{"id":64631,"date":"2015-10-05T12:00:15","date_gmt":"2015-10-05T11:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=64631"},"modified":"2015-10-03T20:10:47","modified_gmt":"2015-10-03T19:10:47","slug":"portugues-iliguagem-e-glotopolitica-descomunhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2015\/10\/portugues-iliguagem-e-glotopolitica-descomunhao\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Iliguagem e Glotopol\u00edtica: Descomunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_64632\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Hildo-do-Couto.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-64632\" class=\"wp-image-64632\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Hildo-do-Couto.jpg\" alt=\"Hildo do Couto\" width=\"150\" height=\"141\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-64632\" class=\"wp-caption-text\">Hildo do Couto<\/p><\/div>\n<p><em>27 set 2015 &#8211; <\/em>O conceito de comunh\u00e3o \u00e9 um dos mais importantes na vers\u00e3o da Ecolingu\u00edsica praticada no Brasil, a Lingu\u00edstica Ecossist\u00eamica. Ele foi originalmente proposto pelo antrop\u00f3logo ingl\u00eas Bronislaw Malinowski em 1923 (cf. Malinowski 1972) e, depois, retomado por Roman Jakobson no contexto de suas seis fun\u00e7\u00f5es da linguagem (Jakobson 1969). Na d\u00e9cada de setenta do s\u00e9culo passado, o linguista franc\u00eas Henri Gobard o retomou e usou em um sentido muito pr\u00f3ximo ao que ele tem na Lingu\u00edstica Ecossist\u00eamica (Gobard 1976). Em Couto (2003) eu o reelaborei, analisando a intera\u00e7\u00e3o que houve entre os membros da esquadra de Cabral em Porto Seguro, em 1500.<\/p>\n<p>No contexto da Lingu\u00edstica Ecossist\u00eamica, <strong>comunh\u00e3o<\/strong> \u00e9 um pr\u00e9-requisito para que os atos de intera\u00e7\u00e3o comunicativa sejam eficazes. Todo e qualquer um desses atos tem que ser precedido de um relativo estado de comunh\u00e3o. Nesse sentido, o termo designa uma predisposi\u00e7\u00e3o para a intera\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 sugere sua origem religiosa. Vale dizer, n\u00e3o basta falar a mesma l\u00edngua para que a comunica\u00e7\u00e3o se estabele\u00e7a, para que seja eficaz. Um bom exemplo s\u00e3o os casais. Quantas vezes um n\u00e3o diz ao outro: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o me entende!\u201d, \u201cVoc\u00ea n\u00e3o me ouve!\u201d. \u00c9 claro que o significado l\u00f3gico das palavras e da frase como um todo foi entendido. No entanto, a inten\u00e7\u00e3o com que foram compreendidos n\u00e3o \u00e9 a mesma pretendida por quem falou. O que acontece \u00e9 que um n\u00e3o concorda com o que o outro quis dizer. Por isso de alguma maneira est\u00e1 fechado para o que ouve. Se houvesse comunh\u00e3o, estaria aberto para seja l\u00e1 o que for que o outro eventualmente viesse a dizer. Haveria satisfa\u00e7\u00e3o em estar juntos. Nesse sentido, o que quer que um dissesse seria logo bem-vindo, \u201centendido\u201d. Enfim, a comunh\u00e3o \u00e9 um pr\u00e9-requisito para a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, comunh\u00e3o implica uma certa satisfa\u00e7\u00e3o em estar juntos, h\u00e1 uma solidariedade m\u00fatua entre os presentes. Afinal, somos uma esp\u00e9cie greg\u00e1ria, como muitas outras esp\u00e9cies de seres vivos existentes na face da terra. No entanto, o que se nota nos dias de hoje \u00e9 uma aus\u00eancia de comunh\u00e3o muito comum entre pessoas que se veem juntas. Eu tenho presenciado membros de uma fam\u00edlia inteira (pai, m\u00e3e, filhos, filhas) fisicamente juntos em torno de uma mesa de restaurante, mas todos ligados no WhatsApp, trocando mensagens com algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 ali. Pode at\u00e9 acontecer o incr\u00edvel: um dos membros dessa fam\u00edlia se dirigir ao outro que est\u00e1 ali ao seu lado pelo celular, sem tirar os olhos dele. Vale dizer, o que estamos come\u00e7ando a testemunhar \u00e9 o contr\u00e1rio da comunh\u00e3o. As pessoas est\u00e3o fisicamente juntas (n\u00edvel natural), mas mentalmente separadas, pois cada uma est\u00e1 ligada a algu\u00e9m distante. Trata-se, portanto, de uma incomunh\u00e3o, ou melhor, de uma <strong>descomunh\u00e3o<\/strong>, termo que caracteriza melhor o fato de se tratar do contr\u00e1rio da comunh\u00e3o mediante o prefixo <em>des<\/em>-. \u00c9 uma grande novidade social, que provavelmente reflita algo mais geral que est\u00e1 acontecendo com nossa civiliza\u00e7\u00e3o, assunto para o qual n\u00e3o tenho compet\u00eancia.<\/p>\n<p>O termo \u201cdescomunh\u00e3o\u201d, ao lado de \u201cincomunh\u00e3o\u201d, foi mencionado pela primeira vez em Matos, Couto, Marques &amp; Couto (2014: 222), embora n\u00e3o no mesmo sentido que tem no presente ensaio. Em seguida, ele foi retomado no decurso das aulas da disciplina Ecologia Lingu\u00edstica que ministrei no contexto do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica da Universidade de Bras\u00edlia no primeiro semestre de 2015. Foi uma das experi\u00eancias mais prazerosas que j\u00e1 tive em minha carreira docente. Houve discuss\u00f5es acaloradas em praticamente todas as aulas. A ideia de \u201cdescomunh\u00e3o\u201d foi uma delas, inclusive usando esse termo. Tanto que um dos alunos, Jonas Pereira dos Santos, aceitou minha sugest\u00e3o e redigiu sua monografia para aproveitamento do curso justamente sobre o assunto (Santos 2015).<\/p>\n<p>Antigamente, as pessoas viviam efetivamente em comunh\u00e3o em diversas situa\u00e7\u00f5es. Uma delas era em torno da mesa de refei\u00e7\u00e3o. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, ao lado da lareira para se aquecer. Em outros casos, mais antigos, para os jovens ouvir hist\u00f3rias contadas pelos mais velhos, fato que \u00e9 parte da cultura africana, como se pode ver em Couto (2009). Com o advento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, essa vida comunial come\u00e7ou a se deteriorar. Tudo come\u00e7ou com o r\u00e1dio. Na hora de determinados programas, ningu\u00e9m podia dar um pio, pois todos queriam ouvir o que estava se passando no r\u00e1dio. Todos os membros da fam\u00edlia estavam fisicamente juntos no mesmo espa\u00e7o, mas a aten\u00e7\u00e3o de todos estava fixada no aparelho de r\u00e1dio. Felizmente, isso s\u00f3 acontecia em algumas poucas horas do dia, especialmente\u00a0\u00e0 noite. Essa tend\u00eancia aumentou enormemente com a chegada da televis\u00e3o. Na hora dos programas de grande audi\u00eancia, como as telenovelas, todo mundo na fam\u00edlia ficava ligado exclusivamente na telinha. A partir de determinada \u00e9poca, a divis\u00e3o entre os membros da fam\u00edlia aumentou ainda mais, pois o pai passou a ter um aparelho para ouvir notici\u00e1rios e programas esportivos, a m\u00e3e ter outro para ver as novelas e as crian\u00e7as outro para ver os programas infantis. Novo passo no sentido do esvaecimento da comunh\u00e3o e na dire\u00e7\u00e3o da descomunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de noventa do s\u00e9culo passado eu li em algum lugar o criador da SONY, Akio Morita, anunciar como grande inova\u00e7\u00e3o a inven\u00e7\u00e3o do \u201cwalkman\u201d (n\u00e3o me lembro bem a data precisa em que o aparelho surgiu). Segundo Morita, a partir de ent\u00e3o as pessoas teriam autonomia, liberdade para ouvir o que preferissem. No entanto, a inova\u00e7\u00e3o foi mais um passo para na dire\u00e7\u00e3o do isolamento das pessoas. Pouco depois, veio o aparelho de telefone celular, que isolou os indiv\u00edduos ainda mais. A partir desse momento, n\u00e3o precisavam mais usar um \u00fanico aparelho de telefone fixo, com todo mundo em volta ouvindo o que diziam. Em qualquer lugar das cidades e, atualmente, at\u00e9 na zona rural, vemos pessoas grudadas no celular, de mamando a caducando. Para coroar de vez esse processo, surgiu o WhatsApp na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI. Agora, sim. Grande parte das pessoas n\u00e3o tira os olhos do aparelho celular. Quando algu\u00e9m as interpela, sempre est\u00e3o atendendo algo \u201cimportante\u201d, como se antes do celular e do WhatsApp n\u00e3o houvesse vida. O que h\u00e1 \u00e9 que ap\u00f3s esses dois artefatos as pessoas est\u00e3o deixando de conviver efetivamente com quem est\u00e1 seu lado, interagindo sempre com quem est\u00e1 ausente.<\/p>\n<p>Em vez da comunh\u00e3o, est\u00e3o todas em descomunh\u00e3o, ou seja, fisicamente juntas, mas mental e espiritualmente separadas pelo aparelho de celular e o WhatsApp. Em vez da aldeia global prevista por Marshall McLuhan na d\u00e9cada de sessenta do s\u00e9culo passado, o que temos \u00e9 um bando de individualidades, de pessoas que se consideram livres, mas que est\u00e3o escravas de uma engenhoca criada pela tecnologia. Esta desfaz o que a natureza faz. O espa\u00e7o f\u00edsico mant\u00e9m as pessoas juntas, com o que deveriam interagir entre si como antigamente. No entanto, a tecnologia as separa.<\/p>\n<p>Se os praticantes de Lingu\u00edstica Ecossist\u00eamica apregoam que sem comunh\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o, hoje em dia se pode dizer que com a presen\u00e7a do WhatsApp tampouco h\u00e1 atos de intera\u00e7\u00e3o comunicativa entre pessoas que est\u00e3o juntas em determinado lugar. Essa movimento se insere no contexto mais geral de nosso distanciamento da natureza. Como tamb\u00e9m j\u00e1 previra Marshall McLuhan, nosso contato com o mundo exterior aos nossos corpos est\u00e1 cada vez mais mediado por \u201cextens\u00f5es\u201d deles. Os \u00f3culos s\u00e3o extens\u00f5es dos olhos, embora aqui se trate de uma necessidade (criada por nossos maus h\u00e1bitos). A pele \u00e9 protegida do sol e do frio por roupas, casacos etc. O ar \u00e9 substitu\u00eddo por ar condicionado, inala\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio etc. A \u00e1gua n\u00e3o pode mais ser colhida diretamente nos rios, c\u00f3rregos e lagos, porque jogamos todo o nosso esgoto neles. Enfim, pode-se dizer que at\u00e9 o momento estamos sendo abduzidos mentalmente, mas daqui a uns anos, d\u00e9cadas ou s\u00e9culos, estaremos sendo abduzidos fisicamente. Nesse instante, a descomunh\u00e3o ser\u00e1 total.<\/p>\n<p>O que \u00e9 estranho nesse tipo de conversa \u00e9 que se trata de algo muito superficial, tudo se passa muito rapidamente. Um indiv\u00edduo frequentemente &#8220;conversa&#8221; com v\u00e1rias pessoas ao mesmo tempo. Para dar conta disso, faz uso de grande quantidade de abreviaturas, siglas e outros recursos que permitam a &#8220;mensagem&#8221; ser formulada o mais rapidamente poss\u00edvel. A intera\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o superficial que assim que se termina uma &#8220;conversa&#8221; a pessoa sequer se lembra de que e com quem falou. Mesmo assim, sempre que se pergunta a essas pessoas por que n\u00e3o largam o celular, sempre t\u00eam uma resposta na ponta da l\u00edngua: &#8220;Eu tinha uma coisa importante para falar com fulano&#8221;.<\/p>\n<p>Outro lado estranho desse tipo de intera\u00e7\u00e3o (afinal, \u00e9 uma intera\u00e7\u00e3o) \u00e9 que ela muitas vezes se transforma em um v\u00edcio. Vemos depoimentos de diversas pessoas na televis\u00e3o dizendo que quando ficam sem acesso ao celular entram em p\u00e2nico. A tal ponto que a coisa j\u00e1 est\u00e1 sendo encarada como uma doen\u00e7a. Alessandro Borges Tatagiba informa que no Jap\u00e3o existem os <em>hikikomori<\/em>, termo que literalmente significa &#8220;isolado em casa&#8221;. Segundo esse autor, &#8220;os <em>hikikomoris<\/em> s\u00e3o pessoas geralmente jovens entre 15 e 39 anos que se retiram completamente da sociedade, evitanto contato com outras pessoas. Uma psicopatologia grave neste grupo se refere \u00e0 depend\u00eancia patol\u00f3gica da internet&#8221; (Tatagiba 2014: 201, rodap\u00e9 n. 48).<\/p>\n<p>Por enquanto os usu\u00e1rios do WhatsApp no Brasil ainda saem de casa, sozinhos ou acompanhados. Mas, \u00e9 como se n\u00e3o sa\u00edssem, pois est\u00e3o sempre no mesmo lugar, que podemos chamar pelo termo arcaico <strong>alhures<\/strong>. O corpo dessas pessoas pode at\u00e9 estar presente (nada a ver com &#8220;missa de corpo presente&#8221;), mas suas mentes est\u00e1 alhures. Seria interessante reativar esse termo e, inclusive, criar um derivado dele, a <strong>alhuridade<\/strong>. Afinal, \u00e9 uma categoria claramente vis\u00edvel nesses tempos de crescente descomunh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n<p>Couto, Hildo Hon\u00f3rio do. 2001. A intera\u00e7\u00e3o entre portugueses e amer\u00edndios em Porto Seguro em 1500. <em>Pesquisa lingu\u00edstica<\/em> (UnB) v. 6, n. 2, p. 7-28.<\/p>\n<p>_______. 2003. Portugueses e tupinamb\u00e1s em Porto Seguro, 1500: intera\u00e7\u00e3o, comunh\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. In: Roncarati, Cl\u00e1udia &amp; Abra\u00e7ado, Jussara (orgs.). <em>Portugu\u00eas brasileiro: Contato lingu\u00edstico, hterogeneidade e hist\u00f3ria<\/em>. Rio de Janeiro: 7Letras, p. 253-271.<\/p>\n<p>_______. 2009. As narrativas orais crioulo-guineenses. <em>Papia<\/em> 19, p. 51-68.<\/p>\n<p>Gobard, Henri.1976. <em>L&#8217;Ali\u00e9nation linguistique: Analyse t\u00e9traglossique<\/em>. Paris: Flammarion.<\/p>\n<p>Jakobson, Roman. 1969. Lingu\u00edstica e po\u00e9tica. In: Linguagem e comunica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Cultrix, p. 118-162 (original, 1960).<\/p>\n<p>Malinowski, Bronislaw. 1972. O problema do significado em l\u00ednguas primitivas. In: Ogden, C. K. &amp; Richards, I. A.<em> O significado de significado<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar Editores, p. 295-230 (original, 1923).<\/p>\n<p>Matos, Francisco; Elza do Couto; Adilson Marques &amp; Hildo do Couto. 2014. Ecolinguagem. In: Couto, Elza N. N. do, Dunck-Cintra, Ema M. &amp; Borges, Lorena A. O. (orgs.). <em>Antropologia do imagin\u00e1rio, ecolingu\u00edstica e met\u00e1fora. Bras\u00edlia<\/em>: Thesaurus, p. 215-224.<\/p>\n<p>Santos, Jonas Pereira dos. 2015. Descomunh\u00e3o: Um inc\u00f4modo hiato no seio da ecologia da comunidade. UnB, monografia para disciplina Ecologia Lingu\u00edstica, 1\/1015.<\/p>\n<p>Tatagiba, Alessandro Borges. 2014. Ecossistema virtual: Media\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o e imagin\u00e1gio em jogo. In:\u00a0Couto, Elza; Ema Duck-Cintra &amp; Lorena Borges (orgs.). <em>Antropologia do imagin\u00e1rio, ecolingu\u00edstica e met\u00e1fora<\/em>. Bras\u00edlia: Thesaurus,\u00a0p. 193-294.<\/p>\n<p><strong>AP\u00caNDICE<\/strong><\/p>\n<p>Assim que postei este texto, o professor Francisco Gomes de Matos me enviou o seguinte, que ele chama de &#8220;reflex\u00e3o rimada&#8221;:<\/p>\n<p><strong>Alerta Ecolingu\u00edstico \u2013 <\/strong>Por Francisco Gomes de Matos*<\/p>\n<p><em>Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 digital descomunh\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Cuidado com a desagregadora WhatsApptid\u00e3o:<\/em><\/p>\n<p><em>Desestimula a dialog(A\u00c7\u00c3O)<\/em><br \/>\n<em>Desarticula a coopera\u00e7\u00e3o<\/em><em><br \/>\n<\/em><em>Desarmoniza a conversa\u00e7\u00e3o<\/em><em><br \/>\n<\/em><em>Desumaniza a intera\u00e7\u00e3o <\/em><\/p>\n<p><em>Dignifiquemos nossa comunica\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Ao di\u00e1logo e ao mult\u00edlogo asseguremos ECOsustenta\u00e7\u00e3o !<\/em><\/p>\n<p>_____________________________<\/p>\n<p><em>Hildo do Couto &#8211; Sou professor de lingu\u00edstica na Universidade de Bras\u00edlia, DF, apreciador da natureza, da cultura oriental e sua filosofia, bem como praticante de tai chi chuan.<\/em><\/p>\n<p><em>* Linguista da Paz, professor em\u00e9rito de lingu\u00edstica, Universidade Federal de Pernambuco, Recife. Ele foi o primeiro a relacionar l\u00edngua e ecologia no Brasil. <\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/ilinguagem.blogspot.com.br\/2015\/09\/descomunhao.html\" >Go to Original \u2013 ilinguagen.blogspot.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho presenciado membros de uma fam\u00edlia fisicamente juntos no restaurante, mas todos ligados no celular, WhatsApp, trocando mensagens com algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 ali. O que estamos a testemunhar \u00e9 o contr\u00e1rio da comunh\u00e3o. As pessoas est\u00e3o fisicamente juntas (n\u00edvel natural), mas mentalmente separadas, pois cada uma est\u00e1 ligada a algu\u00e9m ausente. 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