{"id":216107,"date":"2022-07-04T12:00:53","date_gmt":"2022-07-04T11:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=216107"},"modified":"2022-07-03T05:16:59","modified_gmt":"2022-07-03T04:16:59","slug":"portugues-por-que-e-importante-opor-se-a-exploracao-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2022\/07\/portugues-por-que-e-importante-opor-se-a-exploracao-animal\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Por que \u00e9 importante opor-se \u00e0 explora\u00e7\u00e3o animal?"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>A reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sobre um olhar para suas exist\u00eancias, e sim para suas aus\u00eancias, os vazios di\u00e1rios que reafirmam uma ideia de que o mundo est\u00e1 repleto de \u201canimais ausentes\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_216108\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/galinha-engrenagem-maquina.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-216108\" class=\"wp-image-216108 size-medium\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/galinha-engrenagem-maquina-300x240.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/galinha-engrenagem-maquina-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/galinha-engrenagem-maquina.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-216108\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: PS<\/p><\/div>\n<p><em>2 julho 2022 &#8211; <\/em>Por que \u00e9 importante opor-se \u00e0 explora\u00e7\u00e3o animal? Posso olhar ao meu redor sem precisar recorrer aos animais enquanto criaturas vivas, enquanto seres que direcionam seus olhos para qualquer lugar, que manifestam vida ou transmitem algo que percebemos ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o est\u00e3o por perto. A reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sobre um olhar para suas exist\u00eancias, e sim para suas aus\u00eancias, os vazios di\u00e1rios que reafirmam uma ideia de que o mundo est\u00e1 repleto de \u201canimais ausentes\u201d.<\/p>\n<p>Os \u201canimais ausentes\u201d, que n\u00e3o conhecemos como indiv\u00edduos, s\u00e3o os produtos consumidos, as mat\u00e9rias de sua descorporifica\u00e7\u00e3o ou extra\u00e7\u00e3o, tudo aquilo que \u00e9 vendido a partir da for\u00e7ada absten\u00e7\u00e3o do estar\/viver ou que o tem como colateral ou consequ\u00eancia final.<\/p>\n<p>Sobre isso, n\u00e3o prendo-me a uma reflex\u00e3o sobre animais em sofrimento, embora n\u00e3o seja invi\u00e1vel, mas no \u201cvazio frequente\u201d, que \u00e9 sobre o esvaziamento de suas vidas, porque produtos de origem animal demandam esse esvaziamento \u2013 o fazem gradualmente e\/ou fatalmente.<\/p>\n<p>Quando a demanda dos consumidores \u00e9 alta, temos um cen\u00e1rio que \u00e9 a realidade ordin\u00e1ria atual. Se a depreciamos, podemos com mais facilidade direcionar nossos olhos para muitos lugares e perceber que os \u201canimais ausentes\u201d est\u00e3o por toda a parte.<\/p>\n<p>Se somos, na coletividade, um fator-perp\u00e9tuo, n\u00e3o vemos os animais que vemos porque sequer reconhecemos \u2013 que \u00e9 resultante da reifica\u00e7\u00e3o que favorece o fator-ausente. A ideia de aus\u00eancia vem n\u00e3o apenas do entendimento de que est\u00e3o ali sem estar, sem ser, sem parecer, como \u00e9 comum \u00e0 produtifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vem tamb\u00e9m do imperativo predominante que facilita o irreconhecimento, porque a aus\u00eancia deles depende de uma aus\u00eancia nossa, que perpetuamos dentro de n\u00f3s como defesa \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dessa aus\u00eancia. Afinal, o sistema fora de n\u00f3s depende de uma converg\u00eancia ao sistema dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Se caminho por um supermercado, loja ou restaurante, ou se presto aten\u00e7\u00e3o nas pessoas, no que comem, utilizam ou compram, logo reconhe\u00e7o a multiplicidade e variabilidade de \u201canimais ausentes\u201d. S\u00e3o muitas aus\u00eancias fortalecidas por uma normaliza\u00e7\u00e3o que \u00e9 tamb\u00e9m forma de invisibiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>_____________________________________________<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/David-Arioch.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-164698\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/David-Arioch.jpeg\" alt=\"\" width=\"96\" height=\"96\" \/><\/a> David Arioch \u00e9 jornalista profissional, historiador e especialista em jornalismo cultural, hist\u00f3rico e liter\u00e1rio<\/em> <em>(MTB: 10612\/PR). <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/davidarioch.com\" >http:\/\/davidarioch.com<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/vegazeta.com.br\/por-que-e-importante-opor-se-a-exploracao-animal\/\" >Go to Original \u2013 vegazeta.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sobre um olhar para suas exist\u00eancias, e sim para suas aus\u00eancias, os vazios di\u00e1rios que reafirmam uma ideia de que o mundo est\u00e1 repleto de \u201canimais ausentes\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":216108,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[1208,786,619,570,846,831,991],"class_list":["post-216107","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages","tag-animal-cruelty","tag-animal-justice","tag-animal-rights","tag-animals","tag-meat-industry","tag-veganism","tag-vegetarianism"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=216107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216107\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/216108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=216107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=216107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=216107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}