{"id":21220,"date":"2012-09-03T12:00:40","date_gmt":"2012-09-03T11:00:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=21220"},"modified":"2012-09-01T18:18:32","modified_gmt":"2012-09-01T17:18:32","slug":"portuguese-o-imenso-buraco-negro-da-economia-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2012\/09\/portuguese-o-imenso-buraco-negro-da-economia-global\/","title":{"rendered":"(Portuguese) O Imenso Buraco Negro da Economia Global"},"content":{"rendered":"<p>\u201cVinte e\u00a0e um trilh\u00f5es &#8211;\u00a0<em>com \u201ct\u201d &#8211;<\/em>\u00a0de d\u00f3lares. Eis o que as pessoas mais ricas do mundo escondem em para\u00edsos fiscais internacionais. Embora a quantidade real possa ser maior, chegando aos 32 trilh\u00f5es, uma vez que, claro, \u00e9 quase imposs\u00edvel conhec\u00ea-la com exatid\u00e3o. Ao mesmo tempo em que os governos cortam o gasto p\u00fablico e demitem os trabalhadores, em prol de uma maior \u201causteridade\u201d obrigada pela desacelera\u00e7\u00e3o da economia, os super-ricos\u00a0&#8211; menos de 10 milh\u00f5es de pessoas\u00a0&#8211; esconderam longe do alcance do arrecadador de impostos uma quantidade igual \u00e0s economias japonesa e estadunidense juntas.Os dados s\u00e3o de um <a href=\"http:\/\/www.taxjustice.net\/cms\/front_content.php?idcatart=2&amp;lang=1\"  target=\"_blank\">novo relat\u00f3rio<\/a> da\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.taxjustice.net\/cms\/front_content.php?idcatart=2&amp;lang=1\"  target=\"_blank\">Tax Justice Network<\/a><\/em><em>\u00a0<\/em>(<em>Rede para a justi\u00e7a tribut\u00e1ria)<\/em>\u00a0<strong>[1]<\/strong>\u00a0cujas conclus\u00f5es s\u00e3o impactantes. As receitas fiscais perdidas gra\u00e7as aos ref\u00fagios fiscais extraterritoriais \u2013\u00a0<em>offshore &#8211;<\/em>, afirma o relat\u00f3rio, \u201cs\u00e3o suficientemente grandes para marcar uma diferen\u00e7a significativa em todas nossas medidas convencionais da desigualdade. Dado que a maior parte da riqueza financeira desaparecida pertence a uma pequena elite, o efeito \u00e9 assustador\u201d.James S. Henry, ex-economista chefe em\u00a0<em>McKinsey &amp; Co<\/em>, autor do livro\u00a0<em>The Blood Bankers<\/em>\u00a0(<em>Os banqueiros ensanguentados<\/em>) assim como de artigos em publica\u00e7\u00f5es como o\u00a0<em>The Nation<\/em>\u00a0e o\u00a0<em>The New York Times<\/em>, procurou suas informa\u00e7\u00f5es no\u00a0Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais,no\u00a0Fundo Monet\u00e1rio Internacional, no\u00a0Banco Mundial, nas\u00a0Na\u00e7\u00f5es Unidas, nos bancos centrais e analistas do setor privado, e descobriu os contornos da gigantesca reserva de dinheiro que flutua nesse lugar nebuloso conhecido como\u00a0<em>offshore<\/em>. (E isso que s\u00f3 se ocupou do dinheiro em esp\u00e9cie: o relat\u00f3rio deixa de lado coisas como bens de ra\u00edzes, iates, obras de arte e outras formas de riqueza que os super-ricos escondem, livres de impostos, nos para\u00edsos fiscais extraterritoriais.)Henry refere-se a eles como um \u201c<em>buraco negro<\/em>\u201d na economia mundial e afirma que, \u201capesar de ter muito cuidado em ser cauteloso, por prud\u00eancia, os resultados s\u00e3o assustadores.\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 uma grade quantidade de informa\u00e7\u00e3o para analisar neste relat\u00f3rio, pelo que nos limitamos aqui a seis coisas que devemos saber sobre o dinheiro que os mais ricos do mundo escondem de n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>1. APRESENTAMOS-LHES O TOP 0,001%<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSegundo nossas estimativas, pelo menos um ter\u00e7o de toda a riqueza financeira privada, e quase a metade de toda a riqueza <em>offshore<\/em>, \u00e9 agora propriedade das 91.000 pessoas mais ricas do mundo: s\u00f3 0,001% da popula\u00e7\u00e3o mundial\u201d,\u00a0diz o relat\u00f3rio. Esses 91.000 que formam o v\u00e9rtice da pir\u00e2mide t\u00eam cerca de 9,8 trilh\u00f5es de d\u00f3lares do total estimado neste estudo, e menos de dez milh\u00f5es de pessoas det\u00eam todo o volume de dinheiro em esp\u00e9cie.Quem s\u00e3o essas pessoas? Sabemos que s\u00e3o os mais ricos, mas o que mais sabemos deles? O relat\u00f3rio menciona \u201cespeculadores imobili\u00e1rios chineses e magnatas do software de Vale do Sil\u00edcio, com idades em torno de trinta anos\u201d, e em seguida est\u00e3o aqueles cuja riqueza prov\u00e9m do petr\u00f3leo e do tr\u00e1fico de drogas. N\u00e3o menciona, mas poderia, os candidatos presidenciais dos Estados Unidos. Por exemplo, Mitt Romney que recebeu fortes cr\u00edticas por ter dinheiro guardado em uma conta banc\u00e1ria na Su\u00ed\u00e7a e em investimentos nas Ilhas Cayman, segundo o site\u00a0<em>Politifact<\/em>\u00a0<strong>[2]<\/strong>.Os narcotraficantes t\u00eam necessidade, \u00e9 claro, de ocultar seus lucros il\u00edcitos, mas muitos dos outros super-ricos pretendem simplesmente evitar o pagamento de impostos, para o qual constroem complicadas redes de empresas e investimentos s\u00f3 para deduzir um pouco mais da fatura fiscal que pagam em seu pa\u00eds de origem. Tudo ajuda.<\/p>\n<p><strong>2. ONDE EST\u00c1 O DINHEIRO? \u00c9 DIF\u00cdCIL SABER<\/strong><\/p>\n<p><em>Offshore,<\/em>\u00a0segundo Henry, n\u00e3o \u00e9 j\u00e1 um lugar f\u00edsico, embora existam v\u00e1rios lugares, como Singapura e Su\u00ed\u00e7a, que ainda se especializam em proporcionar \u201cresid\u00eancias f\u00edsicas seguras e fiscalmente interessantes\u201d aos ricos do mundo.Mas nestes tempos que correm, a riqueza\u00a0<em>offshore<\/em>\u00a0\u00e9 virtual. Henry a descreve como algo nominal, hiperport\u00e1til, multijurisdicional, seguidamente lugar tempor\u00e1rio de redes de entidades e acordos legais ou quase legais. Uma empresa pode estar situada em uma jurisdi\u00e7\u00e3o, ser propriedade de um testa de ferro localizado em outro lugar e ser administrada por testas de ferro de um terceiro lugar. \u201cEm \u00faltima instancia, portanto, o termo <em>offshore<\/em>se refere a um conjunto de capacidades\u201d e n\u00e3o tanto a um ou v\u00e1rios lugares.Tamb\u00e9m \u00e9 importante, afirma o relat\u00f3rio, distinguir entre os <em>\u201cpara\u00edsos intermedi\u00e1rios\u201d<\/em> &#8211;\u00a0lugares nos quais pensam a maioria das pessoas quando se fala de para\u00edsos fiscais, como as Ilhas Cayman de Mitt Romney, as Bermudas ou a Su\u00ed\u00e7a\u00a0&#8211; e os \u201c<em>para\u00edsos de destino<\/em>\u201c, que incluem os EUA, o Reino Unido e inclusive a Alemanha. Esses destinos s\u00e3o desej\u00e1veis j\u00e1 que proporcionam \u201cmercados de valores relativamente eficientes e regulados, bancos respaldados por grandes popula\u00e7\u00f5es de contribuintes, e companhias de seguro. Al\u00e9m de c\u00f3digos jur\u00eddicos desenvolvidos, advogados competentes, poder judicial independente e Estado de direito.\u201dAssim, pois, os mesmos que escapam do pagamento de impostos distribuindo seu dinheiro por diferentes lugares, se aproveitam dos servi\u00e7os financiados pelos contribuintes para faz\u00ea-lo. E nos EUA, alguns estados come\u00e7aram, desde a d\u00e9cada de 1990, a oferecer entidades jur\u00eddicas a baixo custo \u201ccujos n\u00edveis de confidencialidade, prote\u00e7\u00e3o frente aos credores e vantagens fiscais rivalizam com os dos tradicionais para\u00edsos fiscais secretos do mundo.\u201d Adicione a isso a porcentagem cada vez menor dos impostos que os ricos e as empresas estadunidenses pagam e ver\u00e3o que estamos come\u00e7ando a ter um aspecto muito atrativo para aqueles que tratam de camuflar seu dinheiro.<\/p>\n<p><strong>3. GRANDES BANCOS RESGATADOS DIRIGEM ESSE NEG\u00d3CIO<\/strong><\/p>\n<p>Mas quem facilita esse processo? Alguns nomes familiares saem rapidamente \u00e0 superf\u00edcie quando se vasculha os dados:\u00a0Goldman Sachs, UBS e Credit Suisse\u00a0s\u00e3o os tr\u00eas primeiros, e o\u00a0Bank of America, Wells Fargo e JP Morgan Chase\u00a0est\u00e3o no Top-10. Segundo afirma o relat\u00f3rio, \u201cagora podemos acrescentar algo a mais a sua lista de distin\u00e7\u00f5es: s\u00e3o os atores principais dos ref\u00fagios fiscais de todo o mundo e ferramentas chave do injusto sistema tribut\u00e1rio global\u201d.No final de 2010, os maiores cinquenta bancos privados administravam cerca de 12,1 trilh\u00f5es de d\u00f3lares em \u201cativos trans fronteiri\u00e7os\u201d investidos por seus clientes. \u00c9 mais do que o dobro da cifra de 2005, e representa taxa m\u00e9dia de crescimento anual superior a 16%.\u201dDesde bancos a empresas cont\u00e1beis e advogados corporativos, algumas das maiores empresas do mundo s\u00e3o parte da trama de evas\u00e3o fiscal global\u201d, escreve no\u00a0<em>The Guardian<\/em>\u00a0a investigadora financeira (<em>e ex-trader de Goldman Sachs<\/em>) Lydia Prieg. \u201cEssas empresas n\u00e3o s\u00e3o pessoas jur\u00eddicas as quais possamos chamar a aten\u00e7\u00e3o para que paguem sua parte justa; sua raz\u00e3o de ser consiste em maximizar seus lucros e os de seus clientes.\u201d&#8221;At\u00e9 finais da d\u00e9cada de 2000\u2033, afirma Henry, \u201ca sabedoria convencional entre os capitalistas evasores era: \u2018O que existe de mais seguro que os bancos su\u00ed\u00e7os, estadunidenses ou brit\u00e2nicos etiquetados como grandes demais para falir?\u00a0\u2019\u201d Sem os resgates que acompanharam a crise financeira de 2008 \u2013\u00a0acrescenta\u00a0&#8211; muitos dos bancos que est\u00e3o escondendo dinheiro em esp\u00e9cie para os ultrarricos j\u00e1 n\u00e3o existiriam. \u201cDar por certo o apoio dos governos \u00e9 precisamente a raz\u00e3o principal pela qual os super-ricos fazem seus neg\u00f3cios com os bancos de maior tamanho.\u201d<\/p>\n<p><strong>4. A DESIGUALDADE \u00c9 PIOR DO QUE ACREDITAMOS<br \/>\n<\/strong><br \/>\nCom toda esta riqueza oculta em todo o mundo, imposs\u00edvel de contar e de tributar \u2013\u00a0<em>afirma a Tax Justice Network<\/em>\u00a0-, n\u00e3o resta d\u00favida de que estamos subestimando a desigualdade de ingressos e riqueza realmente existente. Stewart Lansley, autor de\u00a0<em>The Cost of Inequality<\/em>(<em>O custo da desigualdade<\/em>), assegurou a Heather Stewart, do\u00a0<em>The Guardian<\/em>: \u201c<em>N\u00e3o h\u00e1 absolutamente nenhuma d\u00favida de que as estat\u00edsticas sobre a renda e a riqueza dos de cima diminuem a magnitude do problema<\/em>\u201c.<\/p>\n<p>Ao calcular o coeficiente GINI, que mede a desigualdade em uma sociedade, disse, \u201c<em>N\u00e3o se recolhem os dados dos multimilion\u00e1rios, e inclusive quando se faz, n\u00e3o \u00e9 adequadamente<\/em>\u201c.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um assunto t\u00e3o importante que a\u00a0<em>Tax Justice Network<\/em>\u00a0incluiu um segundo relat\u00f3rio, ao mesmo tempo em que o de Henry, titulado<em>\u201cInequality: You don\u2019t know the half of it\u201d<\/em>\u00a0<strong>[3]<\/strong>\u00a0(<em>Desigualdade: voc\u00ea n\u00e3o conhece nem a metade<\/em>). O estudo detalha todos os problemas da forma em que agora calculamos a desigualdade; seguidamente parecem ser, em ess\u00eancia, que n\u00e3o temos uma medida exata da verdadeira riqueza dos super-ricos. Os dados sobre ingressos fiscais est\u00e3o dispon\u00edveis, mas se na realidade h\u00e1 trilh\u00f5es escondidos por todo o mundo nos para\u00edsos fiscais, como calcular os ingressos reais dos mais ricos do mundo?<\/p>\n<p>A desigualdade disparou em todo o mundo, segundo os c\u00e1lculos frequentemente utilizados. Se o 1% superior da popula\u00e7\u00e3o dos EUA n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 dono de 35,6% da riqueza, por exemplo, mas que tamb\u00e9m tem um volume de dinheiro muito maior escondido em algum lugar, que significado tem isto para n\u00f3s?<\/p>\n<p>N\u00e3o esque\u00e7amos, afirma o relat\u00f3rio, que \u201ca desigualdade \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ou seja, n\u00f3s decidimos o que fazer como sociedade baseando-nos no montante de desigualdade que consideramos toler\u00e1vel ou justo. Se esse montante \u00e9 muito maior do que pensamos, de que forma desvaloriza nossas prioridades? Muitos estadunidenses j\u00e1 est\u00e3o mal informados acerca de seu n\u00edvel de desigualdade, mas este estudo confirma que inclusive os supostos especialistas est\u00e3o subestimando em muito o problema\u201d.<\/p>\n<p><strong>5. OS PA\u00cdSES \u201cENDIVIDADOS\u201d N\u00c3O DEVEM, NA REALIDADE, NADA<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio de Henry destaca um subgrupo de 139 pa\u00edses, de ingressos baixos ou m\u00e9dios, e destaca que, segundo a maioria dos c\u00e1lculos, os ditos 139 pa\u00edses tinham, em conjunto, d\u00edvida superior a quatro trilh\u00f5es de d\u00f3lares no final de 2010. Mas ao se tomar em conta todo o dinheiro que se acumula\u00a0<em>offshore<\/em>, os pa\u00edses, na verdade, teriam uma d\u00edvida negativa de 10 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, ou como Henry escreve:\u201dUma vez tomados em considera\u00e7\u00e3o esses ativos ocultos e os ingressos que geram, muitos antigos pa\u00edses \u201cdevedores\u201d seriam, de fato, pa\u00edses ricos. Mas o problema \u00e9 que sua riqueza est\u00e1 depositada<em> offshore<\/em>, em m\u00e3os de suas pr\u00f3prias elites e seus banqueiros privados\u201d.Henry afirma tamb\u00e9m que os pa\u00edses em desenvolvimento em seu conjunto terminam sendo credores do mundo desenvolvido, em lugar de devedores, e o foram durante mais de uma d\u00e9cada. \u201cIsso significa que se trata realmente de um problema de justi\u00e7a tribut\u00e1ria, n\u00e3o simplesmente de \u2018d\u00edvida\u2019\u201d.Mas essas d\u00edvidas, como afirmamos, recaem nos ombros dos trabalhadores desses pa\u00edses, que n\u00e3o podem desfrutar das vantagens dos sofisticados para\u00edsos fiscais.E isso, \u00e9 claro, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um problema do mundo em desenvolvimento. Hoje em dia, afirma Henry, o mundo desenvolvido tem sua pr\u00f3pria crise da d\u00edvida (vejam-se os problemas atuais da zona do euro). O economista franc\u00eas Thomas Piketty afirma, \u201ca riqueza depositada em para\u00edsos fiscais \u00e9 provavelmente de um montante suficiente para converter a Europa em um credor muito grande com respeito ao resto do mundo\u201d.<\/p>\n<p><strong>6. QUANTO ESTAMOS PERDENDO?<\/strong><\/p>\n<p>Aqui est\u00e1 o centro da quest\u00e3o, n\u00e3o? \u00c9 imposs\u00edvel saber a exatamente, \u00e9 claro, devido a que as cifras s\u00e3o s\u00f3 estimativas, mas Henry calcula que se esses 21 trilh\u00f5es de d\u00f3lares n\u00e3o declarados obtivessem taxa de rendimento de 3% e os ingressos se gravaram em 30%, por si s\u00f3 gerariam receitas fiscais de cerca de 190 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Se a quantidade total de dinheiro colocada em para\u00edsos fiscais fosse pr\u00f3xima \u00e0 estimativa mais alta, ou seja, 32 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, se obteriam cerca de 280 bilh\u00f5es, o que \u00e9 aproximadamente o dobro do montante que os pa\u00edses da OCDE gastam em ajuda ao desenvolvimento. Em outras palavras, uma enorme quantidade de dinheiro. E isso levando em conta que um rendimento de 3% \u00e9 um c\u00e1lculo muito prudente.Estamos falando unicamente de impostos sobre a renda: os impostos sobre os lucros, impostos \u00e0 heran\u00e7a e outros renderiam ainda mais.Por isso Henry afirma que, no final das contas, poder\u00edamos tomar este assunto como uma boa not\u00edcia. \u201cO mundo acaba de localizar uma quantidade enorme de riqueza financeira que poderia ser utilizada para contribuir \u00e0 solu\u00e7\u00e3o dos problemas mundiais mais urgentes\u201d.\u201dTemos a oportunidade de pensar n\u00e3o s\u00f3 acerca de como prevenir alguns dos abusos que conduziram a esta situa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de pensar na melhor maneira de fazer uso dos ingressos atualmente n\u00e3o tribut\u00e1veis que gera.\u201d<\/p>\n<p><strong>NOTAS:<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1]<\/strong><em>\u00a0James S. Henry, The Price of Offshore Revisited , 2012<br \/>\n<\/em><strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>[2]<\/strong><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.politifact.com\/truth-ou-meter\/statements\/2012\/jul\/17\/barack-obama\/obama-ad-says-romney-stashed-money-caymam-islands\/\"  target=\"_blank\">http:\/\/www.politifact.com\/truth-ou-meter\/statements\/2012\/jul\/17\/barack-obama\/obama-ad-says-romney-stashed-money-caymam-islands\/<\/a><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><strong>[3]<\/strong><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/taxjustice.blogspot.be\/2012\/07\/inequality-you-dont-know-half-of-it.html\"  target=\"_blank\">http:\/\/taxjustice.blogspot.be\/2012\/07\/inequality-you-dont-know-half-of-it.html<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>__________________________<\/em><\/p>\n<p><em>Original: <\/em><em><a href=\"http:\/\/www.alternet.org\/story\/156467\/6_things_you_should_know_about_the_$21_trilliom_the_world%27s_richest_people_are_hiding_in_tax_shelters?akid=9150.56478.9B5DZ8&amp;rd=1&amp;src=newsletter684627&amp;t=3&amp;paging=off\"  target=\"_blank\">Alternet<\/a><\/em><em>\u00a0| Reproduzido por <\/em><em><a href=\"http:\/\/www.cartamaior.com.br\"  target=\"_blank\">Carta Maior<\/a><\/em><em>,\u00a0com tradu\u00e7\u00e3o de Lib\u00f3rio J\u00fanior.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/ponto.outraspalavras.net\/2012\/08\/31\/imenso-buraco-negro-da-economia-global\/\" >Go to Original \u2013 outraspalavras.net<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVinte e e um trilh\u00f5es &#8211; com \u201ct\u201d &#8211; de d\u00f3lares. Eis o que as pessoas mais ricas do mundo escondem em para\u00edsos fiscais internacionais. Ao mesmo tempo em que os governos cortam o gasto p\u00fablico e demitem os trabalhadores, em prol de uma maior \u201causteridade\u201d obrigada pela desacelera\u00e7\u00e3o da economia, os super-ricos &#8211; menos de 10 milh\u00f5es de pessoas &#8211; esconderam longe do alcance do arrecadador de impostos uma quantidade igual \u00e0s economias japonesa e estadunidense juntas.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-21220","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21220"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21220\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}