{"id":50581,"date":"2014-12-01T12:10:59","date_gmt":"2014-12-01T12:10:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=50581"},"modified":"2015-05-05T21:27:14","modified_gmt":"2015-05-05T20:27:14","slug":"portugues-nao-culpem-as-telinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2014\/12\/portugues-nao-culpem-as-telinhas\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) N\u00e3o Culpem as Telinhas"},"content":{"rendered":"<p>Os cr\u00edticos de smartphones, tablets, ipads, ipods e ipuds t\u00eam o direito de lamentar a utiliza\u00e7\u00e3o destes instrumentos como a coisa mais importante na vida de muitas pessoas.\u00a0 \u00a0Lastimam a falta de contato face-a-face entre crian\u00e7as, \u00a0num p\u00e1tio de recreio, todas de olho em suas respectivas telinhas; e o isolamento entre namorados numa mesa de restaurante ou passeando no parque, esquecidos de usar os dedos para fazer carinho um no outro em vez de alisar suas respectivas telinhas. Deploram, com raz\u00e3o, o sedentarismo de crian\u00e7as e adolescentes ligados permanentemente nas redes sociais e nos jogos eletr\u00f4nicos, tendo como \u00fanico exerc\u00edcio mover o dedo sobre o visor do seu meio de comunica\u00e7\u00e3o favorito. N\u00e3o se afobem, senhores cr\u00edticos. Pais e outros educadores encontrar\u00e3o solu\u00e7\u00f5es para os efeitos colaterais do primado das tecnologias avan\u00e7adas de comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea, quando usadas sem crit\u00e9rio.<\/p>\n<p>Admiro os que conseguem fazer caber nas 24 horas de um dia, conex\u00f5es com Facebook, Whatsapp, Instagram, blogs, e-mail e ainda trabalhar, cuidar da sa\u00fade e da casa, comer, descansar, viver.\u00a0 N\u00e3o \u00e9 por ser quase analfabeta no manuseio das telinhas, que vou detratar o smartphone, mais \u201csmart\u201d do que eu. Lembrando que este termo ingl\u00eas significa tanto \u201cinteligente\u201d, como \u201cesperto\u201d. E bote esperteza nisto! Deplorar o uso\u00a0 constante das telinhas \u00e9 preconceito dos mais velhos. Us\u00e1-las sem parar \u00e9 babaquice dos mais novos.<\/p>\n<p>Os bem mais velhos, que conheceram tempos sem m\u00e1quina de lavar roupa e at\u00e9 mesmo sem refrigerador em casa, sempre me disseram: \u201cHoje \u00e9 melhor\u201d. O conhecimento de nova t\u00e9cnica (\u00e9 simplesmente este o significado da palavra \u201ctecnologia\u201d), sempre chega desarrumando o jeito de viver, para depois instituir outro jeito irrevog\u00e1vel, \u00a0que se torna h\u00e1bito, saud\u00e1vel ou n\u00e3o. As telinhas que nos abrem mundos e o mundo n\u00e3o s\u00e3o culpadas da falta de no\u00e7\u00e3o e frivolidade de certos usu\u00e1rios ininterruptos e desorientados, que ainda n\u00e3o encontraram o link \u201cbom senso\u201d.<\/p>\n<p>_________________________________<\/p>\n<p><em>Tereza Halliday, &#8220;Artes\u00e3 de Textos&#8221; \u2013 Prof\u00aa aposentada da UFRPe, <\/em><em>Ph.D. em Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela University of Maryland-EUA. A<\/em><em>nalista de discurso, jornalista, v\u00e1rios livros publicados, entre ret\u00f3rica e literatura infanto-juvenil. Trabalha com editora\u00e7\u00e3o de textos.<\/em><\/p>\n<p><em>Di\u00e1rio de Pernambuco 1 dez 2014<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cr\u00edticos de smartphones, tablets, ipads, ipods e ipuds t\u00eam o direito de lamentar a utiliza\u00e7\u00e3o destes instrumentos como a coisa mais importante na vida de muitas pessoas.   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