{"id":179168,"date":"2021-02-15T12:00:49","date_gmt":"2021-02-15T12:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=179168"},"modified":"2021-02-12T05:05:42","modified_gmt":"2021-02-12T05:05:42","slug":"portugues-uma-dissertacao-historico-filosofica-sobre-nossa-barbarie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2021\/02\/portugues-uma-dissertacao-historico-filosofica-sobre-nossa-barbarie\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Uma Disserta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rico-Filos\u00f3fica sobre Nossa Barb\u00e1rie"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>10 fev 2021 &#8211; <em>Existem in\u00fameras an\u00e1lises excelentes do antifen\u00f4meno Jair Messias Bolsonaro, sociol\u00f3gicas, hist\u00f3ricas e econ\u00f4micas.\u00a0Acho que devemos cavar mais fundo para capturar o surgimento desse Negativo em nossa hist\u00f3ria.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A reflex\u00e3o ocidental, devido aos limites culturais de nosso individualismo enraizado, dificilmente desenvolveu categorias anal\u00edticas para todos hist\u00f3ricos.\u00a0Na\u00a0<em>Filosofia da Hist\u00f3ria,<\/em>\u00a0Hegel \u00e9 cheio de preconceitos, at\u00e9 mesmo sobre o Brasil, e tem poucas categorias explor\u00e1veis.\u00a0Arnold Toynbee, em seus 10 volumes sobre a hist\u00f3ria do mundo, trabalha com um esquema f\u00e9rtil mas limitado: <em>Desafio e resposta<\/em>, com a desvantagem de n\u00e3o dar relev\u00e2ncia aos conflitos de todos os tipos inerentes \u00e0 hist\u00f3ria.\u00a0A Escola Francesa dos\u00a0<em>Annales<\/em>, em suas varia\u00e7\u00f5es (Lefbre, Braudel, Le Goff) incluiu v\u00e1rias ci\u00eancias, mas n\u00e3o nos ofereceu uma leitura da hist\u00f3ria como um todo.\u00a0As categorias desenvolvidas por Ortega y Gasset em seu famoso estudo sobre\u00a0<em>Crisis Schemes<\/em>\u00a0<em>and<\/em>\u00a0<em>Other Essays<\/em>\u00a0(1942)\u00a0ainda\u00a0s\u00e3o\u00a0inspiradoras.<\/p>\n<p>Temos que tentar pensar por n\u00f3s mesmos e nos perguntar com uma atitude filos\u00f3fica, isto \u00e9, que busque causas mais profundas do que as meramente anal\u00edticas dos cientistas:\u00a0por que no Brasil essa sinistra figura hist\u00f3rica tornou-se chefe de Estado, que desafia qualquer entendimento psicol\u00f3gico, \u00e9tico e pol\u00edtico?<\/p>\n<p>Devemos dizer de antem\u00e3o que tudo o que existe n\u00e3o \u00e9 fortuito porque \u00e9 fruto de algo pr\u00e9-existente, de longa dura\u00e7\u00e3o, que corresponde \u00e0 raz\u00e3o elucidar.\u00a0Al\u00e9m disso, deve-se pensar sempre dialeticamente: junto com o negativo e as sombras, eles sempre acompanham as dimens\u00f5es positivas e carregam alguma luz.\u00a0N\u00e3o nos \u00e9 permitido ter apenas luz ou escurid\u00e3o.\u00a0Todas as realidades s\u00e3o crep\u00fasculo, misturando luz e sombra.\u00a0Mas o nosso foco nesta reflex\u00e3o est\u00e1 nas sombras porque s\u00e3o elas que nos causam problemas.<\/p>\n<p>Vou fazer uso de algumas categorias: sombras reprimidas, a teoria do caos destrutivo e gerador, a compreens\u00e3o transpessoal do carma no di\u00e1logo entre Toynbee e o fil\u00f3sofo japon\u00eas Daisaku Ikeda, e os princ\u00edpios de\u00a0<em>thanatos<\/em>\u00a0e\u00a0<em>eros<\/em>, associados \u00e0 humana condi\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>sapiens<\/em>\u00a0e simultaneamente\u00a0<em>demens<\/em>.<\/p>\n<h4><strong>As quatro sombras reprimidas pela consci\u00eancia coletiva<\/strong><\/h4>\n<p>A consci\u00eancia brasileira \u00e9 dominada por quatro sombras nunca reconhecidas e integradas at\u00e9 hoje.\u00a0Eu entendo a categoria \u201csombra\u201d no sentido psicanal\u00edtico da escola de C.G. Jung e seus disc\u00edpulos, que a tornaram uma categoria amplamente aceita por outras escolas.\u00a0A sombra seria o conte\u00fado escuro e negativo que uma cultura com seu consciente \/ inconsciente coletivo se recusa a assimilar e, por isso, reprime e se esfor\u00e7a para distanci\u00e1-lo da mem\u00f3ria coletiva.\u00a0Essa repress\u00e3o impede um processo coerente e sustentado de individua\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>O primeiro a aparecer \u00e9 a sombra do\u00a0<strong>genoc\u00eddio ind\u00edgena<\/strong>.\u00a0Segundo Darcy Ribeiro, inicialmente havia uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 5 a 6 milh\u00f5es de ind\u00edgenas com centenas de l\u00ednguas, \u00fanicas na hist\u00f3ria do mundo.\u00a0Eles foram dizimados.\u00a0Os atuais 900.000 permanecem.\u00a0Lembremos o massacre de Mem de S\u00e1 em 31 de maio de 1580, que liquidou os tupiniquim da Capitania de Ilh\u00e9us.\u00a0Por um quil\u00f4metro e meio ao longo da praia, a poucos metros um do outro, estavam centenas de corpos de ind\u00edgenas assassinados, contados como gl\u00f3ria ao Rei de Portugal.<\/p>\n<p>Pior ainda foi a guerra declarada oficialmente por D. Jo\u00e3o VI, rec\u00e9m-chegado ao Brasil fugindo das tropas de Napole\u00e3o, que dizimaram os botocudos (Krenak) no vale do Rio Doce, por consider\u00e1-los inciviliz\u00e1veis\u00a0\u200b\u200be incatec\u00e1veis.\u00a0Esta guerra oficial manchar\u00e1 para sempre a mem\u00f3ria nacional.\u00a0Ailton Krenak, cujos antepassados\u00a0\u200b\u200bsobreviveram, lembra-nos esta vergonhosa guerra oficial de um impiedoso imperador, considerada boa.<\/p>\n<p>O atual governo, de supina ignor\u00e2ncia em antropologia, considera os povos ind\u00edgenas originais como subumanos, que devem ser for\u00e7ados a entrar em nossos c\u00f3digos culturais para serem humanos e civilizados.\u00a0O descuido que tem demonstrado face \u00e0s suas reservas invadidas e ao seu abandono perante a Covid-19 faz fronteira com o genoc\u00eddio, estando suscept\u00edvel de ser levado ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a Humanidade.<\/p>\n<p>A segunda sombra \u00e9 nosso\u00a0<strong>passado colonial<\/strong>.\u00a0N\u00e3o houve uma descoberta do Brasil, mas sim uma invas\u00e3o total, destruindo o id\u00edlio pac\u00edfico inicial descrito por Pero Vaz de Caminha.\u00a0Houve um encontro profundamente desigual de civiliza\u00e7\u00f5es.\u00a0Logo o processo de ocupa\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia come\u00e7ou devido \u00e0 riqueza aqui.\u00a0Todo processo colonialista \u00e9 violento.\u00a0Implica invadir terras, subjugar os povos, obrig\u00e1-los a falar a l\u00edngua do invasor, incorporar suas formas de organiza\u00e7\u00e3o social e a submiss\u00e3o desumanizante completa dos dominados.\u00a0Desse processo de submiss\u00e3o surgiu o complexo mesti\u00e7o, pensando que s\u00f3 o que vem de fora ou de cima \u00e9 bom, sempre curvando a cabe\u00e7a e abandonando qualquer inconst\u00e2ncia da autonomia e do pr\u00f3prio projeto.<\/p>\n<p>A mentalidade de muitos dos estratos dirigentes ainda \u00e9 considerada de certa forma colonial, porque imita o estilo de vida e assume os valores de seus patr\u00f5es, que variam ao longo da nossa hist\u00f3ria.\u00a0Hoje \u00e9 uma express\u00e3o humilhante para toda a na\u00e7\u00e3o que o atual chefe de Estado fa\u00e7a uma viagem especial aos Estados Unidos, sa\u00fade a bandeira americana e empreste um rito de vassalagem expl\u00edcito ao presidente Donald Trump, extravagante, egoc\u00eantrico e considerado por not\u00e1veis analistas americanos como os mais est\u00fapidos da hist\u00f3ria pol\u00edtica daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>A terceira sombra, a mais perversa de todas, \u00e9 a da\u00a0<strong>escravid\u00e3o, nossaverdadeira barb\u00e1rie<\/strong>.\u00a0O escritor e historiador Laurentino Gomes, em seus dois volumes sobre a\u00a0<em>escravid\u00e3o<\/em>\u00a0(2019\/2020), fala-nos do inferno desse processo de desumanidade.\u00a0O Brasil foi campe\u00e3o da escravid\u00e3o.\u00a0S\u00f3 ele importou, a partir de 1538, cerca de 4,9 milh\u00f5es de africanos que foram escravizados aqui.\u00a0Das 36 mil viagens transatl\u00e2nticas, 14.910 foram destinadas aos portos brasileiros.<\/p>\n<p>Essas pessoas escravizadas eram tratadas como mercadorias e chamadas de \u201cpe\u00e7as\u201d.\u00a0A primeira coisa que o comprador fez para \u201cdomestic\u00e1-los e disciplin\u00e1-los\u201d foi puni-los, \u201cque haja chicotadas, correntes e algemas\u201d.\u00a0A hist\u00f3ria da escravid\u00e3o foi escrita pela m\u00e3o branca, apresentando-a como mole, quando na realidade era extremamente grosseira e continua hoje contra a popula\u00e7\u00e3o negra, mulata (54,4% da popula\u00e7\u00e3o) e pobre, como demonstrou de forma irrefut\u00e1vel Jess\u00e9 Souza em\u00a0<em>A elite do atraso: da escravid\u00e3o ao Bolsonaro <\/em>(2020).\u00a0Com a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o em 1888, ela n\u00e3o recebeu nenhuma indeniza\u00e7\u00e3o, foi deixada \u00e0 vontade e hoje constitui a maioria das favelas.\u00a0 Nem a menor humanidade nunca foi reconhecida.\u00a0A classe dominante transferiu seu \u00f3dio aos escravos para ela, acostumou-se a humilh\u00e1-la, ofend\u00ea-la at\u00e9 que perdessem o senso de dignidade.<\/p>\n<p>Esta sombra pesa enormemente na consci\u00eancia coletiva e \u00e9 a mais reprimida, com a mentira de que aqui n\u00e3o h\u00e1 racismo nem discrimina\u00e7\u00e3o.\u00a0No governo, isso foi desmascarado pela viol\u00eancia sistem\u00e1tica contra essa popula\u00e7\u00e3o, estimulada pelo pr\u00f3prio chefe de Estado, que mant\u00e9m uma pol\u00edtica necr\u00f3fila.\u00a0Essa sombra por sua desumanidade inspirou gente sens\u00edvel, como o poeta Castro Alvez.\u00a0Seus versos ressoar\u00e3o para sempre em\u00a0<em>Vozes d\u2019Africa<\/em>:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cOh Deus, onde voc\u00ea est\u00e1 para n\u00e3o responder?\u00a0Em que mundo, em que estrela voc\u00ea se esconde \/ se esconde nos c\u00e9us?\u00a0H\u00e1 dois mil anos te enviei meu grito \/ que em v\u00e3o, desde ent\u00e3o, viaja pelo infinito\u2026 \/ Onde est\u00e1s, Senhor Deus?\u201d<\/em>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Esse choro ainda \u00e9 t\u00e3o penetrante hoje quanto era naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Jess\u00e9 Souza, em sua obra j\u00e1 citada, mostrou de forma convincente como a classe dominante, para evitar qualquer avan\u00e7o das maiorias marginalizadas, projetava sobre elas todo o fardo de negatividades que acumulava em face dos escravos, aquela \u201cmassa damnata\u201d: exclus\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e \u00f3dio verdadeiro que nos espantam e revelam n\u00edveis incr\u00edveis de desumaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A quarta sombra \u00e9 a constitui\u00e7\u00e3o de um\u00a0<strong>Brasil apenas para poucos<\/strong>.\u00a0Raymundo Faoro (<em>Os donos do poder<\/em>) e o historiador e acad\u00eamico Jos\u00e9 Hon\u00f3rio Rodrigues (<em>Concilia\u00e7\u00e3o e reforma no Brasil<\/em>, 1982) nos contaram sobre a viol\u00eancia com que o povo foi tratado para instaurar a ordem, fruto da concilia\u00e7\u00e3o entre as classes opulentas, sempre com a exclus\u00e3o deliberada do povo.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Hon\u00f3rio Rodrigues escreve:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u00abA maioria dominante sempre foi alienada, anti-progressista, antinacional e n\u00e3o contempor\u00e2nea.\u00a0A lideran\u00e7a nunca se reconciliou com o povo;\u00a0negou seus direitos, destruiu suas vidas, e assim que o viu crescer, aos poucos negou sua aprova\u00e7\u00e3o, conspirou para coloc\u00e1-lo de volta na periferia, lugar que ele acredita pertencer a eles\u00bb<\/em> (<em>Reconcilia\u00e7\u00e3o e reforma no Brasil<\/em>, 1982, p. 16).<\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00e3o foi exatamente isso que a maioria dominante e seus aliados fizeram primeiro com Dilma Rousseff e depois com o candidato Lula?\u00a0Mudam as estrat\u00e9gias, mas nunca os prop\u00f3sitos de um Brasil s\u00f3 para eles.<\/p>\n<p>Nunca houve um projeto nacional que inclu\u00edsse a todos.\u00a0Um Brasil sempre foi projetado para poucos. Os outros que incomodam.\u00a0Assim, n\u00e3o surgiu uma na\u00e7\u00e3o, mas sim, como Luiz Gonzaga de Souza Lima mostrou em detalhes em um livro que com certeza ser\u00e1 um cl\u00e1ssico,\u00a0<em>A refunda\u00e7\u00e3o do Brasil: rumo a uma civiliza\u00e7\u00e3o biocentrada<\/em>\u00a0(2011), foi fundada a Great Brazil Company, internacionalizada desde o seu in\u00edcio, com o objetivo de atender os mercados mundiais de ontem at\u00e9 hoje.\u00a0Assim, temos um Brasil profundamente dividido entre poucos ricos e as grandes maiorias pobres, um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo, ou seja, um pa\u00eds violento e cheio de injusti\u00e7as sociais.\u00a0Machado de Assis j\u00e1 havia observado que h\u00e1 dois brasileiros, o oficial (estes poucos) e o real (as grandes maiorias exclu\u00eddas).<\/p>\n<p>Uma sociedade montada na bifurca\u00e7\u00e3o, numa perversa injusti\u00e7a social, nunca criar\u00e1 uma coes\u00e3o interna que lhe permita saltar para formas de conviv\u00eancia mais civilizadas.\u00a0Aqui sempre reinou um capitalismo selvagem que nunca conseguiu ser civilizado.\u00a0E quando os filhos e filhas da pobreza conseguiram acumular uma for\u00e7a pol\u00edtica b\u00e1sica suficiente para alcan\u00e7ar o poder central e satisfazer as demandas b\u00e1sicas das popula\u00e7\u00f5es humilhadas e ofendidas, logo os descendentes da\u00a0<em>Casa Grande <\/em>e a nova burguesia nacional se organizaram para tornar imposs\u00edvel esse tipo de governo de inclus\u00e3o social.\u00a0Desferiram um golpe vergonhoso, parlamentar, medi\u00e1tico e jur\u00eddico, para garantir os n\u00edveis de acumula\u00e7\u00e3o considerados dos mais elevados do mundo e para manter os pobres no seu devido lugar, na periferia e na pobre e miser\u00e1vel marginalidade.<\/p>\n<p>O escritor Luiz Fernando Ver\u00edssimo, no Twitter, em 6 de setembro de 2020, resumiu bem: \u201cO \u00f3dio est\u00e1 no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente destr\u00f3i, com armas se necess\u00e1rio, qualquer amea\u00e7a ao seu dom\u00ednio, seja qual for a sua sigla\u201d.\u00a0Essa classe de ricos, que nem mesmo \u00e9 elite porque sup\u00f5e um certo cultivo da humanidade e da cultura, apoia o atual governo ultradireitista e fascista porque sua forma abusiva de acumula\u00e7\u00e3o n\u00e3o a amea\u00e7a;\u00a0pelo contr\u00e1rio, o ministro das Finan\u00e7as, Guedes, disc\u00edpulo das escolas de Viena e de Chicago, surge como a grande demoli\u00e7\u00e3o da soberania nacional.\u00a0O presidente n\u00e3o sabe ou n\u00e3o entende nada sobre o que pode ser soberania nacional.<\/p>\n<p>_________________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/leonardo.boff_-e1460363303872.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-28487\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/leonardo.boff_-e1460363303872.jpg\" alt=\"\" width=\"91\" height=\"135\" \/><\/a><\/em><em>Leonardo Boff \u00e9 um escritor, te\u00f3logo e fil\u00f3sofo brasileiro, professor em\u00e9rito de \u00e9tica e filosofia da religi\u00e3o da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, recebedor do <\/em><strong><em>Pr\u00eamio Nobel Alternativo da Paz<\/em><\/strong><em> do Parlamento sueco [<\/em><strong><em>Right Livelihood Award<\/em><\/strong><em>]em 2001, membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra, e professor visitante em v\u00e1rias universidades estrangeiras como Basel, Heidelberg, Harvard, Lisboa e Salamanca. Expoente da <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teologia_da_Liberta%C3%A7%C3%A3o\" >Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o<\/a><\/em><em> no Brasil, foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos. \u00c9 respeitado pela sua hist\u00f3ria de defesa pelas causas sociais e atualmente debate tamb\u00e9m quest\u00f5es ambientais. Colunista do <\/em>Jornal do Brasil<em>, escreveu os livros<\/em> Francisco de Assis: Ternura e Vigor, <em>Vozes 2000; <\/em>\u00a0A Terra na palma da m\u00e3o: uma nova vis\u00e3o do planeta e da humanidade<em>,Vozes 2016;\u00a0 <\/em>Cuidar da Terra \u2013 proteger a vida: como escapar do fim do mundo<em>, Record 2010; <\/em>\u00a0<em>A <\/em>hospitalidade: Direito e dever de todos, <em>Vozes 2005<\/em>; Paix\u00e3o de Cristo, Paix\u00e3o do Mundo<em>, Vozes 2001<\/em>; Brasil: Concluir a refunda\u00e7\u00e3o ou prolongar a depend\u00eancia, <em>Vozes 2018; <\/em><em>\u201cDestino e Desatino da Globaliza\u00e7\u00e3o\u201d em<\/em><em>: Do iceberg \u00e0 Arca de No\u00e9,<\/em><em> Mar de Ideias, Rio 2010 pp. 41-63.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/opinionsur.org.ar\/wp\/uma-dissertacao-historico-filosofica-sobre-nossa-barbarie\/?lang=pt-br\" >Go to Original \u2013 opinionsur.org.ar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>10 fev 2021 &#8211; Existem in\u00fameras an\u00e1lises excelentes do antifen\u00f4meno Jair Messias Bolsonaro, sociol\u00f3gicas, hist\u00f3ricas e econ\u00f4micas.\u00a0Acho que devemos cavar mais fundo para capturar o surgimento desse Negativo em nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":28487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[1176,1003,276,865,103],"class_list":["post-179168","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages","tag-bolsonaro","tag-brasil","tag-democracy","tag-genocide","tag-racism"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=179168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179168\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=179168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=179168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=179168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}