{"id":55199,"date":"2015-03-16T12:00:46","date_gmt":"2015-03-16T12:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=55199"},"modified":"2015-05-05T21:25:57","modified_gmt":"2015-05-05T20:25:57","slug":"portugues-festas-de-primeiro-aniversario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2015\/03\/portugues-festas-de-primeiro-aniversario\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Festas de Primeiro Anivers\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Mortalidade infantil antes de completar o primeiro ano de vida traumatizou gera\u00e7\u00f5es e ainda faz parte de algumas estat\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o desvalida de pr\u00e9-natal e saneamento. Talvez, inconscientemente, pais e m\u00e3es fa\u00e7am grandes comemora\u00e7\u00f5es quando a crian\u00e7a sadia completa doze meses de vida. Como para exorcizar o medo ancestral da mortalidade prematura.\u00a0 S\u00f3 que o aniversariante ainda n\u00e3o entende da festa em sua honra \u2013 grande sucesso da casa de eventos que conseguiu marquete\u00e1-la: festa para adultos e crian\u00e7as maiores, com todos os penduricalhos \u00a0\u2013\u00a0 divers\u00f5es agitadas, bolinhos, doces, \u00a0refrigerantes\u00a0 &#8211; quando n\u00e3o u\u00edsque para os maiores de idade. E as indefect\u00edveis lembrancinhas comemorativas que os convidados, depois, n\u00e3o sabem o que fazer com elas, em apartamentos cada vez mais carentes de espa\u00e7o para dep\u00f3sito.<\/p>\n<p>Sendo de outra gera\u00e7\u00e3o, celebrei todos os anivers\u00e1rios do meu filho com festa pequena e alegria grande. Em casa.\u00a0 N\u00e3o faltava o bolo ritual com velinhas, nem as fotos documentais, sem precisar de pau de selfie, pois um amigo sempre se oferecia para bater foto onde pai, m\u00e3e e aniversariante pudessem sair juntos.\u00a0 Nos 11 anos, \u00a0foi especial: jantar somente para n\u00f3s tr\u00eas, em restaurante onde havia show de m\u00e1gica \u2013 sua grande curti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os anivers\u00e1rios de crian\u00e7a tornaram-se megaeventos.\u00a0 Excesso de decib\u00e9is, est\u00e9tica pr\u00f3pria com festas tem\u00e1ticas.\u00a0 Afinal, \u00e9 preciso dar gra\u00e7as pela vit\u00f3ria daquela vida em pleno desenvolvimento e retribuir as festas para as quais se foi convidado. Um pouco de ostenta\u00e7\u00e3o, para quem gosta. Muitos n\u00e3o dispensam este ato p\u00fablico de amor, \u00a0que vai ficar registrado em arquivos eletr\u00f4nicos, raramente consultados anos depois.\u00a0 Colhem estat\u00edsticas de curtidas pelos Facebooks e Whatsapps \u2013 medida de popularidade e vaidade dos pais, av\u00f3s, tios, por aquele \u201csangue do meu sangue\u201d sendo gente. Mas o importante mesmo \u00e9 esse ato p\u00fablico selado em privado, no fim da noite, com beijo e b\u00ean\u00e7\u00e3o na cabe\u00e7a do (a) fofinho (a) &#8211; este sim, gesto necess\u00e1rio e inesquec\u00edvel pela vida a fora.<\/p>\n<p>_____________________________<\/p>\n<p><em>Tereza Halliday, &#8220;Artes\u00e3 de Textos&#8221;, <\/em><em>Ph.D. em Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela University of Maryland-USA.<\/em><em> Prof\u00aa aposentada da UFRPe.<\/em><em> A<\/em><em>nalista de discurso, jornalista, v\u00e1rios livros publicados, entre ret\u00f3rica e literatura infanto-juvenil. Trabalha com editora\u00e7\u00e3o de textos.<\/em><\/p>\n<p><em>Di\u00e1rio de Pernambuco, 9 mar 2015<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sendo de outra gera\u00e7\u00e3o, celebrei todos os anivers\u00e1rios do meu filho com festa pequena e alegria grande. Em casa.  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