{"id":16431,"date":"2011-12-19T12:00:16","date_gmt":"2011-12-19T12:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=16431"},"modified":"2011-12-18T22:27:29","modified_gmt":"2011-12-18T22:27:29","slug":"portuguese-bancos-apossam-se-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2011\/12\/portuguese-bancos-apossam-se-da-europa\/","title":{"rendered":"(Portuguese) Bancos Apossam-se da Europa"},"content":{"rendered":"<p>A oligarquia financeira est\u00e1 empurrando, goela abaixo da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE), um &#8220;acordo&#8221; que estabelece regras r\u00edgidas para que a Europa seja governada (ou desgovernada), de forma absoluta, por bancos, liderados pelo Goldman Sachs, de Nova York.<\/p>\n<p>2. Embora as modifica\u00e7\u00f5es desse acordo aos Tratados da UE dependam\u00a0 de aprova\u00e7\u00e3o legal em cada pa\u00eds membro &#8211;\u00a0 processo que poderia durar anos &#8211; os manipuladores financeiros assumiram o poder na marra e ir\u00e3o em frente, a menos que o impe\u00e7a a resist\u00eancia dos povos, ainda sem organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3. Com a experi\u00eancia da pequena Isl\u00e2ndia, em duas consultas ao povo, a \u00faltima em abril de 2011, os predadores perceberam que qualquer outra, em qualquer pa\u00eds, implica a derrota de suas proposi\u00e7\u00f5es. Bastou o ex-primeiro-ministro da Gr\u00e9cia falar em referendo\u00a0 para ser demitido.<\/p>\n<p>4. Mesmo antes de 09.12.2011 &#8211; quando foi encenada &#8220;reuni\u00e3o de c\u00fapula&#8221;, e Sarkozy (Fran\u00e7a) e Angela Merkel (Alemanha) anunciaram o tal &#8220;acordo&#8221; &#8211;\u00a0 o Goldman Sachs (GS) j\u00e1 havia posto tr\u00eas de seus prepostos em posi\u00e7\u00f5es-chave: Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu; Mario Monti, primeiro-ministro da It\u00e1lia; Lucas Papademos, primeiro-ministro da Gr\u00e9cia, envolvido em opera\u00e7\u00f5es do Goldman Sachs com a d\u00edvida grega resultantes em sua eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>5. Os pa\u00edses da Zona Euro (os 17 membros da UE cuja moeda \u00e9 o euro) ser\u00e3o obrigados a aceitar o &#8220;acordo&#8221;. Sarkozy e Merkel dizem que os dirigentes dos outros 15 pa\u00edses foram consultados, mera formalidade. Nove outros Estados participam da Uni\u00e3o Europeia, mas n\u00e3o adotam o euro: Reino Unido e Dinamarca (isentos), e mais sete que poderiam ainda aderir \u00e0 Zona.<\/p>\n<p>6. Aqueles portavozes apresentaram o pacote envolto neste r\u00f3tulo: &#8220;salvar o euro&#8221;; &#8220;refor\u00e7ar e harmonizar&#8221; a integra\u00e7\u00e3o fiscal e or\u00e7ament\u00e1ria da Europa. Na realidade, trata-se de destruir a Europa econ\u00f4mica e politicamente, sem garantir a sobrevida do euro, al\u00e9m de aprofundar a depress\u00e3o, com o arrasamento das pol\u00edticas de bem-estar social, instituindo uma esp\u00e9cie de &#8220;lei de responsabilidade fiscal&#8221;, como a que manieta o Brasil.<\/p>\n<p>7. O &#8220;acordo&#8221; imp\u00f5e duras san\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses que n\u00e3o o cumpram, ademais de ser\u00a0 fiscalizados pelo Tribunal Europeu de Justi\u00e7a. Os Chefes de Estado e de governo passam a reunir-se mensalmente durante a crise. Com isso, reduz-se o poder dos burocratas da Comiss\u00e3o Europeia, mas essa mudan\u00e7a nada altera, dado que estes tamb\u00e9m executam fielmente os desejos oligarquia anglo-americana.<\/p>\n<p>8. Sarkozy \u00e9 c\u00f3pia piorada de Mussolini, pois este p\u00f4s os bancos sob\u00a0 controle do Estado &#8211; e n\u00e3o o contr\u00e1rio, como se faz agora com a Europa, EUA etc. Submisso \u00e0s diretivas da oligarquia financeira, o presidente da Fran\u00e7a declara que os benef\u00edcios sociais n\u00e3o s\u00e3o sustent\u00e1veis, na hora em que eles s\u00e3o mais necess\u00e1rios que nunca, dado o desemprego grassante.<\/p>\n<p>9. O pacote quer obrigar, punindo os que n\u00e3o o cumpram, que os pa\u00edses da Zona Euro reduzam seus d\u00e9ficits or\u00e7ament\u00e1rios para 0,5% do PIB, ou seja, seis vezes menos que o limite de 3%, prescrito no Tratado de Maastricht.<\/p>\n<p>10. Isso significa que Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Espanha, Portugal e outros ter\u00e3o de cortar ainda mais despesas, depois de j\u00e1 as terem cortado, fazendo, assim, a depress\u00e3o aprofundar-se. A depress\u00e3o j\u00e1 causou queda nas receitas fiscais. Combinada a queda das receitas fiscais com o crescimento do servi\u00e7o da d\u00edvida p\u00fablica, decorrente da alta das taxas de juros, temos, juntos, dois fatores de eleva\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio.<\/p>\n<p>11. Que fazer? Cortar toda despesa que n\u00e3o as da d\u00edvida, desmantelando as pol\u00edticas sociais e deixando de investir na infra-estrutura econ\u00f4mica e na social.\u00a0 Isso trar\u00e1, entre outros danos irrepar\u00e1veis, o aumento da disparidade entre membros mais e menos desenvolvidos, inviabilizando a perman\u00eancia destes na Zona Euro, o que implica sua desintegra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>12.\u00a0 A periferia europeia est\u00e1, pois, ingressando no Terceiro Mundo, caminho aberto tamb\u00e9m ao restante da Europa, j\u00e1 que acaba de lhe ser prescrita a receita usual do FMI, a qual ajudou a manter o Brasil e outros no subdesenvolvimento.<\/p>\n<p>13. A dupla franco-alem\u00e3 infla seus egos brincando de diret\u00f3rio europeu, mas Merkel, obedecendo aos bancos alem\u00e3es, rejeitou a possibilidade de o\u00a0 Banco Central Europeu (BCE) emitir t\u00edtulos para substituir os dos pa\u00edses devedores. Os bancos querem continuar emprestando aos governos, para faturar os juros.<\/p>\n<p>14. Essa rejei\u00e7\u00e3o deve levar ao fim do euro, se este j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 perto do fim mesmo sem ela. Traz consequ\u00eancias danosas para a pr\u00f3pria Alemanha e para a Fran\u00e7a, pois obriga os devedores mais problem\u00e1ticos a continuar pagando taxas de juros demasiado elevadas nos seus t\u00edtulos.<\/p>\n<p>15. Isso promove crise ainda maior de suas d\u00edvidas, com o que credores &#8211; bancos alem\u00e3es, franceses e norte-americanos &#8211;\u00a0 chegar\u00e3o mais r\u00e1pido ao colapso. Mostra-se, portanto, quim\u00e9rica outra pretens\u00e3o do &#8220;acordo&#8221;: a de enquadrar os pa\u00edses no limite de 60% do PIB para suas d\u00edvidas.<\/p>\n<p>16. N\u00e3o \u00e9 para a Uni\u00e3o Europeia que os pa\u00edses europeus\u00a0 est\u00e3o perdendo a soberania.\u00a0 \u00c9 em favor da oligarquia financeira que renunciam formalmente, atrav\u00e9s de atos irrespons\u00e1veis de seus chefes de governo.<\/p>\n<p>17. A perda de soberania n\u00e3o se restringe \u00e0s regras draconianas citadas, por si s\u00f3s conducentes \u00e0 ru\u00edna financeira e econ\u00f4mica. Inclui tamb\u00e9m que os pa\u00edses devedores liquidem &#8211; a pre\u00e7o de salvados do inc\u00eandio &#8211; inalien\u00e1veis patrim\u00f4nios do Estado, como j\u00e1 foi determinado \u00e0 Gr\u00e9cia e a outros. \u00c9 a privatiza\u00e7\u00e3o, objeto das mais colossais corrup\u00e7\u00f5es vistas na hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>18. Os analistas ligados ao sistema de poder atribuem a crise dos pa\u00edses europeus mais pobres a terem estes gastado acima de suas possibilidades, e mesmo economistas mais s\u00e9rios oferecem explica\u00e7\u00f5es para a <em>d\u00e9b\u00e2cle<\/em> europeia que omitem sua causa principal.<\/p>\n<p>19. Essa causa \u00e9 a depress\u00e3o econ\u00f4mica mundial, resultante do colapso financeiro armado pela finan\u00e7a olig\u00e1rquica centrada em Nova York e Londres. Ele eclodiu em 2007, iniciando a depress\u00e3o que se desenha como a mais profunda e longa da Hist\u00f3ria, se n\u00e3o for interrompida pela terceira guerra mundial, planejada pelo complexo financeiro-militar dos EUA.<\/p>\n<p>20. Martin Feldstein, professor de Harvard, aponta diferen\u00e7as institucionais e nas pol\u00edticas monet\u00e1ria e fiscal entre os EUA e a UE. Ele e muitos, como Delfim Neto, atribuem grande import\u00e2ncia \u00e0 taxa de c\u00e2mbio. Argumentam que os europeus em crise n\u00e3o t\u00eam como desvalorizar a moeda para se tornarem mais competitivos, uma vez que adotaram o euro.<\/p>\n<p>21. Robert Solow, pr\u00eamio Nobel, salienta que a UE transfere recursos de pequena monta aos membros menos avan\u00e7ados, pois o or\u00e7amento unificado da UE equivale a s\u00f3 1% de seu PIB. J\u00e1 nos<strong> EUA o <\/strong>governo federal fez vultosas transfer\u00eancias de recursos aos Estados e para regi\u00f5es cr\u00edticas.<\/p>\n<p>22. Ainda assim, It\u00e1lia, Espanha, Gr\u00e9cia, Portugal suportaram a situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 surgir a depress\u00e3o mundial.\u00a0 Tendo exporta\u00e7\u00f5es de menor conte\u00fado tecnol\u00f3gico que Alemanha, Holanda, Fran\u00e7a, e dependendo do turismo, foram duramente atingidos at\u00e9 pela queda da produ\u00e7\u00e3o e do emprego nos pa\u00edses ditos ricos, inclusive extra-continentais, como EUA e Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>23. A depress\u00e3o, por sua vez, adveio das bandalheiras financeiras geradas a partir de Wall Street e bases off-shore, sem regulamenta\u00e7\u00e3o, atuantes no esquema da City de Londres, desembocando no colapso financeiro que eclodiu em 2007 e se direciona para novo est\u00e1gio, mais destrutivo.<\/p>\n<p>24. Os europeus envolveram-se na onda dos derivativos, quando bancos su\u00ed\u00e7os e alem\u00e3es adquiriram alguns bancos de investimento de Wall Street. Mesmo assim, os bancos dos EUA est\u00e3o t\u00e3o ou mais encalacrados que os europeus nos t\u00edtulos podres resultantes da abusiva cria\u00e7\u00e3o dos derivativos.<\/p>\n<p>25. Ademais, Gr\u00e9cia, Espanha, It\u00e1lia e outros foram enrolados pela engenharia financeira de Wall Street, Goldman Sachs \u00e0 frente, que lesou investidores, camuflando os riscos, al\u00e9m de proporcionar cr\u00e9ditos \u00e0queles pa\u00edses, ao mesmo tempo em que fazia hedge, jogando contra seus devedores, com o resultado de elevar os juros das d\u00edvidas.<\/p>\n<p>26. O assaltante est\u00e1 tendo por pr\u00eamio ficar com a casa do assaltado. Mas, antes da ocupa\u00e7\u00e3o dos governos pelos bancos, agora ostensiva, as pretensas democracias ocidentais j\u00e1 n\u00e3o tinham autonomia, mesmo com parlamentos eleitos escolhendo o primeiro-ministro.<\/p>\n<p>27. Como os principais partidos pol\u00edticos s\u00e3o controlados pela oligarquia financeira &#8211; na Europa, nos EUA etc. &#8211; e se diferenciam apenas por ideologias pr\u00f3-forma, acomod\u00e1veis a qualquer pr\u00e1tica, pode-se dizer que a escolha eleitoral se limita \u00e0 marca do azeite com o qual os eleitores ser\u00e3o fritados.<\/p>\n<p>28.\u00a0 O &#8220;acordo&#8221; agora imposto \u00e0 Europa surge como culmina\u00e7\u00e3o de uma guerra financeira que completa o trabalho realizado nas duas primeiras Guerras Mundiais. Estas destru\u00edram a Alemanha e a Fran\u00e7a como grandes pot\u00eancias. O imp\u00e9rio anglo-americano s\u00f3 n\u00e3o conseguira retirar esse &#8220;status&#8221; da R\u00fassia, mas o logrou, ao final da Guerra Fria (1989), conquanto a\u00a0 R\u00fassia busque agora recuper\u00e1-lo.<\/p>\n<p>29. Para que a Europa n\u00e3o afunde, ter\u00e1 de tomar rumo radicalmente diferente daquele em que foi colocada e no qual segue em acelera\u00e7\u00e3o impulsionada pelo\u00a0 &#8220;acordo&#8221; a ser celebrado, a pretexto de salvar a moeda \u00fanica.<\/p>\n<p>30. O General De Gaulle, nos anos 60, insurgiu-se contra o privil\u00e9gio dos EUA, de cobrir seus enormes d\u00e9ficits externos, simplesmente emitindo d\u00f3lares, e exigiu a convers\u00e3o para o ouro das reservas da Fran\u00e7a. Profeticamente advertiu que a entrada da Inglaterra na UE seria uma opera\u00e7\u00e3o &#8220;cavalo de Troia&#8221;.<\/p>\n<p>31. Hoje o d\u00f3lar continua sendo sustentado pela condi\u00e7\u00e3o de divisa internacional, institu\u00edda em 1944 (acordos de Bretton Woods), e mais ainda pelo poder militar.\u00a0 Os EUA for\u00e7am, por exemplo, que\u00a0 seja liquidado em d\u00f3lares o petr\u00f3leo comerciado entre terceiros pa\u00edses.<\/p>\n<p>32. Percebe-se o m\u00f3vel de desviar para a Europa o foco da crise econ\u00f4mica e financeira, que deveria estar nos EUA e do Reino Unido. Ele foi posto na Eurol\u00e2ndia, atrav\u00e9s de jogadas dos bancos de Wall Street com suas subsidi\u00e1rias baseadas no grande para\u00edso fiscal que \u00e9 a City de Londres.<\/p>\n<p>33. Os mercados financeiros parecem teatro do absurdo. Se n\u00e3o, como explicar que os t\u00edtulos de longo prazo norte-americanos paguem juros de menos de 2% aa., enquanto os da It\u00e1lia, de dois anos de prazo, subiram para 8% aa.? E como explicar que a cota\u00e7\u00e3o do risco de cr\u00e9dito da Alemanha e da Fran\u00e7a esteja sendo rebaixada, enquanto isso n\u00e3o se d\u00e1 com os t\u00edtulos norte-americanos?<\/p>\n<p>34. Deveria ser o contr\u00e1rio, pois: 1) as emiss\u00f5es de d\u00f3lares em moeda\u00a0 e em t\u00edtulos p\u00fablicos s\u00e3o muito maiores que as de euros; 2) a d\u00edvida p\u00fablica dos EUA atinge 120% do PIB (muito mais que os pa\u00edses da Zona Euro), e seria muit\u00edssimo maior sem as enormes compras de t\u00edtulos do Tesouro dos EUA pelo FED e as emiss\u00f5es desbragadas do FED; 3) o d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio dos EUA supera 10% do PIB, enquanto a m\u00e9dia europeia \u00e9 4%. 4) o d\u00e9ficit nas transa\u00e7\u00f5es com o exterior dos EUA, em 2010, correspondeu a 3,9% do PIB, enquanto a Alemanha teve super\u00e1vit de 5,7% do PIB, e os d\u00e9ficits da Fran\u00e7a e da It\u00e1lia foram 2% e 3% do PIB.<\/p>\n<p>35. N\u00e3o bastasse, os grandes bancos americanos t\u00eam vultosas\u00a0 carteiras de t\u00edtulos podres (sobre tudo derivativos), mesmo depois de grande parte deles ter sido comprada pelo FED e por ag\u00eancias do governo dos EUA, em opera\u00e7\u00f5es caracterizadas por grau incr\u00edvel de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>36. Como aponta o Prof. Michael Hudson, um quarto dos im\u00f3veis nos EUA vale menos que suas hipotecas. Cidades e Estados est\u00e3o em insolv\u00eancia, grandes companhias falindo, fundos de pens\u00e3o com pagamentos atrasados.<\/p>\n<p>37. A economia brit\u00e2nica tamb\u00e9m cambaleia, mas os t\u00edtulos governamentais pagam juros de s\u00f3 2% aa., enquanto os membros da Zona Euro enfrentam juros acima de 7% aa, porque n\u00e3o t\u00eam a op\u00e7\u00e3o &#8220;p\u00fablica&#8221; de criar dinheiro.<\/p>\n<p>38. O artigo 123 do Tratado de Lisboa pro\u00edbe o BCE fazer o que os bancos centrais devem fazer: criar dinheiro para financiar d\u00e9ficits do or\u00e7amento p\u00fablico e rolar as d\u00edvidas do governo.\u00a0 Tampouco o pode o banco central alem\u00e3o, por for\u00e7a da Constitui\u00e7\u00e3o da Alemanha (pa\u00eds ocupado).<\/p>\n<p>39. Conclui Hudson: <em>&#8220;se o euro quebrar ser\u00e1 porque os governos da UE pagam juros aos banqueiros, em vez de se financiar atrav\u00e9s de seus pr\u00f3prios bancos centrais.&#8221;<\/em>\u00a0 Dois poderes caracterizam o Estado-Na\u00e7\u00e3o: criar dinheiro e governar a pol\u00edtica fiscal. O primeiro j\u00e1 n\u00e3o existia para os europeus, e o segundo est\u00e1 sendo cassado com o presente &#8220;acordo&#8221;.<\/p>\n<p>______________________<\/p>\n<p><em>Adriano Benayon \u00e9 doutorado em economia e autor de &#8220;<\/em>Globaliza\u00e7\u00e3o versus Desenvolvimento<em>&#8221; &#8211; <\/em><em><a href=\"mailto:abenayon.df@gmail.com\" target=\"_blank\">abenayon.df@gmail.com<\/a><\/em><em>.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/port.pravda.ru\/news\/russa\/15-12-2011\/32616-bancos_europa-0\/\" >Go to Original \u2013 pravda.ru<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A oligarquia financeira est\u00e1 empurrando, goela abaixo da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE), um &#8220;acordo&#8221; que estabelece regras r\u00edgidas para que a Europa seja governada (ou desgovernada), de forma absoluta, por bancos, liderados pelo Goldman Sachs, de Nova York. Dois poderes caracterizam o Estado-Na\u00e7\u00e3o: criar dinheiro e governar a pol\u00edtica fiscal. 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