{"id":1760,"date":"2009-01-10T00:00:00","date_gmt":"2009-01-10T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2009\/01\/portuguese-0729-%e2%80%93-boicote-os-produtos-de-israel\/"},"modified":"2009-01-10T00:00:00","modified_gmt":"2009-01-10T00:00:00","slug":"portuguese-0729-%e2%80%93-boicote-os-produtos-de-israel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2009\/01\/portuguese-0729-%e2%80%93-boicote-os-produtos-de-israel\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE)  0729 \u2013 BOICOTE OS PRODUTOS DE ISRAEL"},"content":{"rendered":"<p>Durante a longa e her&oacute;ica resist&ecirc;ncia ao apartheid, os lutadores anti-racistas da &Aacute;frica do Sul contaram com uma inestim&aacute;vel solidariedade internacionalista. Al&eacute;m dos crescentes e massivos protestos de rua, um movimento mundial de boicote &agrave;s multinacionais daquele pa&iacute;s, que sempre lucraram com o segregacionismo, contribuiu decisivamente para isolar os racistas. <\/p>\n<p>Agora, diante da barb&aacute;rie promovida por Israel na Faixa de Gaza, um apelo internacionalista semelhante ganha corpo. A id&eacute;ia &eacute; n&atilde;o comprar produtos fabricados pelos sionistas, que hoje escondem o &ldquo;made in Israel&rdquo; para driblar a repulsa mundial, mas tem o c&oacute;digo de barras iniciado com o n&uacute;mero 0729.<\/p>\n<p>Este movimento de solidariedade, que adquiriu velocidade pela rede da internet nos &uacute;ltimos dias, teve in&iacute;cio nos meios universit&aacute;rios da Europa e dos EUA. Uma das promotoras deste boicote &eacute; Ol&iacute;cia Zemor, uma judia indignada com as pol&iacute;ticas genocidas de Israel &ndash; o que confirma que o movimento n&atilde;o tem qualquer marca anti-semita e nem &eacute; contra o povo israelense, mas sim contra a pol&iacute;tica terrorista e expansionista do Estado e das classes dominantes daquele pa&iacute;s. Segundo ela explicou, em Paris, &ldquo;o boicote se tornar&aacute; ainda mais abrangente e eficaz quando os consumidores memorizarem o c&oacute;digo de identifica&ccedil;&atilde;o internacional dos produtos israelenses, o 0729&rdquo;.<\/p>\n<p>Produ&ccedil;&atilde;o em &ldquo;terras roubadas&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;Os europeus, em particular, precisam saber que muitos dos produtos israelenses, beneficiando-se das tarifas preferenciais da UE, s&atilde;o fabricados nos territ&oacute;rios palestinos ilegalmente ocupados pelos colonos judeus, incluindo &aacute;reas &lsquo;anexadas&rsquo; h&aacute; pouco &ndash; e nisso &eacute; utilizada a &aacute;gua que Israel usurpa tamb&eacute;m, para n&atilde;o dizer rouba, dos palestinos&rdquo;, advertiu a corajosa judia. Outro ativista da jornada de boicote, o escritor Maurice Rajsfus, de 74 anos, explicou os motivos da sua ades&atilde;o: <\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; muitos cidad&atilde;os judeus, como eu, que n&atilde;o vivem no passado, com esta vontade de transferir o &oacute;dio para os outros, de fazer os palestinos pagarem pelos crimes nazistas. O melhor modo de n&atilde;o se esquecer do holocausto consiste em evitar que outros homens, mulheres e crian&ccedil;as sejam reprimidas, sob indiferen&ccedil;a geral&rdquo;. <\/p>\n<p>No &acirc;mbito universit&aacute;rio, o movimento j&aacute; re&uacute;ne 120 docentes europeus e estadunidenses, v&aacute;rios de origem judaica, que defendem a suspens&atilde;o do intercambio com suas hom&oacute;logas israelenses. No meio art&iacute;stico, ele gerou o cancelamento de temporadas na Europa de companhias de dan&ccedil;a e m&uacute;sica israelense, enquanto cong&ecirc;neres europ&eacute;ias decidiram n&atilde;o participar do pr&oacute;ximo Festival de Israel. Tamb&eacute;m ocorrem protestos em gin&aacute;sios de esporte.<\/p>\n<p>Com&eacute;rcio j&aacute; sente os efeitos<\/p>\n<p>Segundo a imprensa europ&eacute;ia, o boicote, deflagrado no meio universit&aacute;rio, j&aacute; obteve o apoio de comerciantes e industriais e preocupa os empres&aacute;rios israelenses. At&eacute; agora, por&eacute;m, nenhum pa&iacute;s ocidental se declarou favor&aacute;vel ao movimento. <\/p>\n<p>Em abril passado, diante do bloqueio sionista &agrave; economia palestina, o Parlamento Europeu at&eacute; discutiu san&ccedil;&otilde;es contra Israel, mas a proposta foi rejeitada pela Comiss&atilde;o Executiva da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. Apesar disto, as exporta&ccedil;&otilde;es israelenses para o velho continente j&aacute; ca&iacute;ram cerca de 20%, atingindo especialmente o com&eacute;rcio de armas. <\/p>\n<p>Alguns fornecedores europeus tamb&eacute;m t&ecirc;m se recusado a vender v&aacute;rias pe&ccedil;as de reposi&ccedil;&atilde;o para geladeiras e m&aacute;quinas de lavar, &ldquo;sob o pretexto que elas poder&atilde;o servir &agrave; fabrica&ccedil;&atilde;o de m&iacute;sseis&rdquo;. Sob press&atilde;o, a Alemanha decidiu retardar o fornecimento de motores e caixas de c&acirc;mbio para os tanques e carros de combate Merkava, utilizados pelo ex&eacute;rcito israelense. <\/p>\n<p>J&aacute; industriais gregos e holandeses suspenderam a venda de detergentes de cozinha, argumentando que tais produtos s&atilde;o &ldquo;potencialmente armas qu&iacute;micas&rdquo;. Empres&aacute;rios de origem palestina t&ecirc;m jogado papel decisivo na campanha, superando a passividade na defesa dos seus irm&atilde;os de Gaza e da Cisjord&acirc;nia.<\/p>\n<p>O papel ativo do sindicalismo<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, o que &eacute; bastante sintom&aacute;tico sobre o papel que o proletariado pode jogar, estivadores noruegueses impediram recentemente a entrada no porto do Oslo de um cargueiro transportando mercadorias israelenses. Pouco depois, alguns dos principais sindicatos da Esc&oacute;cia, Dinamarca e Noruega conclamaram os trabalhadores a n&atilde;o comprar nos supermercados os produtos &ldquo;made in Israel&rdquo;, principalmente o das suas poderosas multinacionais. O movimento do boicote j&aacute; tem sido divulgado nos protestos de rua na Europa organizados, entre outros, pelas centrais sindicais.<\/p>\n<p>O Brasil, que infelizmente ainda n&atilde;o tem uma cultura de solidariedade internacionalista, bem que poderia aderir ao movimento mundial das redes pelo boicote aos produtos sionistas. As primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es contra o genoc&iacute;dio em Gaza, embora t&iacute;midas, j&aacute; pipocam pelo pa&iacute;s, a partir do ato em S&atilde;o Paulo, que reuniu 600 pessoas e teve o apoio das entidades e igrejas &aacute;rabes, dos partidos de esquerda (PCdoB, PT, PSOL, PSTU e PCB) e dos movimentos sociais. Outras manifesta&ccedil;&otilde;es contra o terrorismo de Israel j&aacute; est&atilde;o agendadas para esta semana. Seria uma &oacute;tima oportunidade para divulgar o n&uacute;mero 0729, da campanha mundial de boicote aos produtos sionistas. <br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/altamiroborges.blogspot.com\/2009\/01\/0729-boicote-aos-produtos-de-israel.html\" ><br \/>GO TO ORIGINAL<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a longa e her&oacute;ica resist&ecirc;ncia ao apartheid, os lutadores anti-racistas da &Aacute;frica do Sul contaram com uma inestim&aacute;vel solidariedade internacionalista. Al&eacute;m dos crescentes e massivos protestos de rua, um movimento mundial de boicote &agrave;s multinacionais daquele pa&iacute;s, que sempre lucraram com o segregacionismo, contribuiu decisivamente para isolar os racistas. Agora, diante da barb&aacute;rie promovida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-1760","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-commentary-archives"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1760"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1760\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}