{"id":2296,"date":"2009-05-12T00:00:00","date_gmt":"2009-05-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2009\/05\/portuguese-peticao-forca-parlamento-a-discutir-proibicao-dos-animais-nos-circos\/"},"modified":"2009-05-12T00:00:00","modified_gmt":"2009-05-12T00:00:00","slug":"portuguese-peticao-forca-parlamento-a-discutir-proibicao-dos-animais-nos-circos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2009\/05\/portuguese-peticao-forca-parlamento-a-discutir-proibicao-dos-animais-nos-circos\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE)   Peti\u00e7\u00e3o For\u00e7a Parlamento a Discutir Proibi\u00e7\u00e3o dos Animais nos Circos"},"content":{"rendered":"<p>A Assembleia da Rep&uacute;blica (AR) discute hoje a proibi&ccedil;&atilde;o do uso de animais nos circos. Enquanto no exterior, defensores dos animais e alguns artistas circenses unidos pela associa&ccedil;&atilde;o Ac&ccedil;&atilde;o Animal v&atilde;o manifestar-se, ao in&iacute;cio da tarde, &quot;por um circo sem crueldade&quot;, no hemiciclo os deputados votam um projecto-lei do PCP e outro dos Verdes e ainda um projecto de resolu&ccedil;&atilde;o do BE que, de formas e com timings diferentes, visam impedir a presen&ccedil;a dos animais nos espect&aacute;culos circenses. <\/p>\n<p>Nas contas das associa&ccedil;&otilde;es de defesa dos animais, h&aacute; em Portugal 25 circos que recorrem a animais. &quot;No total haver&aacute; cerca de 450 animais, metade esp&eacute;cies selvagens e metade dom&eacute;sticas&quot;, contabiliza Miguel Coutinho, da Animal, a associa&ccedil;&atilde;o que, em 2005, divulgou um v&iacute;deo gravado clandestinamente nalguns circos portugueses e que revelava imagens de maus tratos. Mostrando desde elefantes a serem picados por aguilh&otilde;es a p&oacute;neis a serem chicoteados, passando por macacos a baterem com a cabe&ccedil;a nas grades das jaulas, o que o v&iacute;deo evidenciou, segundo Coutinho, foi a incapacidade de actua&ccedil;&atilde;o das autoridades respons&aacute;veis por assegurar o bem-estar dos animais (ver texto nesta p&aacute;gina). <\/p>\n<p>O que o PCP prop&otilde;e &eacute; o fim gradual dos animais nos circos. &Agrave; excep&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;mios, que t&ecirc;m de ser entregues num prazo m&aacute;ximo de seis meses, a proposta comunista prev&ecirc; a entrega volunt&aacute;ria e gradual dos animais, mediante o pagamento de uma indemniza&ccedil;&atilde;o aos seus propriet&aacute;rios. &quot;S&atilde;o fam&iacute;lias inteiras que vivem do circo e que, se a lei muda, t&ecirc;m direito a ser ressarcidas. N&atilde;o podemos agora tratar estas pessoas como criminosas&quot;, sustentou o deputado Miguel Tiago. Para garantir que, a prazo e de forma gradual, os circos deixar&atilde;o de utilizar animais, o PCP prop&otilde;e-se proibir a comercializa&ccedil;&atilde;o e a reprodu&ccedil;&atilde;o dos mesmos, a par da esteriliza&ccedil;&atilde;o daqueles que se mantiverem durante mais tempo na posse dos circos. Para estes, o projecto prev&ecirc; ainda a cria&ccedil;&atilde;o de um cadastro nacional, numa l&oacute;gica de &quot;efectiva responsabiliza&ccedil;&atilde;o do Estado&quot;. <\/p>\n<p>O BE optou por um caminho diferente. Desde logo, porque preferiu apresentar uma proposta de recomenda&ccedil;&atilde;o ao Governo, ao inv&eacute;s de um projecto-lei, porque a altera&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o no campo dos direitos dos animais obrigaria, segundo Alda Macedo, a &quot;ir mais a montante e alterar o pr&oacute;prio C&oacute;digo Civil de maneira a acabar com a inclus&atilde;o dos animais no campo dos objectos alvo de propriedade&quot;. <\/p>\n<p>Outra das diferen&ccedil;as &eacute; que a proposta bloquista pro&iacute;be apenas a utiliza&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies selvagens, porque &quot;&eacute; nestes que a brutalidade se faz sentir com mais for&ccedil;a&quot; e tamb&eacute;m porque se impunha &quot;apresentar uma proposta que fosse geradora de consensos&quot;. O Bloco prop&otilde;e um prazo de tr&ecirc;s anos para que os animais sejam reconduzidos para locais adequados, ficando o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Biodiversidade respons&aacute;vel por garantir o bem-estar das esp&eacute;cies. <\/p>\n<p>O partido Os Verdes, por seu turno, prop&otilde;e a proibi&ccedil;&atilde;o imediata das esp&eacute;cies selvagens, estabelecendo para as dom&eacute;sticas um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o de cinco anos. O projecto sugere ainda que a Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Veterin&aacute;ria efectue uma inspec&ccedil;&atilde;o a todos os circos um m&ecirc;s ap&oacute;s a entrada em vigor da lei e inspec&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas &quot;no m&iacute;nimo de tr&ecirc;s em tr&ecirc;s anos&quot;, reconhecendo o direito dos propriet&aacute;rios dos animais a serem ressarcidos. Ao mesmo tempo, os Verdes definem contra-ordena&ccedil;&otilde;es que oscilam entre os 500 e os 10 mil euros. <\/p>\n<p>Politiquice <\/p>\n<p>Para Miguel Chen, director do circo com o mesmo nome, a discuss&atilde;o sobre a proibi&ccedil;&atilde;o dos animais nos circos &eacute; mera &quot;politiquice&quot;, at&eacute; porque &quot;o pa&iacute;s n&atilde;o disp&otilde;e de s&iacute;tios onde os colocar&quot;. Negando as acusa&ccedil;&otilde;es de maus tratos, Chen diz-se disposto a ceder os seus animais, &quot;se o Estado aceitar subsidiar os circos&quot;. O certo &eacute; que alguns munic&iacute;pios, como Sintra e Cascais, j&aacute; fecharam as portas a circos que usem animais. L&aacute; fora, pa&iacute;ses como a Gr&eacute;cia, Fran&ccedil;a, Canad&aacute; e Austr&aacute;lia, entre outros, h&aacute; muito que adoptaram leis que pro&iacute;bem circos com animais. <\/p>\n<p>Fiscaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o funciona, segundo activistas <\/p>\n<p>As compet&ecirc;ncias de fiscaliza&ccedil;&atilde;o sobre a legalidade e o bem-estar dos animais nos circos repartem-se entre a GNR, Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Veterin&aacute;ria (DGV), atrav&eacute;s dos veterin&aacute;rios municipais. Tal dispers&atilde;o faz com que na pr&aacute;tica &quot;nada funcione&quot;, segundo Miguel Moutinho, da Animal, que diz n&atilde;o ter not&iacute;cia &quot;de qualquer san&ccedil;&atilde;o ou coima que tenha sido levantada aos circos por maus tratos aos animais&quot;. &quot;Ao contr&aacute;rio&quot;, acrescenta o activista, &quot;as provas de viol&ecirc;ncia contra os animais que foram entregues na DGV n&atilde;o produziram consequ&ecirc;ncias nenhumas.&quot; <\/p>\n<p>Ao P&Uacute;BLICO a subdirectora da DGV, Julieta Carvalho, justifica a aus&ecirc;ncia de coimas com o facto de a fiscaliza&ccedil;&atilde;o &quot;ser do tipo preventivo mais do que repressivo&quot;. E, apesar de considerar que &quot;a fiscaliza&ccedil;&atilde;o tem funcionado&quot; (sobretudo desde que, em 2004, a DGV decidiu condicionar a autoriza&ccedil;&atilde;o de um circo para actuar num dado munic&iacute;pio ao parecer pr&eacute;vio do respectivo veterin&aacute;rio municipal), Julieta Carvalho reconhece que os procedimentos adoptados &quot;n&atilde;o t&ecirc;m consagra&ccedil;&atilde;o legal&quot;. Da&iacute; que, segundo a mesma respons&aacute;vel, o PS se prepare para apresentar na AR uma proposta de regulamenta&ccedil;&atilde;o sobre a mat&eacute;ria que no fundo vir&aacute; &quot;dar corpo de lei &agrave;quilo que j&aacute; &eacute; feito no terreno&quot;. <\/p>\n<p>Para refor&ccedil;ar a tese de que as autoridades n&atilde;o actuam com efic&aacute;cia, as associa&ccedil;&otilde;es defensoras dos animais lembram epis&oacute;dios como os dois tigres de circo que escaparam da carruagem de transporte &agrave; entrada de Azambuja, em Janeiro de 2008. E ainda o abandono, em 2005, de tr&ecirc;s tigres e dois le&otilde;es, num vag&atilde;o ao p&eacute; de uma urbaniza&ccedil;&atilde;o em Palmela. <\/p>\n<p>&quot;Isso s&atilde;o hist&oacute;rias passadas&quot;, reage Miguel Chen, garantindo que os circos est&atilde;o sujeitos a regras apertadas. &quot;Todos os meus animais t&ecirc;m chips e passaportes. Ali&aacute;s, antes de actuarmos vem um veterin&aacute;rio municipal verificar as condi&ccedil;&otilde;es em que est&atilde;o os animais. Ser&aacute; que todos os veterin&aacute;rios s&atilde;o est&uacute;pidos?&quot;, indigna-se. <\/p>\n<p>Na GNR, as responsabilidades recaem sobre o Servi&ccedil;o de Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente, mas n&atilde;o conseguimos obter em tempo &uacute;til uma resposta &agrave;s perguntas sobre as ac&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o executadas. <\/p>\n<p><em>Fonte: P&uacute;blico <\/em><a href=\"http:\/\/www.ecoblogue.net\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=3477&amp;Itemid=1\"><\/p>\n<p>GO TO ORIGINAL &ndash; ESQUERDA.NET<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Assembleia da Rep&uacute;blica (AR) discute hoje a proibi&ccedil;&atilde;o do uso de animais nos circos. 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