural\/Tras Los Muros<\/p><\/div>\n<figure id=\"attachment_31140\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-describedby=\"caption-attachment-31140\"><\/figure>\n<p><span class=\"td-post-date td-post-date-no-dot\"><time class=\"entry-date updated td-module-date\" datetime=\"2020-02-20T12:43:40+00:00\"><em>20 fev 2020 &#8211;<\/em> <\/time><\/span>Independente de voc\u00ea consumir ou n\u00e3o carne, j\u00e1 se perguntou como \u00e9 a vida de um boi? Um bovino, dos milh\u00f5es que s\u00e3o abatidos por m\u00eas no Brasil para serem reduzidos a peda\u00e7os de carne, tem uma vida realmente curta.<\/p>\n<p>Com expectativa de vida de <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.docsity.com\/pt\/parte-3-crescimento-e-idade\/4831160\/\" >15 a 20 anos<\/a><\/strong>, ele \u00e9 abatido com idade de 30 a 48 meses, <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/sac\/2012\/10\/16\/prezados-senhores-busquei-no-site-a-embrapa-e-nao-obtive-exito-1-onde-posso-obter-o-peso-medio-de-um-novilho-2-onde-posso-obter-o-peso-medio-de-um-boi-com-45-meses-3-um-novilho-e-considerado-no\/\" >segundo informa\u00e7\u00f5es da Embrapa<\/a><\/strong>, embora seja cada vez mais comum o abate aos dois anos e aos dois anos e meio, at\u00e9 porque alguns mercados n\u00e3o aceitam animais com mais de 30 meses de idade. J\u00e1 os touros utilizados como reprodutores come\u00e7am a ser \u201cdescartados\u201d a partir dos cinco anos. Essas s\u00e3o as faixas vari\u00e1veis quando falamos de animais adultos.<\/p>\n<p>No caso do vitelo, o abate pode ocorrer a partir do nascimento at\u00e9 os dez meses de idade. J\u00e1 os novilhos come\u00e7am a ser abatidos aos nove meses \u2013 tudo depende do mercado consumidor. N\u00e3o h\u00e1 como negar que vivem pouco nesse contexto, certo?<\/p>\n<h3><strong>Quais s\u00e3o as maiores v\u00edtimas?<\/strong><\/h3>\n<p><strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2018\/02\/15\/contribuicoes-dos-bovinos-brasileiros\/\" >Cerca de 80% das dezenas de milh\u00f5es de bovinos<\/a><\/strong> mortos no pa\u00eds ao ano s\u00e3o zebu\u00ednos, o que significa que essa subesp\u00e9cie asi\u00e1tica \u00e9 a mais \u201ctradicional\u201d da agropecu\u00e1ria brasileira. Ent\u00e3o quando pensar em v\u00edtimas da ind\u00fastria da carne, voc\u00ea j\u00e1 pode associar com a imagem de animais das ra\u00e7as nelore, tabapu\u00e3, gyr, brahman e guzer\u00e1.<\/p>\n<p>Mas por que essas ra\u00e7as? Porque s\u00e3o convenientes, j\u00e1 que esses animais s\u00e3o mais resistentes e t\u00eam necessidades nutricionais mais f\u00e1ceis de serem supridas. Pois \u00e9, especismo mesmo \u2013 menos despesas com vidas e mais dinheiro no bolso.<\/p>\n<p>Mas o que acontece em suas curtas vidas? Depois que os animais s\u00e3o escolhidos como \u201cmatrizes reprodutoras\u201d ou \u201cmatrizes produtoras de carne\u201d, podem ser submetidos a \u201cmelhoramento gen\u00e9tico\u201d, visando favorecer redu\u00e7\u00e3o do tempo de ganho de peso ou acelerar a maturidade dos animais.<\/p>\n<h3><strong>Mais carne, menos tempo de vida<\/strong><\/h3>\n<p>Afinal, o objetivo maior \u00e9 \u201cproduzir\u201d cada vez mais carne em um per\u00edodo cada vez menor de tempo \u2013 o que significa que com o surgimento de novas tecnologias no campo, os animais tendem a morrer cada vez mais cedo. O que tamb\u00e9m pode ser interpretado como o ser humano manipulando as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, emocionais e psicol\u00f3gicas dos animais apenas em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio.<\/p>\n<p>No pasto, o bovino criado para abate \u00e9 condicionado a ganhar <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/tecnologianocampo.com.br\/engorda-a-pasto\/\" >at\u00e9 600 gramas de peso por dia no ver\u00e3o<\/a><\/strong>. No entanto, isso pode ser alcan\u00e7ado ou n\u00e3o dependendo do perfil nutricional das pastagens baseado na qualidade das gram\u00edneas e nos ciclos de chuvas e estiagens.<\/p>\n<p>O animal adulto, quando atinge <strong><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.nutroeste.com.br\/artigos\/confinamento-de-bovinos\/\" >peso de 360 a 420 quilos<\/a><\/strong>, \u00e9 confinado, o que significa ele n\u00e3o ter\u00e1 mais acesso ao pasto. Ent\u00e3o \u00e9 condicionado a ganhar at\u00e9 460 quilos em tr\u00eas meses consumindo <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/noticias\/confinamento-requer-atencao-alimentacao-manejo-27470\/\" >14 quilos de comida e 60 litros de \u00e1gua por dia.<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Em 90 dias, isso equivale a 1,26 mil quilos e 5,4 mil litros por bovino. Quanta comida, n\u00e3o? Isso sem citar a suplementa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o seria mais f\u00e1cil apenas consumirmos vegetais? Em vez de nutrirmos com vegetais os animais que ser\u00e3o mortos para consumo. \u00c9 um caminho mais l\u00f3gico e pr\u00e1tico.<\/p>\n<h3><strong>Como \u00e9 o processo de abate?<\/strong><\/h3>\n<p>Ap\u00f3s o per\u00edodo de engorda em confinamento, o animal \u00e9 transportado em jejum para o matadouro, onde, <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/cloud.cnpgc.embrapa.br\/sac\/2012\/09\/21\/gostaria-de-obter-informacoes-quanto-ao-rendimento-medio-em-geral-da-carcaca-do-bovino-apos-o-abate-quando-desossada-percentual-osso-e-outras-perdas-se-tiver-gordura-etc-quanto-resulta-somente-ca\/\" >48 a 62% do seu peso vivo<\/a><\/strong> \u00e9 reduzido aos peda\u00e7os de carne que encontramos em a\u00e7ougues, onde a maioria n\u00e3o reflete sobre sua origem.<\/p>\n<p>Mas como \u00e9 o processo de abate? Primeiro, os animais s\u00e3o descarregados pelos currais de recep\u00e7\u00e3o. Depois passam por um processo de lavagem tamb\u00e9m conhecido como banho de aspers\u00e3o \u2013 que permite a chamada \u201cesfola higi\u00eanica\u201d, um eufemismo. Ent\u00e3o s\u00e3o mantidos em uma rampa at\u00e9 a secagem da pele, que j\u00e1 antecipa sua morte.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, os bovinos passam pelo processo de \u201catordoamento\u201d ou \u201cinsensibiliza\u00e7\u00e3o\u201d, que consiste em deixar o animal inconsciente utilizando marreta ou pistola pneum\u00e1tica. Imagine algu\u00e9m lhe dando a possibilidade de escolher entre ter seu c\u00e9rebro penetrado ou inutilizado por uma marreta ou pistola. Esse m\u00e9todo n\u00e3o \u00e9 permitido na \u201cprodu\u00e7\u00e3o\u201d de carne kosher ou halal \u2013 que prev\u00ea degola sem insensibiliza\u00e7\u00e3o. Algum desses m\u00e9todos soa agrad\u00e1vel?<\/p>\n<h3><strong>Cada animal perde at\u00e9 20 litros de sangue<\/strong><\/h3>\n<p>Quando o animal cai no ch\u00e3o se debatendo ap\u00f3s um disparo de pistola, logo ele \u00e9 pendurado. Sobre isso, pode-se concluir que nada mudou desde que o escritor russo Liev Tolst\u00f3i escreveu o ensaio \u201cO Primeiro Passo\u201d h\u00e1 quase 130 anos. Sobre a experi\u00eancia de testemunhar a realidade dos matadouros, ele conta:<\/p>\n<p>\u201c[O boi] mal chegou \u00e0 entrada, e um a\u00e7ougueiro o golpeou. Caiu pesadamente no ch\u00e3o, voltou-se de lado e moveu convulsivamente as patas e o rabo. [\u2026] Apesar de tudo, o boi se esfor\u00e7ava para n\u00e3o morrer. N\u00e3o parava de se mover, sacudindo a cabe\u00e7a e agitando involuntariamente as patas.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o importa quanto tempo passe, e quais tecnologias se tornem parte da agropecu\u00e1ria ou da ind\u00fastria da carne visando potencializar o chamado \u201cprocesso produtivo\u201d, a rea\u00e7\u00e3o de um animal diante da morte, ainda que criado para consumo, pode ser a mesma ou diversa, mas jamais estimada pela v\u00edtima, assim como a nossa.<\/p>\n<p>V\u00f4mitos tamb\u00e9m s\u00e3o comuns antes da sangria, quando os grandes vasos sangu\u00edneos do pesco\u00e7o do bovino s\u00e3o cortados. Nessa etapa, <strong><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.agais.com\/telomc\/b01507_abate_bovinodecorte.pdf\" >cada animal perde de 15 a 20 litros de sangue.<\/a><\/strong><\/p>\n<h3><strong>Morte por falta de oxigena\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cA morte ocorre por falta de oxigena\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro. Parte do sangue pode ser coletada assepticamente e vendida in natura para ind\u00fastrias de beneficiamento, onde ser\u00e3o separados os componentes de interesse (albumina, fibrina e plasma). Ap\u00f3s a sangria, os chifres s\u00e3o serrados e submetidos a uma fervura para a separa\u00e7\u00e3o dos sabugos (suportes \u00f3sseos), e depois de secos podem ser convertidos em farinha ou vendidos\u201d, <strong><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.agais.com\/telomc\/b01507_abate_bovinodecorte.pdf\" >informa o artigo \u201cAbate de Bovinos\u201d, do Boletim T\u00e9cnico da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes)<\/a><\/strong>, assinado por Miryelle Freire Sarcinelli, Katiani Silva Venturini e Lu\u00eds C\u00e9sar da Silva.<\/p>\n<p>As etapas seguintes incluem esfola e remo\u00e7\u00e3o do couro e cabe\u00e7a, eviscera\u00e7\u00e3o e refrigera\u00e7\u00e3o \u2013 partes de um processo que perpetua a completa objetifica\u00e7\u00e3o e oblitera\u00e7\u00e3o de vidas n\u00e3o humanas e, que, falando apenas em bovinos, representa hoje o fim em curto ou m\u00e9dio prazo de <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/25483-rebanho-bovino-reduz-em-2018-em-ano-de-crescimento-do-abate-e-exportacao\" >213,5 milh\u00f5es de animais apenas no Brasil<\/a> <\/strong>\u2013 o que j\u00e1 \u00e9 mais do que toda a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA ind\u00fastria de alimentos supera o com\u00e9rcio de peles e o uso de animais em laborat\u00f3rios quando falamos em n\u00fameros de vidas animais afetadas. A grande maioria usa e consome produtos dessas ind\u00fastrias, mas se sente mal quando pensa no que acontece nos matadouros. Por isso, eles organizam suas vidas de tal maneira que eles evitam pensar nisso. Tamb\u00e9m fazem de tudo para garantir que seus filhos sejam mantidos na escurid\u00e3o, porque sabemos que crian\u00e7as t\u00eam bom cora\u00e7\u00e3o e mudam facilmente\u201d, <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.theage.com.au\/national\/animals-cant-speak-for-themselves-its-up-to-us-to-do-it-20070222-ge49zt.html\" >discursou o escritor sul-africano J.M. Coetzee,<\/a><\/strong> vencedor do Pr\u00eamio Nobel de Literatura, para uma plateia em Sydney, na Austr\u00e1lia, em 22 de fevereiro de 2007.<\/p>\n<p><em>_____________________________________________<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/david-arioch.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-148634\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/david-arioch.jpeg\" alt=\"\" width=\"96\" height=\"96\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>David Arioch \u00e9 jornalista profissional, historiador e especialista em jornalismo cultural, hist\u00f3rico e liter\u00e1rio<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/vida-de-boi-do-pasto-para-a-pista-da-morte\/\" >Go to Original \u2013 vegazeta.com.br<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um bovino, dos milh\u00f5es que s\u00e3o abatidos por m\u00eas no Brasil para serem reduzidos a peda\u00e7os de carne, tem uma vida realmente curta.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":148634,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[1208,786,846,831,991],"class_list":["post-155305","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages","tag-animal-cruelty","tag-animal-justice","tag-meat-industry","tag-veganism","tag-vegetarianism"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=155305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155305\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=155305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=155305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=155305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}