{"id":20181,"date":"2012-07-16T12:00:56","date_gmt":"2012-07-16T11:00:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=20181"},"modified":"2012-07-11T19:18:38","modified_gmt":"2012-07-11T18:18:38","slug":"portuguese-corpo-e-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2012\/07\/portuguese-corpo-e-alma\/","title":{"rendered":"(Portuguese) Corpo e Alma"},"content":{"rendered":"<p><em>Entrevista com Dr. Jorge Carvajal, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o da Universidade<\/em><em> de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenerg\u00e9tica.<\/em><\/p>\n<p><em>Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma<\/em>?<\/p>\n<p>A alma n\u00e3o pode adoecer, porque \u00e9 o que h\u00e1 de perfeito em ti, a alma\u00a0evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades s\u00e3o\u00a0exatamente o contr\u00e1rio: s\u00e3o a resist\u00eancia do corpo emocional e mental\u00a0\u00e0 alma. Quando nossa personalidade resiste aos des\u00edgnios da alma,\u00a0adoecemos.<\/p>\n<p><em>H\u00e1 emo\u00e7\u00f5es prejudiciais \u00e0 sa\u00fade? Quais s\u00e3o as que mais nos prejudicam<\/em>?<\/p>\n<p>70 por cento das enfermidades do ser humano v\u00eam do campo da\u00a0consci\u00eancia emocional. As doen\u00e7as muitas vezes procedem de emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o\u00a0processadas, n\u00e3o expressas, reprimidas. O medo, que \u00e9 a aus\u00eancia de\u00a0amor, \u00e9 a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das\u00a0enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins,\u00a0as gl\u00e2ndulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode\u00a0converter-se em p\u00e2nico.<\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa sa\u00fade<\/em>?<\/p>\n<p>De her\u00f3is os cemit\u00e9rios est\u00e3o cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus\u00a0limites, n\u00e3o v\u00e1s al\u00e9m. Tens que reconhecer quais s\u00e3o os teus limites e\u00a0super\u00e1-los, pois, se n\u00e3o os reconheceres, vais destruir teu corpo.<\/p>\n<p><em>Como \u00e9 que a raiva nos afeta<\/em>?<\/p>\n<p>A raiva \u00e9 santa, \u00e9 sagrada, \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o positiva, porque te leva \u00e0\u00a0auto-afirma\u00e7\u00e3o, \u00e0 busca do teu territ\u00f3rio, a defender o que \u00e9 teu, o que \u00e9 justo. Por\u00e9m, quando a raiva se torna irritabilidade,\u00a0agressividade, ressentimento, \u00f3dio, ela se volta contra ti e afeta o\u00a0f\u00edgado, a digest\u00e3o, o sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o a alegria, ao contr\u00e1rio, nos ajuda a permanecer saud\u00e1veis<\/em>?<\/p>\n<p>A alegria \u00e9 a mais bela das emo\u00e7\u00f5es, porque \u00e9 a emo\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia,\u00a0do cora\u00e7\u00e3o e \u00e9 a mais curativa de todas, porque n\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A\u00a0alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a n\u00e3o lhe darmos\u00a0tanta import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><em>A alegria acalma os \u00e2nimos<\/em>?<\/p>\n<p>Sim, a alegria suaviza todas as outras emo\u00e7\u00f5es, porque nos permite\u00a0process\u00e1-las a partir da inoc\u00eancia. A alegria p\u00f5e as outras emo\u00e7\u00f5es em\u00a0contato com o cora\u00e7\u00e3o e d\u00e1-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as\u00a0para que cheguem ao mundo da mente.<\/p>\n<p><em>E a tristeza<\/em>?<\/p>\n<p>A tristeza \u00e9 um sentimento que pode te levar \u00e0 depress\u00e3o quando te\u00a0deixas envolver por ela e n\u00e3o a expressas, por\u00e9m ela tamb\u00e9m pode te\u00a0ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares\u00a0o controle interno. Todas as emo\u00e7\u00f5es negativas t\u00eam\u00a0seu pr\u00f3prio aspecto\u00a0positivo.Tornamo-las negativas\u00a0quando as reprimimos.<\/p>\n<p><em>Conv\u00e9m aceitarmos essas emo\u00e7\u00f5es que consideramos negativas como parte\u00a0de n\u00f3s mesmos<\/em>?<\/p>\n<p>Como parte para transform\u00e1-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e\u00a0j\u00e1 n\u00e3o se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para\u00a0que cheguem \u00e0 cabe\u00e7a a partir do cora\u00e7\u00e3o. Que dif\u00edcil! Sim, \u00e9 muito\u00a0dif\u00edcil.\u00a0Realmente as emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas s\u00e3o o amor e o medo (que \u00e9\u00a0aus\u00eancia de amor), de modo que tudo que existe \u00e9 amor, por excesso ou\u00a0defici\u00eancia. Construtivo ou destrutivo. Porque tamb\u00e9m existe o amor\u00a0que se aferra, o amor que superprotege, o amor t\u00f3xico, destrutivo.<\/p>\n<p><em>Como prevenir a enfermidade<\/em>?<\/p>\n<p>Somos criadores, portanto creio que a melhor forma \u00e9 criarmos sa\u00fade. E, se criarmos sa\u00fade, n\u00e3o teremos que prevenir nem combater a\u00a0enfermidade, porque seremos sa\u00fade.<\/p>\n<p><em>E se aparecer a doen\u00e7a<\/em>?<\/p>\n<p>Teremos, pois, de aceit\u00e1-la, porque somos humanos. Krishnamurti tamb\u00e9m\u00a0adoeceu de um c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas e ele n\u00e3o era algu\u00e9m que levasse uma\u00a0vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa j\u00e1 adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que cr\u00eaem que adoecer \u00e9 fracassar.<\/p>\n<p>O fracasso e o \u00eaxito s\u00e3o dois mestres e nada mais. E, quando tu \u00e9s o\u00a0aprendiz, tens que aceitar e incorporar a li\u00e7\u00e3o da enfermidade em tua\u00a0vida&#8230; Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade \u00e9 um\u00a0sentimento de vazio, que \u00e0s vezes se torna um oco no est\u00f4mago, uma\u00a0sensa\u00e7\u00e3o de falta de ar. \u00c9 um vazio existencial que surge quando\u00a0buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos\u00a0acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos,\u00a0quando n\u00e3o temos a solidez da busca interior. Se n\u00e3o aceitarmos a\u00a0solid\u00e3o e n\u00e3o nos tornarmos nossa pr\u00f3pria companhia, sentiremos esse\u00a0vazio e tentaremos preench\u00ea-lo com coisas e posses. Por\u00e9m, como n\u00e3o\u00a0pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.<\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa ang\u00fastia<\/em>?<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos fazer passar a ang\u00fastia comendo chocolate ou com mais\u00a0calorias, ou buscando um pr\u00edncipe fora. S\u00f3 passa a ang\u00fastia quando\u00a0entras em teu interior, te aceitas como \u00e9s e te reconcilias contigo\u00a0mesmo. A ang\u00fastia vem de que n\u00e3o somos o que queremos ser, muito menos\u00a0o que somos, de modo que ficamos no &#8220;deveria ser&#8221;, e n\u00e3o somos nem uma\u00a0coisa nem outra. O stress \u00e9 outro dos males de nossa \u00e9poca. O stress\u00a0vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor,\u00a0quero ter uma apar\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 minha, quero imitar. E realmente s\u00f3\u00a0podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja,\u00a0quando queres ser \u00fanico, original, aut\u00eantico e n\u00e3o uma fotoc\u00f3pia de\u00a0ningu\u00e9m. O stress destrutivo prejudica o sistema imunol\u00f3gico. Por\u00e9m,\u00a0um bom stress \u00e9 uma maravilha, porque te permite estar alerta e\u00a0desperto nas crises e poder aproveit\u00e1-las como oportunidades para\u00a0emergir a um novo n\u00edvel de consci\u00eancia.<\/p>\n<p><em>O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com n\u00f3s mesmos<\/em>?<\/p>\n<p>A solid\u00e3o. Estar consigo mesmo todos os dias \u00e9 maravilhoso. Passar 20\u00a0minutos consigo mesmo \u00e9 o come\u00e7o da medita\u00e7\u00e3o, \u00e9 estender uma ponte\u00a0para a verdadeira sa\u00fade, \u00e9 aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que a gente ponha o rel\u00f3gio para despertar 20\u00a0minutos antes, para n\u00e3o tomar o tempo de nossas ocupa\u00e7\u00f5es. Se dedicares, n\u00e3o o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da\u00a0manh\u00e3, quando est\u00e1s rejuvenescido e descansado, para meditar, essa\u00a0pausa vai-te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.<\/p>\n<p><em>O que \u00e9 para voc\u00ea a felicidade<\/em>?<\/p>\n<p>\u00c9 a ess\u00eancia da vida. \u00c9 o pr\u00f3prio sentido da vida. Estamos aqui para\u00a0sermos felizes, n\u00e3o para outra coisa. Por\u00e9m, felicidade n\u00e3o \u00e9 prazer,\u00a0\u00e9 integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos\u00a0ser felizes. Somos felizes quando cremos em n\u00f3s mesmos, quando\u00a0confiamos em n\u00f3s, quando nos empenhamos transpessoalmente a um n\u00edvel\u00a0que transcende\u00a0o\u00a0pequeno\u00a0eu\u00a0ou o pequeno ego. Somos felizes quando\u00a0temos um sentido que vai mais al\u00e9m da vida cotidiana, quando n\u00e3o\u00a0adiamos a vida, quando n\u00e3o nos alienamos de n\u00f3s mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consci\u00eancia. Viver o Presente.<\/p>\n<p><em>\u00c9 importante viver no presente? Como conseguir<\/em>?<\/p>\n<p>Deixamos ir o passado e n\u00e3o hipotecamos a vida \u00e0s expectativas do\u00a0futuro, quando nos ancoramos no ser e n\u00e3o no ter, ou a algo ou algu\u00e9m de\u00a0fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realiza\u00e7\u00e3o, e esta com\u00a0a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade \u00e9 sairmos\u00a0do mundo da confus\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Na sua opini\u00e3o, estamos t\u00e3o confusos assim<\/em>?<\/p>\n<p>Temos tr\u00eas ilus\u00f5es enormes que nos confundem:<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Primeiro<\/span>: cremos que somos um corpo e n\u00e3o uma alma, quando o corpo \u00e9 o\u00a0instrumento da vida e se acaba com a morte.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Segundo<\/span>: cremos que o sentido da vida \u00e9 o prazer, por\u00e9m com mais\u00a0prazer n\u00e3o h\u00e1 mais felicidade, sen\u00e3o mais depend\u00eancia&#8230; Prazer e felicidade n\u00e3o s\u00e3o o mesmo. H\u00e1 que se consagrar o prazer \u00e0 vida e n\u00e3o\u00a0a vida ao prazer.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Terceiro<\/span>: ilus\u00e3o \u00e9 o poder; desejamos o poder infinito de viver no\u00a0mundo..\u00a0E do que realmente necessitamos para viver? Ser\u00e1 de amor, por\u00a0acaso?<\/p>\n<p>O amor, t\u00e3o trazido e t\u00e3o levado, e t\u00e3o caluniado, \u00e9 uma for\u00e7a\u00a0renovadora. O amor \u00e9 magn\u00edfico porque cria coes\u00e3o. No amor tudo est\u00e1 vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre\u00a0pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor n\u00e3o h\u00e1 usurpa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1\u00a0transfer\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 medo, n\u00e3o h\u00e1 ressentimento, porque quando tu te\u00a0ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e ent\u00e3o se\u00a0restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, n\u00f3s o assimilamos\u00a0com a fraqueza, por\u00e9m o amor n\u00e3o \u00e9 fraco.<\/p>\n<p>Enfraquece-nos quando entendemos que algu\u00e9m a quem amamos n\u00e3o nos ama. H\u00e1 uma grande confus\u00e3o na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor,\u00a0por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 por amor, \u00e9 por paix\u00e3o, que \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o do apego. O que\u00a0habitualmente chamamos de amor \u00e9 uma droga. Tal qual se depende da\u00a0coca\u00edna, da maconha ou da morfina, tamb\u00e9m se depende da paix\u00e3o. \u00c9 uma\u00a0muleta para apoiar-se, em vez de levar algu\u00e9m no meu cora\u00e7\u00e3o para\u00a0libert\u00e1-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma ess\u00eancia\u00a0fundamental que \u00e9 a liberdade, e sempre conduz \u00e0 liberdade. Mas \u00e0s\u00a0vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz \u00e0 depend\u00eancia \u00e9\u00a0Eros. Eros \u00e9 um f\u00f3sforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente\u00a0em dois minutos e j\u00e1 te queima o dedo. H\u00e1 amores que s\u00e3o assim, pura\u00a0chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha est\u00e1 acesa, produz fogo. Esse \u00e9 o amor\u00a0impessoal, que produz luz e\u00a0calor .<\/p>\n<p><em>Pode nos dar algum conselho para alcan\u00e7armos o amor verdadeiro<\/em>?<\/p>\n<p>Somente a verdade. Confia na verdade; n\u00e3o tens que ser como a princesa\u00a0dos sonhos do outro, n\u00e3o tens que ser nem mais nem menos do que \u00e9s. Tens um direito sagrado, que \u00e9 o direito de errar; tens outro, que \u00e9 o\u00a0direito de perdoar, porque o erro \u00e9 teu mestre. Ama-te, s\u00ea sincero<\/p>\n<p>contigo mesmo e leva-te em considera\u00e7\u00e3o. Se tu n\u00e3o te queres, n\u00e3o vais\u00a0encontrar ningu\u00e9m que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas,\u00a0vais encontrar amor. Se n\u00e3o, vazio. Por\u00e9m nunca busques migalhas, isso\u00a0\u00e9 indigno de ti. A chave ent\u00e3o \u00e9 amar-se a si mesmo. E ao pr\u00f3ximo como\u00a0a ti mesmo. Se n\u00e3o te amas a ti, n\u00e3o amas a Deus, nem a teu filho,\u00a0porque est\u00e1s apenas te apegando, est\u00e1s condicionando o outro. Aceita-te como \u00e9s; n\u00e3o podemos transformar o que n\u00e3o aceitamos, e a\u00a0vida \u00e9 uma corrente permanente de transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>________________________<\/p>\n<p><em>Prof. Dr. Maur\u00edcio Paes Landim: Professor Adjunto de Cardiologia UFPI\/UESPI, Mestre em Medicina, Doutor em Cardiologia.<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Dr. Jorge Carvajal, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenerg\u00e9tica. &#8211;Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-20181","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20181"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20181\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}