{"id":48372,"date":"2014-10-13T12:00:35","date_gmt":"2014-10-13T11:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=48372"},"modified":"2015-05-05T21:29:39","modified_gmt":"2015-05-05T20:29:39","slug":"portugues-uniao-homoafetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2014\/10\/portugues-uniao-homoafetiva\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Uni\u00e3o Homoafetiva"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Afrique-et-droits-des-minorit\u00e9s-sexuelles.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-48181\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Afrique-et-droits-des-minorit\u00e9s-sexuelles.jpg\" alt=\"Afrique et droits des minorit\u00e9s sexuelles\" width=\"200\" height=\"113\" \/><\/a>A lei do div\u00f3rcio foi sancionada em 1977, quando a sociedade apresentava numerosos casos de casamentos desfeitos e reconstru\u00e7\u00e3o de vida conjugal sem respaldo legal \u00e0 nova fam\u00edlia. Apesar da oposi\u00e7\u00e3o eclesial, a vida real mostrava n\u00famero crescente de descasados reunidos a outros parceiros, n\u00e3o raro em rela\u00e7\u00f5es duradouras, sem lei para amparar vi\u00favas e filhos, estes estigmatizados como \u201cbastardos\u201d. As m\u00e1s l\u00ednguas usavam termos derrogat\u00f3rios para definir pessoas separadas que tinham novos companheiros.\u00a0 Era a fobia \u00e0 uni\u00e3o de um homem e uma mulher sem legitima\u00e7\u00e3o legal nem b\u00ean\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>Foi preciso haver numerosos casos de casais do mesmo sexo, para a postura judicial mudar (como teve de mudar face \u00e0 necessidade do div\u00f3rcio) e o Estado regulamentar \u00a0pens\u00e3o, heran\u00e7a, guarda de filhos, ado\u00e7\u00e3o, \u00a0protegendo legalmente participantes da chamada uni\u00e3o homoafetiva. Isto a\u00e7ulou avers\u00f5es e rep\u00fadio, at\u00e9 mesmo violento.\u00a0 Alguns s\u00e3o obcecados raivosos quanto ao homossexualismo. N\u00e3o seria a homofobia um dist\u00farbio psiqui\u00e1trico? Eduardo Jorge, m\u00e9dico, pol\u00edtico e candidato \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica pelo Partido Verde,\u00a0 em entrevista \u00e0 revista \u00c9poca, disse: \u201c&#8230; O que afeta minha vida, sua vida, o fato de um rapaz ir l\u00e1, casar com outro rapaz e viver tranquilamente sem me prejudicar em nada? Isso [a homofobia] \u00e9 de pasmar. \u00c9 falta do que fazer\u201d.<\/p>\n<p>Seria s\u00e1bio manter Igreja e Estado separados, neste e noutros assuntos, porque onde s\u00e3o entremeados, pelo mundo a fora, n\u00e3o d\u00e1 certo. Para as igrejas em geral, casamento \u00e9 uni\u00e3o sagrada entre homem e mulher. Elas tem pleno direito de determinar princ\u00edpios e regras para os seus membros e estes, de aplic\u00e1-los \u00e0 pr\u00f3pria vida. Infelizmente, ao tratar de gays e l\u00e9sbicas, \u00a0certos crist\u00e3os tendem a esquecer \u00a0ensinamentos basilares do cristianismo: o n\u00e3o julgar e a miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>________________________<\/p>\n<p><em>Tereza Halliday, &#8220;Artes\u00e3 de Textos&#8221; \u2013 Prof\u00aa aposentada da UFRPe, <\/em><em>Ph.D. em Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela University of Maryland-EUA. A<\/em><em>nalista de discurso, jornalista, v\u00e1rios livros publicados, entre ret\u00f3rica e literatura infanto-juvenil. Trabalha com editora\u00e7\u00e3o de textos.<\/em><\/p>\n<p><em>(Di\u00e1rio de Pernambuco, 6 Outubro, 2014)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> Seria s\u00e1bio manter Igreja e Estado separados, neste e noutros assuntos, porque onde s\u00e3o entremeados, pelo mundo a fora, n\u00e3o d\u00e1 certo. 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