{"id":60939,"date":"2015-07-13T12:00:53","date_gmt":"2015-07-13T11:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=60939"},"modified":"2015-07-13T09:57:19","modified_gmt":"2015-07-13T08:57:19","slug":"portugues-varoufakis-por-que-a-alemanha-recusa-se-a-aliviar-a-divida-grega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2015\/07\/portugues-varoufakis-por-que-a-alemanha-recusa-se-a-aliviar-a-divida-grega\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Varoufakis: Por Que a Alemanha Recusa-se a Aliviar a D\u00edvida Grega"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_53948\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Yanis-Varoufakis-greece-minister-finances.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-53948\" class=\"size-thumbnail wp-image-53948\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Yanis-Varoufakis-greece-minister-finances-150x150.jpg\" alt=\"Yanis Varoufakis\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-53948\" class=\"wp-caption-text\">Yanis Varoufakis<\/p><\/div>\n<p>Amanh\u00e3 [domingo, 12 Jul 2015], a c\u00fapula da Uni\u00e3o Europeia selar\u00e1 o destino da Gr\u00e9cia na Eurozona. Quando escrevo essas linhas, Euclides Tsakalotos, meu grande amigo, camarada e sucessor como ministro das Finan\u00e7as da Gr\u00e9cia est\u00e1 a caminho de uma reuni\u00e3o do Eurogrupo, que determinar\u00e1 se haver\u00e1 um acordo de \u00faltima hora entre Gr\u00e9cia e nossos credores e se esse acordo contempla o grau de al\u00edvio da d\u00edvida que poderia tornar vi\u00e1vel a economia grega dentro da Euro\u00e1rea. Euclides leva com ele um plano moderado, bem refletido, de restrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, que sem d\u00favida contempla os interesses dos dois lados, da Gr\u00e9cia e de seus credores. (Pretendo publicar detalhes desse plano,\u00a0nesse blog, na 2\u00aa-feira, t\u00e3o logo a poeira tenha baixado.)<\/p>\n<p>Se essas nossas propostas modestas de restrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida forem rejeitadas, como o ministro de Finan\u00e7as alem\u00e3o\u00a0j\u00e1 deixou claramente sugerido que acontecer\u00e1, a reuni\u00e3o de c\u00fapula da Uni\u00e3o Europeia no domingo decidir\u00e1 se chuta a Gr\u00e9cia para fora da Eurozona j\u00e1, ou se a deixa ficar mais um pouco, em estado de mis\u00e9ria crescente, at\u00e9 algum momento no futuro pr\u00f3ximo. A quest\u00e3o \u00e9:<\/p>\n<p>&#8211; Por que o ministro das Finan\u00e7as alem\u00e3o, Dr. Wolfgang Sch\u00e4uble, resiste tanto a uma restrutura\u00e7\u00e3o de d\u00edvida, que \u00e9 suave, sens\u00edvel e beneficia os dois lados?<\/p>\n<p>O artigo seguinte, publicado hoje no\u00a0<em>Guardian<\/em>\u00a0oferece minha resposta. [Aten\u00e7\u00e3o: o t\u00edtulo publicado no\u00a0<em>Guardian<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 de minha cria\u00e7\u00e3o. O t\u00edtulo do artigo que o jornal recebeu era (ing., como o desse postado): &#8220;<em>Behind Germany&#8217;s refusal to grant Greece debt relief<\/em>&#8220;, e pode ser lido tamb\u00e9m aqui:<\/p>\n<p>&#8220;O\u00a0drama financeiro da Gr\u00e9cia\u00a0dominou as manchetes por cinco anos, por uma raz\u00e3o: pela obcecada recusa, pelos nossos credores, a oferecerem al\u00edvio essencial na d\u00edvida. Por que, contra todo o bom senso, contra o veredicto do FMI e contra todas as pr\u00e1ticas di\u00e1rias de banqueiros diante de devedores super exigidos,\u00a0resistem a reestruturar a d\u00edvida grega? A resposta n\u00e3o pode ser encontrada no campo da economia, porque jaz no fundo do labirinto da pol\u00edtica da Europa.<\/p>\n<p>Em 2010, o estado grego\u00a0tornou-se insolvente. Viam-se duas op\u00e7\u00f5es consistentes com continuar a ser membro da Eurozona: uma op\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, que qualquer banqueiro decente teria recomendado -reestruturar a d\u00edvida e reformar a economia; e a op\u00e7\u00e3o t\u00f3xica &#8211; emprestar mais dinheiro a entidade falida e fingir que ela continuaria solvente.<\/p>\n<p>A Europa Oficial escolheu a segunda op\u00e7\u00e3o, que deixava expostos a uma d\u00edvida p\u00fablica grega superior \u00e0 viabilidade econ\u00f4mica da Gr\u00e9cia, os bancos franceses e alem\u00e3es resgatados. Uma reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida teria implicado perdas para os banqueiros, carregados de pap\u00e9is da d\u00edvida grega. Atentos para n\u00e3o confessar aos seus respectivos Parlamentos que os respectivos contribuintes teriam de novamente pagar pelos bancos, com mais empr\u00e9stimos insustent\u00e1veis, funcion\u00e1rios da Uni\u00e3o Europeia apresentaram a insolv\u00eancia do Estado grego como problema de falta de liquidez, e justificaram o chamado &#8220;resgate&#8221; como ato de &#8220;solidariedade&#8221; com os gregos.<\/p>\n<p>Com o objetivo de criar um contexto para aquela c\u00ednica transfer\u00eancia de perdas privadas irrecuper\u00e1veis, para cima dos ombros dos contribuintes &#8211; como num jogo de &#8220;amor bandido&#8221; -, impuseram-se \u00e0 Gr\u00e9cia medidas inauditas de arrocho [&#8216;austeridade&#8217;]. A renda nacional grega &#8211; da qual teriam de sair recursos para pagar d\u00edvidas velhas e novas -, na sequ\u00eancia, caiu mais de 25%. Basta o saber matem\u00e1tico de um garoto esperto de oito anos, para ver que esse processo nunca acabaria bem.<\/p>\n<p>T\u00e3o logo a s\u00f3rdida opera\u00e7\u00e3o foi completada, a Europa, automaticamente, ganhou mais uma raz\u00e3o para n\u00e3o discutir a restrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida: agora, a coisa atingiria o bolso de cidad\u00e3os europeus! E assim, foram administradas doses cada vez maiores de arrocho [&#8216;austeridade&#8217;], ao mesmo tempo em que a d\u00edvida aumentou, for\u00e7ando os credores a fazer novos e novos empr\u00e9stimos em troca de arrocho [&#8216;austeridade&#8217;] cada vez maior.<\/p>\n<p>Nosso governo foi eleito com mandato para p\u00f4r fim a essa espiral do fim-do-mundo [orig.\u00a0<em>doom loop<\/em>]; para requerer a reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida e p\u00f4r fim ao arrocho [&#8216;austeridade&#8217;] incapacitante. As negocia\u00e7\u00f5es chegaram ao impasse t\u00e3o abundantemente noticiado, por uma simples raz\u00e3o: nossos credores continuam a descartar qualquer reestrutura\u00e7\u00e3o tang\u00edvel da d\u00edvida, ao mesmo tempo em que insistem que nossa impag\u00e1vel d\u00edvida seja paga &#8220;parametricamente&#8221; pelos mais pobres dos gregos, seus filhos e netos.<\/p>\n<p>Na minha primeira semana no Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as, recebi a visita de Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo (que congrega todos os ministros das Finan\u00e7as da Eurozona), que me apresentou a seguinte &#8216;escolha&#8217;: ou voc\u00eas aceitam a &#8220;l\u00f3gica&#8221; do resgate e suspendem qualquer tipo de demanda de restrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, ou o acordo de empr\u00e9stimo de voc\u00eas &#8220;vai quebrar&#8221; &#8211; com a consequ\u00eancia n\u00e3o dita de que os bancos gregos seriam destru\u00eddos.<\/p>\n<p>Seguiram-se cinco meses de negocia\u00e7\u00f5es sob condi\u00e7\u00f5es de asfixia monet\u00e1ria e corrida aos bancos induzida, supervisionada e administrada pelo Banco Central Europeu. Estava escrito no muro: a menos que a Gr\u00e9cia capitul\u00e1ssemos, logo estar\u00edamos diante de controle de capitais, caixas de atendimento autom\u00e1tico dos bancos em funcionamento parcial, feriado banc\u00e1rio prolongado e, no final,<em>Grexit<\/em>.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da amea\u00e7a de\u00a0<em>Grexit<\/em>\u00a0\u00e9 uma montanha-russa. Em 2010, ela meteu o medo dos infernos nos cora\u00e7\u00f5es e mentes dos financistas, porque os bancos deles estavam repletos de papeis da d\u00edvida grega. Mesmo em 2012, quando o ministro das Finan\u00e7as alem\u00e3o Wolfgang Sch\u00e4uble decidiu que os custos da sa\u00edda da Gr\u00e9cia da Eurozona\u00a0seriam bom &#8220;investimento&#8221;, como meio para disciplinar Fran\u00e7a\u00a0<em>et alii<\/em>, essa possibilidade ainda matava de medo quase todos os demais.<\/p>\n<p>Quando o governo do Syriza chegou ao poder em janeiro passado, como que para confirmar o que diz\u00edamos, que os &#8220;resgates&#8221; nada tinham a ver com salvar a Gr\u00e9cia (e tinham tudo a ver com cavar trincheiras protetoras em torno do norte da Europa), grande maioria dentro do Eurogrupo &#8211; sob tutela de Sch\u00e4uble &#8211; havia adotado a\u00a0<em>Grexit<\/em>\u00a0fosse como resultado preferido, fosse como arma preferida contra nosso governo.<\/p>\n<p>Os gregos, cobertos de raz\u00e3o, temem muito qualquer ideia de serem amputados da uni\u00e3o monet\u00e1ria. Sair de uma moeda comum nada tem a ver &#8220;com cortar as algemas&#8221;, como\u00a0os brit\u00e2nicos fizeram em 1992, quando [o ent\u00e3o chanceler, o conservador] Norman Lamont cantou no chuveiro, para sua fama eterna, na manh\u00e3 em que a libra esterlina saiu do mecanismo europeu de c\u00e2mbio [orig.\u00a0<em>European exchange rate mechanism (ERM)<\/em>]. Infelizmente, a Gr\u00e9cia n\u00e3o tem moeda cujas algemas com o euro possam ser cortadas. Temos o euro &#8211; moeda estrangeira totalmente administrada por credor inimigo de qualquer restrutura\u00e7\u00e3o da insustent\u00e1vel d\u00edvida de nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para sair, ter\u00edamos de criar uma nova moeda, desde o princ\u00edpio. No Iraque ocupado, a introdu\u00e7\u00e3o de novo papel-moeda exigiu quase um ano, 20 ou quase Boeing-747s, a mobiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a militar dos EUA, tr\u00eas empresas impressoras e centenas de caminh\u00f5es. Sem esse apoio, a\u00a0<em>Grexit<\/em>\u00a0seria o equivalente de anunciar uma grande desvaloriza\u00e7\u00e3o, com mais de 18 meses de anteced\u00eancia: \u00e9 como receita para liquidar todo o estoque de capital grego e transferir tudo para o exterior, por todos os meios existentes.<\/p>\n<p>Com a<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/port.pravda.ru\/mundo\/03-03-2015\/38227-varoufakis_grecia-0\/\" >\u00a0<em>Grexit<\/em><\/a>\u00a0a refor\u00e7ar a corrida aos bancos induzida pelo BCE, nossos esfor\u00e7os para p\u00f4r novamente sobre a mesa de negocia\u00e7\u00f5es a quest\u00e3o da restrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida caiu em ouvidos surdos. Repetidas e repetidas vezes nos disseram que esse seria assunto para futuro n\u00e3o especificado que viria depois de &#8220;total cumprimento bem-sucedido do programa&#8221; &#8211; fant\u00e1stico &#8220;Ardil-22&#8221;, porque o programa jamais poder\u00e1 ser bem-sucedido, sem a restrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Essa semana marca o <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/port.pravda.ru\/mundo\/04-07-2015\/38987-grecia_restaurar-0\/\" >cl\u00edmax <\/a>das conversas, com\u00a0Euclides Tsakalotos, meu sucessor, lutando outra vez para p\u00f4r o cavalo \u00e0 frente da carro\u00e7a &#8211; para convencer um Eurogrupo hostil de que a restrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida \u00e9 pr\u00e9-requisito para o sucesso da reforma grega, n\u00e3o alguma esp\u00e9cie de pr\u00eamio\u00a0<em>ex-post<\/em>\u00a0se alguma reforma for bem-sucedida. Por que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil ultrapassar essa quest\u00e3o? Vejo tr\u00eas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma, que \u00e9 dif\u00edcil derrubar aquela in\u00e9rcia institucional. Segunda, que d\u00edvidas insustent\u00e1veis d\u00e3o imenso poder aos credores, sobre os devedores &#8211; e poder, como sabemos, corrompe at\u00e9 os melhores. Mas \u00e9 a terceira raz\u00e3o que me parece mais pertinente e, na verdade, mais interessante.<\/p>\n<p>O euro \u00e9 um h\u00edbrido de regime de taxa de c\u00e2mbio fixa, como o\u00a0<em>ERM<\/em>\u00a0dos anos 1980s ou o padr\u00e3o-ouro dos anos 1930s, e uma <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/port.pravda.ru\/news\/busines\/26-02-2015\/38196-varoufakis_grecia-0\/\" >moeda de Estado<\/a>. O primeiro depende do medo da expuls\u00e3o, para ser mantido coeso; enquanto a moeda de Estado envolve mecanismos de reciclagem de super\u00e1vits entre os Estados membros (por exemplo, um or\u00e7amento federal, b\u00f4nus comuns). A Eurozona cai entre essas duas balizas &#8211; \u00e9 mais que um regime de taxa de c\u00e2mbio e menos que um Estado.<\/p>\n<p>E a\u00ed est\u00e1 o bus\u00edlis. Depois da crise de 2008\/9, a Europa n\u00e3o soube como responder. Deveria preparar o terreno pelo menos para uma expuls\u00e3o (i.e., para a\u00a0<em>Grexit<\/em>), para fortalecer a disciplina? Ou andar na dire\u00e7\u00e3o de uma federa\u00e7\u00e3o? At\u00e9 aqui, n\u00e3o fez nem uma coisa nem outra e a ang\u00fastia existencial ali s\u00f3 cresce.<\/p>\n<p>Sch\u00e4uble est\u00e1 convencido de que, no p\u00e9 em que est\u00e3o as coisas, ele precisa de uma\u00a0<em>Grexit<\/em>\u00a0para clarear o ambiente, e custe o que custar. De repente, uma d\u00edvida p\u00fablica grega permanentemente insustent\u00e1vel, sem a qual o risco de<em>Grexit<\/em>\u00a0some, ganhou nova serventia para Schauble.<\/p>\n<p>O que quero dizer com isso? Baseado em meses de negocia\u00e7\u00f5es, minha convic\u00e7\u00e3o \u00e9 que o ministro alem\u00e3o das Finan\u00e7as deseja que a Gr\u00e9cia seja expulsa da moeda \u00fanica, para provocar um medo dos infernos nos franceses, e conseguir que se rendam ao modelo alem\u00e3o de Eurozona autorit\u00e1ria-disciplinadora. *****<\/p>\n<p>_______________________________________<\/p>\n<p><em>Yanis Varoufakis \u00e9 ex-ministro das finan\u00e7as da Gr\u00e9cia.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/port.pravda.ru\/busines\/12-07-2015\/39043-alemanha_divida-0\/\" >Go to Original \u2013 pravda.ru<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Europa n\u00e3o sabe como responder \u00e0 crise financeira. Deve preparar-se para expulsar um pa\u00eds (&#8220;Grexit&#8221;), ou para federalizar-se?<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-60939","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60939","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60939"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60939\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}