{"id":77386,"date":"2016-08-08T12:00:22","date_gmt":"2016-08-08T11:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=77386"},"modified":"2016-08-08T11:04:50","modified_gmt":"2016-08-08T10:04:50","slug":"portugues-a-historia-do-veganismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2016\/08\/portugues-a-historia-do-veganismo\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A hist\u00f3ria do veganismo"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cEnquanto o ser humano for implac\u00e1vel com as criaturas vivas, ele nunca conhecer\u00e1 a sa\u00fade e a paz\u201d<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_77387\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pitagoras.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77387\" class=\"wp-image-77387 size-medium\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pitagoras-300x180.jpg\" alt=\"Pit\u00e1goras: \u201cQuem semeia assassinato e dor n\u00e3o pode colher alegria e amor\u201d (Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pitagoras-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/pitagoras.jpg 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77387\" class=\"wp-caption-text\">Pit\u00e1goras: \u201cQuem semeia assassinato e dor n\u00e3o pode colher alegria e amor\u201d (Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>\u201cEnquanto o ser humano for implac\u00e1vel com as criaturas vivas, ele nunca conhecer\u00e1 a sa\u00fade e a paz. Enquanto os homens continuarem massacrando animais, eles tamb\u00e9m permanecer\u00e3o matando uns aos outros. Na verdade, quem semeia assassinato e dor n\u00e3o pode colher alegria e amor\u201d, disse o fil\u00f3sofo grego Pit\u00e1goras por volta de 500 anos antes de Cristo.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, Siddh\u0101rtha Gautama, o Buda, conversou com seus seguidores sobre a import\u00e2ncia da alimenta\u00e7\u00e3o isenta de ingredientes de origem animal. Assim, Pit\u00e1goras e Siddh\u0101rtha se tornaram as primeiras refer\u00eancias de uma consci\u00eancia que mais tarde ajudaria a moldar o veganismo.<\/p>\n<p>Muito tempo depois, no s\u00e9culo I, o fil\u00f3sofo grego Plutarco escreveu \u201c<em>Do Consumo da Carne<\/em>\u201d. No <em>Discurso Primeiro<\/em>, ele define o apetite humano por carne como uma manifesta\u00e7\u00e3o de lux\u00faria, lasc\u00edvia sup\u00e9rflua. \u201cAos inocentes, aos mansos, aos que n\u00e3o t\u00eam aux\u00edlio nem defesa \u2013 a esses perseguimos e matamos. S\u00f3 para ter um peda\u00e7o da sua carne, os privamos da luz do sol, da vida para que nasceram. Tomamos por inarticulados e inexpressivos os gritos de queixume que eles soltam e voam em todas as dire\u00e7\u00f5es\u201d, registrou.<\/p>\n<div id=\"attachment_77388\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/da-vinci-alam_159842t.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77388\" class=\"wp-image-77388\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/da-vinci-alam_159842t.jpg\" alt=\"Da Vinci: \u201cAl\u00e9m de ajud\u00e1-los, se aproxima deles para que eles possam gerar filhos que saciem seu paladar, assim criando sepulturas para todos os animais\u201d (Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"250\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/da-vinci-alam_159842t.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/da-vinci-alam_159842t-223x300.jpg 223w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77388\" class=\"wp-caption-text\">Da Vinci: \u201cAl\u00e9m de ajud\u00e1-los, se aproxima deles para que eles possam gerar filhos que saciem seu paladar, assim criando sepulturas para todos os animais\u201d (Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Mas foi s\u00f3 a partir do s\u00e9culo XV que houve um crescimento exponencial de pensadores e artistas que viram no vegetarianismo uma filosofia de vida em condi\u00e7\u00f5es de contribuir para a liberta\u00e7\u00e3o animal e humana, j\u00e1 que ao se alimentar da carne o ser humano torna-se prisioneiro de si mesmo, das suas pr\u00f3prias incoer\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de ajud\u00e1-los, se aproxima deles para que eles possam gerar filhos que saciem seu paladar, assim criando sepulturas para todos os animais. E devo dizer mais, se me for permitido dizer toda a verdade: N\u00e3o acha que a natureza j\u00e1 produz alimentos o suficiente para que se satisfa\u00e7a?\u201d, questionou Leonardo da Vinci em cita\u00e7\u00e3o publicada na obra Quaderni D\u2019Anatomia, I-VI, preservada na Inglaterra pela Biblioteca Real de Windsor.<\/p>\n<p>Em 1580, o fil\u00f3sofo e humanista franc\u00eas Michel de Montaigne publicou o livro \u201c<em>Ensaios<\/em>\u201d, dando origem ao g\u00eanero situado entre o po\u00e9tico e o did\u00e1tico. E foi nessa obra que dedicou espa\u00e7o para comentar que as \u00edndoles sanguin\u00e1rias do ser humano em rela\u00e7\u00e3o aos animais atestam propens\u00e3o natural \u00e0 crueldade.<\/p>\n<p>\u201cEm Roma, depois que se acostumaram aos espet\u00e1culos de mortes dos animais, chegaram aos homens e aos gladiadores. A pr\u00f3pria natureza, temo, fixou no homem um instinto de desumanidade. Perdera-se o prazer de ver os animais brincando entre si e acariciando-se; e ningu\u00e9m deixa de senti-lo ao v\u00ea-los se dilacerarem e se desmembrarem. Os animais foram sacrificados pelos b\u00e1rbaros para os benef\u00edcios que deles esperavam\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Para Montaigne, a ideia da superioridade do ser humano diante dos animais corrobora a m\u00e1xima presun\u00e7\u00e3o e um falso direito de viol\u00eancia sobre outras esp\u00e9cies. Ele defende que, como racional, o ser humano tem um dever moral em rela\u00e7\u00e3o aos animais, seres que t\u00eam vida e sentimento.<\/p>\n<div id=\"attachment_77389\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/jean-jacques-rousseau.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77389\" class=\"wp-image-77389\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/jean-jacques-rousseau.jpg\" alt=\"Rousseau: \u201cVeja ele pelos seus olhos, sinta pelo seu cora\u00e7\u00e3o; n\u00e3o o governe nenhuma autoridade, exceto a de sua pr\u00f3pria raz\u00e3o\u201d (Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/jean-jacques-rousseau.jpg 451w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/jean-jacques-rousseau-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77389\" class=\"wp-caption-text\">Rousseau: \u201cVeja ele pelos seus olhos, sinta pelo seu cora\u00e7\u00e3o; n\u00e3o o governe nenhuma autoridade, exceto a de sua pr\u00f3pria raz\u00e3o\u201d (Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>No s\u00e9culo XIX, surgiram as primeiras obras dedicadas \u00e0 filosofia de vida vegetariana. E o que impulsionou a concep\u00e7\u00e3o mais moderna de vegetarianismo foi o romantismo, movimento art\u00edstico, pol\u00edtico e filos\u00f3fico que fez oposi\u00e7\u00e3o ao iluminismo e ao racionalismo. Pautando-se na natureza, os rom\u00e2nticos exaltavam os animais e apontavam as falhas humanas embasadas\u00a0na cren\u00e7a supremacista.<\/p>\n<p>\u201cEnvolvido em um turbilh\u00e3o social, basta que ele n\u00e3o se deixe arrastar nem pelas paix\u00f5es, nem pelas opini\u00f5es dos homens; veja ele pelos seus olhos, sinta pelo seu cora\u00e7\u00e3o; n\u00e3o o governe nenhuma autoridade, exceto a de sua pr\u00f3pria raz\u00e3o\u201d, declarou o su\u00ed\u00e7o Jean-Jacques Rousseau, precursor do romantismo e defensor do vegetarianismo, em\u00a0<em>\u201cO Bom Selvagem\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Em 1802, Joseph Ritson lan\u00e7ou o livro \u201c<em>An Essay on Abstinence from Animal Food: as a Moral Duty<\/em>\u201d, seguido por \u201c<em>The Return to Nature, or, a Defense for the Vegetable Regimen<\/em>\u201d, de 1811, escrito por John Frank Newton. Em 1813, Percy Bysshe Shelley publicou \u201c<em>A Vindication of Natural Diet\u201d<\/em>. J\u00e1 em 1815, William Lambe endossou o discurso em favor do vegetarianismo com a obra \u201c<em>Water and Vegetable Diet<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Esses quatro escritores brit\u00e2nicos, que tamb\u00e9m eram ativistas vegetarianos e lutavam pelos direitos dos animais, se tornaram precursores do que conhecemos hoje como veganismo. Suas inspira\u00e7\u00f5es vieram de pensadores como Pit\u00e1goras, Plutarco e John Milton.<\/p>\n<div id=\"attachment_77390\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/percy_shelley_writing_prometheus_unbound_1845.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77390\" class=\"size-medium wp-image-77390\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/percy_shelley_writing_prometheus_unbound_1845-300x169.jpg\" alt=\"Percy Shelley, um dos precursores do veganismo (Pintura: Joseph Severn). Posthumous portrait of Shelley writing Prometheus Unbound, 1845.\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/percy_shelley_writing_prometheus_unbound_1845-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/percy_shelley_writing_prometheus_unbound_1845.jpg 441w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77390\" class=\"wp-caption-text\">Percy Shelley, um dos precursores do veganismo (Pintura: Joseph Severn).<br \/>Posthumous portrait of Shelley writing Prometheus Unbound, 1845.<\/p><\/div>\n<p>E foi atrav\u00e9s da estreita rela\u00e7\u00e3o entre romantismo e vegetarianismo que, influenciada pelo marido Percy Shelley, a escritora brit\u00e2nica Mary Shelley publicou em 1817 o famoso romance g\u00f3tico \u201c<em>Frankenstein<\/em>\u201d. Em uma das passagens do livro, o monstro vegetariano criado por Victor Frankenstein, repudia o h\u00e1bito humano de se alimentar de animais:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho que matar o cordeiro e a cabra para saciar o meu apetite. Bolotas e bagas s\u00e3o o suficiente para a minha alimenta\u00e7\u00e3o. Minha companheira vai ser da mesma natureza que a minha, e vai se contentar com o mesmo que eu. Faremos a nossa cama de folhas secas; o sol vai brilhar sobre n\u00f3s da mesma forma que brilha sobre os homens, e ele vai amadurecer a nossa comida. A imagem que apresento a voc\u00eas \u00e9 humana e pac\u00edfica.\u201d<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo utilitarista brit\u00e2nico Jeremy Bentham tamb\u00e9m advogou em favor dos animais at\u00e9 falecer em 1832. Afirmava que eles sofrem tanto quanto os seres humanos e qualificou a defesa da superioridade humana como uma forma de racismo. No entanto, foi somente na Inglaterra de 1847 que surgiu formalmente a primeira Sociedade Vegetariana, presidida por James Simpson e vinculada \u00e0 <em>Bible Christian Church.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_77391\" style=\"width: 237px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/carlos-dias-fernandes.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77391\" class=\"size-medium wp-image-77391\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/carlos-dias-fernandes-227x300.jpg\" alt=\"Carlos Dias Fernandes j\u00e1 tentava difundir o vegetarianismo no Brasil na d\u00e9cada de 1920 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"227\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/carlos-dias-fernandes-227x300.jpg 227w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/carlos-dias-fernandes.jpg 303w\" sizes=\"auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77391\" class=\"wp-caption-text\">Carlos Dias Fernandes j\u00e1 tentava difundir o vegetarianismo no Brasil na d\u00e9cada de 1920 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Tr\u00eas anos depois, Sylvester Graham, inventor da popular ind\u00fastria\u00a0<em>Graham Cracker,<\/em> fundou nos Estados Unidos a Sociedade Vegetariana Americana. Ministro presbiteriano, Graham incentivava seus seguidores a levarem uma vida virtuosa pautada no vegetarianismo, na modera\u00e7\u00e3o e na abstin\u00eancia, assim como j\u00e1 faziam no Oriente os seguidores do budismo, hindu\u00edsmo e jainismo. Em 1897, a pioneira Sociedade Vegetariana, sediada na Inglaterra, j\u00e1 contava com cinco mil membros.<\/p>\n<p>No Brasil, um dos divulgadores\u00a0do vegetarianismo era o jornalista e poeta paraibano Carlos Dias Fernandes, autor do livro \u201c<em>Prote\u00e7\u00e3o aos Animais<\/em>\u201d, de 1914. Na obra, Fernandes, que n\u00e3o era religioso, cita religi\u00f5es e cren\u00e7as que endossam o papel do ser humano como protetor dos animais e da natureza.\u00a0Pol\u00eamico, chegou a discutir com profissionais de sa\u00fade da \u00e9poca que defendiam o consumo de carne. Talvez o maior exemplo tenha sido a sua rixa com o ent\u00e3o conceituado m\u00e9dico Jos\u00e9 Maciel.<\/p>\n<p>A seu favor, o poeta e jornalista tinha o m\u00e9dico higienista Flavio Maroja que publicou no jornal\u00a0<em>A Uni\u00e3o<\/em>\u00a0de 30 de agosto de 1916 um artigo intitulado <em>\u201cHygiene Alimentar: Regimen Vegetariano e Regimen Carneo, confronto de opini\u00f5es, como penso a respeito\u201d<\/em>, que fala dos benef\u00edcios do vegetarianismo.<\/p>\n<p>Em 26 de janeiro de 1917, Carlos Dias Fernandes comemorou a funda\u00e7\u00e3o da Sociedade Vegetariana Brasileira, sediada no Rio de Janeiro, e publicou\u00a0mat\u00e9ria sobre o assunto. \u201cVai ganhando surto em todo mundo civilizado o regime vegetariano como solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do problema moral, economico e therapeutico dos povos. (\u2026) Vegetarianismo quer dizer vida de acc\u00f4rdo com a natureza\u201d, registrou.<\/p>\n<div id=\"attachment_77392\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mahatma-gandhi-peace.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77392\" class=\"size-medium wp-image-77392\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mahatma-gandhi-peace-300x169.jpg\" alt=\"Gandhi fazia parte do comit\u00ea executivo da Sociedade Vegetariana (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mahatma-gandhi-peace-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mahatma-gandhi-peace.jpg 458w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77392\" class=\"wp-caption-text\">Gandhi fazia parte do comit\u00ea executivo da Sociedade Vegetariana (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Em 1931, e de volta a Londres, o indiano Mahatma Gandhi ingressou no comit\u00ea executivo da Sociedade Vegetariana e deu um discurso argumentando que a alimenta\u00e7\u00e3o livre de carne era uma quest\u00e3o de \u00e9tica, n\u00e3o de sa\u00fade. Sem demora, surgiram discuss\u00f5es sobre o tratamento dado \u00e0s galinhas e vacas leiteiras. Os debates foram transformados em artigos publicados no boletim informativo <em>Vegetarian Messenger<\/em>, dividindo opini\u00f5es.<\/p>\n<p>Receosos\u00a0com o que viria a ser o veganismo, muitos vegetarianos enviaram cartas queixosas \u00e0 Sociedade Vegetariana. Eles entendiam a consist\u00eancia moral e \u00e9tica de se abdicar de todos os alimentos de origem animal, por\u00e9m consideravam o estilo de vida como impratic\u00e1vel. Alegaram que por ser uma forma mais radical de vegetarianismo, seria imposs\u00edvel atrair novos adeptos, assim como seria dif\u00edcil encontrar comida vegana em encontros sociais.<\/p>\n<div id=\"attachment_77393\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Donald-Watson-veganismo.jpeg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77393\" class=\"size-medium wp-image-77393\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Donald-Watson-veganismo-228x300.jpeg\" alt=\"Donald Watson, criador do veganismo como o conhecemos hoje (Foto: Vegan Society)\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Donald-Watson-veganismo-228x300.jpeg 228w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Donald-Watson-veganismo.jpeg 342w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77393\" class=\"wp-caption-text\">Donald Watson, criador do veganismo como o conhecemos hoje (Foto: Vegan Society)<\/p><\/div>\n<p>Em agosto de 1944, o marceneiro Donald Watson, secret\u00e1rio da Sociedade Vegetariana de Leicester, tentou garantir a cria\u00e7\u00e3o de uma sess\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o de artigos sobre veganismo. A proposta foi declinada pela entidade. Ent\u00e3o, no in\u00edcio de novembro do mesmo ano, Watson reuniu cinco vegetarianos estritos no Attic Club, em High Holborn, Londres, para discutir sobre a elabora\u00e7\u00e3o de uma filosofia de vida que pudesse beneficiar muito mais os animais. Watson se incomodava com o fato de que muitos vegetarianos da \u00e9poca se alimentavam de ovos e latic\u00ednios.<\/p>\n<p>Ele enfrentou forte oposi\u00e7\u00e3o, mas perseverou. Tamb\u00e9m inventou um novo termo \u2013 vegan (vegano) \u2013 para se referir a quem n\u00e3o consome nenhum alimento de origem animal. Al\u00e9m de vegan, uma abrevia\u00e7\u00e3o de \u201c<em>vegetarian<\/em>\u201d, entre os nomes sugeridos estavam \u201c<em>dairyban<\/em>\u201d, \u201c<em>vitan<\/em>\u201d e \u201c<em>benevore<\/em>\u201d. \u201cFoi o in\u00edcio e o fim do vegetariano\u201d, disse Donald Watson, fundador da Sociedade Vegana que tinha Elsie Shrigley como co-fundadora.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, em vez da pron\u00fancia \u201cv\u00edgan\u201d, os adeptos come\u00e7aram a pronunciar \u201cv\u00edjan\u201d. Ent\u00e3o tr\u00eas meses depois o marceneiro criou o boletim informativo <em>Vegan News<\/em>, que poderia ser adquirido por uma moeda de dois pence. Na publica\u00e7\u00e3o, ele deixou claro qual era a pron\u00fancia correta.<\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o foi lida por mais de 100 pessoas, incluindo o renomado escritor irland\u00eas e defensor do vegetarianismo George Bernard Shaw, que ao saber a verdade envolvendo a produ\u00e7\u00e3o de leite e ovos, abdicou completamente do consumo. E o que ajudou Watson a popularizar o veganismo foi o fato de que 40% das vacas leiteiras da Gr\u00e3-Bretanha contra\u00edram tuberculose em 1943.<\/p>\n<p>\u201cAnimais s\u00e3o meus amigos\u2026e eu n\u00e3o como meus amigos. Enquanto formos os t\u00famulos vivos dos animais assassinados, como poderemos esperar uma condi\u00e7\u00e3o ideal de vida nesta terra? Quando um homem mata um tigre, ele chama isso de esporte, mas quando um tigre mata uma pessoa dizem que isso \u00e9 ferocidade\u201d, registrou Shaw em seu di\u00e1rio.<\/p>\n<div id=\"attachment_77394\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/george-bernard-shaw.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77394\" class=\"size-medium wp-image-77394\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/george-bernard-shaw-300x169.jpg\" alt=\"Bernard Shaw, um dos mais ilustres membros da Sociedade Vegana (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/george-bernard-shaw-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/george-bernard-shaw.jpg 482w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77394\" class=\"wp-caption-text\">Bernard Shaw, um dos mais ilustres membros da Sociedade Vegana (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Em novembro de 1945, a Sociedade Vegana mudou o nome do boletim informativo de <em>Vegan News<\/em> para <em>The Vegan.<\/em> Com mais de 500 assinantes, eles publicavam receitas, not\u00edcias sobre sa\u00fade, classificados e uma lista de produtos livres de ingredientes de origem animal. Com a popularidade do veganismo, surgiram livros como \u201c<em>Vegan Recipes\u201d,<\/em> de Fay K. Henderson e \u201c<em>Aids to a Vegan Diet for Children<\/em>\u201d, de Kathleen V. Mayo.<\/p>\n<p>Outra curiosidade \u00e9 que somente em 1949 a Sociedade Vegana definiu com clareza os objetivos do veganismo, e por sugest\u00e3o do te\u00f3logo e vice-presidente da entidade, Leslie J. Cross, vegano desde 1942. Ele sugeriu que a prioridade seria a luta pelo fim da explora\u00e7\u00e3o animal \u2013 seja atrav\u00e9s de alimentos, commodities, trabalho, ca\u00e7a ou vivissec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Interessante tamb\u00e9m \u00e9 o fato de que Cross, preocupado em oferecer op\u00e7\u00f5es aos veganos, fundou a <em>Plantmilk Society<\/em> em 1956, dando origem \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite de soja, orchata, maionese vegana e barras de chocolate e de alfarroba sem ingredientes de origem animal. Mais tarde, sua ind\u00fastria se tornaria uma das maiores distribuidoras de leite de soja do Ocidente.<\/p>\n<p>No continente americano, a iniciativa pioneira foi da Sociedade Vegana dos Estados Unidos, fundada na Calif\u00f3rnia por Catherine Nimmo e Rubin Abramowitz em 1948. A princ\u00edpio, eles se baseavam nas a\u00e7\u00f5es da inglesa Sociedade Vegana, inclusive distribu\u00edam boletins informativos do <em>The Vegan<\/em>, antigo <em>Vegan News<\/em>. Em 1960, H. Jay Dinshah criou a Sociedade Vegana Americana (AVS), aliando veganismo e ahimsa, princ\u00edpio \u00e9tico-religioso, muito comum no budismo e no hindu\u00edsmo, que consiste em n\u00e3o causar mal a outros seres vivos.<\/p>\n<div id=\"attachment_77395\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/donaldwatsonvegan.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77395\" class=\"size-medium wp-image-77395\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/donaldwatsonvegan-300x146.jpg\" alt=\"Watson faleceu aos 95 anos em 2005 (Foto: Vegan Society)\" width=\"300\" height=\"146\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/donaldwatsonvegan-300x146.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/donaldwatsonvegan.jpg 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77395\" class=\"wp-caption-text\">Watson faleceu aos 95 anos em 2005 (Foto: Vegan Society)<\/p><\/div>\n<p>Em 1979, a Sociedade Vegana informou que, al\u00e9m da exclus\u00e3o de todas as formas de explora\u00e7\u00e3o e crueldade, eles se dedicariam a promover o desenvolvimento e cria\u00e7\u00e3o de alternativas sem uso de animais, beneficiando tamb\u00e9m o meio ambiente.<\/p>\n<p>Com o crescimento do veganismo no mundo, a Sociedade Vegana instituiu em 1\u00ba de novembro de 1994 o Dia Mundial Vegano em comemora\u00e7\u00e3o aos 50 anos de funda\u00e7\u00e3o da entidade. No entanto o objetivo maior sempre foi promover a conscientiza\u00e7\u00e3o em torno da explora\u00e7\u00e3o animal. Atualmente a estimativa \u00e9 de que h\u00e1 250 mil adeptos do veganismo na Gr\u00e3-Bretanha e dois milh\u00f5es nos Estados Unidos. No Brasil n\u00e3o h\u00e1 dados sobre o n\u00famero de veganos, mas, de acordo com informa\u00e7\u00f5es da\u00a0Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), 20 milh\u00f5es de brasileiros se consideram\u00a0vegetarianos.<\/p>\n<p><strong>Saiba Mais<\/strong><\/p>\n<p>Antes de falecer aos 95 anos, em 16 de novembro de 2005, Donald Watson concedeu uma entrevista ao seu amigo George Roger, argumentando\u00a0que veganismo n\u00e3o se trata simplesmente de buscar alternativas para ovos mexidos ou um bolo de Natal. \u201c\u00c9 algo realmente grande, que desconhec\u00edamos quando criamos o veganismo, uma filosofia criticada por muitos, mas sobre a qual ningu\u00e9m tem nenhuma prova contra. Se voc\u00ea \u00e9 vegetariano, saiba que falta apenas um salto para se tornar vegano\u201d, enfatizou Watson.<\/p>\n<p>A palavra vegan apareceu pela primeira vez em um dicion\u00e1rio em 1962. No Dicion\u00e1rio Ilustrado Oxford o termo era definido como um vegetariano que n\u00e3o consome manteiga, ovos, leite e queijo.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo 19, Percy Shelley e Willam Lambe j\u00e1 defendiam que latic\u00ednios e ovos deveriam ser exclu\u00eddos da alimenta\u00e7\u00e3o vegetariana.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Jon Wynne-Tyson. The Extended Circle. Paragon House; 1st American ed edition (1989).<\/p>\n<p>Plutarch: Moralia, Volume IX, Table-Talk, Books 7-9. Dialogue on Love (Loeb Classical Library No. 425). Harvard University Press (1961).<\/p>\n<p>Vangensten, Ove C.L. Fonahn A. H. Hopstock. Christiana: J. Dybwad. Leonardo da Vinci. Quaderni D\u2019Anatomia, I-VI. Windsor Castle, Royal Library (1911-1916).<\/p>\n<p>Montaigne, Michel de. Os Ensaios: Uma Sele\u00e7\u00e3o. Companhia das Letras (2010).<\/p>\n<p>Fortes, Luis Roberto. Rousseau: o bom selvagem. 2\u00ba ed. \u2013 S\u00e3o Paulo: Humanistas: Discurso Editorial (2007).<\/p>\n<p>Shelley, Mary. Frankenstein. CreateSpace Independent Publishing Platform (2015).<\/p>\n<p>Shelley, Percy Bysshe. A Vindication of Natural Diet: Being One in a Series of Notes to Queen Mab (Dispon\u00edvel em ivu.org)<\/p>\n<p>Bellows, Martha. Categorizing Humans, Animals and Machines in Mary Shelley \u2019s Frankenstein \u2013 pg. 6. University of Rhode Island (2009).<\/p>\n<p>Williams, Howard. The Ethics of Diet. University of Illinois Press (2003).<\/p>\n<p>Sena, Fabiana. A tradi\u00e7\u00e3o da civilidade nos livros de leitura no Imp\u00e9rio e na Primeira Rep\u00fablica. Jo\u00e3o Pessoa, PB. Tese de doutorado. PPGL\/UFPB (2008).<\/p>\n<p>Sena, Fabiana. A imprensa e Carlos Dias Fernandes: o processo de legitima\u00e7\u00e3o como autor de livro did\u00e1tico. Educa\u00e7\u00e3o Unisinos, vol. 15, n\u00fam. 1, enero-abril, 2011, pp. 70-78.<\/p>\n<p>Henderson, Archibald. George Bernard Shaw: Man of the Century. N.Y. Appleton-Century-Crofts (1956).<\/p>\n<p>Vegan Society \u2013 History. We\u2019ve come a long way. Dispon\u00edvel em <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.vegansociety.com\/about-us\/history\" >https:\/\/www.vegansociety.com\/about-us\/history<\/a><\/p>\n<p>Suddath, Claire. Brief History of Veganism. Time Magazine. Dispon\u00edvel em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/time.com\/3958070\/history-of-veganism\/\" >http:\/\/time.com\/3958070\/history-of-veganism\/<\/a><\/p>\n<p>A History of Veganism. A Candid Hominid. Dispon\u00edvel em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.candidhominid.com\/p\/vegan-history.html\" >http:\/\/www.candidhominid.com\/p\/vegan-history.html<\/a><\/p>\n<p>Davis, John. Were There Vegans In The Ancient World? Veg Source. Dispon\u00edvel em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.vegsource.com\/john-davis\/were-there-vegans-in-the-ancient-world.html\" >http:\/\/www.vegsource.com\/john-davis\/were-there-vegans-in-the-ancient-world.html<\/a>.<\/p>\n<p>Dia Mundial do Vegetarianismo: 8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira afirma ser adepta do estilo. Dispon\u00edvel em <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.ibope.com.br\/pt-br\/noticias\/Paginas\/Dia-Mundial-do-Vegetarianismo-8-da-populacao-brasileira-afirma-ser-adepta-ao-estilo.aspx\" >http:\/\/www.ibope.com.br\/pt-br\/noticias\/Paginas\/Dia-Mundial-do-Vegetarianismo-8-da-populacao-brasileira-afirma-ser-adepta-ao-estilo.aspx<\/a><\/p>\n<p>Roger, George. Interview with Donald Watson (2002). Dispon\u00edvel em\u00a0http:\/\/www.abolitionistapproach.com\/media\/links\/p2528\/unabridged-transcript.pdf<\/p>\n<p>_____________________________________<\/p>\n<p><em>David Arioch \u00e9 jornalista, pesquisador e documentarista. Trabalha profissionalmente h\u00e1 dez anos com jornalismo cultural e liter\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/davidarioch.com\/2016\/08\/05\/a-historia-do-veganismo\/\" >Go to Original \u2013 davidarioch.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEnquanto o ser humano for implac\u00e1vel com as criaturas vivas, ele nunca conhecer\u00e1 a sa\u00fade e a paz. Enquanto os homens continuarem massacrando animais, eles tamb\u00e9m permanecer\u00e3o matando uns aos outros. Na verdade, quem semeia assassinato e dor n\u00e3o pode colher alegria e amor\u201d, disse o fil\u00f3sofo grego Pit\u00e1goras por volta de 500 anos antes de Cristo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-77386","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77386","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77386"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77386\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}