{"id":3481,"date":"2010-01-21T00:00:00","date_gmt":"2010-01-21T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2010\/01\/portuguese-eua-ja-tem-13-bases-militares-em-torno-da-venezuela\/"},"modified":"2010-01-21T00:00:00","modified_gmt":"2010-01-21T00:00:00","slug":"portuguese-eua-ja-tem-13-bases-militares-em-torno-da-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2010\/01\/portuguese-eua-ja-tem-13-bases-militares-em-torno-da-venezuela\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE) EUA J\u00c1 T\u00caM 13 BASES MILITARES EM TORNO DA VENEZUELA"},"content":{"rendered":"<p><em>Barack Obama parece ter deixado o Pent&aacute;gono de m&atilde;os livres neste tema. E Hugo Ch&aacute;vez denuncia que est&aacute; sendo tramada uma agress&atilde;o contra o pa&iacute;s.<br \/><\/em><br \/>A chegada de Hugo Ch&aacute;vez ao poder, na Venezuela, em 2 de fevereiro de 1999, coincidiu com um acontecimento militar traum&aacute;tico para os Estados Unidos: o fechamento de sua principal instala&ccedil;&atilde;o militar na regi&atilde;o, a base Howard, situada no Panam&aacute; (fechada em virtude dos Tratados Torrijos-Carter, de 1977).<\/p>\n<p>Em troca, o Pent&aacute;gono escolheu quatro localidades para controlar a regi&atilde;o: Manta, no Equador; Comalapa, em El Salvador, e as ilhas de Aruba e Curazao (de soberania holandesa). A suas &ndash; por assim dizer &ndash;&ldquo;tradicionais&rdquo; miss&otilde;es de espionagem, acrescentou novas atribui&ccedil;&otilde;es oficiais a estas bases (vigiar o narcotr&aacute;fico e combater a imigra&ccedil;&atilde;o clandestina para os EUA) e outras tarefas encobertas: lutar contra os insurgentes colombianos; controlar os fluxos de petr&oacute;leo e minerais, os recursos de &aacute;gua doce e a biodiversidade. Mas, desde o in&iacute;cio, seus principais objetivos foram vigiar a Venezuela e desestabilizar a Revolu&ccedil;&atilde;o Bolivariana.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s os atentados de 11 de setembro de 2001, o Secret&aacute;rio de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, definiu uma nova doutrina militar para enfrentar o &ldquo;terrorismo internacional&rdquo;. Modificou a estrat&eacute;gia de deslocamento no exterior, fundada na exist&ecirc;ncia de enormes bases dotados de numeroso pessoal. E decidiu substituir essas mega-bases por um n&uacute;mero mais elevado de Foreing Operating Location (FOL) e de Cooperative Security Locations (CSL), com pouco pessoal militar, mas equipado com tecnologias ultramodernas de detec&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Resultado: em pouco tempo, a quantidade de instala&ccedil;&otilde;es militares estadunidenses no estrangeiro de multiplicou, alcan&ccedil;ando a ins&oacute;lita soma de 865 bases de tipo FOL ou CSL distribu&iacute;das em 46 pa&iacute;ses. Jamais na hist&oacute;ria uma pot&ecirc;ncia multiplicou de tal modo seus postos militares de controle para espalhar-se pelo planeta.<\/p>\n<p>Na Am&eacute;rica Latina, a reorganiza&ccedil;&atilde;o de bases permitiu que a de Manta (Equador) colaborasse com o fracassado golpe de Estado de 11 de abril de 2002 contra o presidente Ch&aacute;vez. A partir da&iacute;, uma campanha midi&aacute;tica dirigida por Washington come&ccedil;ou a difundir falsas informa&ccedil;&otilde;es sobre a suposta presen&ccedil;a neste pa&iacute;s de c&eacute;culas de organiza&ccedil;&otilde;es como Ham&aacute;s, Hezbol&aacute; e at&eacute; Al Qaeda.<\/p>\n<p>Com o pretexto de vigiar tais movimentos e em repres&aacute;lia contra o governo de Caracas que, em maio de 2004, p&ocirc;s fim a meio s&eacute;culo de presen&ccedil;a militar estadunidense na Venezuela, o Pent&aacute;gono ampliou o uso de suas bases militares nas ilhas de Aruba e Curazao, situadas muito perto das costas venezuelanas, onde ultimamente tem se incrementado a visita de navios de guerra dos EUA. Esse fato foi recentemente denunciado pelo presidente Ch&aacute;vez:<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; bom que a Europa saiba que o imp&eacute;rio norte-americano est&aacute; armando-se at&eacute; os dentes, enchendo de avi&otilde;es e navios de guerra as ilhas de Aruba e Curazao. (&#8230;) Estou acusando a Holanda de estar preparando, junto com o imp&eacute;rio yanqui, uma agress&atilde;o contra a Venezuela&rdquo; (1).<\/p>\n<p>Em 2006, come&ccedil;a-se a falar em Caracas do &ldquo;socialismo do s&eacute;culo XXI, nasce a Alian&ccedil;a Bolivariana para as Am&eacute;ricas (ALBA) e Hugo Ch&aacute;vez &eacute; reeleito presidente. Washington reage impondo um embargo sobre a venda de armas para a Venezuela, sob o pretexto de que Caracas &ldquo;n&atilde;o colabora suficientemente na guerra contra o terrorismo&rdquo;. Os avi&otilde;es F-16 da For&ccedil;a A&eacute;rea Venezuela ficaram sem pe&ccedil;as de reposi&ccedil;&atilde;o. Diante desta situa&ccedil;&atilde;o, as autoridades venezuelanas estabeleceram um acordo com a R&uacute;ssia para dotar a sua for&ccedil;a a&eacute;rea de avi&otilde;es Sukhoi. Washington denunciou um suposto &ldquo;rearmamento massivo&rdquo; da Venezuela, omitindo que os principais or&ccedil;amentos militares na Am&eacute;rica Latina, hoje, s&atilde;o os do Brasil, da Col&ocirc;mbia e do Chile. E que, a cada ano, a Col&ocirc;mbia recebe uma ajuda militar estadunidense de 630 milh&otilde;es de d&oacute;lares.<\/p>\n<p>A partir da&iacute;, os acontecimentos se aceleram. No dia 1&deg; de mar&ccedil;o de 2008, apoiadas pela base de Manta, as for&ccedil;as colombianas atacam um acampamento das For&ccedil;as Armadas Revolucionarias da Col&ocirc;mbia (FARC), situado no interior do territ&oacute;rio do Equador. Quito, em repres&aacute;lia, decide n&atilde;o renovar o acordo sobre a base de Manta, que vencia em novembro de 2009. Washington respondeu, no m&ecirc;s seguinte, com a reativa&ccedil;&atilde;o da IV Frota (desativada em 1948, h&aacute; 60 anos&#8230;) cuja miss&atilde;o &eacute; vigiar a costa atl&acirc;ntica da Am&eacute;rica do Sul. Um m&ecirc;s mais tarde, os Estados sulamericanos, reunidos em Bras&iacute;lia, replicam criando a Uni&atilde;o de Na&ccedil;&otilde;es Sulamericanas (UNASUL) e, em mar&ccedil;o de 2009, o Conselho de Defesa Sulamericano.<\/p>\n<p>Algumas semanas depois, o embaixador do EUA em Bogot&aacute; anuncia que a base de Manta seria transferida para Palanquero, na Col&ocirc;mbia.<\/p>\n<p>Em junho, com o apoio da base estadunidense de Soto Cano, se produz o golpe de Estado em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya que havia conseguido integrar seu pa&iacute;s na ALBA. Em agosto, o pent&aacute;gono anuncia que ter&aacute; sete novas bases militares na Col&ocirc;mbia. E, em outubro, o presidente conservador do Panam&aacute;, Ricardo Martinelli, admite que cedeu aos EUA o uso de quatro novas bases militares.<\/p>\n<p>Deste modo, a Venezuela e a Revolu&ccedil;&atilde;o Bolivariana se v&ecirc;em hoje rodeadas por nada menos do que 13 bases estadunidenses na Col&ocirc;mbia, Panam&aacute;, Aruba e Curazao, assim como pelos porta-avi&otilde;es e navios de guerra da IV Frota. O presidente Obama parece ter deixado o Pent&aacute;gono de m&atilde;os livres neste tema. Tudo anuncia uma agress&atilde;o iminente. Os povos da Am&eacute;rica Latina consentir&atilde;o que um novo crime contra a democracia seja cometido na regi&atilde;o?<\/p>\n<p>(1) Discurso no Encontro da ALBA com movimentos sociais da Dinamarca, em Copenhague, dia 17 de dezembro de 2009<\/p>\n<p>_______________________<em><\/p>\n<p>Ignacio Ramonet &eacute; jornalista, foi diretor do <\/em>Le Monde Diplomatique<em> entre 1990 e 2008.<\/p>\n<p>Tradu&ccedil;&atilde;o: Katarina Peixoto<\/em><br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/v01\/agencia\/analise\/eua-ja-tem-13-bases-militares-em-torno-da-venezuela\/view\" ><br \/>GO TO ORIGINAL &ndash; BRASIL DE FATO<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barack Obama parece ter deixado o Pent&aacute;gono de m&atilde;os livres neste tema. 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