{"id":76554,"date":"2016-07-18T12:01:02","date_gmt":"2016-07-18T11:01:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=76554"},"modified":"2016-07-18T11:53:01","modified_gmt":"2016-07-18T10:53:01","slug":"portugues-a-violencia-uma-contribuicao-a-suas-varias-interpretacoes-2a-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2016\/07\/portugues-a-violencia-uma-contribuicao-a-suas-varias-interpretacoes-2a-parte\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A Viol\u00eancia: Uma contribui\u00e7\u00e3o a suas v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es (2\u00aa Parte)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/leonardo.boff_-e1460363303872.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-28487\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/leonardo.boff_-e1460363303872.jpg\" alt=\"leonardo.boff\" width=\"100\" height=\"148\" \/><\/a><strong> Supera\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rico-Social da Viol\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><em>11 julho 2016 &#8211; <\/em>Se a viol\u00eancia em uma origem hist\u00f3rica, cultural, social e radical, \u00e9 mediante outro tipo de hist\u00f3ria, de cultura, de sociedade e de radicalidade que ela ser\u00e1 minimizada e controlada em seu aspecto destrutivo.<\/p>\n<p>Importa reconhecer, como t\u00eam feito tantos analistas, especialmente Ren\u00e9 Girard, que a viol\u00eancia comporta um componente de mist\u00e9rio que se subtrai \u00e0 an\u00e1lise cient\u00edfica: por que tanta viol\u00eancia na hist\u00f3ria da natureza e das sociedades? por que toda ordem, para se manter, tem de produzir desordem, exclus\u00e3o, puni\u00e7\u00e3o e v\u00edtimas? por que, na hist\u00f3ria, at\u00e9 hoje, predominou o desejo mim\u00e9tico concorrencial, e n\u00e3o o desejo mim\u00e9tico cooperativo? Chegar\u00e1 o dia da predomin\u00e2ncia do desejo mim\u00e9tico cooperativo? N\u00e3o estar\u00edamos \u00e0s suas portas, com a alenta e contradit\u00f3ria emerg\u00eancia de uma sociedade mundial, numa consci\u00eancia planet\u00e1ria e numa \u00fanica casa comum, o planeta Terra?<\/p>\n<p>Girard confessa, num encontro com te\u00f3logos, soci\u00f3logos e antrop\u00f3logos ligados \u00e0 teologia de liberta\u00e7\u00e3o latino-americana, ocorrido na Universidade de Piracicaba, de 25 a 29 de junho de 1990:<\/p>\n<p>\u201cTodos estamos de acordo em resistir ao desejo mim\u00e9tico. Mas isso parece provar que as for\u00e7as geradoras da viol\u00eancia neste mundo, por raz\u00f5es misteriosas \u2013 que eu tento compreender \u2013 ao n\u00edvel da pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o do mundo como tal, num certo sentido, s\u00e3o mais poderosas que a harmonia e a unidade. Este \u00e9 o aspecto sempre presente do pecado original, enquanto para al\u00e9m de qualquer concep\u00e7\u00e3o m\u00edtica, representa um nome para a viol\u00eancia na hist\u00f3ria\u201d (cf. Ren\u00e9 Girard com te\u00f3logos da liberta\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes, 1991, ps. 59).<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em>Apesar dessa for\u00e7a negativa, repugna ao ser humano pessoal e social entregar-se aos mecanismos da viol\u00eancia. Sempre de novo cria formas de resist\u00eancia e de liberta\u00e7\u00e3o. Por isso, Girard insiste na possibilidade hist\u00f3rica de uma outra l\u00f3gica, n\u00e3o mais a da exclus\u00e3o, mas a do di\u00e1logo e a de mais ampla inclus\u00e3o; numa palavra, a de uma cultura radicalmente democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Se no ser humano h\u00e1 o desejo mim\u00e9tico para o mal, vigora nele tamb\u00e9m o desejo mim\u00e9tico para o bem. Ao inv\u00e9s da exclus\u00e3o do rival, pode-se fazer uma alian\u00e7a com ele, elaborar uma estrat\u00e9gia de solidariedade e de comunh\u00e3o. Desse transfundo nascem todas as poss\u00edveis formas de supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois desafios b\u00e1sicos para a hist\u00f3ria brasileira que, bem equacionados, teriam como efeito a diminui\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel das estruturas de viol\u00eancia e tamb\u00e9m o controle sobre a vontade de viol\u00eancia dos cidad\u00e3os particulares: a gesta\u00e7\u00e3o de um povo e a cria\u00e7\u00e3o de uma democracia social.<\/p>\n<p><strong>Gesta\u00e7\u00e3o de um povo a partir de movimentos e associa\u00e7\u00f5es sociais<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>No Brasil, desde o in\u00edcio, houve a presen\u00e7a do aparelho de Estado, que veio transplantado para c\u00e1 para organizar e garantir a explora\u00e7\u00e3o colonial. Os colonizadores, muitos celerados, marginais e aventureiros, n\u00e3o vinham para criar uma na\u00e7\u00e3o, mas para fundar uma empresa comercial para enricar rapidamente, tornar-se fidalgos (filhos de algo), regressar a Portugal e desfrutar da riqueza acumulada. Submeteram primeiro os \u00edndios, e depois introduziram os negros africanos como m\u00e3o-de-obra escrava. Criou-se aqui uma massa humana negada como sujeito hist\u00f3rico, sem consci\u00eancia libert\u00e1ria e sem um projeto de futuro. Essa massa foi sempre manipulada pelas elites,\u00a0humilhada e desprezada at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<p>A grande contribui\u00e7\u00e3o, especialmente a partir dos anos 30, foi a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho industrial e o surgimento de associa\u00e7\u00f5es de trabalhadores. O processo fez-se nesta linha: do seio da massa, sob a atua\u00e7\u00e3o de l\u00edderes carism\u00e1ticos, agentes de educa\u00e7\u00e3o popular e agentes religiosos, formaram-se comunidades, associa\u00e7\u00f5es e movimentos populares de todo o tipo. Nesses espa\u00e7os, foram surgindo atores sociais conscientes, cr\u00edticos, com vontade de modificar a realidade circundante e de gestar as sementes de um outro tipo de sociedade, mais participativa, popular e democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o dessas associa\u00e7\u00f5es gerou o movimento popular brasileiro. Ele est\u00e1 fazendo da massa um povo organizado. E povo s\u00f3 existe quando se elabora uma consci\u00eancia coletiva, se desenha um projeto nacional e se instauram as pr\u00e1ticas para implement\u00e1-lo. Desafio hist\u00f3rico dos intelectuais org\u00e2nicos e da pedagogia popular \u00e9 gestar, mediante a organiza\u00e7\u00e3o da massa, as associa\u00e7\u00f5es, as comunidades, os movimentos de toda ordem (por terra, casa, sa\u00fade, escola, direitos humanos, sindicalismo militante, etc.), o povo brasileiro. Ele ainda n\u00e3o se constituiu totalmente. Predominam as massas deserdadas e destitu\u00eddas. Elas gritam e querem ser povo participante e organizado. Mas, lentamente, como fruto da luta popular e de seus aliados, est\u00e1 nascendo, finalmente, o povo brasileiro.<\/p>\n<p>Esse povo, pela participa\u00e7\u00e3o social nos movimentos e pela milit\u00e2ncia dos partidos ligados \u00e0 sua causa e luta, obriga a sociedade pol\u00edtica e escut\u00e1-lo, a negociar, e destarte a diminuir os n\u00edveis de viol\u00eancia estrutural.<\/p>\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o de Uma Democracia Social, de Base e Popular<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Outro desafio \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do quadro pol\u00edtico-institucional para situar o povo nascido da luta de liberta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Trata-se da democracia social e participativa. Somos herdeiros de uma sociedade escravagista e patrimonialista, de um Estado paternalista, beneficiente, mas nada participativo e pouco orientado pelas demandas populares. Possu\u00edmos uma fraca democracia delegat\u00edcia, cheia de v\u00edcios pol\u00edticos, corrupta, feita, em muitos lugares, de currais eleitorais e da compra direta de votos. Se tomarmos como refer\u00eancia a igualdade, o respeito aos direitos e a justi\u00e7a social, ela se parece antes a uma farsa que uma realidade hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Como fruto da organiza\u00e7\u00e3o social, j\u00e1 se produziram partidos populares, como o PT, ou segmentos populares de partidos progressistas e at\u00e9 liberais-burgueses ou tradicionalmente de esquerda, que podem postular reformas profundas na sociedade e conquistar o poder de Estado, seja municipal, estadual ou federal.<\/p>\n<p>Essa democracia participativa est\u00e1 sendo ensaiada nos movimentos sociais. Mas ela \u00e9 querida para o corpo de todo da sociedade. Ela se baseia, fundamentalmente, nestes quatro p\u00e9s, com os de uma mesa.<\/p>\n<p><em>participa\u00e7\u00e3o<\/em> a mais ampla poss\u00edvel de todos, de baixo para cima, de tal sorte que cada um possa se entender como cidad\u00e3o e sujeito da hist\u00f3ria que est\u00e1 ajudando a construir;<\/p>\n<ul>\n<li><em>igualdade<\/em>, que resulta dos graus cada vez mais profundos e amplos de participa\u00e7\u00e3o; igualdade inicial de permitir que um maior n\u00famero de cidad\u00e3os tenha chances de viver melhor, preparar-se profissionalmente, participar na cultura. Em face das desigualdades subsistentes, deve vigorar a solidariedade social;<\/li>\n<li>respeito \u00e0s <em>diferen\u00e7as<\/em> de toda ordem, como express\u00e3o da riqueza humana e social; por isso, uma sociedade democr\u00e1tica deve ser pluralista, multi\u00e9tnica, pluri-religiosa e com v\u00e1rios tipos de propriedade;<\/li>\n<li>valoriza\u00e7\u00e3o da <em>subjetividade<\/em> humana \u2013 o ser humano n\u00e3o \u00e9 apenas um ator social, \u00e9 uma pessoa, n\u00f3 de rela\u00e7\u00f5es para todos os lados, no mundo e junto com outros. A comunh\u00e3o e a espiritualidade s\u00e3o valores sociais inestim\u00e1veis para a auto-realiza\u00e7\u00e3o pessoal e para humanizar as institui\u00e7\u00f5es e as estruturas sociais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esta mesa, entretanto, est\u00e1 assentada sobre uma base, sem a qual ela n\u00e3o se sustenta: uma nova rela\u00e7\u00e3o para com a natureza e para com a Terra, nossa Casa Comum. Em outras palavras, esta democracia dever\u00e1 incorporar o momento ecol\u00f3gico fundado num outro paradigma. O vigente, centrado no poder e da domina\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o ilimitada, encontrou um limite insuper\u00e1vel: os limites da Terra e de seus bens e servi\u00e7os n\u00e3o renov\u00e1veis. Uma Terra limitada n\u00e3o suporta um projeto ilimitado de crescimento. Por for\u00e7ar estes limites, estamos tirando o equil\u00edbrio da Terra e devastando seus ecossistemas. O aquecimento global e os eventos extremos vividos nos \u00faltimos anos mostram a febre e a doen\u00e7a da Terra.<\/p>\n<p>Esta consci\u00eancia dos limites que cresce mais e mais, nos obriga a pensar num novo paradigma de produ\u00e7\u00e3o, de consumo e de reparti\u00e7\u00e3o dos recursos escassos entre os humanos e tamb\u00e9m com a comunidade de vida (seres vivos como animais, aves, florestas que tamb\u00e9m s\u00e3o criadas pela Terra e que precisam de seus nutrientes).<\/p>\n<p>Esse novo paradigma se baseia em algo da ess\u00eancia da vida, especialmente, da vida humana que \u00e9 o cuidado, a solidariedade e a corresponsabilidade coletiva. Especialmente, o cuidado \u00e9 fundamental porque comporta uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o agressiva e protetora da natureza e da M\u00e3e Terra.<\/p>\n<p>Esta nova consci\u00eancia fez com que, a pr\u00f3pria ONU tenha oficializado os direitos da natureza e o reconhecimento de que a Terra \u00e9 efetivamente m\u00e3e. Ambos possuem valor em si mesmo, independente do uso que fazemos deles, e por isso s\u00e3o sujeitos de direitos que devem ser respeitados. A democracia dever\u00e1 ser enriquecida com esses novos cidad\u00e3os; ser\u00e1 uma democracia participativa e s\u00f3cio-c\u00f3smica.<\/p>\n<p>Esse tipo de democracia assim enriquecida \u2013 constru\u00edda de baixo para cima, participativa, solid\u00e1ria, dialogal, humano-espiritual e ecol\u00f3gica \u2013 \u00e9 capaz de orientar uma conviv\u00eancia menos agressiva, com mais colabora\u00e7\u00e3o e toler\u00e2ncia. Numa palavra, com significativa diminui\u00e7\u00e3o das causas que produzem viol\u00eancia entre as pessoas, na sociedade e na natureza.<\/p>\n<p>Desse duplo processo \u2013 da constitui\u00e7\u00e3o de um povo e da funda\u00e7\u00e3o de uma democracia participativa e s\u00f3cio-c\u00f3smica \u2013 elabora-se a cidadania e a con-cidadania. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cidadania pela qual as pessoas se sentem portadoras de direitos e deveres diante do Estado, que ajudam a constituir; e con-cidadania pela qual os cidad\u00e3os se unem a outros cidad\u00e3os para dinamizar a sociedade, para al\u00e9m daquilo que vem sendo feito pelo Estado.<\/p>\n<p>Esses dois tipos de cidadania fazem das pessoas sujeitos hist\u00f3ricos ativos que deixam para tr\u00e1s o car\u00e1ter de massa e entram a compor a sociedade como o conjunto dos cidad\u00e3os organizados em Estado e socialmente auto-organizados (sociedade civil) e cuidadosos dos bens e servi\u00e7os naturais. Agora se poder\u00e1 falar com propriedade de <em>hist\u00f3ria de um povo<\/em>, e n\u00e3o apenas de her\u00f3is ou de classes hegem\u00f4nicas.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o: contra a Resigna\u00e7\u00e3o e por Uma Esperan\u00e7a Hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>Estamos em face de um longo caminho civilizat\u00f3rio. Importa trilh\u00e1-lo, pois s\u00f3 assim conferimos um rosto humano \u00e0 nossa hist\u00f3ria marcada por tantas barbaridades, cujos efeitos nos alcan\u00e7am at\u00e9 o dias de hoje. A hist\u00f3ria \u00e9 criativa e sempre aberta a formas mais altas de convivialidade. Cada gera\u00e7\u00e3o deve dar a sua contribui\u00e7\u00e3o para essa aventura coletiva.<\/p>\n<p>N\u00e3o esposamos a resigna\u00e7\u00e3o de Freud, que, numa carta-resposta a perguntas de Einstein, de 1932, sobre a persist\u00eancia da viol\u00eancia nas rela\u00e7\u00f5es humanas, escreveu: \u201cEsfaimados, pensamos no moinho que t\u00e3o lentamente m\u00f3i, que poder\u00edamos morrer de fome antes de receber a farinha\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos condenados a morrer de fome, pois certamente o des\u00edgnio da hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 for\u00e7ar-nos a ser lobos uns dos outros, mas concidad\u00e3os e s\u00f3cios na justi\u00e7a, na participa\u00e7\u00e3o, no di\u00e1logo e na paz, no cuidado de nossa Casa comum, num conv\u00edvio onde sejam menos dif\u00edceis a amizade e o amor.<\/p>\n<p>Contrariando Freud, diria que a fila do moinho ela existe e persiste porque h\u00e1 farinha, e farinha para todos. Ela \u00e9 suficiente n\u00e3o s\u00f3 para todos os humanos, mas tamb\u00e9m para os outros seres vivos que conosco compartem a aventura terrenal e c\u00f3smica.<\/p>\n<p>O desejo mim\u00e9tico pode ser de colabora\u00e7\u00e3o, altru\u00edsmo e solidariedade. Repartiremos a farinha, mesmo sendo pouca, segundo crit\u00e9rios de justi\u00e7a e de compaix\u00e3o \u2013 no sentido budista da palavra, que significa compartilhar da vida, da luta, da alegria e do sofrimento da exist\u00eancia humana, social e planet\u00e1ria. E a hist\u00f3ria das religi\u00f5es e das tradi\u00e7\u00f5es espirituais testificam que, quando o pouco \u00e9 repartido, ele se multiplica e se transforma em muito, a ponto de sobrar, como no relato b\u00edblico da multiplica\u00e7\u00e3o dos cinco p\u00e3es e dos dois peixes.<\/p>\n<p>Vamos restabelecer a re-liga\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria para com a natureza e a M\u00e3e Terra, cuidando na Casa Comum como nos tem ensinado o Papa Francisco em sua espl\u00eandida enc\u00edclica <em>Laudato S\u00ed<\/em>, sobre a ecologia (2015).<\/p>\n<p>A Terra n\u00e3o precisa ser um vale de l\u00e1grimas. Ela pode transformar-se num lar comum, onde h\u00e1 fogo e \u00f3leo para todos ao redor da mesma mesa, a desfrutar da convivialidade e da comensalidade humanas e da bondade de todas as coisas.<\/p>\n<p>Cabe terminar com estas consoladoras palavras do Papa Francisco em sua enc\u00edclica <em>Laudato S\u00ed:\u201d caminhemos cantando, que nossas lutas e a nossa preocupa\u00e7\u00e3o pelo planeta n\u00e3o nos tirem a alegria da esperan\u00e7a\u201d(n. 245).<\/em><\/p>\n<p>_____________________________________<\/p>\n<p><em>Leonardo Boff<\/em><em> \u00e9 um escritor, te\u00f3logo e fil\u00f3sofo brasileiro, professor em\u00e9rito de \u00e9tica e filosofia da religi\u00e3o da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, recebedor do Pr\u00eamio Nobel Alternativo da Paz do Parlamento sueco, membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra, e professor visitante em v\u00e1rias universidades estrangeiras como Basel, Heidelberg, Harvard, Lisboa e Salamanca. E<\/em><em>xpoente da <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teologia_da_Liberta%C3%A7%C3%A3o\" >Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o<\/a><\/em><em> no Brasil, foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos. \u00c9 respeitado pela sua hist\u00f3ria de defesa pelas causas sociais e atualmente debate tamb\u00e9m quest\u00f5es ambientais.<\/em><em> Colunista do <\/em>Jornal do Brasil<em>, e<\/em><em>screveu o livro<\/em> Francisco de Assis: Ternura e Vigor, <em>Vozes 2000 e <\/em><em>A Terra na palma da m\u00e3o: uma nova vis\u00e3o do planeta e da humanidade<\/em><em>,Vozes 2016.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/leonardoboff.wordpress.com\/2016\/07\/11\/a-violenciauma-contribuicao-a-suas-varias-interpretacoes-ii-parte\/\" >Go to Original \u2013 leonardoboff.wordpress.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se a viol\u00eancia em uma origem hist\u00f3rica, cultural, social e radical, \u00e9 mediante outro tipo de hist\u00f3ria, de cultura, de sociedade e de radicalidade que ela ser\u00e1 minimizada e controlada em seu aspecto destrutivo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-76554","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76554\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}