{"id":6820,"date":"2010-08-16T00:00:31","date_gmt":"2010-08-15T22:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=6820"},"modified":"2010-08-12T15:22:03","modified_gmt":"2010-08-12T13:22:03","slug":"portuguese-transgenicos-nome-de-codigo-monsanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2010\/08\/portuguese-transgenicos-nome-de-codigo-monsanto\/","title":{"rendered":"(Portuguese) Transg\u00e9nicos: Nome de C\u00f3digo, &#8220;Monsanto&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>(Leitura obrigat\u00f3ria para esclarecer-se e educar-se acerca dos males da Monsanto. &#8211;Nota do Editor da TMS)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Qual a urg\u00eancia das decis\u00f5es recentes assumidas pela Comiss\u00e3o Europeia para facilitar o cultivo e utiliza\u00e7\u00e3o de transg\u00e9nicos?<\/em><\/p>\n<p>As recentes decis\u00f5es assumidas pela Comiss\u00e3o Europeia para facilitar o cultivo e utiliza\u00e7\u00e3o de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transg\u00e9nicos, apesar dos riscos para a sa\u00fade p\u00fablica e o ambiente, foram acompanhadas por declara\u00e7\u00f5es a favor da capacidade de decis\u00e3o dos governos dos Estados-Membros. No entanto, h\u00e1 que habilitar os cidad\u00e3os com informa\u00e7\u00e3o que lhes permita ir mais fundo no conhecimento sobre o assunto. Na altura, a eurodeputada Marisa Matias, do grupo da Esquerda Unit\u00e1ria (GUE\/NGL) perguntou \u201cqual a urg\u00eancia de tais decis\u00f5es?\u201d tomadas pela Comiss\u00e3o quando h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o em prepara\u00e7\u00e3o e prestes a sair. Uma das respostas pode ser encontrada numa simples palavra: \u201cMonsanto\u201d.<\/p>\n<p>Monsanto \u00e9 a multinacional que controla mais de 90 por cento das sementes transg\u00e9nicas que se vendem em todo o mundo. Quem relata melhor a hist\u00f3ria \u00e9 a investigadora Marie-Monique Robin no seu livro \u201cO mundo segundo Monsanto: da dioxina aos OGM, uma multinacional que lhes deseja o melhor\u201d.<\/p>\n<p>As sondagens na Europa reflectem uma opini\u00e3o radicalmente contr\u00e1ria aos alimentos transg\u00e9nicos. Em Espanha, em 2006, os inquiridos numa sondagem escolheram os \u201ctransg\u00e9nicos\u201d como amea\u00e7a alimentar mais inquietante em compara\u00e7\u00e3o com mais 12 hip\u00f3teses, entre as quais as \u201cvacas loucas\u201d, salomonelas e gripe das aves. Na Alemanha, 95 por cento dos consumidores rejeitam os OGM; mesmo nos Estados Unidos, no Estado de Nova Iorque, 39 por cento dos consumidores s\u00e3o contr\u00e1rios e 33 por cento aceitam os OGM.<\/p>\n<p>Que se passou ent\u00e3o, perante tantas rejei\u00e7\u00f5es, desde que 1994 foi autorizado nos Estados Unidos o cultivo das primeiras sementes transg\u00e9nicas, ponto de partida para uma situa\u00e7\u00e3o caracterizada hoje por mais de 125 milh\u00f5es de hectares semeados em todo o mundo com diferentes sementes de organismos geneticamente modificados?<\/p>\n<p>Uma explica\u00e7\u00e3o importante \u00e9: Monsanto.<\/p>\n<p>A empresa Monsanto nasceu em Saint Louis, Missouri, em 1901, dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de sacarina para a Coca-Cola. Em 1935 comprou a Swan Chemical Co., que j\u00e1 fabricava os PCB, policlorobifen\u00f3is. Esta subst\u00e2ncia sint\u00e9tica tinha diversos usos como refrigerante e lubrificante, mas representava tamb\u00e9m um grave risco para a sa\u00fade p\u00fablica que a empresa conhecia \u201cmas de fez de conta que nada acontecia at\u00e9 \u00e0 sua proibi\u00e7\u00e3o definitiva, em 1977\u201d, testemunha Marie-Monique Robin. A prova deste conhecimento est\u00e1 na grande quantidade de documentos procedentes de arquivos da Monsanto, obrigada a divulg\u00e1-los num processo judicial.<\/p>\n<p>Monsanto monopolizou a produ\u00e7\u00e3o de PCB em todo o mundo. Contaminou assim vastas \u00e1reas do planeta, uma vez que se trata de uma subst\u00e2ncia muito resistente na natureza.<\/p>\n<p>Monsanto surge depois no fabrico de dioxinas, \u201ca mol\u00e9cula mais perigosa jamais inventada pelo homem\u201d, segundo Marie-Monique Robin. A dioxina \u00e9 um produto derivado do fabrico de herbicidas, incrementado durante a Segunda Guerra Mundial. A multinacional montou uma f\u00e1brica espec\u00edfica em 1948 e trabalhou estreitamente com o Pent\u00e1gono para desenvolver a utiliza\u00e7\u00e3o da dioxina como arma qu\u00edmica. O perigo deste produto tornou-se publicamente evidente em 1976, com o acidente em It\u00e1lia que ficou conhecido como &#8220;a cat\u00e1strofe de Seveso&#8221;.<\/p>\n<p>Monsanto obtivera entretanto contrato para produzir o \u201cagente laranja\u201d (uma dioxina) para utiliza\u00e7\u00e3o pelo ex\u00e9rcito norte-americano na guerra do Vietname com o objectivo de destruir colheitas e matar as popula\u00e7\u00f5es \u00e0 fome.<\/p>\n<p>De 1962 a 1971 os militares norte-americanos despejaram 80 mil milh\u00f5es de litros de desfolhantes sobre 3,3 milh\u00f5es de hectares de selva e terra agr\u00edcolas. Mais de tr\u00eas mil localidades foram contaminadas com a utiliza\u00e7\u00e3o de quantidades equivalentes a 400 quilos de dioxina pura &#8211; a dissolu\u00e7\u00e3o de 80 gramas de dioxina numa rede de \u00e1gua pot\u00e1vel poderia eliminar uma cidade de oito milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Dos herbicidas, Monsanto passou aos organismos geneticamente modificados (OGM) e descobriu a \u201c\u00e1rvore das patacas\u201d na conjuga\u00e7\u00e3o das duas \u00e1reas. Criou as sementes transg\u00e9nicas e tornou-as imunes ao herbicida que produz, o Roundup, at\u00e9 ent\u00e3o um \u201cassassino\u201d sist\u00e9mico uma vez que matava indiscriminadamente as esp\u00e9cies vegetais. A Monsanto passou a vender \u2013 e a impor nos contratos \u2013 n\u00e3o apenas as sementes transg\u00e9nicas mas tamb\u00e9m o Roundup para as proteger. Al\u00e9m disso, \u00e9 vedada aos compradores a utiliza\u00e7\u00e3o de um produto gen\u00e9rico do Roundup.<\/p>\n<p>Diz a publicidade de Monsanto que \u201co glifosfato \u00e9 menos t\u00f3xico para os ratos do que o sal de mesa ingerido em grande quantidade\u201d e tem raz\u00e3o. O glifosfato \u00e9, de facto, o princ\u00edpio activo do Roundap, mas o Roundap \u00e9 muito mais t\u00f3xico na sua f\u00f3rmula global. O professor Robert Bell\u00e9, do Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica franc\u00eas, concluiu que o Roundap desencadeia a primeira etapa que pode conduzir a situa\u00e7\u00f5es de cancro 30 a 40 anos mais tarde. \u201cO Roundap \u00e9 um assassino de embri\u00f5es e em concentra\u00e7\u00f5es mais fracas \u00e9 um perturbador end\u00f3crino para os fetos\u201d, escreveu.<\/p>\n<p>O professor S\u00e9ralani, que desenvolve investiga\u00e7\u00f5es para a Comiss\u00e3o Europeia de modo a avaliar os efeitos dos alimentos transg\u00e9nicos na sa\u00fade, \u00e9 alvo de cr\u00edticas duras da ind\u00fastria de agrobiotecnologia por ter sido taxativo quanto aos efeitos do Roundup nas c\u00e9lulas humanas: \u201cmata-as directamente\u201d.<\/p>\n<p>As provas em que se baseou a homologa\u00e7\u00e3o do Roundup fizeram-se apenas com o princ\u00edpio activo, mascarando os efeitos reais do produto. Este \u00e9 o truque da propaganda de Monsanto.<br \/>\nEm 1993 a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos autorizou Monsanto a comercializar a hormona de crescimento bovino obtida por manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica (rBGH), hormona que se introduz nas vacas para produzirem mais leite. Em Abril de 1998 uma fuga de informa\u00e7\u00e3o fez deflagrar um esc\u00e2ndalo pol\u00edtico e cient\u00edfico por detr\u00e1s desta autoriza\u00e7\u00e3o. Tanto Monsanto como a FDA tinham escondido dados essenciais.<\/p>\n<p>Trabalhos cient\u00edficos questionaram o uso desta hormona. Consideram-na prejudicial para a sa\u00fade das vacas e para a sa\u00fade humana. De facto, a hip\u00f3fise das vacas e dos seres humanos produz uma hormona espec\u00edfica de crescimento mas ambas provocam a produ\u00e7\u00e3o da mesma subst\u00e2ncia, a IGF, factor de crescimento insul\u00edtico de tipo I. O n\u00edvel de IGFI \u00e9 significativamente superior no leite produzido pelas vacas tratadas com rBGH do que no leite natural. O aumento da subst\u00e2ncia em causa multiplica por quatro o risco de cancro da pr\u00f3stata nos homens e por sete o risco de cancro da mama nas mulheres.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 forte pol\u00e9mica, a hormona est\u00e1 oficialmente proibida na Uni\u00e3o Europeia desde 1 de Janeiro de 2000, com base no princ\u00edpio segundo o qual \u201ca biosfera n\u00e3o deve transformar-se num laborat\u00f3rio de alto risco para os seres humanos\u201d.<\/p>\n<p>De facto, segundo numerosos trabalhos cient\u00edficos, a dissemina\u00e7\u00e3o de organismos geneticamente modificados pode alterar os mecanismos e os ritmos do desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>Monsanto controla mais de 90 por cento da produ\u00e7\u00e3o de OGM no mundo. \u00c9 um monop\u00f3lio Este monop\u00f3lio amea\u00e7a a seguran\u00e7a alimentar sobretudo nos pa\u00edses mais pobres, onde mais de mil e quinhentos milh\u00f5es de pessoas sobrevivem gra\u00e7as \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de sementes.<\/p>\n<p>O movimento Greenpeace afirma que as possibilidades de um mundo livre de transg\u00e9nicos continuam em aberto: 92 por cento das terras cultivadas no mundo est\u00e3o livres de OGM. Apenas quatro pa\u00edses concentram 90 por cento da utiliza\u00e7\u00e3o de sementes modificadas: Estados Unidos 53 por cento, Argentina 18 por cento, Brasil 11,5 por cento e Canad\u00e1 6,1 por cento. No mercado existem apenas quatro sementes: soja, milho, algod\u00e3o e colza; na Europa s\u00f3 0,119 por cento do terreno cultivado \u00e9 dedicado a OGM, contra quatro por cento, por exemplo, de agricultura ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u201cA manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica\u201d, escreve Paco Puche na revista \u201cEl Observador, \u201cn\u00e3o tem nada a ver com o que os camponeses fazem h\u00e1 10 mil anos, isto \u00e9, conservar as melhores d\u00e1divas das suas colheitas para as semear no ano seguinte; nem com os mecanismos de melhoramento atrav\u00e9s dos cruzamentos entre plantas seleccionadas dentro da mesma esp\u00e9cie. A manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica salta por cima das barreiras biol\u00f3gicas que separam as esp\u00e9cies, despreza os mecanismos naturais de evolu\u00e7\u00e3o e interv\u00e9m nas interac\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas at\u00e9 agora inacess\u00edveis ao ser humano\u201d.<\/p>\n<p>O processo de manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica desenvolve-se em duas fases: em primeiro lugar extrai-se o gene da planta que interessa de um doador e incorpora-se numa mol\u00e9cula portadora, que pode ser um v\u00edrus; em segundo lugar implanta-se este vector no organismo receptor. Para avaliar o resultado da transforma\u00e7\u00e3o h\u00e1 que injectar um gene resistente aos antibi\u00f3ticos e banhar as c\u00e9lulas numa solu\u00e7\u00e3o antibi\u00f3tica. As que sobrevivem s\u00e3o as que aceitaram a transfer\u00eancia. Sobre estas realizam-se depois bombardeamentos com \u201ccanh\u00f5es de genes\u201d, o que provoca a coloca\u00e7\u00e3o do gene de forma aleat\u00f3ria em qualquer parte do genoma.<\/p>\n<p>Os primeiros \u00eaxitos da Monsanto na sua batalha legislativa nos Estados Unidos para aceita\u00e7\u00e3o deste processo foram alcan\u00e7ados em 1992, quando foi aprovado um regulamento segundo o qual \u201cos alimentos derivados de variedades vegetais segundo os novos m\u00e9todos de modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica regulam-se no mesmo quadro e segundo a mesma perspectiva adoptada para o cruzamento tradicional de plantas\u201d. Isto \u00e9, deixa de haver diferen\u00e7as legislativas entre as selec\u00e7\u00f5es de sementes dentro da mesma esp\u00e9cie e as quebras das barreiras biol\u00f3gicas que separam as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Aos benef\u00edcios desta legisla\u00e7\u00e3o, Monsanto acrescentou o estabelecimento de um quadro de declara\u00e7\u00e3o de patentes sobre todas as sementes geneticamente modificadas, facto que lhe permite controlar o mercado mundial em forma de monop\u00f3lio.<\/p>\n<p>Em causa est\u00e3o a sa\u00fade p\u00fablica no mundo, a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e a biodiversidade. Trabalhos cient\u00edficos sobre estes assuntos permitiram estabelecer um dec\u00e1logo de malfeitorias dos OGM e do controlo de Monsanto sobre a sua produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o: riscos para a sa\u00fade p\u00fablica; contamina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica sem controlo; aumento da contamina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica devido ao maior uso de biocidas; perda permanente da biodiversidade agropecu\u00e1ria e florestal; aumento da inseguran\u00e7a e perda da soberania alimentar; grande concentra\u00e7\u00e3o de poder em poucas empresas; degrada\u00e7\u00e3o da democracia atrav\u00e9s das press\u00f5es sobre a classe pol\u00edtica e a actua\u00e7\u00e3o dos lobbies; aumento da desigualdade Norte-Sul; preju\u00edzos para a agricultura ecol\u00f3gica devido \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"  http:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/transg%C3%A9nicos-nome-de-c%C3%B3digo-monsanto\" >GO TO ORIGINAL \u2013 ESQUERDA.NET<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Leitura obrigat\u00f3ria para esclarecer-se e educar-se acerca dos males da Monsanto. &#8211;Nota do Editor da TMS). 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