{"id":74268,"date":"2016-05-30T12:00:27","date_gmt":"2016-05-30T11:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=74268"},"modified":"2016-05-28T15:29:13","modified_gmt":"2016-05-28T14:29:13","slug":"portugues-a-tragedia-da-guerra-na-construcao-da-memoria-e-do-patrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2016\/05\/portugues-a-tragedia-da-guerra-na-construcao-da-memoria-e-do-patrimonio\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A trag\u00e9dia da guerra na constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e do patrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Paulo-Mendes-Pinto.jpe\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-69425\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Paulo-Mendes-Pinto-150x150.jpe\" alt=\"Paulo Mendes Pinto\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Paulo-Mendes-Pinto-150x150.jpe 150w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Paulo-Mendes-Pinto.jpe 171w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>De Aleppo ao Krack des Chevaliers, a Viv\u00eancia Dupla das Mem\u00f3rias <\/em><\/p>\n<p>Ao Francisco Moura, Companheiro de tantos caminhos!<\/p>\n<p>\u00c9 complexa a nossa rela\u00e7\u00e3o com o futuro. Facilmente o vemos nublado, sem certezas e com muitos problemas que para ele transportaremos sem saber como os resolver. A crise no M\u00e9dio Oriente encaixa plenamente neste quadro em que o futuro reside num sem n\u00famero de condicionantes, sem que nenhuma delas seja de solu\u00e7\u00e3o e controle f\u00e1cil. A \u00fanica certeza \u00e9 que daqui a largas dezenas de anos, a guerra ser\u00e1 o centro da mem\u00f3ria de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pessoalmente, cada vez mais olho para o futuro procurando no passado amarras a que me agarrar, mesmo que pequenas e fr\u00e1geis. S\u00e3o o patrim\u00f3nio que temos o direito de, a qualquer momento, reclamar como nosso, como pass\u00edvel de ser parte dessa equa\u00e7\u00e3o que deve ter tamb\u00e9m muito de afectos e n\u00e3o apenas de estrat\u00e9gias &#8211; que essas, como temos visto, poucos resultados positivos nos t\u00eam dado.<\/p>\n<p>E esse patrim\u00f3nio que \u00e9, quer da vida de cada um de n\u00f3s, quer da nossa Hist\u00f3ria enquanto colectivo, tem tens\u00f5es, tem contradi\u00e7\u00f5es, tem complementaridades. No ano de 2007, em dois dias separados apenas por uma r\u00e1pida noite de um longo debate sobre os choque culturais entre v\u00e1rios companheiros dessa mesma viagem, visitei dois castelos em nada iguais, mas em tudo semelhantes. Aleppo, de que hoje tanto se tem falado e, em Talkalakh, o famoso Krack des Chevaliers.<\/p>\n<p><strong>Krack des Chevaliers<\/strong><\/p>\n<p>Junto \u00e0 fronteira com o L\u00edbano, foi este castelo dos cruzados que visitei em primeiro lugar. No meio de uma viagem t\u00e3o recheada de ru\u00ednas romanas excepcionais, coma visita ainda mais espantosa algumas mesquitas do s\u00e9culo VIII, do in\u00edcio do Isl\u00e3o, a ida a um castelo medieval, baluarte m\u00edtico das Cruzadas, em nada me cativava.<\/p>\n<p>Decorria um Outono igual a tantos outros, e entre r\u00e9stias fortes de sol e lufadas agrestes de vento, l\u00e1 sa\u00edmos do autocarro, com a vontade de descobrir alguma emo\u00e7\u00e3o, algo que me retirasse da letargia em que me colocava a ideia de entrar num tema que ainda hoje tantos traumas tr\u00e1s ao mundo: as Cruzadas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo.jpe\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-74269\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo.jpe\" alt=\"ruinas aleppo\" width=\"500\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo.jpe 860w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo-300x224.jpe 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo-768x574.jpe 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O edif\u00edcio \u00e9, realmente, espantoso. A rampa interior que nos conduz atrav\u00e9s do miolo das muralhas afirma-se para o visitante como uma elegante barreira inici\u00e1tica que subimos com grande prazer, sempre munidos de um pequeno sorriso ir\u00f3nico nos l\u00e1bios, criado pelo espanto de se estar a ser engolido por um mo(nu)mento que antes nos repulsara. J\u00e1 aqui nos perseguiam \u2013 mais que acompanhavam \u2013 uns 3 ou 4 rapazes, com n\u00e3o mais de 12 anos. Esperavam que, mais tarde ou mais cedo, alguma moeda lhes ca\u00edsse nas m\u00e3os. Brincavam, gesticulavam, corriam, importunavam, infatig\u00e1veis nas tarefas t\u00edpicas desta idade e neste contexto.<\/p>\n<p>E sim, de monumento rapidamente pass\u00e1mos, n\u00e3o a um momento, mas a um sem n\u00famero de momentos, todos eles \u00edmpares, \u00fanicos. Guardarei sempre com muito cuidado a fotografia que me foi tirada no topo do torre\u00e3o mais alto do castelo. A n\u00e3o-sei-quantos-metros-de-altura, sem nada no horizonte que rivalizasse em medida e no respeito que este incutia, o vento quase n\u00e3o me deixava ficar de p\u00e9. Muito mais despenteado que o normal, abri bem largo os olhos para ver em todo o c\u00edrculo em redor. Pareciam mesmo os ventos chamados por Ares para a dura refrega nas portas de Tebas ou da \u00cdlion de grossas muralhas.<\/p>\n<p>Mas o momento mais doce, mais inesperado, mais intenso, veio no interior do que deve ter sido o refeit\u00f3rio dos cavaleiros hospital\u00e1rios transformado em capela depois de um terramoto por volta de 1170. J\u00e1 depois da conquista no s\u00e9culo XIII, islamizado o espa\u00e7o, um mirab foi constru\u00eddo numa das paredes aproximadamente virada para Sul, na direc\u00e7\u00e3o de Meca.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se os mi\u00fados n\u00e3o deram por que entr\u00e1mos naquele espa\u00e7o \u2013 realmente, \u00e9ramos apenas uns 3 os que t\u00ednhamos sa\u00eddo do grupo para melhor explorar o castelo. O sil\u00eancio, matizado com os zunidos sibilantes do vento nas janelas g\u00f3ticas, dava uma aura de profundo mist\u00e9rio ao local.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo2.jpe\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-74270\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo2-765x1024.jpe\" alt=\"ruinas aleppo2\" width=\"600\" height=\"803\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo2-765x1024.jpe 765w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo2-224x300.jpe 224w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo2-768x1028.jpe 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ruinas-aleppo2.jpe 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na simples contempla\u00e7\u00e3o do quase nada, irromperam na galhofa os pequenos. Um dos mais velhos de n\u00f3s ainda lan\u00e7ou um improp\u00e9rio qualquer para o ar, como que enxotando uma nuvem de mosquitos que descobriram que a luz se tinha acendido na calma noite. \u00cdamos embora, com desalento, quando um deles me puxou pela m\u00e3o. Apontou para o mais pequeno que se posicionava, em passos lentos, junto ao nicho de ora\u00e7\u00e3o. Par\u00e1mos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se o que aquela crian\u00e7a cantou estava correcto e se a pron\u00fancia do Alcor\u00e3o era respeitada. Apenas sei que fic\u00e1mos deslumbrados. Calados. Aterrados. Todo o tempo do mundo parou enquanto aquela crian\u00e7a cantou, de m\u00e3os colocadas como mandam as regras junto aos ouvidos, encostado ao nicho virado para a Cidade Santa. Fiquei pequeno, in\u00fatil, incapaz de qualquer pensamento ao tomar no\u00e7\u00e3o da minha pequenez e da inutilidade de uma fortaleza t\u00e3o inexpugn\u00e1vel perante aquelas notas, aqueles sons que s\u00f3 podiam ser divinos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se era disto que Ulisses tinha medo ao amarrar-se ao mastro do navio, aquando da visita esperada das sereias. Sem ardis, ao contr\u00e1rio do her\u00f3i dos mil estratagemas, deixe-me ir. Vivi, naquele momento, dos minutos mais intensos da minha vida.<\/p>\n<p>Os outros dois rapazes esperaram junto a n\u00f3s que o canto deixasse de ecoar naquelas paredes de metros de espessura. Tamb\u00e9m o respeito os obrigou a n\u00e3o avan\u00e7ar nem para a brincadeira, nem para o pedit\u00f3rio que seria o corol\u00e1rio l\u00f3gico da cena.<\/p>\n<p>Num ingl\u00eas j\u00e1 muito praticado, pediram, mais uma vez, as \u201ccoins\u201d que reclamavam desde a subida relatada no sexto par\u00e1grafo. J\u00e1 se tinham juntado a n\u00f3s mais uns cinco ou seis companheiros. Todos acab\u00e1mos por dar, sem pensar uma \u00fanica vez, uma nota, e n\u00e3o das mais pequenas que t\u00ednhamos nos bolsos.<\/p>\n<p>Eles ficaram radiantes. N\u00f3s tamb\u00e9m, apesar de n\u00e3o saber se eles consciencializaram exactamente o sentimento que em n\u00f3s provocaram. Obviamente, o peso e o valor das mem\u00f3rias tem este lado de espantoso: o que hoje \u00e9 para mim uma mem\u00f3ria \u00fanica, talvez j\u00e1 n\u00e3o exista na cabe\u00e7a daqueles jovens desde o dia seguinte ao relatado. Mas mais pesada \u00e9 a mem\u00f3ria quando equacionada com um futuro: no actual contexto, onde estar\u00e3o eles, j\u00e1 n\u00e3o nas suas mem\u00f3rias, mas na sua sobreviv\u00eancia f\u00edsica? Refugiados algures num Mediterr\u00e2neo que os recusa? Mortos nos escombros de alguma habita\u00e7\u00e3o que antes os acolhia e protegia? N\u00e3o sei, mas o som ainda o oi\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Aleppo<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m recorrentemente me socorro do imagin\u00e1rio que criei de Aleppo. Era uma cidade espantosa. Sem igual. Hoje, pelas not\u00edcias dos telejornais, n\u00e3o consigo imaginar a mesma cidade. Dizem que \u00e9 Aleppo, mas para mim n\u00e3o \u00e9. \u00c9 dos casos em que os meus bloqueios mentais mais me incapacitam de percepcionar a realidade da destrui\u00e7\u00e3o desta guerra sem lei.<\/p>\n<p>O desaguar teve lugar nas portas da cidadela. Emblem\u00e1tica com os torre\u00f5es, majestosa no dom\u00ednio sobre a cidade, esta cidade foi in\u00fameras vezes conquistada e reconquistada. Ironicamente, e por oposi\u00e7\u00e3o ao Krack, esta cidade foi das que mais resist\u00eancia apresentou \u00e0s investidas de tropas crist\u00e3s, quer aos cruzados, quer \u00e0s tropas bizantinas.<\/p>\n<p>Mas mais que Hist\u00f3ria, esta cidade foi para mim recheada de momentos de viv\u00eancia muito significativos. A subida \u00edngreme at\u00e9 ao port\u00e3o decorado com excelente trabalho de ferro martelado foi custosa. Mas muito saborosa foi a vis\u00e3o que se seguiu depois de contornado um \u201cS\u201d que nos disse que, com essa volta for\u00e7ada pela estrutura defensiva, est\u00e1vamos a entrar noutro \u201cs\u00edtio\u201d.<\/p>\n<p>E era mesmo outra a realidade que nos esperava depois de um pequeno t\u00fanel sombrio, pelo qual se tinha entrado num port\u00e3o encimado por serpentes, qual imagem e met\u00e1fora de um regresso a algo de primordial. Muita luz, mas muita serenidade. Do negro das paredes, do caminho que nos guiava, feria-nos o branco que definia a porta e nos deixava ver o casario do interior da cidadela.<\/p>\n<p>Era outro mundo. Apenas por uma nesga da muralha se via a cidade em baixo e se percebia que havia mundo para al\u00e9m de um grupo, de um complexo de casas, de banhos, de estruturas caiadas e ondes as c\u00fapulas tornavam tudo suave.<\/p>\n<p>Algumas dessas estruturas jogavam, no seu interior, com jogos de luz que eram poss\u00edveis porque o vidro deixava, no meio dessas c\u00fapulas, passar um grupo de raios solares perfeitamente direccionados que faziam desenhos geom\u00e9tricos, quer na pr\u00f3pria cobertura abobadada, quer no ch\u00e3o onde se projectava. Tudo parecia po\u00e9tico, sereno, perfeito.<\/p>\n<p>O fim desse dia, depois desta manh\u00e3 na cidadela, foi passado a visitar a Mesquita Om\u00edada da cidade, uma das mais antigas do mundo isl\u00e2mico, constru\u00edda no s\u00e9c. VIII.<\/p>\n<p>Elegante, requintada, este edif\u00edcio nada tinha de sumptuoso. A sua tremenda horizontalidade apenas era quebrada por um imenso, alto, minarete, hoje destru\u00eddo pela guerra civil. Ele era a imagem deste monumento \u00fanico.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mesquita-mosque.jpe\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-74271\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mesquita-mosque-1024x765.jpe\" alt=\"mesquita mosque\" width=\"700\" height=\"523\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mesquita-mosque-1024x765.jpe 1024w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mesquita-mosque-300x224.jpe 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mesquita-mosque-768x574.jpe 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mesquita-mosque.jpe 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pude andar por toda a mesquita. P\u00e1tio, salas e sal\u00f5es. No p\u00e1tio imenso sentei-me a ver o corrupio de gentes ao final do dia que respondiam ao apelo do muezim para a ora\u00e7\u00e3o. Vinham de todos os lados, percorriam o longo caminho que atravessa a porta exterior at\u00e9 ao sal\u00e3o de ora\u00e7\u00e3o. Pelo meio passavam pela fonte para a purifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi das primeiras vezes que vi em grande quantidade mulheres todas cobertas com longas vestes negras, as burcas. Num ou noutro caso percebi que me olhavam estranhando a minha presen\u00e7a, cal\u00e7as de ganga, t\u00e9nis e t-shirt. Quem se espantava mais, ali no meio do p\u00e1tio da mesquita?<\/p>\n<p>Hoje, continuo sem saber o que me provoca mais espanto. Aquelas mulheres a espantarem-se comigo? Eu a espantar-me com a quantidade de mulheres de burca? Ou o espanto que deve provocar em ambos, em mim, e nelas, o facto de o minarete, tal como muitos mais edif\u00edcios not\u00e1veis da S\u00edria, estarem agora destru\u00eddos?<\/p>\n<p>\u00c9 dram\u00e1tico quando a resposta certa nos leva para um denominador comum que \u00e9 a guerra, a destrui\u00e7\u00e3o. Sim, o que mais nos espanta \u00e9 a guerra destruidora que se criou. O resto? O resto s\u00e3o roupas que se vestem e despem conforme as culturas.<\/p>\n<p>________________________________________<\/p>\n<p><em>Prof. Paulo Mendes Pinto \u00e9 diretor da \u00e1rea de Ci\u00eancia das Religi\u00f5es da Universidade Lus\u00f3fona em Lisboa, Portugal.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/bolsa-de-especialistas\/2016-05-24-A-tragedia-da-guerra-na-construcao-da-memoria-e-do-patrimonio\" >Go to Original \u2013 visao.sapo.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De Aleppo ao Krack des Chevaliers, a Viv\u00eancia Dupla das Mem\u00f3rias &#8211; \u00c9 dram\u00e1tico quando a resposta certa nos leva para um denominador comum que \u00e9 a guerra, a destrui\u00e7\u00e3o. Sim, o que mais nos espanta \u00e9 a guerra destruidora que se criou. O resto? O resto s\u00e3o roupas que se vestem e despem conforme as culturas.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-74268","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74268\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}