{"id":45597,"date":"2014-08-04T12:00:48","date_gmt":"2014-08-04T11:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=45597"},"modified":"2015-05-05T21:30:47","modified_gmt":"2015-05-05T20:30:47","slug":"portugues-harvey-a-violencia-nas-ruas-e-o-fim-do-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2014\/08\/portugues-harvey-a-violencia-nas-ruas-e-o-fim-do-capital\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Harvey: A viol\u00eancia nas ruas e o fim do capital"},"content":{"rendered":"<p><em>O artigo\u00a0a seguir \u00e9 um trecho editado do mais recente livro de David Harvey,<\/em><em>\u00a0<\/em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/dezessete-contradic%C3%B5es\" >17 contradi\u00e7\u00f5es e o fim do capitalismo<\/a><em>, em que o ge\u00f3grafo brit\u00e2nico\u00a0identifica e disseca didaticamente todas as\u00a0contradi\u00e7\u00f5es do capital segundo a an\u00e1lise feita por Marx \u2013 para ele, seriam exatamente dezessete. Neste trecho, Harvey procura\u00a0tecer os fios de um novo humanismo revolucion\u00e1rio,\u00a0entre a contradit\u00f3ria\u00a0prolifera\u00e7\u00e3o de ONGs e as explos\u00f5es violentas nas ruas do mundo.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_45598\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/David-Harvey.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-45598\" class=\"size-thumbnail wp-image-45598\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/David-Harvey-150x150.jpg\" alt=\"David Harvey\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/David-Harvey-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/David-Harvey-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/David-Harvey.jpg 879w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-45598\" class=\"wp-caption-text\">David Harvey<\/p><\/div>\n<p>Em poucas palavras, o\u00a0problema com a tradi\u00e7\u00e3o humanista \u00e9 que ela n\u00e3o internaliza uma boa compreens\u00e3o de suas pr\u00f3prias e inescap\u00e1veis contradi\u00e7\u00f5es internas\u00a0\u2013 algo mais claramente evidenciado\u00a0no caso da contradi\u00e7\u00e3o entre liberdade e domina\u00e7\u00e3o.\u00a0O resultado \u00e9 o que Frantz Fanon caracterizou como \u201chumanitarismo ins\u00edpido\u201d. H\u00e1 evid\u00eancias suficientes disso em seu <em>revival<\/em> recente.\u00a0A tradi\u00e7\u00e3o burguesa e liberal de humanismo secular acaba formando uma base \u00e9tica piegas para uma moraliza\u00e7\u00e3o ineficaz sobre o triste estado do mundo e para a constru\u00e7\u00e3o de campanhas, igualmente ineficazes, contra os males da pobreza cr\u00f4nica e da degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>\u00c9 provavelmente por essa raz\u00e3o que o fil\u00f3sofo franc\u00eas Louis Althusser lan\u00e7ou sua ferrenha e influente campanha na d\u00e9cada de 1960 para\u00a0extirpar do marxismo todo o falat\u00f3rio sobre socialismo humanista e aliena\u00e7\u00e3o. O humanismo do jovem Marx, conforme expresso nos<em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/manuscritos-economico-filosoficos\" >Manuscritos econ\u00f4mico-filos\u00f3ficos<\/a><\/em><em> de 1844<\/em>, insistia Althusser, estaria separado do Marx cient\u00edfico d\u2019<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/o-capital\" ><em>O capital<\/em><\/a> por uma \u201cruptura epistemol\u00f3gica\u201d \u2013 algo que estar\u00edamos ignorando a preju\u00edzo pr\u00f3prio. O humanismo marxista, ele escrevia, \u00e9 pura ideologia, teoricamente vazio\u00a0e politicamente enganoso \u2013 se n\u00e3o mesmo perigoso. A devo\u00e7\u00e3o de um dedicado marxista como Antonio Gramsci ao \u201chumanismo absoluto da hist\u00f3ria humana\u201d era, na vis\u00e3o de Althusser, completamente deslocada.<\/p>\n<p>O enorme aumento e a natureza das atividades compactualizantes das ONGs humanistas ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas parece\u00a0sustentar as cr\u00edticas de Althusser. O crescimento do complexo \u201ccaridoso-industrial\u201d reflete principalmente a necessidade de aumentar a \u201clavagem de consci\u00eancia\u201d para uma oligarquia mundial que vem\u00a0dobrando sua riqueza e poder de anos em anos em meio \u00e0\u00a0estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Seu trabalho tem feito muito pouco ou quase nada para lidar com a degrada\u00e7\u00e3o e despossess\u00e3o humana, ou\u00a0com\u00a0a degrada\u00e7\u00e3o ambiental que se alastra. Isto se d\u00e1, estruturalmente, porque\u00a0as organiza\u00e7\u00f5es anti-pobreza precisam operar\u00a0sem jamais intervir na continuada acumula\u00e7\u00e3o de riqueza, de onde tiram seu pr\u00f3prio sustento. Se todos que trabalhassem em uma organiza\u00e7\u00e3o anti-pobreza passassem, da noite para o dia, a promover pol\u00edticas anti-riqueza, logo nos ver\u00edamos vivendo em um mundo bem diferente. Pouqu\u00edssimos doadores caridosos \u2013 nem mesmo Peter Buffett, eu suspeito \u2013 iriam financiar uma coisa dessas. E as ONGs, que agora est\u00e3o no centro do problema, n\u00e3o iriam de todo modo querer isso (apesar de haver\u00a0muitos indiv\u00edduos no interior do mundo das ONGs que estariam dispostos a tal, mas que simplesmente n\u00e3o podem).<\/p>\n<p>Fanon, \u00e9 claro, choca muitos humanistas liberais com seu endosso\u00a0de uma viol\u00eancia necess\u00e1ria e sua rejei\u00e7\u00e3o da\u00a0via conciliat\u00f3ria. Como, ele se pergunta, a n\u00e3o-viol\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel numa situa\u00e7\u00e3o estruturada pela <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/violencia\" >viol\u00eancia sistem\u00e1tica<\/a> exercida pelos colonizadores? Que sentido tem uma popula\u00e7\u00e3o faminta declarar\u00a0greve de fome? Por que, como Herbert Marcuse se perguntava, dever\u00edamos ser persuadidos pelas virtudes de toler\u00e2ncia para com o intoler\u00e1vel? Em um mundo dividido, onde o poder colonial define os colonizados como subumanos e malvados por natureza, a concilia\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>N\u00e3o levanto a quest\u00e3o da viol\u00eancia aqui, tampouco o fez o pr\u00f3prio Fanon, porque sou ou ele era favor\u00e1vel a ela. Ele a sublinhou porque a l\u00f3gica das situa\u00e7\u00f5es humanas t\u00e3o frequentemente se deteriora a ponto de n\u00e3o restar nenhuma outra op\u00e7\u00e3o. At\u00e9 Ghandi reconheceu isso.<\/p>\n<p>Mas a ordem social do capital \u00e9 essencialmente muito diferente de suas manifesta\u00e7\u00f5es coloniais? Aquela ordem certamente buscou se distanciar, em casa, do\u00a0c\u00e1lculo cruel\u00a0da viol\u00eancia colonial (algo como um mal necess\u00e1rio a ser aplicado sobre os outros, incivilizados, \u2018de l\u00e1\u2019 para seu pr\u00f3prio bem). Ela teve de disfar\u00e7ar, em casa, a inumanidade descarada que demonstrava no exterior. \u2018Do lado de l\u00e1\u2019 as coisas poderiam ser deslocada para\u00a0fora de nosso campo de vis\u00e3o e de audi\u00e7\u00e3o. S\u00f3 agora, por exemplo, a viol\u00eancia cruel da supress\u00e3o brit\u00e2nica do movimento Mau Mau no Qu\u00eania na d\u00e9cada de 1960 est\u00e1 sendo completamente reconhecida.<\/p>\n<p>Quando o capital passa perto de tal inumanidade em casa ele tipicamente elicia uma resposta semelhante \u00e0quela dos colonizados. Na medida em que ele abra\u00e7ou a viol\u00eancia racial\u00a0em casa, como o fez nos Estados Unidos, produziu movimentos como os Panteras Negras e a Na\u00e7\u00e3o de Isl\u00e3 com seus lideres como Malcom X e, em seus \u00faltimos dias, Martin Luther King, que viu a liga\u00e7\u00e3o entre ra\u00e7a e classe e sofreu as consequ\u00eancias decorrentes. Mas o capital aprendeu uma li\u00e7\u00e3o. O quanto mais ra\u00e7a e classe se entrela\u00e7am, mais r\u00e1pido o pavio revolucion\u00e1rio queima.<\/p>\n<p>Mas o que Marx deixa t\u00e3o claro em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/o-capital\" ><em>O capital<\/em><\/a> \u00e9 a <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/violencia\" >viol\u00eancia di\u00e1ria<\/a> constitu\u00edda na domina\u00e7\u00e3o do capital sobre o trabalho no mercado e no ato de produ\u00e7\u00e3o, bem como no terreno da vida di\u00e1ria. Qu\u00e3o f\u00e1cil n\u00e3o \u00e9 pegar\u00a0descri\u00e7\u00f5es das condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u00a0contempor\u00e2neas,\u00a0por exemplo, nas f\u00e1bricas de eletr\u00f4nicos de Shenzesn, nas f\u00e1bricas de roupas em Bangladesh ou as confec\u00e7\u00f5es clandestinas de Los Angeles,\u00a0e encaix\u00e1-las, sem preju\u00edzo, no cl\u00e1ssico cap\u00edtulo de Marx sobre a jornada de trabalho n\u2019<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/o-capital\" ><em>O capital<\/em><\/a>? Qu\u00e3o surpreendentemente f\u00e1cil n\u00e3o \u00e9 pegar as condi\u00e7\u00f5es de vida das classes trabalhadoras, dos marginalizados e desempregados em Lisboa, S\u00e3o Paulo e Jacarta, e as justaporem \u00e0 cl\u00e1ssica descri\u00e7\u00e3o de Engels em 1844 em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/a-situacao-da-classe-trabalhadora-na-inglaterra\" ><em>A situa\u00e7\u00e3o\u00a0da classe trabalhadora na Inglaterra<\/em><\/a>?<\/p>\n<p>O privil\u00e9gio e o poder olig\u00e1rquicos da classe capitalista est\u00e3o levando o mundo em uma dire\u00e7\u00e3o semelhante em quase toda a parte. O poder pol\u00edtico \u2013 sustentado por uma vigil\u00e2ncia, um policiamento e uma viol\u00eancia militarizada intensificantes \u2013 est\u00e1 sendo usado para atacar o bem-estar de popula\u00e7\u00f5es inteiras tidas como\u00a0dispens\u00e1veis. Diariamente testemunhamos a\u00a0desumaniza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de povos descart\u00e1veis. Implac\u00e1vel, o\u00a0poder olig\u00e1rquico est\u00e1 agora sendo exercido por uma democracia totalit\u00e1ria destinada a interromper, fragmentar e suprimir qualquer movimento pol\u00edtico coerente organizado contra a riqueza\u00a0(como o <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/occupy\" ><em>occupy<\/em><\/a>, por exemplo). A arrog\u00e2ncia e o desprezo com que os afluentes agora veem os\u00a0menos abastados \u2013 mesmo quando (particularmente quando) em disputa uns com os outros por tr\u00e1s de portas fechadas para mostrar\u00a0quem pode ser o mais caridoso de todos \u2013 s\u00e3o fatos not\u00e1veis de nossa atual condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A \u201clacuna de empatia\u201d entre a oligarquia e o resto \u00e9 imensa, e n\u00e3o para de crescer. Os oligarcas confundem renda superior com valor humano superior e consideram seu sucesso econ\u00f4mico como evid\u00eancia de seu conhecimento superior do mundo (ao inv\u00e9s de produto de seu controle\u00a0superior sobre as artimanhas da contabilidade e sobre determinadas ferramentas legais). Eles n\u00e3o sabem ouvir o sofrimento\u00a0do mundo porque n\u00e3o podem e n\u00e3o v\u00e3o deliberadamente\u00a0confrontar seu papel na constru\u00e7\u00e3o dessa situa\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o v\u00eaem e n\u00e3o podem ver suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es. Os bilion\u00e1rios irm\u00e3os Koch doam caridosamente a uma universidade como a MIT ao ponto de constru\u00edrem uma linda creche\u00a0para o corpo docente merecedor de l\u00e1 enquanto simultaneamente esbanjando incont\u00e1veis milh\u00f5es de d\u00f3lares em apoio financeiro a um movimento pol\u00edtico<em>\u00a0<\/em>(liderado pela fac\u00e7\u00e3o do Tea Party) no congresso estadunidense que corta vale-alimenta\u00e7\u00e3o e nega bem-estar, suplementos nutricionais e creches\u00a0para milh\u00f5es vivendo na ou perto da mis\u00e9ria absoluta.<\/p>\n<p>\u00c9 num clima pol\u00edtico como este que as erup\u00e7\u00f5es violentas e imprevis\u00edveis que est\u00e3o ocorrendo por todo o mundo episodicamente (<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/cidades-rebeldes\" >da Turquia e do Egito ao Brasil e \u00e0\u00a0Su\u00e9cia s\u00f3 em 2013<\/a>) parecem mais e mais como tremores pr\u00e9vios de um terremoto vindouro que far\u00e1 das lutas revolucion\u00e1rias p\u00f3s-coloniais da d\u00e9cada de 1960 parecerem brincadeira de crian\u00e7a. Se h\u00e1 um fim do capital, ent\u00e3o isto \u00e9 certamente de onde ele vir\u00e1 e suas consequ\u00eancias imediatas dificilmente se provar\u00e3o felizes para qualquer um. Isso \u00e9 o que Fanon t\u00e3o claramente nos ensina.<\/p>\n<p>A \u00fanica esperan\u00e7a \u00e9 que a massa da humanidade ver\u00e1 o perigo antes que a podrid\u00e3o v\u00e1 longe demais e o dano humano e ambiental se torne grande demais para consertar. Diante do que o Papa Francisco com raz\u00e3o chama de \u201cglobaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a\u201d, \u00e9 imperativo que as massas globais, como Fanon bem disse, \u201cresolvam despertar, sacudir o c\u00e9rebro e cessar de tomar parte no jogo irrespons\u00e1vel da bela adormecida no bosque.\u201d (<em>Os condenados da terra<\/em>, Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1968, p.85). Se a bela adormecida despertar a tempo, ent\u00e3o talvez possamos esperar um final mais com cara de\u00a0conto de fadas. O \u201chumanismo absoluto da hist\u00f3ria humana\u201d, escreveu Gramsci, \u201cn\u00e3o visa a resolu\u00e7\u00e3o pacifica das contradi\u00e7\u00f5es existentes na hist\u00f3ria e na sociedade mas, ao contr\u00e1rio, \u00e9 a pr\u00f3pria teoria dessas contradi\u00e7\u00f5es\u201d. A esperan\u00e7a est\u00e1 latente nelas, disse Bertolt Brecht. Existem\u00a0suficientes \u2013 <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/dezessete-contradic%C3%B5es\" >dezessete<\/a>\u00a0\u2013 cativantes\u00a0contradi\u00e7\u00f5es no interior no dom\u00ednio do capital para semear\u00a0o solo da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>_______________________________<\/p>\n<p><em>David Harvey<\/em><em> \u00e9 um dos marxistas mais influentes da atualidade, reconhecido internacionalmente por seu trabalho de vanguarda na an\u00e1lise geogr\u00e1fica das din\u00e2micas do capital. \u00c9 professor de antropologia da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade da Cidade de Nova York (The City University of New York \u2013 Cuny) na qual leciona desde 2001. Foi tamb\u00e9m professor de geografia nas universidades Johns Hopkins e Oxford. Seu livro <\/em><em>Condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna<\/em><em> (Loyola, 1992) foi apontado pelo <\/em><em>Independent<\/em><em> como um dos 50 trabalhos mais importantes de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o publicados desde a Segunda Guerra Mundial. Seus livros mais recentes s\u00e3o\u00a0<\/em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/301\" >O enigma do capital<\/a>, <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/343\" >Para entender\u00a0O capital, livro I<\/a><em>\u00a0e<\/em> O novo imperialismo.<\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o de Artur Renzo para o Blog da Boitempo.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2014\/07\/31\/harvey-a-violencia-nas-ruas-e-o-fim-do-capital\/\" >Go to Original \u2013 blogdaboitempo.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trecho editado do mais recente livro de David Harvey, 17 contradi\u00e7\u00f5es e o fim do capitalismo, onde o brit\u00e2nico identifica e disseca didaticamente todas as contradi\u00e7\u00f5es do capital segundo a an\u00e1lise feita por Marx \u2013 para ele, seriam exatamente dezessete.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-45597","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45597\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}