{"id":2422,"date":"2009-06-08T00:00:00","date_gmt":"2009-06-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2009\/06\/portuguese-investigacao-do-greenpeace-implica-grandes-marcas-na-destruicao-na-amazonia\/"},"modified":"2009-06-08T00:00:00","modified_gmt":"2009-06-08T00:00:00","slug":"portuguese-investigacao-do-greenpeace-implica-grandes-marcas-na-destruicao-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2009\/06\/portuguese-investigacao-do-greenpeace-implica-grandes-marcas-na-destruicao-na-amazonia\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE)  Investiga\u00e7\u00e3o do Greenpeace Implica Grandes Marcas na Destrui\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><em>Investiga&ccedil;&otilde;es de tr&ecirc;s anos do Greenpeace sobre a ind&uacute;stria da pecu&aacute;ria brasileira revelam que marcas de fama mundial como Nike, Adidas, BMW, Gucci, Timberland, Honda, Wal Mart e Carrefour impulsionam o desmatamento da Amaz&ocirc;nia.<br \/><\/em><br \/>O incentivo de sucessivos governos brasileiros ao desmatamento da Amaz&ocirc;nia ganhou impulso durante a ditadura militar, nas d&eacute;cadas de 60 e 70. Mas at&eacute; recentemente, a substitui&ccedil;&atilde;o de floresta por pasto era financiada por dinheiro p&uacute;blico na forma de subs&iacute;dios. No governo Lula, o Estado, atrav&eacute;s do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social), transformou-se em s&oacute;cio e investidor direto de frigor&iacute;ficos que, segundo a investiga&ccedil;&atilde;o do Greenpeace, compram sua mat&eacute;ria prima de fazendas que desmatam ilegalmente, p&otilde;em seus bois para pastar em &aacute;reas protegidas e terras p&uacute;blicas e utilizam m&atilde;o de obra escrava.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio &ldquo;A Farra do Boi na Amaz&ocirc;nia&rdquo; rastreou, pela primeira vez, a liga&ccedil;&atilde;o da carne, do couro e de outros produtos bovinos de fazendas envolvidas com desmatamento ilegal, invas&atilde;o de &aacute;reas protegidas e trabalho escravo com marcas famosas como Adidas\/Reebok, Timberland, Carrefour, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Clarks, Nike, Tesco e Wal-Mart.<\/p>\n<p>&ldquo;Marcas famosas de t&ecirc;nis, supermercados, autom&oacute;veis e bolsas de grife devem garantir que seus produtos n&atilde;o est&atilde;o envolvidos com os crimes praticados pela ind&uacute;stria pecu&aacute;ria brasileira&rdquo;, disse Andr&eacute; Muggiati, coordenador da campanha de pecu&aacute;ria do Greenpeace.<br \/>&ldquo;Pr&aacute;ticas como essa p&otilde;em em risco o futuro de uma ind&uacute;stria importante para a economia brasileira. Combat&ecirc;-las &eacute; fundamental n&atilde;o apenas para o meio ambiente, mas tamb&eacute;m para aumentar a competitividade da pecu&aacute;ria nacional aqui e no exterior&rdquo;.<\/p>\n<p>Incentivo p&uacute;blico<\/p>\n<p>A investiga&ccedil;&atilde;o do Greenpeace mostra que o governo Lula quer dominar o mercado global de produtos pecu&aacute;rios em geral e dobrar a participa&ccedil;&atilde;o brasileira no mercado internacional de carne at&eacute; 2018. Para auxiliar a expans&atilde;o do setor, o governo federal est&aacute; investindo em todos os elos da cadeia de abastecimento &ndash; desde a produ&ccedil;&atilde;o nas fazendas at&eacute; o mercado internacional. Em troca do financiamento p&uacute;blico, o governo se tornou acionista de tr&ecirc;s gigantes da ind&uacute;stria brasileira de pecu&aacute;ria &ndash; Bertin, JBS e Marfrig, respons&aacute;veis por alimentar a destrui&ccedil;&atilde;o de grandes &aacute;reas da Amaz&ocirc;nia.<\/p>\n<p>&ldquo;O governo Lula est&aacute; cumprindo a profecia do General Garrastazu M&eacute;dici, que dizia que a Amaz&ocirc;nia seria ocupada pela pata do boi&rdquo;, disse Paulo Ad&aacute;rio, diretor da campanha da Amaz&ocirc;nia do Greenpeace. &ldquo;Ao financiar a destrui&ccedil;&atilde;o, o governo d&aacute; um sinal claro de que j&aacute; fez sua op&ccedil;&atilde;o pelo velho modelo desenvolvimentista de ocupa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o praticado pelos militares durante a ditadura, ao mesmo tempo em que tenta posar de bom-mo&ccedil;o nos f&oacute;runs internacionais&rdquo;.<\/p>\n<p>Entre 2007 e 2009, as cinco maiores empresas da ind&uacute;stria pecu&aacute;ria brasileira, respons&aacute;veis por mais de 50% das exporta&ccedil;&otilde;es de carne do pa&iacute;s, receberam US$ 2,65 bilh&otilde;es do BNDES. Os tr&ecirc;s frigor&iacute;ficos que receberam a maior parte do investimento p&uacute;blico foram a Bertin, uma das maiores comercializadoras de couro do mundo; a JBS, a maior comercializadora de carne, com controle de pelo menos 10% da produ&ccedil;&atilde;o global; e a Marfrig, a quarta maior comercializadora de carne do planeta.<\/p>\n<p>A expans&atilde;o da pecu&aacute;ria no Brasil est&aacute; concentrada na Amaz&ocirc;nia. O maior incentivo econ&ocirc;mico para esta expans&atilde;o &eacute; a falta de governan&ccedil;a. A fr&aacute;gil presen&ccedil;a do Estado na regi&atilde;o significa, na pr&aacute;tica, terra e m&atilde;o-de-obra baratas. O resultado &eacute; que a pecu&aacute;ria ocupa, atualmente, cerca de 80% de todas as &aacute;reas desmatadas na Amaz&ocirc;nia. O pa&iacute;s &eacute; o quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa, principalmente por causa da destrui&ccedil;&atilde;o da floresta.<\/p>\n<p>&ldquo;A expans&atilde;o do gado na Amaz&ocirc;nia est&aacute; transformando a regi&atilde;o num verdadeiro abatedouro de &aacute;rvores, dificultando a habilidade do pa&iacute;s em cumprir sua meta de reduzir em 72% o desmatamento at&eacute; 2018 (4)&rdquo;, disse Muggiati.<\/p>\n<p>A publica&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio do Greenpeace se d&aacute; no momento em que a bancada ruralista est&aacute; encabe&ccedil;ando uma ofensiva no Congresso Nacional para enfraquecer a legisla&ccedil;&atilde;o florestal brasileira e legalizar o aumento do desmatamento. &ldquo;N&atilde;o adianta bancar o l&iacute;der nas negocia&ccedil;&otilde;es internacionais se, dentro de casa, o governo ap&oacute;ia o pacote de maldades do setor do agroneg&oacute;cio, que ainda op&otilde;e desenvolvimento econ&ocirc;mico &agrave; prote&ccedil;&atilde;o ambiental. &Eacute; preciso olhar para frente e usar a atual crise clim&aacute;tica como a melhor oportunidade de construir uma economia de baixo carbono para o Brasil&rdquo;, completou Adario. <\/p>\n<p>(O sum&aacute;rio executivo do relat&oacute;rio &ldquo;Farra do Boi na Amaz&ocirc;nia&rdquo; est&aacute; dispon&iacute;vel em: <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.greenpeace.org.br\/gado\/farradoboinaamazonia.pdf\" >http:\/\/www.greenpeace.org.br\/gado\/farradoboinaamazonia.pdf<\/a>)<br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www3.brasildefato.com.br\/v01\/agencia\/nacional\/investigacao-do-greenpeace-implica-grandes-marcas-na-destruicao-na-amazonia\" ><br \/>GO TO ORIGINAL &ndash; BRASIL DE FATO<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investiga&ccedil;&otilde;es de tr&ecirc;s anos do Greenpeace sobre a ind&uacute;stria da pecu&aacute;ria brasileira revelam que marcas de fama mundial como Nike, Adidas, BMW, Gucci, Timberland, Honda, Wal Mart e Carrefour impulsionam o desmatamento da Amaz&ocirc;nia.O incentivo de sucessivos governos brasileiros ao desmatamento da Amaz&ocirc;nia ganhou impulso durante a ditadura militar, nas d&eacute;cadas de 60 e 70. 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