{"id":51453,"date":"2014-12-22T12:00:43","date_gmt":"2014-12-22T12:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=51453"},"modified":"2015-05-05T21:27:09","modified_gmt":"2015-05-05T20:27:09","slug":"portugues-uruguai-como-funciona-um-clube-de-maconha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2014\/12\/portugues-uruguai-como-funciona-um-clube-de-maconha\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Uruguai: como funciona um \u201cclube de maconha\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_51454\" style=\"width: 470px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/uruguaiclubede-maconhaarquivocluc02.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-51454\" class=\"wp-image-51454 size-full\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/uruguaiclubede-maconhaarquivocluc02.jpg\" alt=\"Plantio de mudas no clube de maconha CLUC-Cultivando a Liberdade, o Uruguai Cresce, em Montevid\u00e9u. Foto: arquivo.\" width=\"460\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/uruguaiclubede-maconhaarquivocluc02.jpg 460w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/uruguaiclubede-maconhaarquivocluc02-300x222.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-51454\" class=\"wp-caption-text\">Plantio de mudas no clube de maconha &#8216;CLUC-Cultivando a Liberdade o Uruguai Cresce&#8217;, em Montevid\u00e9u. Foto: arquivo.<\/p><\/div>\n<p><em>Sai o crime organizado; entram, no cultivo e venda da planta, cidad\u00e3os articulados em cooperativas. Publicidade \u00e9 vedada. Organizam-se mutir\u00f5es, debates e \u201casados\u201d\u2026<\/em><\/p>\n<p>Nos 30 metros quadrados do\u00a0quintal de uma casa comum em Montevid\u00e9u, est\u00e3o plantadas as primeiras mudas do <em>CLUC \u2013 Cultivando a Liberdade o Uruguai Cresce<\/em>, um dos primeiros clubes para cultivo e consumo coletivos de maconha no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por determina\u00e7\u00e3o da lei aprovada no ano passado (que estatiza todo o processo de produ\u00e7\u00e3o, armazenamento e distribui\u00e7\u00e3o da maconha), o clube n\u00e3o possui cartazes que indiquem sua atividade, e seu endere\u00e7o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 difundido pelas redes sociais, tampouco pelos seus integrantes. O boca a boca e as rela\u00e7\u00f5es pessoais s\u00e3o a \u00fanica forma\u00a0de divulga\u00e7\u00e3o\u00a0que usam, e foi suficiente: o Cluc est\u00e1 completo \u2013\u00a0possui 45 s\u00f3cios, m\u00e1ximo permitido pelo governo, e cumpriu com as duas etapas de registro para poder come\u00e7ar a funcionar.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito de apresentar pre\u00e7os \u201ccompetitivos\u201d se estende ao produto final. O clube calcula que poder\u00e1 vender a grama da maconha a seus s\u00f3cios por 28 pesos uruguaios (cerca de R$ 3), valor ligeiramente superior, mas similar, ao que ser\u00e1 estabelecido pelo Estado quando tiver in\u00edcio a venda da droga em farm\u00e1cias: US$ 1 (cerca de R$ 2,5).Diferentemente da maioria dos clubes que tamb\u00e9m come\u00e7ar\u00e3o suas atividades nos pr\u00f3ximos meses, o Cluc funciona como uma cooperativa, o que, segundo dizem, permite oferecer custos mais baixos para seus s\u00f3cios. No clube, a cota mensal de participa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 650 pesos uruguaios (cerca de R$ 65), enquanto em outros a taxa ronda os 2.500 pesos (R$ 250).<\/p>\n<p>\u201cTudo o que recolhermos financiar\u00e1 a continuidade do clube. Queremos diminuir a parte comercial disso. Funcionamos em sistema de autogest\u00e3o, todos participam e trabalham para que existam todas as condi\u00e7\u00f5es ideais de cultivo. Constru\u00edmos juntos a estufa, por exemplo\u201d, conta ao Terra Gustavo Robaina, um dos fundadores do Cluc.<\/p>\n<p>No Cluc est\u00e3o sendo plantadas duas esp\u00e9cies de cannabis: sativa e indica. Robaina afirma que foram adquiridas sementes de diversos lugares. Assim como participaram da constru\u00e7\u00e3o da estufa para o in\u00edcio do plantio, os s\u00f3cios tamb\u00e9m ter\u00e3o de colocar a m\u00e3o na massa na hora da colheita das primeiras plantas, daqui a cerca de seis meses.Os integrantes defendem um modelo \u201cparticipativo, acessivo e inovador\u201d, e gostam de enfatizar que n\u00e3o se trata de promover o uso da droga, mas sim de oferecer informa\u00e7\u00e3o sobre como faz\u00ea-lo de forma respons\u00e1vel. \u201cEssa \u00e9 a nossa linha, as tr\u00eas modalidades de acesso \u00e0 maconha institu\u00eddas pelo governo (autocultivo, clubes e farm\u00e1cias) s\u00e3o v\u00e1lidas em nossa opini\u00e3o. Mas a alternativa do clube inclui trabalho, compromisso e esfor\u00e7o conjuntos. Com os s\u00f3cios, apostamos em um \u2018encantamento\u2019 pelo projeto, pela apropria\u00e7\u00e3o desse modelo de consumo\u201d, diz Robaina. \u201cAqui fazemos churrascos [\u201casados\u201d], conversamos e tamb\u00e9m realizamos atividades de forma\u00e7\u00e3o sobre como ter uma maconha de melhor qualidade, al\u00e9m de dar a possibilidade de que se conhe\u00e7am outros tipos.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos cooperativistas, o Cluc ainda conta com um representante t\u00e9cnico, requisito obrigat\u00f3rio, estabelecido pelo governo. O clube \u00e9 um bra\u00e7o da ONG Proderechos, que desde 2007 defende a descriminaliza\u00e7\u00e3o do mercado de cannabis, al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o de outras tem\u00e1ticas, como a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto e o casamento homossexual, todas bandeiras que viraram lei no Uruguai.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/outras-palavras.net\/outrasmidias\/?p=68376\" >Go to Original \u2013 outras-palavras.net<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sai o crime organizado; entram, no cultivo e venda da planta, cidad\u00e3os articulados em cooperativas. Publicidade \u00e9 vedada. 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