{"id":300016,"date":"2025-07-28T12:01:50","date_gmt":"2025-07-28T11:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=300016"},"modified":"2025-08-04T12:39:29","modified_gmt":"2025-08-04T11:39:29","slug":"portugues-quais-sao-os-civilizados-quais-os-barbaros-e-quais-os-selvagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2025\/07\/portugues-quais-sao-os-civilizados-quais-os-barbaros-e-quais-os-selvagens\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Quais S\u00e3o os Civilizados, Quais os B\u00e1rbaros, e Quais os Selvagens?"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2025\/08\/who-are-the-civilized-who-are-the-barbarians-who-are-the-savages\/\" >Read in English<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Um convite para o leitor analisar e decidir quais s\u00e3o os pa\u00edses, povos e\/ou culturas que podem ser considerados <\/em><\/strong><strong>civilizados<em> no s\u00e9culo XXI&#8211;mais propriamente, em 2025.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/cultura-logo.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-156760 size-medium\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/cultura-logo-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/cultura-logo-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/cultura-logo-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/cultura-logo-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/cultura-logo.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Uma civiliza\u00e7\u00e3o ou cultura \u00e9 definida como o conjunto de costumes, tradi\u00e7\u00f5es, \u00e9ticas, valores, l\u00edngua, m\u00fasica, dan\u00e7a, cozinha, vestu\u00e1rio, religi\u00e3o, e organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica de um povo, grupo \u00e9<\/em>tnico, tribo, ou na\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os ingleses do s\u00e9culo XIX classificaram os povos e ra\u00e7as em<em> Civilizados, B\u00e1rbaros<\/em> e <em>Selvagens<\/em>, com base nas respectivas \u201cevolu\u00e7\u00f5es\u201d. Eles baseavam-se primariamente em tr\u00eas factores: a Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o, de Charles Darwin; a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, nas origens do capitalismo industrial; e a Reforma da Igreja Cat\u00f3lica, o cisma de onde surgiu o Protestantismo. Falsas premissas que levaram a falsas conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Tal\u00a0classifica\u00e7\u00e3o tornou o campo f\u00e9rtil para o aparecimento de uma \u00e9tica capitalista\/protestante, a qual produziria o sistema capitalista de hoje.<\/p>\n<p>A Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o (n\u00e3o uma\u00a0<em>ci\u00eancia,<\/em> mas uma <em>teoria<\/em>)\u00a0 postula que s\u00f3 as mais capazes, dentre as v\u00e1rias esp\u00e9cies de organismos vivos, sobrevivem e evoluem. Darwin rotulou sua teoria de <em>Survival of the Fittest<\/em> ou <em>Sobreviv\u00eancia dos Mais Aptos<\/em>. Essa competi\u00e7\u00e3o pela sobreviv\u00eancia e evolu\u00e7\u00e3o seria em termos gen\u00e9ticos, biol\u00f3gicos e de capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e\/ou muta\u00e7\u00e3o, relativamente ao meio ambiente de onde teriam evolu\u00eddo e onde habitassem. Os seres humanos foram rotulados de <em>Homo Sapiens<\/em>, representantes da esp\u00e9cie supostamente mais evolu\u00edda -os <em>mais aptos<\/em>. Os<em> civilizados, b\u00e1rbaros<\/em> e <em>selvagens<\/em> representavam uma tentativa de hierarquiza\u00e7\u00e3o dos <em>Homo Sapiens<\/em>.<\/p>\n<p>Falar em \u00e9tica capitalista \u00e9 incorrer numa contradi\u00e7\u00e3o em termos, pois o capitalismo n\u00e3o possui uma \u00e9tica, mas um \u00fanico valor preponderante que s\u00e3o os lucros. Por outro lado, a \u00e9tica protestante baseia-se no Antigo Testamento da B\u00edblia e na doutrina de Martinho Lutero de que Deus, uma entidade supostamente idosa, masculina e de cor branca, distribui Suas b\u00ean\u00e7\u00e3os em forma de riquezas materiais \u00e0queles mais merecedores e pelos quais sinta maior afeto. O subtexto \u00e9 que pobres s\u00e3o pobres porque s\u00e3o pecadores. E Jesus, o messias filho de Deus, era judeu, branco. As pe\u00e7as se encaixam historicamente.<\/p>\n<ul>\n<li>Na categoria <em>Civilizados<\/em> estariam os imp\u00e9rios coloniais europeus, brancos e crist\u00e3os, sendo os pr\u00f3prios anglo-sax\u00f5es os civilizados por excel\u00eancia.<\/li>\n<li>Rotulados de <em>B\u00e1rbaros<\/em> estariam os asi\u00e1ticos (de pele amarela), os povos nomades, \u00e1rabes, esquim\u00f3s, todos os n\u00e3o-crist\u00e3os (pag\u00e3os), assim como todas as ra\u00e7as de pele escura que n\u00e3o estivessem na categoria de selvagens, como por exemplo os indianos.<\/li>\n<li>Finalmente, os <em>Selvagens<\/em> seriam os habitantes da \u00c1frica negra, os \u00edndios do continente americano, os assim chamados <em>primitivos<\/em> das ilhas do Pac\u00edfico: abor\u00edgenes, maoris, polin\u00e9sios, melan\u00e9sios, macron\u00e9sios, etc., e os canibais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>As duas \u00fanicas civiliza\u00e7\u00f5es respeitadas pelos <em>Civilizados<\/em> desta auto intitulada Civiliza\u00e7\u00e3o Ocidental eram a grega e a romana, suas progenitoras.<\/p>\n<p>Havia ainda os escravos, provenientes dos quadros dos selvagens, que no s\u00e9culo XIX eram predominantemente capturados dos povos nativos da \u00c1frica sub-sahariana e das Am\u00e9ricas. Os crist\u00e3os acreditavam que estes selvagens, tal como os animais, \u00a0n\u00e3o possuiam uma alma. Da\u00ed a legalidade e moralidade da sua objetifica\u00e7\u00e3o pelos crist\u00e3os que os vendiam como mercadoria.<\/p>\n<p>Um corol\u00e1rio de tais doutrinas e cren\u00e7as foram as tentativas de \u2018civilizar\u2019 os b\u00e1rbaros e os selvagens atrav\u00e9s de miss\u00f5es crist\u00e3s que levariam religiosos europeus aos continentes africano, americano e asi\u00e1tico, bem como\u00a0\u00e0s ilhas do Pac\u00edfico, no intuito de evangeliza-los. Tais miss\u00f5es deram lugar a genoc\u00eddios e exterm\u00ednios de na\u00e7\u00f5es e povos nativos que se recusassem a ser \u2018evangelizados\u2019 e \u2018civilizados\u2019. A Espanha (Corona de Castilla) \u00e9 um exemplo extremo disto nas Am\u00e9ricas do Sul e Central. Essas miss\u00f5es existem e persistem at\u00e9 os nossos dias se bem que em n\u00fameros\u00a0irris\u00f3rios e sem muita influ\u00eancia e credibilidade.<\/p>\n<div id=\"attachment_156685\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Barbarians.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-156685\" class=\"wp-image-156685\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Barbarians.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Barbarians.jpg 800w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Barbarians-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Barbarians-768x463.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-156685\" class=\"wp-caption-text\">B\u00e1rbaros?<\/p><\/div>\n<p><strong>Do Primeiro ao Terceiro Mundo<\/strong><\/p>\n<p>O s\u00e9culo XX testemunhou uma muta\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o inglesa, com o advento do comunismo na Europa do leste. A conceptualiza\u00e7\u00e3o das divis\u00f5es foi ent\u00e3o redefinida como <em>Primeiro Mundo, Segundo Mundo<\/em> e <em>Terceiro Mundo. <\/em><\/p>\n<ul>\n<li>No \u00e2mbito do <em>Primeiro Mundo<\/em> ficaram agrupadas as sociedades capitalistas mais afluentes que fossem dominantes economica, pol\u00edtica e\/ou militarmente, e cujos cidad\u00e3os fossem judeo-crist\u00e3os de cor branca.<\/li>\n<li>Como <em>Segundo Mundo<\/em> foram rotulados todos aqueles que adotaram a economia comunista\/marxista-ateus.<\/li>\n<li>E como <em>Terceiro Mundo<\/em> ficou todo o resto: pobres, arremediados, b\u00e1rbaros, selvagens, todos os povos de cor, etc., ou seja, a maioria dos seres humanos no planeta.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Deus continua sendo uma entidade branca que premia com riquezas materiais, e os judeo-crist\u00e3os, \u00fanicos seres civilizados, permanecem como o Seu povo eleito.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial as divis\u00f5es passaram a ser conhecidas como <em>Pa\u00edses Desenvolvidos, Pa\u00edses em Desenvolvimento<\/em> e <em>Pa\u00edses Subdesenvolvidos.<\/em> Estes r\u00f3tulos permanecem em vigor at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n<p>Nesta nova caracteriza\u00e7\u00e3o todas as considera\u00e7\u00f5es n\u00e3o-economicas foram ent\u00e3o descartadas. O Jap\u00e3o e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, por exemplo, foram aceites no clube exclusivista dos Desenvolvidos do Primeiro Mundo Civilizado, apesar de os japoneses serem orientais, n\u00e3o crist\u00e3os e n\u00e3o brancos, e de os sovi\u00e9ticos serem comunistas e ateus.<\/p>\n<p>Os EUA reclamaram a lideran\u00e7a mundial aos ingleses, e a \u00e9tica capitalista\/protestante, com os anglo-sax\u00f5es sempre na vanguarda, evidentemente, adquiriu um <em>momentum<\/em> irresist\u00edvel e impar\u00e1vel, com a ci\u00eancia e a tecnologia a tornarem-se servos dos senhores do capital, das riquezas e dos recursos do planeta.<\/p>\n<p>O desfecho da II Guerra Mundial foi o fator determinante para o estabelecimento definitivo do imp\u00e9rio da economia de mercado capitalista. Esta sobrepujou o socialismo\/comunismo e hoje reina soberana sobre todos os governos do planeta, cujas for\u00e7as armadas, pol\u00edcias e servi\u00e7os de intelig\u00eancia manipula e usa contra tudo e qualquer um que ouse desafia-la.<\/p>\n<p><strong>Escravid\u00e3o da Mente e a Falta de \u00c9tica<\/strong><\/p>\n<p>Paralelamente desenvolveu-se uma unifica\u00e7\u00e3o -cumplicidade, diria- entre elites economicas, militares, pol\u00edticas, religiosas, intelectuais e cient\u00edficas de todos os pa\u00edses, nas tr\u00eas categorias. A Nova Ordem Mundial do terceiro mil\u00e9nio caracteriza-se por <em>haves<\/em> vs <em>have nots<\/em> ou seja, quem acumula dinheiro vs quem\u00a0\u00e9 impedido de faze-lo. O n\u00famero de bilion\u00e1rios cresce exponencialmente ao alastramento da mis\u00e9ria: os famosos 1% contra os restantes 99% da popula\u00e7\u00e3o mundial. A guerra de classes que a perspic\u00e1cia de Karl Marx previu\u2013tamb\u00e9m h\u00e1 dois s\u00e9culos atr\u00e1s\u2013acertando na mosca.<\/p>\n<p>As posi\u00e7\u00f5es tendem a radicalizar-se mais e mais com um decr\u00e9scimo de movimenta\u00e7\u00e3o vertical entre classes tanto de pa\u00edses como de indiv\u00edduos, se bem que os pa\u00edses da BRICS (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul) estejam a romper com o passado e a delinear seus pr\u00f3prios futuros. J\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o apenas pa\u00edses, mas sobretudo indiv\u00edduos e fam\u00edlias, economicamente desenvolvidos e\/ou subdesenvolvidos. Hoje a escravid\u00e3o \u00e9 da mente, da consci\u00eancia, de consumidores, eleitores e trabalhadores. A Mecca \u00e9 Wall Street. \u00c9 uma divis\u00e3o t\u00e3o \u00f3bvia quanto insidiosa, sem \u00e9tica, ou valores morais ou humanit\u00e1rios. A meta \u2013os lucros, favores, privil\u00e9gios e poderes- justifica quaisquer meios. Ser\u00e1 que esta sobreviv\u00eancia dos mais aptos tem algo a ver com aquela preconizada por Darwin dois s\u00e9culos antes?\u00a0 Ser\u00e1 isto tudo <em>natural<\/em>?<\/p>\n<p>Devemos extinguir da nossa psique coletiva a ideia de que os seres humanos nascem naturalmente divididos em tr\u00eas classes economicas, sociais, ou outras quaisquer. Aprendemos a raciocinar em termos da Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o [uma teoria e n\u00e3o uma\u00a0ci\u00eancia, repito], que implica competi\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de coopera\u00e7\u00e3o. A nomenclatura tem mudado e se adaptado a novas condi\u00e7\u00f5es, mas o pre-conceito permanece. O preconceito, este sim, deve ser eliminado.<\/p>\n<p>O capitalismo global n\u00e3o \u00e9, e nem deve ser encarado, como a \u00faltima palavra. Sua maior defici\u00eancia reside no facultar uma (re)distribui\u00e7\u00e3o de riquezas desigual, injusta e desleal entre capitalistas-acionistas e trabalhadores-assalariados, e entre produtores e consumidores. A crueldade, agressividade e ego\u00edsmo resultantes deste sistema\u00a0<em>contra natura<\/em> atingiram um escopo e uma escala inusitados neste come\u00e7o de s\u00e9culo, principalmente entre elites inter-nacionais que, aliadas, constituem-se na aristocracia que nutre e mant\u00e9m a fam\u00edlia real dos pa\u00edses industrializados, os mais aptos dentre os <em>Mais<\/em> Aptos do Primeiro Mundo Capitalista, dito Civilizado. Uma engenharia s\u00f3cio-economica falsa, ilus\u00f3ria e n\u00e3o-compat\u00edvel com a intelig\u00eancia, a imagina\u00e7\u00e3o e a nobreza de car\u00e1ter inatas dos seres humanos e da humanidade, reveladas nas artes, na cultura, na ci\u00eancia, at\u00e9 mesmo nas novas tecnologias infelizmente empregadas prim\u00e1riamente para matar, controlar e dominar com finalidades de lucros ego\u00edstas.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas pilares das altas finan\u00e7as e <em>movers<\/em> internacionais s\u00e3o 1\u00ba- petr\u00f3leo, 2\u00ba- armamentos (legais e ilegais) e 3\u00ba- drogas (legais e ilegais). O capitalismo internacional tornou-se irremediavelmente dependente das actividades do crime organizado. Governantes fazem-se ref\u00e9ns de suas cumplicidades ilegais com <em>lobbies<\/em>. A m\u00e1fia entrou para o sistema e imp\u00f4s sua \u00e9tica. Este estado de coisas n\u00e3o se resolve com terrorismo, mas sim com mudan\u00e7as radicais n\u00e3o s\u00f3 nos paradigmas de estruturas economicas, pol\u00edticas e sociais, mas tamb\u00e9m e principalmente nas mentes, nas consci\u00eancias individuais que se constituem no ventre da realidade. N\u00f3s constru\u00edmos nossas pr\u00f3prias realidades.<\/p>\n<div id=\"attachment_157417\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buddhism-tibet-culture.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-157417\" class=\"wp-image-157417\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buddhism-tibet-culture.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buddhism-tibet-culture.jpg 720w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/buddhism-tibet-culture-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-157417\" class=\"wp-caption-text\">A Cultura Budista Tibetana transcende a classifica\u00e7\u00e3o civilizados-b\u00e1rbaros-selvagens. PxHere.com<\/p><\/div>\n<p><strong>Necessidade de Uma Alternativa<\/strong><\/p>\n<p>Para cada Josef Stalin h\u00e1 um Gandhi. Para cada George Bush (com ou sem W.) h\u00e1 um Nelson Mandela. Quem n\u00e3o \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o \u00e9, por necessidade, parte do problema num mundo com uma popula\u00e7\u00e3o recorde de 8 bilh\u00f5es de pessoas interdependentes em todos os aspectos, onde todos afetam todos e ningu\u00e9m \u00e9 uma ilha.<\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel que as sociedades classificadas como <em>Civilizadas, Primeiro Mundo<\/em> ou <em>Desenvolvidas, <\/em>lideradas pelos EUA e o Ocidente, ret\u00eam as r\u00e9deas do mercado, da pol\u00edtica, da economia e da cultura mundiais, sendo as principais produtoras de armamentos b\u00e9licos, tecnologia, ci\u00eancia e poluentes atmosf\u00e9ricos, bem como de riqueza (ou pobreza, dependendo do ponto de vista) e valores materialistas. Assim sendo, elas ret\u00eam tamb\u00e9m a parcela maior da responsabilidade pelo desenrolar dos acontecimentos a n\u00edvel global e pela mis\u00e9ria que se alastra pelo <em>Terceiro Mundo<\/em>. Ap\u00f3s a fragmenta\u00e7\u00e3o da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica o n\u00famero de membros dos subdesenvolvidos aumentou, n\u00e3o porque a pobreza tenha se expandido, mas porque os r\u00f3tulos mudaram de lugar. Em ingl\u00eas h\u00e1 uma rima a prop\u00f3sito, <em>the West and the Rest<\/em>, o Ocidente e o Resto.<\/p>\n<p>Necessitamos de uma alternativa vi\u00e1vel \u2013mais benigna- \u00e0 economia \u2018<em>trickle down<\/em>\u2019 que lenta e inexoravelmente corr\u00f3i e desgasta o esp\u00edrito e a nobreza de car\u00e1cter de todos, quer sejam rotulados, e acreditem ser, civilizados, b\u00e1rbaros ou selvagens.<\/p>\n<p>Tornamo-nos escravos do monstro que n\u00f3s pr\u00f3prios criamos. A chamada \u00e9tica capitalista\/protestante \u00e9 ultrajante, ignominiosa. Deus n\u00e3o \u00e9 o Deus dos ricos de cor branca. Isto \u00e9 uma incongru\u00eancia, uma heresia, primitivismo puro.<\/p>\n<p>O nosso paradigma mental deve mudar, tanto individual como coletivamente, para coopera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o-violencia, resolu\u00e7\u00e3o de conflitos por meios pac\u00edficos, e uma partilha\u2013com equidade e reciprocidade\u2013dos recursos do planeta, ao inv\u00e9s de uma competi\u00e7\u00e3o letal e insana pelos mesmos; passando pela elimina\u00e7\u00e3o de nacionalismos doentios e de patriotismos sociopatas e homicidas que matam <em>en masse<\/em> e <em>legalmente<\/em>.<\/p>\n<p>Nossas constru\u00e7\u00f5es mentais devem ser modificadas, mas por n\u00f3s pr\u00f3prios, pela <em>Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, e n\u00e3o por autoridades estatais ou outras com poderes\u00a0por n\u00f3s pr\u00f3prios delegados. Se n\u00e3o houvessem soldados, logicamente n\u00e3o haveriam guerras, pois generais\u00a0n\u00e3o se digladiam m\u00fatuamente. Devemos atingir um grau de civiliza\u00e7\u00e3o que prescinda de autoridade, pol\u00edcia, justi\u00e7a, militarismo, armas de todo tipo e tamanho, e outros instrumentos de controle e\/ou destrui\u00e7\u00e3o individuais e\/ou coletivos. Utopia? Eu acredito que n\u00e3o, se trabalharmos para isto.<\/p>\n<p>Unidos em nossa diversidade e aceitando nossas diferen\u00e7as talvez possamos, num futuro qualquer, adquirir uma <em>Consci\u00eancia de Seres Civilizados \u2013<\/em>e agir como tal. Sem esta mudan\u00e7a paradigmatica de consci\u00eancia, no entanto, qualquer outra ser\u00e1 improv\u00e1vel. E a teoria mi\u00f3pica e etnocentrista de Darwin continuar\u00e1 a influenciar nossas vidas e nossos coportamentos&#8211;individuais e coletivos.<\/p>\n<p>__________________________________________________<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/antonio2025.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-297732\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/antonio2025-224x300.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"134\" \/><\/a><em>Antonio Carlos da Silva Rosa (Antonio C. S. Rosa), nascido em 1946, \u00e9 editor-fundador do site pioneiro de Jornalismo de Paz <\/em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/\" >TRANSCEND Media Service-TMS<\/a><em> (desde 2008), assistente do Prof. Johan Galtung, Secret\u00e1rio do Conselho Internacional da <\/em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/\" ><em>Rede TRANSCEND para a Paz, Desenvolvimento e Meio Ambiente<\/em><\/a><em>, e <strong>recipiente do <\/strong><\/em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2017\/09\/tms-editor-receives-prize-for-peace-and-social-justice\/\" ><strong>Pr\u00eamio Anthony J. Marsella<\/strong><\/a><strong><em> para a Psicologia da Paz e da Justi\u00e7a Social 2017, dos Psic\u00f3logos para Responsabilidade Social<\/em><\/strong><em>. Antonio integra a <\/em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.humiliationstudies.org\/whoweare\/board03.php#silva-rosa\" ><em>Global Advisory Board<\/em><\/a><em> of <\/em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.humiliationstudies.org\/index.php\" ><em>Human Dignity and Humiliation Studies,<\/em><\/a><em> concluiu o curr\u00edculo de doutorado (Ph.D.) em Ci\u00eancia Pol\u00edtica-Estudos de Paz e possui um mestrado em Ci\u00eancia Pol\u00edtica-Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela <\/em><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/manoa.hawaii.edu\/\" >Universidade do Hava\u00ed<\/a><em>. Nascido no Brasil, atualmente vive no Porto, Portugal. Foi educado nos EUA onde viveu por 20 anos. Tem vivido na Europa\/\u00cdndia desde 1994. <strong>Livros<\/strong>: <\/em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tup\/index.php?book=45\" >Transcender e Transformar: Uma Introdu\u00e7\u00e3o ao Trabalho de Conflitos<\/a><em> (de Johan Galtung, tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, 2004); <\/em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tup\/index.php?book=27\" >Peace Journalism: 80 Galtung Editorials on War and Peace <\/a><em>(2010, editor);<\/em>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tup\/index.php?book=32\" >Cobertura de Conflitos: Jornalismo para a Paz<\/a><em> (de Johan Galtung, Jake Lynch e Annabel McGoldrick, tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, 2010). Artigos no <\/em>TMS <em>por Antonio <\/em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/author\/?a=Antonio+C.+S.+Rosa\" ><em>AQUI<\/em><\/a><em>. Videos <\/em><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=s8eGqj6fpmY&amp;t=3s\" ><em>AQUI<\/em><\/a><em> e <\/em><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7h4dcCKWYN0\" ><em>AQUI<\/em><\/a><em>. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um convite para o leitor analisar e decidir quais s\u00e3o os pa\u00edses, povos e\/ou culturas que podem ser considerados civilizados no s\u00e9culo XXI&#8211;mais propriamente, em 2025.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":297732,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[295,290,3405,2830,825,2223],"class_list":["post-300016","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-original-languages","tag-civilization","tag-culture","tag-homo-barbaricus","tag-homo-sapiens","tag-savages","tag-tribalism"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300016"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300016\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":300577,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300016\/revisions\/300577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media\/297732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}