{"id":1601,"date":"2008-12-04T00:00:00","date_gmt":"2008-12-04T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2008\/12\/portuguese-brasil-fica-fora-de-acordo-contra-bombas-de-fragmentacao\/"},"modified":"2008-12-04T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-04T00:00:00","slug":"portuguese-brasil-fica-fora-de-acordo-contra-bombas-de-fragmentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2008\/12\/portuguese-brasil-fica-fora-de-acordo-contra-bombas-de-fragmentacao\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE)  BRASIL FICA FORA DE ACORDO CONTRA BOMBAS DE FRAGMENTAC\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p><em>Da BBC Brasil em Londres<\/em><br \/>&nbsp;<br \/>O Brasil e outros pa&iacute;ses produtores de bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o (cluster), n&atilde;o v&atilde;o assinar um tratado internacional que pro&iacute;be este tipo de armamento, considerado pol&ecirc;mico pelo dano que causa &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es civis.<\/p>\n<p>Cerca de 88 dos 192 pa&iacute;ses integrantes da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) devem ratificar o acordo nesta quarta-feira na capital da Noruega, Oslo. <\/p>\n<p>A expectativa &eacute; de que, at&eacute; quinta-feira, mais de cem na&ccedil;&otilde;es tenham se comprometido a banir o armamento.<\/p>\n<p>Ativistas esperam que o fato de que mais da metade dos pa&iacute;ses integrantes da ONU assinem o acordo exer&ccedil;a uma press&atilde;o psicol&oacute;gica sobre pa&iacute;ses que ficaram de fora, como Estados Unidos, China e R&uacute;ssia &#8211; al&eacute;m do Brasil. <\/p>\n<p>Brasil<\/p>\n<p>A assessoria de imprensa do Itamaraty disse &agrave; BBC Brasil que o pa&iacute;s n&atilde;o concordou em banir as bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o por consider&aacute;-las um &quot;armamento necess&aacute;rio para a defesa nacional&quot;. <\/p>\n<p>A posi&ccedil;&atilde;o brasileira, alinhada com os Estados Unidos e a R&uacute;ssia, &eacute; de que um tratado internacional deve ser negociado dentro da Conven&ccedil;&atilde;o da ONU sobre Armas Convencionais (CCW, na sigla em ingl&ecirc;s), que busca restringir o uso de armamentos que infligem danos indiscriminados ou excessivos, como minas terrestres, armas de fragmenta&ccedil;&atilde;o e incendi&aacute;rias. <\/p>\n<p>Durante o chamado Processo de Oslo, iniciado na capital norueguesa no ano passado para negociar o tratado, o Brasil &#8211; que produz, exporta e estoca bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o &#8211; permaneceu apenas como observador. <\/p>\n<p>A ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch afirma que, no Brasil, os armamentos s&atilde;o fabricados pelas empresas Avibras, Ares, Target e Britanaite Ind&uacute;strias Qu&iacute;micas, e exportados pelo menos para Ir&atilde;, Iraque e Ar&aacute;bia Saudita. <\/p>\n<p>As bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o liberam centenas de explosivos ao serem lan&ccedil;adas e podem fazer v&iacute;timas em uma &aacute;rea equivalente a quatro campos de futebol. <\/p>\n<p>Entenda como funcionam as bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>Segundo c&aacute;lculos da Handicap International, ONG que defende a proibi&ccedil;&atilde;o do armamento e recebeu o Pr&ecirc;mio Nobel da Paz em 1997, 98% das v&iacute;timas das bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o civis e 27%, crian&ccedil;as. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m conhecidos como bomba lan&ccedil;a-granadas, os armamentos do tipo carregam dentro de si centenas de submuni&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o liberadas na queda. <\/p>\n<p>Campos minados<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador brasileiro da Coaliz&atilde;o Contra as Muni&ccedil;&otilde;es de Fragmenta&ccedil;&atilde;o (CMC, na sigla em ingl&ecirc;s), Cristian Wittmann, as bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas t&ecirc;m um amplo alcance como tamb&eacute;m uma alta taxa de falha. <\/p>\n<p>Wittmann estima que quatro entre dez submuni&ccedil;&otilde;es n&atilde;o explodem no primeiro impacto, criando verdadeiros campos minados. <\/p>\n<p>Segundo a Cruz Vermelha, cerca de 400 milh&otilde;es de pessoas vivem em &aacute;reas afetadas pelas bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses como Iraque, Afeganist&atilde;o e L&iacute;bano. <\/p>\n<p>Pelo novo tratado internacional, os governos participantes se comprometem a banir o uso, a produ&ccedil;&atilde;o, o transporte e a estocagem das bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de prestar ajuda a v&iacute;timas e ajudar nos esfor&ccedil;os para limpar &aacute;reas afetadas. <br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/reporterbbc\/story\/2008\/12\/081203_clusterbombs_rc.shtml\" ><br \/>GO TO ORIGINAL<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da BBC Brasil em Londres&nbsp;O Brasil e outros pa&iacute;ses produtores de bombas de fragmenta&ccedil;&atilde;o (cluster), n&atilde;o v&atilde;o assinar um tratado internacional que pro&iacute;be este tipo de armamento, considerado pol&ecirc;mico pelo dano que causa &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es civis. 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