{"id":23812,"date":"2012-12-10T12:00:44","date_gmt":"2012-12-10T12:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=23812"},"modified":"2012-12-08T14:47:05","modified_gmt":"2012-12-08T14:47:05","slug":"portugues-para-conhecer-outro-israel-o-que-luta-pela-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2012\/12\/portugues-para-conhecer-outro-israel-o-que-luta-pela-paz\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Para Conhecer Outro Israel \u2014 O Que Luta Pela Paz"},"content":{"rendered":"<p><em>3 Dez 2012 &#8211;<\/em> O Brasil teve o privil\u00e9gio de abrigar, na semana passada, o Forum Social Mundial pela Palestina Livre (FSMPL), na cidade-ber\u00e7o dessa inven\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na raiz do pensamento de uma nova cultura pol\u00edtica. L\u00e1 se v\u00e3o quase 13 anos desde que criamos este campo de novas possibilidades: \u201cum outro mundo \u00e9 poss\u00edvel\u201d, conforme o d\u00edstico criado em sua funda\u00e7\u00e3o. Para alcan\u00e7ar o sentido da import\u00e2ncia deste Forum pela Palestina \u00e9 importante lembrar a origem do FSM, nascido em 2001 por iniciativa de um grupo de brasileiros, bem conhecidos na nossa sociedade civil, desde a resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar.<\/p>\n<p>A este Forum pela Palestina <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/515736-forum-pro-palestinos-no-rs-e-criticado-por-comunidade-judaica\"  target=\"_blank\">reagiram<\/a>, apreensivos com poss\u00edveis impactos de protestos e manifesta\u00e7\u00f5es, setores hegem\u00f4nicos da comunidade judaica brasileira, manifestando pela m\u00eddia cr\u00edticas aos governos federal, estadual e municipal de Porto Alegre, por apoiarem esse evento que, numa vis\u00e3o cartesiana, aparenta desafina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao discurso de equidist\u00e2ncia dos polos do conflito: Israel e Palestina.<\/p>\n<p>\u00c9, pois, oportuno registrar a exist\u00eancia de uma outra vis\u00e3o judaica. \u00c9 bem antiga, remontando aos valores j\u00e1 expressos no Pentateuco, que trouxe em sua legisla\u00e7\u00e3o o reconhecimento do outro, dos seus direitos, e da responsabilidade de cada indiv\u00edduo com todos os demais, de seu povo ou estrangeiros. \u201cV\u2019ahavta l\u2019reacha kamocha\u201d (amai ao pr\u00f3ximo como a ti mesmo) est\u00e1 nos ensinamentos da Tor\u00e1, conforme o Rabi Akiva, \u00edcone da <a href=\"http:\/\/www.jewishvaluesonline.org\/497\"  target=\"_blank\">\u00e9tica judaica<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 nada a temer. Rancor contra Israel haver\u00e1, podendo por vezes resvalar para chamamentos \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e para o antissemitismo rasteiro, como deriva\u00e7\u00e3o de ignor\u00e2ncia que existe de forma rec\u00edproca tamb\u00e9m da parte dos que apoiam incondicionalmente Israel. Todos conhecemos muito pouco de nossas matrizes e hist\u00f3rias, tanto das nossas quanto as dos outros povos. Aos que criticam o FSMPL e os governos que o acolhem, \u00e9 bom estudarem um pouco.<\/p>\n<p>E aqui v\u00e3o algumas informa\u00e7\u00f5es \u00fateis para os que estar\u00e3o no FSMPL, para os que o acompanham com simpatia, e tamb\u00e9m para os que a ele se op\u00f5em precipitadamente.<\/p>\n<p>As comunidades judaicas em todo o mundo enfrentam fissuras na pretensa unidade que lideran\u00e7as institucionais procuram aparentar, tentando cobrir o sol com a peneira. Em Israel, o debate livre pela imprensa \u00e9 a maior evid\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1 um abismo, separando ao menos metade da sociedade israelense (que, segundo as pesquisas, apoiam a solu\u00e7\u00e3o de Dois Estados) dos seguidores da coaliz\u00e3o de direita que est\u00e1 no governo h\u00e1 tr\u00eas anos. \u00c9 bom lembrar que, em mandato anterior \u00a0(1996-1999), o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu j\u00e1 havia atentado contra os acordos celebrados em Oslo (1993), com o palestino Yasser Arafat, por seus advers\u00e1rios israelenses, Itzhak Rabin e Shimon Peres (atual presidente do pa\u00eds, de oposi\u00e7\u00e3o). As seguidas procrastina\u00e7\u00f5es de Netanyahu, e as provoca\u00e7\u00f5es feitas por ele, ao ampliar os assentamentos de colonos judeus em em territ\u00f3rios palestinos ocupados,\u00a0fizeram vencer, \u00e0 \u00e9poca, o prazo de cinco anos fixado em Oslo para um acordo de paz permanente. Surgiu, em consequ\u00eancia, uma insatisfa\u00e7\u00e3o crescente entre as massas palestinas, que explodiu, j\u00e1 de forma incontrol\u00e1vel, na segunda Intifada, no ano 2000. O primeiro-ministro\u00a0\u00e9 um personagem de convic\u00e7\u00f5es inabal\u00e1veis e perseverante, que n\u00e3o hesita em abusar da mem\u00f3ria de trag\u00e9dias hist\u00f3ricas sofridas pelos judeus para justificar uma estrat\u00e9gia m\u00edope, baseada t\u00e3o somente na for\u00e7a militar.<\/p>\n<p>A extens\u00e3o do abismo que existe em Israel, e n\u00e3o \u00e9 novo, pode ser apreciada por este trecho de uma <a href=\"http:\/\/www.haaretz.com\/print-edition\/news\/rabin-s-widow-calls-netanyahu-a-nightmare-in-decade-old-letter-1.5452\"  target=\"_blank\">carta<\/a> de Leah Rabin (vi\u00fava de Itzhak Rabin, assassinado por um extremista judeu em 1995), na \u00e9poca do primeiro mandato do atual chefe de governo: \u201cNetanyahu \u00e9 um mentiroso corrupto que est\u00e1 destruindo tudo que nossa sociedade tem de bom\u201d. (\u2026) Netanyahu e seu governo n\u00e3o representam uma unidade dos judeus israelenses, nem tampouco dos judeus na maior comunidade da Di\u00e1spora, a norteamericana\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 um olhar judaico em Israel que busca \u2013 e encontra \u2013 o parceiro palestino.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da propaganda desse governo manipulador do medo e da inseguran\u00e7a, que martela a ideia de que n\u00e3o existem parceiros para a paz, h\u00e1 in\u00fameros exemplos de parcerias. O escritor e jornalista israelense <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Amos_Oz\"  target=\"_blank\">Amos Oz<\/a>\u00a0colabora com o fil\u00f3sofo palestino <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sari_Nusseibeh\"  target=\"_blank\">Sari Nusseibeh<\/a>, reitor da universidade Al-Quds. O m\u00fasico <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Daniel_Barenboim\"  target=\"_blank\">Daniel Barenboim<\/a> teve como parceiro o maior intelectual palestino, <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Edward_Said\"  target=\"_blank\">Edward Said<\/a>, para a forma\u00e7\u00e3o da sua <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/West-Eastern_Divan_Orchestra\"  target=\"_blank\">orquestra<\/a> de jovens israelenses e \u00e1rabes, hoje mantida pelo governo da Andaluzia, na Espanha. A cantora israelense Noa canta com sua amiga palestina <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Rn12wcZaZF8\"  target=\"_blank\">Mira Awad<\/a>. H\u00e1 ex-soldados israelenses e ex-militantes palestinos da luta armada que se encontram no <a href=\"http:\/\/cfpeace.org\/\"  target=\"_blank\">Combatants for Peace<\/a>. O l\u00edder de direitos humanos <a href=\"http:\/\/www.cidcm.umd.edu\/about\/people\/profile.aspx?id=11\"  target=\"_blank\">Edward Kaufman<\/a> (que levamos no dia 20\/11 ao Itamaraty) leciona com um parceiro palestino sobre direitos humanos e resolu\u00e7\u00e3o de conflitos (seu amigo Manuel Hassassian \u00e9 embaixador da Autoridade Palestina na Inglaterra).<\/p>\n<p>Nada mais falso do que a mistifica\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 parceiros para a paz. H\u00e1 130 ONGs em que atuam ombro a ombro israelenses e palestinos na defesa dos direitos violentados pelas pol\u00edticas dos governos israelenses, desde a deten\u00e7\u00e3o de prisioneiros sem culpa formada por tempo indeterminado, at\u00e9 a desobedi\u00eancia civil de mulheres israelenses que regularmente contrabandeiam mulheres palestinas para tomarem banho de mar em Tel Aviv ou Haifa.<\/p>\n<p>Falemos da maior comunidade da Di\u00e1spora judaica, a norteamericana, cuja popula\u00e7\u00e3o (5 milh\u00f5es) n\u00e3o \u00e9 muito menor que a judaica israelense (6 milh\u00f5es). A tradi\u00e7\u00e3o liberal dessa comunidade, que teve l\u00edderes marchando ao lado de Martin Luther King nos anos 1960 e combatendo \u00e0 guerra do Vietn\u00e3 nos anos 70, expressa-se hoje em organiza\u00e7\u00f5es como o <a href=\"http:\/\/www.outraspalavras.net\/2012\/12\/03\/israel\/jewishvoiceforpeace.org\"  target=\"_blank\"><em>Jewish Voice for Peace<\/em><\/a> (do qual rabinos participaram das flotilhas que chamar a aten\u00e7\u00e3o do mundo para o bloqueio israelense a Gaza), o <a href=\"http:\/\/www.tikkun.org\/nextgen\"  target=\"_blank\">Tikkun<\/a>\u00a0(liderado pelo rabino Michael Lerner, que \u00e9 ativista pela paz desde a resist\u00eancia \u00e0 guerra do Vietn\u00e3), e o <a href=\"http:\/\/www.jstreet.org\"  target=\"_blank\">JStreet<\/a>, um lobby judaico no Congresso que se op\u00f5e ao mal-denominado \u201clobby sionista\u201d, a <a href=\"http:\/\/www.aipac.org\"  target=\"_blank\">AIPAC<\/a> (The American Israel Public Affairs Committee).<\/p>\n<p>Vale destacar que este \u00faltimo, embora financeiramente forte, \u00e9 t\u00e3o pouco representativo da maioria da comunidade judaica que sua campanha ostensiva por Mitt Romney nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es (doa\u00e7\u00e3o US$ 100 milh\u00f5es s\u00f3 da parte do seu presidente, Sheldon Adelson, magnata dos cassinos de Las Vegas) foi respondida pela maioria de 70% do voto judaico, em favor de Barack Obama. Esse lobby vem corroendo por dentro a democracia israelense, com o investimento em m\u00eddia impressa que hoje domina 90% dos leitores do pa\u00eds. E \u00e9 abertamente aliado a outra for\u00e7a das mais retr\u00f3gradas da sociedade norteamericana, o chamado \u201csionismo crist\u00e3o\u201d, dos fundamentalistas evang\u00e9licos, no qual atuam figuras do Tea Party que, como o ex-candidato Glenn Beck, v\u00e3o a Israel para incitar \u00e0 dist\u00e2ncia os seus seguidores nos Estados Unidos (ver <a href=\"http:\/\/www.haaretz.com\/print-edition\/opinion\/with-friends-like-glenn-beck-1.380155\"  target=\"_blank\">coment\u00e1rio<\/a> na imprensa israelense. A nata da extrema direita norteamericana tem a AIPAC como instrumento. N\u00e3o pode ser denominada \u201clobby sionista\u201d ou \u201clobby judaico\u201d, pois nessa complexa sociedade h\u00e1 revistas progressistas de um s\u00e9culo ou mais (<a href=\"http:\/\/www.haaretz.com\/print-edition\/opinion\/with-friends-like-glenn-beck-1.380155\"  target=\"_blank\"><em>The Nation<\/em><\/a>, <a href=\"http:\/\/forward.com\/\"  target=\"_blank\"><em>Forward<\/em><\/a> etc.), povoadas por judeus destacados.<\/p>\n<p>O anti-lobby <a href=\"http:\/\/www.jstreet.org\"  target=\"_blank\">JStreet<\/a> (abrevia\u00e7\u00e3o de Jewish Street, ou seja, a \u201crua judaica\u201d) est\u00e1 no seu quarto ano de exist\u00eancia, e tem realiza\u00e7\u00f5es constantes ao trazer para contato com congressistas e secret\u00e1rios de Obama pessoas eminentes de Israel, que incluem at\u00e9 mesmo generais e oficiais de alto escal\u00e3o dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia. Comparecem para demonstrar \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica e aos pol\u00edticos dos EUA a import\u00e2ncia de pressionar o governo israelense no sentido de mudar de dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A arrog\u00e2ncia dos pr\u00f3ceres da diplomacia israelense, hoje chefiada por um ministro que lidera a extrema direita no pa\u00eds, e visto por muitos embaixadores como destruidor de compet\u00eancias que Israel chegou a ter com figuras lend\u00e1rias como Abba Eban, vai a ponto de pressionarem governos do Ocidente a n\u00e3o reconhecerem aos palestinos sequer o direito de fazerem parte de institui\u00e7\u00f5es como a Unesco. Atribuem ao terrorismo palestino uma natureza cultural dos mu\u00e7ulmanos, enquanto fecham aos palestinos os caminhos do combate n\u00e3o violento pelos seus direitos. Vale ressaltar a linguagem eivada de ironia e intervencionismo, como a <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/impresso,bloco-tera--livre-comercio-com-a-palestina-,813173,0.htm\"  target=\"_blank\">expressa<\/a> nesta frase de um adido israelense ao Uruguai, por ocasi\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o de acordo do Mercosul com a Autoridade Palestina: \u201co acordo do bloco do Cone Sul com a Palestina n\u00e3o \u00e9 a melhor forma de estimular o processo de paz no Oriente M\u00e9dio\u201d. Qual seria a alternativa? Aprofundar o <em>apartheid<\/em> na zona C da Cisjord\u00e2nia, com a constru\u00e7\u00e3o de mais col\u00f4nias de ocupa\u00e7\u00e3o, enquanto n\u00e3o se d\u00e1 licen\u00e7as de constru\u00e7\u00e3o para os moradores palestinos?<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o bem-sucedida do Forum Social Mundial pela Palestina Livre abre, no Brasil, uma oportunidade rara. Permite que brasileiros \u2014 de origem judaica, \u00e1rabe ou qualquer outra \u2014 proponham um novo olhar: uma mirada de a\u00e7\u00e3o afirmativa que, em vez de recusar os direitos de um ou de outro lado, afirme e defenda esses direitos.<\/p>\n<p>A primeira a\u00e7\u00e3o, que pode ter efeitos cont\u00ednuos e duradouros, pode ser a proposta de um tratamento <em>Fair Trade<\/em> (Com\u00e9rcio Justo) para o azeite de oliva palestino. Chegaria \u00e0s mesas de brasileiros dispostos a lutar pela paz. Permitiria, al\u00e9m de consumir um produto de qualidade e repleto de simbologia, estimular contatos com os que o produzem \u2014 desde o cultivo das oliveiras \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o artesanal. Lembraria que a oliveira, s\u00edmbolo da paz, \u00e9 plantada por gente comum que zela pela subsist\u00eancia de suas fam\u00edlias, e arrancada \u00e0s vezes por v\u00e2ndalos, ou destru\u00edda por <em>bulldozers<\/em> que fazem a prepara\u00e7\u00e3o do terreno para constru\u00e7\u00e3o do muro de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Importar e distribuir o azeite palestino ser\u00e1 trazer ao conhecimento do consumidor-cidad\u00e3o a exist\u00eancia de filmes como <a href=\"http:\/\/www.justvision.org\/budrus\"  target=\"_blank\"><em>Budrus<\/em><\/a>, que mostram a realidade na escala do humano de palestinos que resistem de forma n\u00e3o-violenta, apoiados por israelenses com esse outro olhar.<\/p>\n<p>H\u00e1 in\u00fameras formas de intervirmos \u2014 n\u00f3s, brasileiros \u2014 com uma pauta de a\u00e7\u00f5es afirmativas, no programa \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/itamaraty_ladoalado\"  target=\"_blank\">Lado a lado<\/a>: a constru\u00e7\u00e3o da paz no Oriente M\u00e9dio \u2013 um papel para as Di\u00e1sporas\u201d, lan\u00e7ado pelo Itamaraty e que certamente contar\u00e1, mais cedo ou mais tarde, com apoio das lideran\u00e7as judaicas mais esclarecidas.<\/p>\n<p>Temos uma grande vantagem: \u00e9 muito mais f\u00e1cil arregimentarmos num movimento nesse sentido setores crescentes de uma comunidade pequena \u2013 e em certos aspectos provinciana \u2013 de 100 mil pessoas \u2014 do que seria poss\u00edvel na maior comunidade judaica, 50 vezes maior.<\/p>\n<p>A oportunidade est\u00e1 \u00e0 nossa frente. Em termos judaicos, poder-se-ia dizer que o F\u00f3rum Social Mundial est\u00e1 \u00e0s v\u00e9speras de celebrar o seu <em>Bar Mitzv\u00e1<\/em>, o ritual que marca a passagem dos jovens para a responsabilidade moral pelos seus atos, aos 13 anos. Que possamos amadurecer a\u00e7\u00f5es afirmativas para celebr\u00e1-las no 13\u00ba FSM, na Tun\u00edsia, em abril de 2013.<\/p>\n<p>_________________________<\/p>\n<p><em>S\u00e9rgio Storch<\/em><em>\u00a0<\/em><em>\u00e9 consultor em Planejamento, ativista de diversas causas ligadas \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o social. Escreve, em\u00a0<\/em><em>Outras Palavras,\u00a0<\/em><em>a coluna\u00a0<\/em><em><a href=\"http:\/\/www.outraspalavras.net\/?s=s%C3%A9rgio+storch\"  target=\"_blank\"><em>Outro Israel<\/em><\/a>.<\/em><em><\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.outraspalavras.net\/2012\/12\/03\/israel\/\" >Go to Original \u2013 outraspalavras.net<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em oposi\u00e7\u00e3o ao governo de ultra-direita, crescem em Israel e na Di\u00e1spora Judaica movimentos que defendem direitos e independ\u00eancia palestinos.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-23812","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23812"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23812\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}