{"id":3502,"date":"2010-01-26T00:00:00","date_gmt":"2010-01-26T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/2010\/01\/portuguese-anistia-internacional-denuncia-abusos-de-governo-interino-de-honduras\/"},"modified":"2010-01-26T00:00:00","modified_gmt":"2010-01-26T00:00:00","slug":"portuguese-anistia-internacional-denuncia-abusos-de-governo-interino-de-honduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2010\/01\/portuguese-anistia-internacional-denuncia-abusos-de-governo-interino-de-honduras\/","title":{"rendered":"(PORTUGUESE) ANISTIA INTERNACIONAL DENUNCIA ABUSOS DE GOVERNO INTERINO DE HONDURAS"},"content":{"rendered":"<p>Na v&eacute;spera da posse do novo presidente de Honduras, Porfirio Lobo, a organiza&ccedil;&atilde;o de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional tornou p&uacute;blica uma s&eacute;rie de den&uacute;ncias sobre supostos abusos cometidos pelo governo interino do pa&iacute;s, que assumiu ap&oacute;s a deposi&ccedil;&atilde;o do presidente Manuel Zelaya, em junho do ano passado, e deixa o poder nesta quarta-feira.<\/p>\n<p>De acordo com a Anistia Internacional, agentes de seguran&ccedil;a do governo de Honduras fizeram &ldquo;uso excessivo da for&ccedil;a&rdquo; durante os protestos que se seguiram &agrave; deposi&ccedil;&atilde;o de Zelaya, em 28 de junho.<\/p>\n<p>Citando como fonte &ldquo;dezenas de testemunhas&rdquo; ouvidas durante visitas a Honduras, a organiza&ccedil;&atilde;o afirma que as for&ccedil;as hondurenhas cometeram &ldquo;execu&ccedil;&otilde;es ilegais&rdquo;, &ldquo;torturas&rdquo; e que foram registradas &ldquo;pris&otilde;es arbitr&aacute;rias&rdquo; contra membros da oposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Centenas de pessoas que se opunham ao &lsquo;golpe de Estado&rsquo; foram agredidas e detidas pelas for&ccedil;as de seguran&ccedil;a durante os protestos nos meses seguintes (&agrave; deposi&ccedil;&atilde;o de Zelaya). Mais de dez teriam sido mortas durante os conflitos, de acordo com relatos&rdquo;, diz o documento publicado pela Anistia Internacional.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a entidade, ativistas de direitos humanos, l&iacute;deres oposicionistas e ju&iacute;zes teriam sido alvo de amea&ccedil;as e intimida&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, teriam sido registrados relatos de abusos sexuais contra meninas e mulheres.<\/p>\n<p>Procurado pela reportagem da BBC Brasil, o Comiss&aacute;rio Nacional de Direitos Humanos de Honduras, Ram&oacute;n Custodio L&oacute;pez, ligado ao governo interino de Roberto Micheletti, afirmou estar em uma reuni&atilde;o e disse que n&atilde;o poderia comentar as den&uacute;ncias.<\/p>\n<p>A BBC Brasil tamb&eacute;m entrou em contato com outros membros do governo provis&oacute;rio do pa&iacute;s centro-americano, mas as liga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram retornadas at&eacute; o final da noite de segunda-feira.<\/p>\n<p>Crise <\/p>\n<p>A deposi&ccedil;&atilde;o de Manuel Zelaya &ndash; que queria convocar um referendo sobre uma reforma constituinte que poderia aprovar sua reelei&ccedil;&atilde;o, proibida pela Carta Magna hondurenha &ndash; mergulhou o pa&iacute;s em uma profunda crise pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Zelaya foi expulso do pa&iacute;s em junho, mas retornou secretamente em 21 de setembro, abrigando-se na embaixada brasileira, onde ainda permanece mais de quatro meses depois.<\/p>\n<p>Uma s&eacute;rie de protestos de partid&aacute;rios de Zelaya fez com que o governo interino, liderado pelo antigo presidente do Congresso, Roberto Micheletti, decretasse, em 26 de setembro, estado de s&iacute;tio no pa&iacute;s, limitando liberdades individuais e autorizando o fechamento de emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o ligadas aos oposicionistas.<\/p>\n<p>O estado de s&iacute;tio foi suspenso pelo governo em 5 de outubro, ap&oacute;s a diminui&ccedil;&atilde;o dos protestos da oposi&ccedil;&atilde;o. Pouco mais de um m&ecirc;s depois, em 29 de novembro, foram realizadas novas elei&ccedil;&otilde;es, que deram vit&oacute;ria a Porfirio Lobo, do Partido Nacional.<\/p>\n<p>Anistia <\/p>\n<p>No documento divulgado nesta ter&ccedil;a-feira, a Anistia Internacional pede que Lobo, que toma posse nesta quarta, ordene uma investiga&ccedil;&atilde;o a respeito dos supostos abusos contra os direitos humanos denunciados.<\/p>\n<p>&ldquo;O presidente Lobo deve garantir um novo come&ccedil;o para os Direitos Humanos em Honduras ao garantir que os abusos cometidos desde o golpe de Estado n&atilde;o sejam esquecidos e fiquem impunes&rdquo;, diz no documento Kerrie Howard, vice-diretora da Anistia Internacional para as Am&eacute;ricas.<\/p>\n<p>Apesar do apelo, Porf&iacute;rio Lobo est&aacute; empenhado para que seja aprovada uma lei de anistia no pa&iacute;s, que perdoaria eventuais delitos pol&iacute;ticos cometidos tanto por Zelaya e seus partid&aacute;rios como por Micheletti e membros do governo interino.<\/p>\n<p>&ldquo;Minha luta ser&aacute; para que o Estado hondurenho tenha anistia pol&iacute;tica, deve estar estabelecido o perd&atilde;o pol&iacute;tico por parte do Estado&rdquo;, disse Lobo em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa hondurenha na semana passada.<\/p>\n<p>O tema deve ser analisado pela nova legislatura do Congresso Nacional hondurenho, que tomou posse nesta segunda-feira.<br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2010\/01\/100126_honduras_anistia_caio_vdm.shtml\" ><br \/>GO TO ORIGINAL &ndash; BBC BRASIL<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na v&eacute;spera da posse do novo presidente de Honduras, Porfirio Lobo, a organiza&ccedil;&atilde;o de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional tornou p&uacute;blica uma s&eacute;rie de den&uacute;ncias sobre supostos abusos cometidos pelo governo interino do pa&iacute;s, que assumiu ap&oacute;s a deposi&ccedil;&atilde;o do presidente Manuel Zelaya, em junho do ano passado, e deixa o poder nesta quarta-feira. 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