{"id":69782,"date":"2016-02-15T12:32:41","date_gmt":"2016-02-15T12:32:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=69782"},"modified":"2016-02-15T12:32:41","modified_gmt":"2016-02-15T12:32:41","slug":"portugues-a-carne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2016\/02\/portugues-a-carne\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A Carne"},"content":{"rendered":"<p><em>9 de fevereiro de 2016<\/em> &#8211; Carne \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, o tecido muscular de animais. O termo \u00e9, por\u00e9m, popularmente estendido a todas as partes macias do corpo do animal, excetuando as v\u00edsceras e o tegumento (pele, p\u00ealos, penas, escamas, etc). H\u00e1 quem diga que \u201ccarne\u201d \u00e9 apenas a parte comest\u00edvel de mam\u00edferos, enquanto que frango, r\u00e3, peixe e frutos-do-mar n\u00e3o seriam carne, por\u00e9m essa classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem qualquer motivo de ser.<\/p>\n<p>Para efeito de consumo as carnes s\u00e3o classificadas em carne vermelha e carne branca. A carne vermelha, mais escura, \u00e9 a oriunda de bovinos, ovinos, caprinos e equinos, enquanto que a carne branca \u00e9 mais clara e prov\u00e9m de outros animais (coelhos, aves, peixe, etc). A carne su\u00edna \u00e9, por vezes, classificada como vermelha e, por vezes, como branca. O que diferencia a cor da carne \u00e9 a maior ou menor presen\u00e7a de mioglobinas, pigmento carregador de oxig\u00eanio dos m\u00fasculos.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico de consumo de carne por seres humanos<\/strong><\/p>\n<p>Os seres humanos descendem de primatas arbor\u00edcolas africanos que se alimentavam basicamente de folhas e frutos. Por volta de 4 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s o aquecimento global reduziu grande parte das florestas africanas a savanas. Isso levou a um maior espa\u00e7amento entre as \u00e1rvores e \u00e0 necessidade dos antepassados do ser humano percorrer grandes dist\u00e2ncias pelo solo. Isso levou ao bipedalismo e \u00e0 necessidade de busca por novas fontes de alimentos.<\/p>\n<p>Por extrema necessidade de sobreviv\u00eancia, os descendentes do ser humano passaram a consumir qualquer fonte de mat\u00e9ria org\u00e2nica que pudessem digerir, e isso inclui a carne. A carne, nesse momento, era vantajosa por ser um alimento rico em calorias e nutrientes concentrados, e os homin\u00eddeos de ent\u00e3o n\u00e3o podiam saber quando seria a pr\u00f3xima refei\u00e7\u00e3o. Passaram ent\u00e3o a praticar a necrofagia, disputando o cad\u00e1ver de animais abatidos por predadores, com hienas, abutres e vermes.<\/p>\n<p>Por volta de 2,5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s os homin\u00eddeos passaram a desenvolver formas de abater suas pr\u00f3prias presas, lascando pedras e produzindo lan\u00e7as e flechas. 1,5 milh\u00e3o de anos ap\u00f3s eles dominaram o fogo, o que os auxiliou a melhor ingerir e digerir a carne dos animais ca\u00e7ados. A domestica\u00e7\u00e3o animal teve in\u00edcio a relativamente bem menos tempo, a apenas 10 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>O tabu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se pode ter conhecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exist\u00eancia de tabus referentes ao consumo de carnes no per\u00edodo pr\u00e9-hist\u00f3rico. Possivelmente alguns grupos possu\u00edam tabus em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de carne humana, n\u00e3o sendo essa restri\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, aplicada a todos os grupos. Ao contr\u00e1rio do que se pode imaginar, a exist\u00eancia de um animal totem de determinado cl\u00e3 humano n\u00e3o criava um tabu em rela\u00e7\u00e3o ao consumo da carne desse animal, sendo at\u00e9 mesmo sua carne preterida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne de outros animais. Possivelmente seu consumo criava a sensa\u00e7\u00e3o de que o animal fazia parte da coletividade ou que o cl\u00e3, mediante seu consumo, adquiria as virtudes que observava no animal.<\/p>\n<p>O jainismo, religi\u00e3o codificada h\u00e1 cerca de 2,5 mil anos atr\u00e1s, \u00e9 a \u00fanica das grandes religi\u00f5es que expressamente condena todo e qualquer consumo de carne e que explica faz\u00ea-lo por motivos \u00e9ticos. O hindu\u00edsmo e o budismo n\u00e3o pro\u00edbem expressamente o consumo de carne, facultando ao devoto seu consumo ou n\u00e3o, dependendo da linha seguida. O juda\u00edsmo pro\u00edbe o consumo da carne de todos os animais que n\u00e3o sejam mam\u00edferos ruminantes de casco fendido, aves com olhos laterais e que n\u00e3o se alimentem de carne e animais aqu\u00e1ticos com escamas. O islamismo pro\u00edbe o consumo de carne de porco.<\/p>\n<p>Na sociedade ocidental as pessoas possuem tabus em rela\u00e7\u00e3o ao consumo da carne de c\u00e3es e gatos, mas n\u00e3o v\u00eaem problema em rela\u00e7\u00e3o ao consumo da carne de bovinos, ovinos, caprinos, su\u00ednos, aves e peixes. Como todo tabu, n\u00e3o h\u00e1 elementos que possibilitem fundamentar porque que o consumo da carne de determinadas esp\u00e9cies deve ser visto como nojento, anti-\u00e9tico ou at\u00e9 mesmo um crime, e porque que o consumo da carne de outras esp\u00e9cies deva ser visto como uma atividade normal.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es quanto ao consumo de carne<\/strong><\/p>\n<p>A carne ocupa posi\u00e7\u00e3o central na cultura ocidental, possuindo o maior grau hier\u00e1rquico dentre todos os demais alimentos. \u00c9 tamb\u00e9m, por outro lado, o alimento que recebe maior n\u00famero de criticas. Comer carne em nossa sociedade \u00e9 sin\u00f4nimo de \u201ccomer bem\u201d. Seu consumo est\u00e1 associado \u00e0s refei\u00e7\u00f5es festivas e \u00e0 prosperidade das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de carne em um determinado prato frequentemente determina a denomina\u00e7\u00e3o desse prato, ainda que a carne seja um mero ingrediente entre v\u00e1rios outros. Assim, uma pessoa pode dizer que almo\u00e7ou strogonoff, quando na verdade este corresponde a cerca 1\/4 da refei\u00e7\u00e3o, se considerados o arroz, a salada e a batata palha.<\/p>\n<p>Os defensores do consumo de carne frequentemente recorrem a clich\u00eas e ao lugar comum. Coment\u00e1rios favor\u00e1veis ao consumo de carne s\u00e3o breves e muito pouco refletidos ou elaborados, geralmente fazendo alus\u00e3o ao seu gosto, textura, suposta salutabilidade, sua acessibilidade ou valor prot\u00e9ico.<\/p>\n<p>A carne vem recebendo crescentes cr\u00edticas em pa\u00edses ocidentais, especialmente devido \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos direitos animais, \u00e0 sua associa\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as cr\u00f4nicas degenerativas e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental provocada pela cria\u00e7\u00e3o animal; a alimenta\u00e7\u00e3o com maior \u00eanfase em produtos de origem vegetal, por outro lado, vem ganhando popularidade.<\/p>\n<p>Em estudos sobre motivos para se evitar determinados alimentos, a carne \u00e9 mais freq\u00fcentemente citada, e os coment\u00e1rios sobre ela frequentemente s\u00e3o expressos em termos mais emocionais. A forma como os animais s\u00e3o criados, o fato da carne derivar do cad\u00e1ver de animais, a percep\u00e7\u00e3o de que a carne faz mal \u00e0 sa\u00fade, a sensa\u00e7\u00e3o de \u201cpeso no est\u00f4mago\u201d ap\u00f3s o consumo de carne, considera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e sociais, a associa\u00e7\u00e3o da carne com o barbarismo e a falta de civilidade . . . Frequentemente todos estes elementos se integram em um senso difuso de repuls\u00e3o e desagrado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne.<\/p>\n<p><strong>A tend\u00eancia \u00e0 dissocia\u00e7\u00e3o entre os consumidores de carnes<\/strong><\/p>\n<p>O aumento na popularidade de movimentos que protestam contra o uso de peles de animais, a ca\u00e7a, a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, a farra do boi, as touradas, as rinhas de animais, os m\u00e9todos de cria\u00e7\u00e3o e transporte de animais vivos na produ\u00e7\u00e3o moderna de carne, e os grupos que promovem a ado\u00e7\u00e3o e controle n\u00e3o-eutan\u00e1sico de popula\u00e7\u00f5es de animais dom\u00e9sticos s\u00e3o reflexos de que a sociedade transita para uma nova inst\u00e2ncia moral no tocante \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de animais. A maioria dos ativistas engajados nestes movimentos, apesar de se dizerem defensores dos direitos dos animais, s\u00e3o consumidores de carne.<\/p>\n<p>Esta anomalia moral apenas pode ser entendida quando compreendemos o conceito por tr\u00e1s do movimento de bem-estar animal. De acordo com esse movimento, animais s\u00e3o criaturas sens\u00edveis e por isso demandam nossas considera\u00e7\u00f5es morais. Por\u00e9m, essas considera\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser tantas que impe\u00e7am sua apropria\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o. Deriva da\u00ed que animais, de acordo com esse movimento, devem ser protegidos contra o sofrimento considerado desnecess\u00e1rio, podendo ser explorados e inclusive mortos, se isso for considerado necess\u00e1rio. E \u201cnecessidade\u201d aqui entenda-se o que for conveniente para a esp\u00e9cie superior, o ser humano.<\/p>\n<p>Para contornar os poss\u00edveis dilemas morais relacionados ao abate de animais para consumo, o movimento de bem-estar animal procura dissociar o animal enquanto ser senciente, da carne enquanto alimento. Assim, por \u201ccarne\u201d entende-se apenas o alimento derivado de mam\u00edferos, sendo a carne derivada de aves e peixes simplesmente \u201cfrango\u201d e \u201cpeixe\u201d. Galinhas e peixes podem, em muitas situa\u00e7\u00f5es, serem mesmo considerados como n\u00e3o-animais, para prop\u00f3sito de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Consumidores s\u00e3o levados a n\u00e3o associar os peda\u00e7os de carne talhados que adquirem nos a\u00e7ougues com os animais vivos dos quais estes se originaram. Entre o abate e o consumo de carne h\u00e1 toda uma s\u00e9rie de pequenas opera\u00e7\u00f5es espaciais que tendem a obscurecer o momento exato em que o animal passa a se tornar um alimento, e tanto o animal quanto o produto final tendem a ser dissociados do processo de abate em si.<\/p>\n<p>De maneira geral, no ato da aquisi\u00e7\u00e3o de carne, o consumidor n\u00e3o presencia o abate do animal, comprando somente as pe\u00e7as que pouco o fazem lembrar os animais vivos . O mercado de carne tende a assegurar que a liga\u00e7\u00e3o entre a carne e os animais de onde ela deriva n\u00e3o seja t\u00e3o clara na mente do consumidor. Caso essa liga\u00e7\u00e3o fosse clara, haveria uma maior tend\u00eancia dentro da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 absten\u00e7\u00e3o de carnes.<\/p>\n<p>Mesmo nos casos onde o consumidor insiste em associar a carne ao abate de animais, o bem-estarismo fornece o conforto e at\u00e9 a garantia de que sob determinada t\u00e9cnica de cria\u00e7\u00e3o e abate, o animal n\u00e3o sofre. \u00c9 o contra-senso do \u201cabate humanit\u00e1rio\u201d e da \u201ccarne de animais felizes\u201d.<\/p>\n<p>O consumidor ludibriado pela propaganda bem-estarista tende a considerar os animais em duas grandes categorias: Animais de consumo e animais que devem gozar de direitos. Os animais de consumo s\u00e3o aqueles que foram criados com o prop\u00f3sito de serem explorados e os demais animais que n\u00e3o interessam a esse sistema de explora\u00e7\u00e3o devem ter seus direitos protegidos por todos.<\/p>\n<p>Com efeito, animais abatidos para consumo humano s\u00e3o t\u00e3o sens\u00edveis quanto os animais explorados para pele, ca\u00e7a, torturados em rodeios, circos ou rinhas, n\u00e3o importando para que fim tenham sido criados; da mesma forma, n\u00e3o existe base cient\u00edfica para se determinar que a dor sofrida por mam\u00edferos tenha maior intensidade do que a sentida por aves ou peixes.<\/p>\n<p>A flagrante recusa em associar-se o cad\u00e1ver processado do animal ao animal vivo, ou a explora\u00e7\u00e3o de animais para consumo com o desrespeito aos direitos animais, se constitui, na maioria das vezes, em um processo ativo, onde o indiv\u00edduo bloqueia o racioc\u00ednio l\u00f3gico, preferindo uma dissocia\u00e7\u00e3o \u201cfor\u00e7ada\u201d em troca da satisfa\u00e7\u00e3o pessoal de saborear a carne. Quando contrastados com os fatos, freq\u00fcentemente o consumidor diz n\u00e3o querer saber ou recorre a uma rea\u00e7\u00e3o agressiva.<\/p>\n<p><strong>Valor nutricional da carne<\/strong><\/p>\n<p>Em termos nutricionais, a carne \u00e9 constitu\u00edda basicamente de gorduras e prote\u00ednas, sendo tamb\u00e9m considerada boa fonte de ferro, zinco, sel\u00eanio e vitaminas do complexo B. \u00c9, por\u00e9m, um alimento deficiente no que diz respeito a fibras e carboidrato e inferior aos vegetais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maioria dos minerais e vitaminas.<\/p>\n<p><strong>O consumo de carne e a sa\u00fade humana<\/strong><\/p>\n<p>Por ser um alimento rico em gorduras e prote\u00ednas e pobre em fibras, carboidratos complexos e antioxidantes, a carne est\u00e1 associada a uma grande variedade de doen\u00e7as, tais como diabetes, arteriosclerose, reumatismo, hipertens\u00e3o, osteoporose, anemias, doen\u00e7as card\u00edacas, doen\u00e7as renais, doen\u00e7as respirat\u00f3rias, derrame, esclerose m\u00faltipla, alguns tipos de c\u00e2nceres, como o c\u00e2ncer de c\u00f3lon e de mama, e obesidade.<\/p>\n<p>Mesmo as chamadas \u201ccarnes brancas\u201d, cujo consumo popularmente \u00e9 associado a h\u00e1bitos mais saud\u00e1veis, est\u00e3o associadas \u00e0 ocorr\u00eancia dessas doen\u00e7as. Embora a maioria das carnes brancas sejam mais pobres em gorduras, a incid\u00eancia de algumas dessas doen\u00e7as n\u00e3o est\u00e1 associada apenas ao seu excesso de gorduras, mas tamb\u00e9m de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>O frango, por exemplo, tem maior quantidade de prote\u00ednas do que a carne de vaca ou de bode. O consumo excessivo de prote\u00ednas est\u00e1 associado \u00e1 maior incid\u00eancia de diabetes, reumatismo, osteoporose, anemias, doen\u00e7as renais, derrame e c\u00e2ncer de c\u00f3lon.<\/p>\n<p>Consumidores de carne frequentemente necessitam realizar corre\u00e7\u00f5es em sua dieta, diminuindo de tempos em tempos seu aporte de calorias, restringindo o consumo de determinados alimentos e recorrendo a medicamentos. Vegetarianos, por outro lado, raramente necessitam recorrer a tais corre\u00e7\u00f5es, pois sua dieta est\u00e1 mais em acordo com o preconizado pelas recomenda\u00e7\u00f5es diet\u00e9ticas di\u00e1rias..<\/p>\n<p><strong>Da absten\u00e7\u00e3o de carne ao vegetarianismo verdadeiro<\/strong><\/p>\n<p>A absten\u00e7\u00e3o de carne \u00e9 frequentemente o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o ao vegetarianismo. Esse primeiro passo, o protovegetarianismo, no entanto, n\u00e3o deve ser entendido como uma finalidade em si mesmo. Sejam quais forem as raz\u00f5es que levem uma pessoa a abster-se de carne, esses mesmos motivos devem lev\u00e1-la a buscar a absten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m, de outros produtos de origem animal.<\/p>\n<p>Sabe-se hoje que nem todas as pessoas que se abst\u00e9m do consumo de alguma ou de qualquer carne pretendem, algum dia, tornarem-se vegetarianas. Muitos dos consumidores podem estar se abstendo do consumo de carne vermelha ou de pe\u00e7as inteiras de carne, substituindo esta pelo consumo de carne mo\u00edda (que pouco lembra o animal morto) ou por peixes e frango, animais considerados mais saud\u00e1veis e menos sens\u00edveis. Ou ent\u00e3o aumentando seu consumo de ovos, leite e derivados, por n\u00e3o serem alimentos derivados diretamente da morte de animais.<\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia, indiv\u00edduos que realizam tais substitui\u00e7\u00f5es cr\u00eaem j\u00e1 haverem adotado o vegetarianismo, considerando o frango, o peixe, os ovos e o leite como alimentos \u201cvegetarianos puros\u201d. O consumo de carne vermelha estaria, desta maneira, tendo um r\u00e1pido decl\u00ednio, enquanto estaria aumentando a popularidade do consumo de aves, peixe, carneiro ou alimentos derivados de leite.<\/p>\n<p>A \u00e9tica que envolve o vegetarianismo, por outro lado, reside na absten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas de carnes, mas de todo e qualquer produto que derive da explora\u00e7\u00e3o animal. A carne, sendo tecido animal, \u00e9 mais facilmente associada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o animal e por isso com frequ\u00eancia \u00e9 o primeiro item a ser abolido. No entanto, o leite, os ovos, o mel e todos os demais produtos de origem animal s\u00e3o derivados de sistemas de explora\u00e7\u00e3o t\u00e3o ou mais cru\u00e9is que a carne, e dessa maneira devem ser tamb\u00e9m abolidos de nossa dieta.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/09\/02\/2016\/a-carne-3\" >Go to Original \u2013 anda.jor.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carne \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, o tecido muscular de animais. O termo \u00e9, por\u00e9m, popularmente estendido a todas as partes macias do corpo do animal, excetuando as v\u00edsceras e o tegumento (pele, p\u00ealos, penas, escamas, etc). H\u00e1 quem diga que \u201ccarne\u201d \u00e9 apenas a parte comest\u00edvel de mam\u00edferos, enquanto que frango, r\u00e3, peixe e frutos-do-mar n\u00e3o seriam carne, por\u00e9m essa classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem qualquer motivo de ser.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-69782","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69782\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}