{"id":37177,"date":"2013-12-02T12:00:51","date_gmt":"2013-12-02T12:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=37177"},"modified":"2015-05-05T22:20:15","modified_gmt":"2015-05-05T21:20:15","slug":"portugues-a-senciencia-e-a-defesa-dos-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2013\/12\/portugues-a-senciencia-e-a-defesa-dos-animais\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A Senci\u00eancia e a Defesa dos Animais"},"content":{"rendered":"<p>A senci\u00eancia dos animais \u00e9 fato comprovado cientificamente desde dezembro de 2012.<\/p>\n<p>Um grupo de neurocientistas canadenses, chefiados pelo doutor Philip Low, ao fazer estudos comparados, cotejando o c\u00e9rebro humano ao de um animal, concluiu e subscreveu um manifesto ao mundo cient\u00edfico que os animais possuem consci\u00eancia como todos n\u00f3s. Inclusive emo\u00e7\u00f5es, sentimentos, o que, na verdade, j\u00e1 se sabia empiricamente. Agora, h\u00e1 respaldo cient\u00edfco, e Low citou tamb\u00e9m algo marcante \u2014 agora, n\u00e3o poderemos mais dizer que n\u00e3o sab\u00edamos.<\/p>\n<p>Entendia-se, primeiramente, que o c\u00f3rtex cerebral na esp\u00e9cie humana seria o respons\u00e1vel pela consci\u00eancia. Mas, depois de reiterados estudos, concluiu-se que as zonas cerebrais respons\u00e1veis pela intelig\u00eancia, mem\u00f3ria, bondade s\u00e3o as mesmas entre humanos e animais.<\/p>\n<p>Sabe-se hoje que os animais sentem tristeza, alegria, por outro animal ou ser humano, no caso, seu tutor. O luto animal, por exemplo, pode alterar o comportamento dele, provocando apatia e letargia.<\/p>\n<p>\u00c0 luz dos fatos e cientes n\u00f3s destas novidades, haver\u00e1 imperiosa necessidade de vermos os animais com olhos diferenciados da bondade e do respeito. Infelizmente, durante mil\u00eanios, os animais foram vistos como seres de quinta categoria, a servi\u00e7o da Humanidade, atrav\u00e9s da alimenta\u00e7\u00e3o e do esfor\u00e7o, sempre em benef\u00edcio de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo 17, Ren\u00e9 Descartes, proeminente fil\u00f3sofo que cunhou a emblem\u00e1tica frase Penso, logo existo, trazia consigo uma concep\u00e7\u00e3o meramente radical e antropol\u00f3gica, ou seja, que os animais eram seres mec\u00e2nicos, desprovidos de dor, portanto, amplamente favor\u00e1vel \u00e0s pesquisas laboratoriais, como a pr\u00e1tica da vivissec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na verdade, essa \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o paradoxal, haja vista que um homem inteligent\u00edssimo, respons\u00e1vel pelo pensamento cartesiano, n\u00e3o poderia pensar desta forma t\u00e3o cruel e imprudente. Mais tarde, ao final do s\u00e9culo 19, o fisiologista franc\u00eas Claude Bernard definiu-se amplamente favor\u00e1vel a esta pr\u00e1tica, possuindo no s\u00f3t\u00e3o de sua casa um biot\u00e9rio para estes fins, vivisseccionando os animais. Sua esposa e filha, n\u00e3o suportando mais os gritos dos animais, abandonaram-no, mudando-se de resid\u00eancia e criando a primeira institui\u00e7\u00e3o francesa na defesa dos animais.<\/p>\n<p>Hoje, finalmente, sabemos que os animais come\u00e7am a ser vistos com mais respeito, principalmente, por parte de nossa sociedade, e, inclusive, a cada dia que passa, novos adeptos e simpatizantes da causa em sua defesa surgem, aumentando o contingente de pessoas defensoras dos animais. Os governantes, a partir de agora, ter\u00e3o que atender ao clamor popular a favor dos animais, defendendo leis mais r\u00edgidas, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 atual, t\u00e3o incipiente e n\u00e3o punitiva para crimes de maus-tratos.<\/p>\n<p>No momento a lei que ampara e protege os animais, no caso Lei federal 9.605\/98, artigo 32, ainda \u00e9 t\u00edmida, superficial, incipiente, n\u00e3o punindo os que mutilam, abandonam, maltratam os mesmos. Todavia, com a reverbera\u00e7\u00e3o da causa animal no Brasil, comiss\u00f5es na defesa dos animais surgem a todo instante e, aqui no Rio de Janeiro, temos a CPDA\/OAB, Comiss\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, assim como comiss\u00f5es da Alerj e C\u00e2mara Municipal.<\/p>\n<p>No Brasil, s\u00e3o aproximadamente tr\u00eas milh\u00f5es os animais abandonados. Contudo, estamos nos fortalecendo para debelar o inc\u00eandio da omiss\u00e3o na defesa desta causa.<\/p>\n<p>________________________<\/p>\n<p><i>Gilberto Pinheiro, jornalista, \u00e9 defensor dos animais e ex-apresentador de programas de r\u00e1dio web dentro da Universidade Candido Mendes.<\/i><i><\/i><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/sociedade-aberta\/noticias\/2013\/11\/22\/a-senciencia-e-a-defesa-dos-animais\/\" >Go to Original \u2013 jb.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de neurocientistas canadenses, chefiados pelo doutor Philip Low, ao fazer estudos comparados, cotejando o c\u00e9rebro humano ao de um animal, concluiu e subscreveu um manifesto ao mundo cient\u00edfico que os animais possuem consci\u00eancia como todos n\u00f3s. 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