{"id":25490,"date":"2013-02-11T12:00:23","date_gmt":"2013-02-11T12:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=25490"},"modified":"2013-02-08T21:52:37","modified_gmt":"2013-02-08T21:52:37","slug":"portugues-conheca-10-transgenicos-que-ja-estao-na-cadeia-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2013\/02\/portugues-conheca-10-transgenicos-que-ja-estao-na-cadeia-alimentar\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Conhe\u00e7a 10 Transg\u00eanicos Que J\u00e1 Est\u00e3o na Cadeia Alimentar"},"content":{"rendered":"<p><i>No final de dezembro passado [2012], a ag\u00eancia que zela pela seguran\u00e7a alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou para consumo um tipo de salm\u00e3o geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a seguran\u00e7a dos transg\u00eanicos e suas implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, econ\u00f4micas sociais e pol\u00edticas.<\/i><\/p>\n<p>\u00c9 a primeira vez que um animal geneticamente modificado \u00e9 aprovado para consumo humano.<\/p>\n<p>Mas muitos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Brasil, regi\u00f5es em que os organismos geneticamente modificados (OGMs) em quest\u00e3o de poucos anos avan\u00e7aram em velocidade surpreendente dos laborat\u00f3rios aos supermercados, passando por milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas cultiv\u00e1veis, continuam desconfiados da ideia do homem cumprindo um papel supostamente reservado \u00e0 natureza ou \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o &#8211; e guardam na mem\u00f3ria os efeitos nocivos, descobertos tarde demais, de &#8220;maravilhas&#8221; tecnol\u00f3gicas como o DDT e a talidomida.<\/p>\n<p>Boa parte do p\u00fablico ainda teme poss\u00edveis efeitos negativos dos transg\u00eanicos para a sa\u00fade e o meio ambiente.<\/p>\n<p>Pesquisas de opini\u00e3o nos Estados Unidos e na Europa, entretanto, indicam que a resist\u00eancia aos OGMs tem ca\u00eddo, refletindo, talvez, uma tend\u00eancia de gradual mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>As principais academias de ci\u00eancias do mundo e institui\u00e7\u00f5es como a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) s\u00e3o un\u00e2nimes em dizer que os transg\u00eanicos s\u00e3o seguros e que a tecnologia de manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica realizada sob o controle dos atuais protocolos de seguran\u00e7a n\u00e3o representa risco maior do que t\u00e9cnicas agr\u00edcolas convencionais de cruzamento de plantas.<\/p>\n<p>O salm\u00e3o transg\u00eanico, que pode chegar \u00e0s mesas de jantar em 2014, ser\u00e1 o primeiro animal geneticamente modificado (GM) consumido pelo homem.<\/p>\n<p>V\u00e1rios produtos GM j\u00e1 est\u00e3o nos supermercados, um fato que pode ter escapado a muitos consumidores &#8211; apesar da (discreta) rotulagem obrigat\u00f3ria, no Brasil e na UE, de produtos com at\u00e9 1% de componentes transg\u00eanicos.<\/p>\n<p>A BBC Brasil preparou uma lista com 10 produtos e derivados que busca revelar como os transg\u00eanicos entraram, est\u00e3o tentando ou mesmo falharam na tentativa de entrar na cadeia alimentar.<\/p>\n<p><b>MILHO<\/b><\/p>\n<p>Com as variantes transg\u00eanicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, n\u00e3o \u00e9 de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laborat\u00f3rio, um gene para torn\u00e1-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deix\u00e1-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia que aprova os pedidos de comercializa\u00e7\u00e3o de OGMs.<\/p>\n<p>O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que voc\u00ea encontra nos supermercados. H\u00e1 tamb\u00e9m os v\u00e1rios subprodutos \u2013 amido, glucose \u2013 usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.<\/p>\n<p>O milho puro transg\u00eanico n\u00e3o \u00e9 vendido para consumo humano na Uni\u00e3o Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transg\u00eanicos s\u00e3o proibidos para consumo \u2013 exceto um tipo de batata, que recentemente foi autorizado, pela Comiss\u00e3o Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos Estados Unidos, ele \u00e9 liberado e n\u00e3o existe a rotula\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>\u00d3LEOS DE COZINHA<\/b><\/p>\n<p>Os \u00f3leos extra\u00eddos de soja, milho e algod\u00e3o, os tr\u00eas campe\u00f5es entre as culturas geneticamente modificadas \u2013 e cujas sementes s\u00e3o uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o mercado mundial \u2013 chegam \u00e0s prateleiras com a reputa\u00e7\u00e3o \u201cmanchada\u201d mais pela sua origem do que pela presen\u00e7a de DNA ou prote\u00edna transg\u00eanica. No processo de refino desses \u00f3leos, os componentes transg\u00eanicos s\u00e3o praticamente eliminados. Mesmo assim, suas embalagens s\u00e3o rotuladas no Brasil e nos pa\u00edses da UE.<\/p>\n<p><b>SOJA<\/b><\/p>\n<p>No mundo todo, o grosso da soja transg\u00eanica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de cria\u00e7\u00e3o &#8211; que n\u00e3o ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou n\u00e3o. O subproduto mais comum para consumo humano \u00e9 o \u00f3leo (ver acima), mas h\u00e1 ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso, todos com prote\u00ednas transg\u00eanicas (a n\u00e3o ser que tenham vindo de soja n\u00e3o transg\u00eanica). No Brasil, onde a soja transg\u00eanica ocupa quase um ter\u00e7o de toda a \u00e1rea dedicada \u00e0 agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas \u2013 uma delas tamb\u00e9m \u00e9 resistente a insetos.<\/p>\n<p><b>MAM\u00c3O PAPAYA<\/b><\/p>\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o o maior importador de papaya do mundo \u2013 a maior parte vem do M\u00e9xico e n\u00e3o \u00e9 transg\u00eanica. Mas muitos americanos apreciam a papaya local, produzida no Hava\u00ed, Fl\u00f3rida e Calif\u00f3rnia. Cerca de 85% da papaya do Hava\u00ed, que tamb\u00e9m \u00e9 exportada para Canad\u00e1, Jap\u00e3o e outros pa\u00edses, vem de uma variedade geneticamente modifica para combater um v\u00edrus devastador para a planta. N\u00e3o \u00e9 vendida no Brasil, nem na Europa.<\/p>\n<p><b>QUEIJO<\/b><\/p>\n<p>Aqui n\u00e3o se trata de um alimento derivado de um OGM, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu processamento. A quimosina, uma enzima importante na coagula\u00e7\u00e3o de lactic\u00ednios, era tradicionalmente extra\u00edda do est\u00f4mago de cabritos \u2013 um procedimento custoso e &#8220;cruel&#8221;. Biotecn\u00f3logos modificaram micro-organismos como bact\u00e9rias, fungos ou fermento com genes de est\u00f4magos de animais, para que estes produzissem quimosina. A enzima \u00e9 isolada em um processo de fermenta\u00e7\u00e3o em que esses micro-organismos s\u00e3o mortos. A quimosina resultante deste processo &#8211; e que depois \u00e9 inserida no soro do queijo \u2013 \u00e9 tida como id\u00eantica \u00e0 que era extra\u00edda da forma tradicional. Essa enzima \u00e9 pioneira entre os produtos gerados por OGMs e est\u00e1 no mercado desde os anos 90. Notem que o queijo, em todo seu processo de produ\u00e7\u00e3o, s\u00f3 teve contato com a quimosina &#8211; que n\u00e3o \u00e9 um OGM, \u00e9 um produto de um OGM. Al\u00e9m disso, a quimosina \u00e9 eliminada do produto final. Por isso, o queijo escapa da rotula\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>P\u00c3O, BOLOS e BISCOITOS<\/b><\/p>\n<p>Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer p\u00e3o, continuam sendo plantados de forma convencional e n\u00e3o h\u00e1 variedades geneticamente modificadas em vista. Mas v\u00e1rios ingredientes usados em p\u00e3o e bolos v\u00eam da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em propor\u00e7\u00e3o pequena), \u00f3leo e agentes emulsificantes como lecitina. Outros componentes podem derivar de milho transg\u00eanico, como glucose e amido. Al\u00e9m disso, h\u00e1, entre os aditivos mais comuns, alguns que podem originar de micro-organismos modificados, como \u00e1cido asc\u00f3rbico, enzimas e glutamato. Dependendo da propor\u00e7\u00e3o destes elementos transg\u00eanicos no produto final (acima de 1%), ele ter\u00e1 que ser rotulado.<\/p>\n<p><b>ABOBRINHA<\/b><\/p>\n<p>Seis variedades de abobrinha resistentes a tr\u00eas tipos de v\u00edrus s\u00e3o plantadas e comercializadas nos Estados Unidos e Canada. Ela n\u00e3o \u00e9 vendida no Brasil ou na Europa.<\/p>\n<p><b>ARROZ<\/b><\/p>\n<p>Uma das maiores fontes de calorias do mundo, mesmo assim, o cultivo comercial de variedades modificadas fica, por enquanto, na promessa. V\u00e1rios tipos de arroz est\u00e3o sendo testados, principalmente na China, que busca um cultivo resistente a insetos. Falou-se muito no <i>golden rice<\/i>, uma variedade enriquecida com beta-caroteno, desenvolvida por cientistas su\u00ed\u00e7os e alem\u00e3es. O &#8220;arroz dourado&#8221;, com potencial de reduzir problemas de sa\u00fade ligados \u00e0 defici\u00eancia de vitamina A, est\u00e1 sendo testado em pa\u00edses do sudeste asi\u00e1tico e na China, onde foi piv\u00f4 de um recente esc\u00e2ndalo: dois dirigentes do projeto foram demitidos depois de den\u00fancias de que pais de crian\u00e7as usadas nos testes n\u00e3o teriam sido avisados de que elas consumiriam alimentos geneticamente modificados.<\/p>\n<p><b>FEIJ\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), ligada ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, conseguiu em 2011 a aprova\u00e7\u00e3o na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feij\u00e3o resistente ao v\u00edrus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no pa\u00eds e na Am\u00e9rica do Sul. As sementes devem ser distribu\u00eddas aos produtores brasileiros &#8211; livre de royalties \u2013 em 2014, o que pode ajudar o pa\u00eds a se tornar autossuficiente no setor. \u00c9 o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica brasileira.<\/p>\n<p><b>SALM\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da FDA, o p\u00fablico e institui\u00e7\u00f5es americanos t\u00eam um prazo de 60 dias (iniciado em 21 de dezembro) para se manifestar sobre o salm\u00e3o geneticamente modificado para crescer mais r\u00e1pido. Em seguida, a ag\u00eancia analisar\u00e1 os coment\u00e1rios para decidir se submete o produto a uma nova rodada de an\u00e1lises ou se o aprova de vez. Francisco Arag\u00e3o, pesquisador respons\u00e1vel pelo laborat\u00f3rio de engenharia gen\u00e9tica da Embrapa, disse \u00e0 BBC Brasil que tem acompanhado o caso do salm\u00e3o &#8220;com interesse&#8221;, e que n\u00e3o tem d\u00favidas sobre sua seguran\u00e7a para consumo humano. &#8220;A d\u00favida \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao impacto no meio ambiente. (Mesmo criado em cativeiro) O salm\u00e3o poderia aumentar sua popula\u00e7\u00e3o muito rapidamente e eventualmente eliminar popula\u00e7\u00f5es de peixes nativos. As probabilidades de risco para o meio ambiente s\u00e3o baixas, mas n\u00e3o s\u00e3o zero&#8230;na natureza n\u00e3o existe o zero&#8221;.<\/p>\n<p><b>E ESTES N\u00c3O DERAM CERTO\u2026<\/b><\/p>\n<p>A primeira fruta aprovada para consumo nos Estados Unidos foi um tomate modificado para aumentar sua vida \u00fatil ap\u00f3s a colheita, o &#8220;Flavr Savr tomato&#8221;. Ele come\u00e7ou a ser vendida em 94, mas sua produ\u00e7\u00e3o foi encerrada em 97, e a empresa que o produziu, a Calgene, acabou sendo comprada pela Monsanto. O tomate, mais caro e de pouco apelo ao consumidor, n\u00e3o emplacou. O mesmo ocorreu com uma batata resistente a pesticidas, lan\u00e7ada em 95 pela Monsanto: a New Leaf Potato. Apesar de boas perspectivas iniciais, ele n\u00e3o se mostrou economicamente rent\u00e1vel o suficiente para entusiasmar fazendeiros e foi tirada do mercado em 2001.<\/p>\n<p><b>Mais:<\/b><\/p>\n<ul>\n<li><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2013\/02\/130207_transgenicos_cultivo_tp.shtml\" >Pela 1\u00aa vez, transg\u00eanicos ocupam mais da metade da \u00e1rea plantada no Brasil<\/a><\/li>\n<li><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2013\/02\/130207_transgenicos_seguranca_tp.shtml\" >Testes &#8216;s\u00e3o robustos o suficiente&#8217;, diz especialista<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2013\/02\/130207_transgenicos_lista_tp.shtml\" >Go to Original \u2013 bbc.co.uk<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salm\u00e3o: \u00c9 a primeira vez que um animal geneticamente modificado \u00e9 aprovado para consumo humano. 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