{"id":52722,"date":"2015-01-19T12:14:11","date_gmt":"2015-01-19T12:14:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=52722"},"modified":"2015-05-05T21:26:12","modified_gmt":"2015-05-05T20:26:12","slug":"portugues-a-jaula-de-aco-max-weber-e-o-marxismo-weberiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2015\/01\/portugues-a-jaula-de-aco-max-weber-e-o-marxismo-weberiano\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A Jaula de A\u00e7o, Max Weber e o Marxismo Weberiano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><em>No seu novo livro, Michael L\u00f6wy aborda a paradoxal influ\u00eancia de Max Weber, pensador pessimista e resignado, sobre a teoria cr\u00edtica e revolucion\u00e1ria. Um estudo cativante, nesta \u00e9poca de submiss\u00e3o total a for\u00e7as impessoais &#8211; mercados, finan\u00e7a, d\u00edvida, austeridade &#8211; em que a barb\u00e1rie moderna identificada por Weber volta a apresentar-se como destino inevit\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_52723\" style=\"width: 505px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/marx-weber-jaula-de-a\u00e7o-lowy.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-52723\" class=\"size-full wp-image-52723\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/marx-weber-jaula-de-a\u00e7o-lowy.jpg\" alt=\"A Jaula de A\u00e7o&quot; \u00e9 o mais recente livro de Michael L\u00f6wy.\" width=\"495\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/marx-weber-jaula-de-a\u00e7o-lowy.jpg 495w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/marx-weber-jaula-de-a\u00e7o-lowy-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-52723\" class=\"wp-caption-text\">A Jaula de A\u00e7o&#8221; \u00e9 o mais recente livro de Michael L\u00f6wy.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201cA Jaula de A\u00e7o\u201d \u00e9 o mais recente livro do fil\u00f3sofo marxista Michael L\u00f6wy. Partindo da c\u00e9lebre obra de Max Weber &#8211; A \u00c9tica Protestante e o Esp\u00edrito do Capitalismo -, L\u00f6wy apresenta alguns dos seus aspectos menos destacados, nomeadamente a cr\u00edtica liberal de Weber ao capitalismo enquanto sistema total, que condena os indiv\u00edduos, em todas as esferas da vida, a uma exist\u00eancia subordinada, enclasurada na \u201cjaula de a\u00e7o\u201d do sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Logo \u00e0s primeiras p\u00e1ginas, L\u00f6wy deixa claro que Max Weber nada tem de advers\u00e1rio do capitalismo. Foi um nacionalista alem\u00e3o no seu tempo e um opositor do socialismo. Mas o seu individualismo liberal \u00e9 sens\u00edvel aos argumentos da cr\u00edtica rom\u00e2ntica da civiliza\u00e7\u00e3o e resulta numa vis\u00e3o negativa do capitalismo. Da\u00ed, a conex\u00e3o deste legado com o marxismo que o estudou e trabalhou.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Na sua visita \u00e0 cr\u00edtica weberiana do capitalismo, L\u00f6wy coteja-a com os principais elementos do anticapitalismo de Marx. Primeiros acordos: a defini\u00e7\u00e3o das classes sociais a partir da posi\u00e7\u00e3o de poder sobre o mercado e da propriedade, assim como a defini\u00e7\u00e3o do Estado racional\/burocr\u00e1tico e do seu monop\u00f3lio da viol\u00eancia como condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias do capitalismo. Logo come\u00e7am os contrastes. Em primeiro lugar, acerca da origem do sistema, a que Marx chamou \u201cacumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital\u201d, sublinhando a viol\u00eancia social do processo. Pelo seu lado, Weber assume o essencial do discurso de auto-legitima\u00e7\u00e3o do capitalismo: no in\u00edcio, \u00e9 a poupan\u00e7a do capitalista e a sua atividade econ\u00f3mica legal, met\u00f3dica e racional. S\u00f3 secundariamente Weber reconhece o \u201ccapitalismo imperialista\u201d, em que o lucro resulta da viol\u00eancia pol\u00edtica coerciva e expansiva, reduzindo-o por\u00e9m a um setor do capital, sem o identificar como uma fase do desenvolvimento do pr\u00f3prio sistema (como faz o seu contempor\u00e2neo L\u00e9nine).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Quanto ao papel da religi\u00e3o, o pr\u00f3prio Weber coloca-se abertamente em contraponto ao materialismo hist\u00f3rico, invocando uma rela\u00e7\u00e3o causal entre protestantismo e capitalismo. Mas esse confronto dilui-se quando o mesmo Weber recorre ao termo \u201cafinidade electiva\u201d. O conceito identifica elementos convergentes e an\u00e1logos entre a \u00e9tica religiosa protestante e o comportamento dos agentes econ\u00f3micos no capitalismo. Mais que rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito, os dois fen\u00f3menos vivem numa \u201cconex\u00e3o \u00edntima e eficaz\u201d (como aponta Marx).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">L\u00f6wy recolhe refer\u00eancias mordazes dos escritos do soci\u00f3logo de Heidelberg sobre esta conex\u00e3o. Perante as desigualdades gritantes do capitalismo, Weber n\u00e3o s\u00f3 aponta a \u201cboa consci\u00eancia\u201d religiosa que aceita toda a acumula\u00e7\u00e3o desde que seja legal, como sublinha na doutrina calvinista \u201ca osmose suspeita entre o interesse de Deus e o interesse do empregador\u201d ou ainda a invers\u00e3o entre meios e fins sob o capital: \u201c\u00e9 o homem que enfrenta o lucro como finalidade da vida; j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o lucro que \u00e9 colocado como meio de satisfazer as necessidades vitais do homem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c9 certo que a vis\u00e3o negativa de Weber sobre o capitalismo n\u00e3o resulta em qualquer forma de dial\u00e9tica transformadora. Esse \u00e9 o maior contraste com Marx, que n\u00e3o descarta a possibilidade hist\u00f3rica de um futuro emancipado, reconhecendo at\u00e9 a exist\u00eancia, no passado, de formas sociais mais humanas destru\u00eddas pelo \u201cprogresso\u201d capitalista. Quase um s\u00e9culo mais tarde, Gramsci vai batizar como \u201cotimismo da vontade\u201d esta aposta revolucion\u00e1ria de Karl Marx, mas n\u00e3o deixar\u00e1 de referir Max Weber como exemplo do igualmente necess\u00e1rio \u201cpessimismo da raz\u00e3o\u201d. De facto, a filia\u00e7\u00e3o de Weber na tradi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 do pessimismo cultural resulta numa poderosa vis\u00e3o do devir burgu\u00eas, a \u201cservid\u00e3o do futuro\u201d. A obsess\u00e3o com os \u201cbens exteriores\u201d n\u00e3o \u00e9 o \u201cmanto leve que podemos sacudir a todo o momento\u201d, como escrevia \u00e0 \u00e9poca o pastor calvinista Baxter. Citando-o, Weber responde-lhe que, ao inv\u00e9s, o capitalismo \u00e9 \u201cuma jaula dura como a\u00e7o\u201d, onde cessa toda a liberdade individual, restando a \u201cescravatura sem dono\u201d (Economia e Sociedade). Este destino tr\u00e1gico \u00e9 denunciado tamb\u00e9m no final da \u00c9tica Protestante: \u201c\u00c9 perfeitamente rid\u00edculo atribuir ao atual capitalismo no seu apogeu (&#8230;) uma afinidade eletiva com a \u201cdemocracia\u201d ou at\u00e9 com a \u201cliberdade\u201d (em qualquer sentido do termo), quando a \u00fanica quest\u00e3o que se coloca \u00e9 saber como, sob a sua domina\u00e7\u00e3o, todas essas coisas ser\u00e3o, a longo prazo, poss\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>A afinidade negativa entre catolicismo e capitalismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A religi\u00e3o romana \u00e9 uma sonora aus\u00eancia na obra de Weber, que estudou express\u00f5es religiosas muito mais long\u00ednquas do que o catolicismo, que era a segunda religi\u00e3o na Alemanha e, na Europa ocidental, a primeira. Para Weber, as caracter\u00edsticas da religi\u00e3o cat\u00f3lica proporcionam um ambiente muito menos favor\u00e1vel ao desenvolvimento do capitalismo do que o protestantismo calvinista e metodista: estranheza ao mundo e proximidade \u00e0 magia (s\u00faplica pela chuva; confiss\u00e3o), poder do clero e da burocracia, falta de coer\u00eancia \u00e9tica e flexibilidade dos dogmas. Mesmo no per\u00edodo de maior proximidade entre a Igreja e o poder do dinheiro nas cidades italianas, h\u00e1 uma \u201cincapacidade de atribuir ao lucro um valor \u00e9tico positivo\u201d. Abre-se o conflito entre a racionalidade formal cat\u00f3lica (de base fraternal) e a racionalidade material capitalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para Weber, \u201ccom uma ambiguidade caracter\u00edstica, o clero sempre apoiou o patriarcalismo [a rela\u00e7\u00e3o de poder da caridade], no interesse do tradicionalismo, contra as rela\u00e7\u00f5es impessoais da depend\u00eancia, mesmo se, pelo seu lado, a profecia arrasa as liga\u00e7\u00f5es patriarcais\u201d. Esta incompatibilidade fundamental d\u00e1 origem a um \u201csocialismo crist\u00e3o\u201d (express\u00e3o de Weber), que cedo enfrentar\u00e1 a oposi\u00e7\u00e3o da hierarquia. Diante da emerg\u00eancia do movimento oper\u00e1rio moderno e da experi\u00eancia social da greve, a Igreja cat\u00f3lica privilegia as \u201cinstitui\u00e7\u00f5es de benfeitoria\u201d (Weber) \u201cque v\u00e3o entravar a liberdade do movimento anti-autorit\u00e1rio do proletariado\u201d. L\u00f6wy, autor de vasta bibliografia sobre a rela\u00e7\u00e3o entre religi\u00e3o e pol\u00edtica, apresenta diversos exemplos hist\u00f3ricos de discurso e a\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica anticapitalista, partindo da Utopia renascentista de Thomas More at\u00e9 \u00e0 doutrina social da Igreja, iniciada na enc\u00edclica Rerum Novarum (1891), ao \u201csocialismo personalista\u201d de Mounier e \u00e0 Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o latino-americana.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>O capitalismo como religi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mais do que um dos leitores c\u00e9lebres de Max Weber partem desta ideia para um aprofundamento da cr\u00edtica da civiliza\u00e7\u00e3o capitalista. \u00c9 de Ernst Bloch a primeira refer\u00eancia ao capitalismo como religi\u00e3o, com clara refer\u00eancia a Weber. Mais tarde, Walter Benjamin definir\u00e1 o capitalismo n\u00e3o apenas como \u201cuma forma\u00e7\u00e3o condicionada pela religi\u00e3o, como pensa Weber, mas um fen\u00f3meno essencialmente religioso\u201d. Para Benjamin, \u201co cristianismo, na \u00e9poca da Reforma, n\u00e3o favoreceu o advento do capitalismo, ele transformou-se em capitalismo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">L\u00f6wy elenca os argumentos de Benjamin: com o dinheiro como Deus, o capitalismo \u00e9 uma religi\u00e3o sem dogma espec\u00edfico nem teologia &#8211; o que conta s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es e a din\u00e2mica social, a pr\u00e1tica do culto. Esse culto \u00e9 permanente e todos os dias s\u00e3o \u201cde festa\u201d, como demonstra \u201co estado de tens\u00e3o extrema que habita o adorador\u201d. Benjamin aproxima-se de um Max Weber que real\u00e7ava \u201ca valoriza\u00e7\u00e3o religiosa do trabalho profissional no mundo &#8211; exercido sem descanso, cont\u00ednua e sistematicamente\u201d. Por fim, este culto \u201cn\u00e3o \u00e9 expiat\u00f3rio, mas culpabilizante\u201d: o capitalista \u00e9 culpado e devedor em rela\u00e7\u00e3o ao seu capital (obrigado ao seu aumento ilimitado), mas o pobre tamb\u00e9m \u00e9 culpado, porque falhou a realizar dinheiro e endividou-se. A schuld (em alem\u00e3o, \u201cd\u00edvida\u201d e \u201cculpa\u201d) \u00e9 tanto mais universal quanto se transmite de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Para Benjamin, \u201co que o capitalismo tem de historicamente in\u00e9dito \u00e9 que a religi\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 reforma, mas sim ru\u00edna do ser. O desespero estende-se ao estado religioso do mundo, do qual se deveria esperar a salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Marxismo weberiano?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A origem do termo \u00e9 a express\u00e3o do fil\u00f3sofo franc\u00eas Merleau-Ponty acerca da obra Hist\u00f3ria e Consci\u00eancia de Classe, do h\u00fangaro Georgy Luk\u00e1cs. Trata-se de \u201cuma provoca\u00e7\u00e3o intelectualmente produtiva\u201d, escreve L\u00f6wy, de um convite para usar \u201ctemas e categorias de Weber ao servi\u00e7o de um percurso fundamentalmente inspirado por Marx\u201d. L\u00f6wy identifica essa pista weberiana no marxismo do pr\u00f3prio Luk\u00e1cs, que j\u00e1 estudou em livro anterior, tamb\u00e9m em Gramsci, na sua defesa do papel hist\u00f3rico das ideias e das representa\u00e7\u00f5es contra a vulgata economicista, e ainda no peruano Jos\u00e9 Carlos Mariategui, que j\u00e1 nos anos 20 sublinhava a \u201cconsanguinidade\u201d entre capitalismo e protestantismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Na cr\u00edtica da sociedade industrial e burocr\u00e1tica moderna, tamb\u00e9m a escola de Frankfurt tocar\u00e1 territ\u00f3rios j\u00e1 explorados por Weber. A distin\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o substancial e raz\u00e3o instrumental aprofunda criticamente a distin\u00e7\u00e3o weberiana entre racionalidade formal e material. Para Adorno e Horkheimer, \u201ccom a extens\u00e3o da economia de mercado burguesa, o sombrio horizonte do mito \u00e9 iluminado pelo sol da raz\u00e3o do c\u00e1lculo, cuja luz g\u00e9lida faz germinar a semente da barb\u00e1rie\u201d (Dial\u00e9tica da Raz\u00e3o). Marcuse criticar\u00e1 Weber, mais duramente do que j\u00e1 Adorno e Horkheimer tinham feito, pela defini\u00e7\u00e3o da racionalidade opressiva do capitalismo como \u201cdestino\u201d fatal e pela vis\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o entre trabalhadores e meios de produ\u00e7\u00e3o como \u201cnecessidade t\u00e9cnica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O p\u00e9riplo que MIchael L\u00f6wy realiza pelo di\u00e1logo entre a heran\u00e7a de Weber e a escola de Frankfurt \u00e9 encerrado em Jurgen Habermas. Aqui, a cr\u00edtica da ideologia tecnocr\u00e1tica concentra-se na elimina\u00e7\u00e3o, que esta opera na consci\u00eancia humana, da distin\u00e7\u00e3o entre a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica (a do trabalho, institucional e estatal) e a\u00e7\u00e3o comunicacional (a intera\u00e7\u00e3o no mundo socio-cultural). Nos contributos iniciais de Habermas, essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial porque permite uma subordina\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o estrat\u00e9gica ao debate e \u00e0 democracia, a a\u00e7\u00e3o comunicacional. Por\u00e9m, mais tarde, Habermas reformular\u00e1 a sua proposta, valorizando em termos de \u201cevolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d a burocracia de Estado e a economia de mercado. Para Habermas, \u201cas esferas de a\u00e7\u00e3o formalmente organizadas do burgu\u00eas (economia e aparelho de Estado) constituem as bases para o mundo vivido p\u00f3s-tradicional de um Homem (esfera privada) e de um Cidad\u00e3o (esfera p\u00fablica)\u201d. Para L\u00f6wy, o projeto politico-cultural de Habermas acaba resumido \u00e0 \u201ctentativa de tornar a sociedade burguesa mais fiel \u00e0 sua pr\u00f3pria utopia racionalista\u201d, ensaiando uma separa\u00e7\u00e3o estanque daquelas duas esferas de a\u00e7\u00e3o, como se pudessem ser suprimidos os conflitos e dilemas entre solu\u00e7\u00f5es radicalmente diferentes para a economia e as pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ao sublinhar a import\u00e2ncia do contributo de Weber para a conce\u00e7\u00e3o do capitalismo como sistema opressivo total, L\u00f6wy prop\u00f5e-nos, em \u201cA Jaula de A\u00e7o\u201d, um percurso pela influ\u00eancia desta ideia. Nessa viagem apresenta-nos express\u00f5es do pensamento cr\u00edtico e ut\u00f3pico, de dentro e de fora da experi\u00eancia religiosa, que desobedeceram ao pessimismo de Weber e, \u00e0 cr\u00edtica, somaram a vontade praticada, a transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">httpv:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0oUduAJ_5Wk<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">___________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>A Jaula de A\u00e7o encontra-se \u00e0 venda online<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Edi\u00e7\u00e3o brasileira: <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/a-jaula-de-aco\" >http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/a-jaula-de-aco<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Edi\u00e7\u00e3o francesa: <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bertrand.pt\/ficha\/la-cage-d-acier-max-weber-et-le-marxisme-weberien?id=14796975\" >http:\/\/www.bertrand.pt\/ficha\/la-cage-d-acier-max-weber-et-le-marxisme-we&#8230;<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Jorge Costa<\/em><em> &#8211; Dirigente do Bloco de Esquerda (Portugal). Jornalista.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/jaula-de-aco-max-weber-e-o-marxismo-weberiano\/35478\" >Go to Original \u2013 esquerda.net<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No seu novo livro, Michael L\u00f6wy aborda a paradoxal influ\u00eancia de Max Weber, pensador pessimista e resignado, sobre a teoria cr\u00edtica e revolucion\u00e1ria. Um estudo cativante, nesta \u00e9poca de submiss\u00e3o total a for\u00e7as impessoais &#8211; mercados, finan\u00e7a, d\u00edvida, austeridade &#8211; em que a barb\u00e1rie moderna identificada por Weber volta a apresentar-se como destino inevit\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-52722","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52722\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}