{"id":77397,"date":"2016-08-08T12:00:55","date_gmt":"2016-08-08T11:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=77397"},"modified":"2016-08-08T11:17:17","modified_gmt":"2016-08-08T10:17:17","slug":"portugues-leite-de-origem-animal-o-que-o-marketing-nunca-ira-mostrar-nos-bastidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2016\/08\/portugues-leite-de-origem-animal-o-que-o-marketing-nunca-ira-mostrar-nos-bastidores\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Leite de origem animal: o que o marketing nunca ir\u00e1 mostrar nos bastidores"},"content":{"rendered":"<p><em>29 de julho de 2016 &#8211; <\/em>Esse post consiste em mostrar aos leitores a realidade do consumo de leite de origem animal (mesmo em formas de queijo, iogurte, requeij\u00e3o, diet, light, semidesnatado, pasteurizado e entre outras variedades) que o marketing dessa ind\u00fastria esconde, desmistificar as fal\u00e1cias da medicina vinculada ao agroneg\u00f3cio, os malef\u00edcios que causa \u00e0 sa\u00fade humana, os impactos ambientais, o equ\u00edvoco do \u201cbem-estar animal\u201d de \u201cvaca feliz\u201d e o sofrimento de animais explorados por uma industria voltada exclusivamente para atender os desejos humanos. Todos os dados e afirma\u00e7\u00f5es foram comprovados cientificamente por pesquisas de coorte (estat\u00edsticas), resultados cl\u00ednicos\/patol\u00f3gicos de hipersensibilidade ao leite de origem animal assim como doen\u00e7as cr\u00f4nicas resultadas ao consumo de latic\u00ednios animal.<\/p>\n<p><strong>Leite animal e sa\u00fade humana<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 70% dos adultos possuem sintomas de intoler\u00e2ncia devido ao consumo de latic\u00ednios animal.<\/p>\n<p>Existe uma diferen\u00e7a entre intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose e APLV (Alergia a Prote\u00edna do Leite da Vaca ou de outro animal).<\/p>\n<p>Intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose: \u00e9 a dificuldade do organismo absorver o a\u00e7\u00facar do leite (lactose) devido a diminui\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia a lactase (enzima que digere a lactose). Muitas das vezes \u00e9 percebida essa intoler\u00e2ncia devido a diarreias prolongadas ou doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais. Dentre os sintomas, est\u00e3o: diarreia, c\u00f3licas, gases e distens\u00e3o abdominal podendo estender por horas.<\/p>\n<p>Alergia \u00e0 Prote\u00edna do Leite Animal: \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico \u00e0s prote\u00ednas do leite de origem animal. Um dos sintomas mais comuns, est\u00e3o: n\u00e1useas e v\u00f4mitos, c\u00f3licas, diarreia, dor abdominal, pris\u00e3o de ventre, presen\u00e7a de sangue nas fezes, refluxo, sintomas cut\u00e2neos (urtic\u00e1rias, dermatite at\u00f3pica de moderada a grave), problemas respirat\u00f3rios (asma, bronquite e renite), rea\u00e7\u00e3o anafil\u00e1tica, baixo ganho de peso e crescimento. Esses sintomas podem se prolongar por horas, dias e dependendo da gravidade dura o m\u00eas inteiro.<\/p>\n<p>\u00c9 importante sempre verificar nos r\u00f3tulos dos alimentos se cont\u00e9m prote\u00ednas do leite, pois nem tudo que est\u00e1 escrito \u201csem lactose\u201d n\u00e3o quer dizer que o alimento seja livre de prote\u00edna animal.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ter intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose ou prote\u00edna animal e n\u00e3o saber disso. Mas saiba que o leite de origem animal n\u00e3o \u00e9 essencial. \u00c9 essencial apenas para o lucro do agroneg\u00f3cio, essencial para o filhote do animal, mas nunca foi para a sa\u00fade humana, por que o corpo humano \u00e9 incapaz de absorver o c\u00e1lcio do leite animal, que tamb\u00e9m eleva o \u00e1cido do pH. O pH do leite animal varia entre 6,6 e 6,8, sendo assim seria necess\u00e1rio 20 partes alcalinas de alimentos para neutralizar apenas uma parte \u00e1cida no sangue. Para combater o \u00e1cido alto do leite o nosso organismo retira o c\u00e1lcio dos ossos para implicar numa prote\u00e7\u00e3o de combate a alta acidez, fazendo com que todo esse c\u00e1lcio do leite seja expulso pela urina. Para o nosso organismo isso \u00e9 um tamanho preju\u00edzo, pois perdeu todo o c\u00e1lcio dos ossos e n\u00e3o absorveu o c\u00e1lcio do leite animal. Sendo assim, o c\u00e1lcio do leite animal n\u00e3o ser absorvido e circulando livremente pelo sangue, gera futuramente complica\u00e7\u00f5es como a artrose, c\u00e1lculos renais e osteoporose. Dentre outros fatores de risco, segundo pesquisas cient\u00edficas, o leite animal oferece mortalidade precoce, inflama\u00e7\u00f5es cr\u00f4nica, neuro degenera\u00e7\u00e3o, sistema imunol\u00f3gico baixo, aumento de n\u00edvel glic\u00eamico no sangue, fraturas \u00f3sseas na fase adulta e tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado a anemia ferropriva na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a ferropriva na inf\u00e2ncia, est\u00e1 assemelhada com a case\u00edna e prote\u00ednas do soro do leite que agem como inibidores de absor\u00e7\u00e3o do ferro. Quanto mais cedo \u00e9 introduzido ao beb\u00ea humano o leite animal, maiores as chances de defici\u00eancia de ferro. M\u00e9dicos pediatras e nutricionistas recomendam n\u00e3o substituir de modo algum o leite materno humano por de um leite de origem animal.<\/p>\n<div id=\"attachment_77398\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/leite-veganismo-vaca.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77398\" class=\"size-full wp-image-77398\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/leite-veganismo-vaca.jpg\" alt=\"N\u00f3s humanos, somos a \u00fanica esp\u00e9cie que mesmo se tornando adulto persistimos em tomar leite de um outro animal.\" width=\"400\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/leite-veganismo-vaca.jpg 400w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/leite-veganismo-vaca-300x231.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77398\" class=\"wp-caption-text\">N\u00f3s humanos, somos a \u00fanica esp\u00e9cie que mesmo se tornando adulto persistimos em tomar leite de um outro animal.<\/p><\/div>\n<p><strong>O seu leite cont\u00e9m horm\u00f4nios e a vaca n\u00e3o \u00e9 feliz<\/strong><\/p>\n<p><em>H\u00e1 uma imoralidade de pensar que temos o direito de manipular um animal as nossas custas.<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 quem pense ou mesmo os ditos \u201cvegetarianos\u201d que consomem leite animal, que a vaca ou outro animal, se bem tratado \u00e9 um \u201canimal feliz\u201d que consentiu receber ordenha de um humano por \u201clivre vontade\u201d. Mas a vida de um animal que recebe explora\u00e7\u00e3o di\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o de leite \u00e9 tudo, menos feliz. Vacas s\u00e3o animais sencientes capazes de sentir que o seu leite est\u00e1 sendo roubado e que o seu filhote ficou sem o seu alimento.<\/p>\n<p>A vaca ou outro animal n\u00e3o \u00e9 feliz em saber que sofreu insemina\u00e7\u00e3o artificial (chamamos de estupro) para gerar um filhote diversas vezes por ano, onde trar\u00e1 consequ\u00eancias a sua sa\u00fade como poss\u00edveis tumores, mastite e estresse, depress\u00e3o devido aos processos invasivos. N\u00e3o s\u00e3o felizes por terem seus beb\u00eas separados delas. Beb\u00eas machos que nascem da vaca ser\u00e3o confinados em seguida, em uma baia de pouco espa\u00e7o para que n\u00e3o tenho movimento algum, assim sua musculatura fica enfraquecida e branca por anemia pronta para morrer e ser destinado ao com\u00e9rcio vendido como uma iguaria: baby beef ou carne macia de vitela.<\/p>\n<p>Ao consumir o leite animal, voc\u00ea n\u00e3o coloca s\u00f3 a sua sa\u00fade em risco como tamb\u00e9m o sofrimento de um animal. Segundo pesquisas cient\u00edficas, desde a d\u00e9cada de 80 foi desenvolvido um horm\u00f4nio sint\u00e9tico pela empresa Monsanto (a mesma respons\u00e1vel que compromete a sa\u00fade humana e o meio ambiente pelo uso de agrot\u00f3xicos), chamado horm\u00f4nio somatotropina bovina recombinante (Recombinant bovine somatotropin \u2013 rBST). Este horm\u00f4nio foi aprovado pela Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria dos Estados Unidos (Food and Drug Administration \u2013 FDA) em 1993. A resposta \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de rBST em vacas leiteiras \u00e9 de um aumento de 10 a 15% na produ\u00e7\u00e3o de leite. Quando o rBST \u00e9 injetado nas vacas o IGF-1 aumenta no leite. O IGF-1 (Fator de Crescimento Insul\u00ednico) \u00e9 um componente natural de todo leite, produzido pelas gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias, envolvido no crescimento normal e desenvolvimento durante \u00e0 inf\u00e2ncia, mas nos adultos isto pode promover o crescimento anormal das c\u00e9lulas e levar a alguns tipos de c\u00e2ncer, como de mama e gastrointestinal. Algumas pesquisas mostram que pessoas que bebem leite de vaca tem mais IGF-1 na corrente sangu\u00ednea do que as pessoas que n\u00e3o bebem.<\/p>\n<p>No animal, o uso do rBST est\u00e1 relacionado a dor desnecess\u00e1ria, sofrimento e ang\u00fastia, aumento de extremidades (patas), mastite (inflama\u00e7\u00e3o da mama), dist\u00farbios reprodutivos e outras doen\u00e7as. Por volta do ano 2000, o uso do rBST foi banido na Europa, Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e Canad\u00e1. Atualmente ainda \u00e9 permitido no Brasil, bem como nos Estados Unidos. Devido ao uso do horm\u00f4nio rBST, as vacas tendem a desenvolver mais mastite (inflama\u00e7\u00e3o da mama). A mastite apresenta-se nas formas cl\u00ednica e subcl\u00ednica. Na primeira, os sintomas s\u00e3o: secre\u00e7\u00e3o do leite com grumos, pus ou um aspecto aquoso; tetas e gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias avermelhadas, duras, inchadas, doloridas e quentes. Outros sintomas caracter\u00edsticos s\u00e3o febre, falta de apetite e morte quando h\u00e1 o agravamento da doen\u00e7a. Na forma subcl\u00ednica, somente testes especiais podem detectar a doen\u00e7a. No tratamento das mastites s\u00e3o administrados antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p><strong>Uso de antibi\u00f3ticos e a resist\u00eancia de bact\u00e9rias<\/strong><\/p>\n<p>Um estudo feito em 2007, no Brasil, concluiu que a presen\u00e7a de res\u00edduos de antibi\u00f3ticos nos leites produzidos no pa\u00eds \u00e9 preocupante, e indicam a presen\u00e7a de um perigo qu\u00edmico associado a esse produto. Estes res\u00edduos no leite podem causar v\u00e1rios efeitos indesej\u00e1veis, como sele\u00e7\u00e3o de cepas bacterianas resistentes no ambiente e no consumidor, hipersensibilidade e poss\u00edvel choque anafil\u00e1tico em indiv\u00edduos al\u00e9rgicos a essas subst\u00e2ncias, desequil\u00edbrio da flora intestinal, al\u00e9m de efeito teratog\u00eanico (anomalias e malforma\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mastitis-vaca-veganismo-leite.png\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-77399 size-full\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mastitis-vaca-veganismo-leite.png\" alt=\"tipos de mastitis\" width=\"512\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mastitis-vaca-veganismo-leite.png 512w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/mastitis-vaca-veganismo-leite-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tipos-de-mastitis.png\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-77403\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tipos-de-mastitis.png\" alt=\"tipos de mastitis\" width=\"512\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tipos-de-mastitis.png 512w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tipos-de-mastitis-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Leucose Enzo\u00f3tica Bovina (Bovine Leukosis Infection \u2013 BLV) enfermidade infectocontagiosa de origem viral que vem contaminando grande parte dos rebanhos da ind\u00fastria leiteira, essa enfermidade se caracteriza por uma neoplasia do tecido linfoide. A preval\u00eancia desta infec\u00e7\u00e3o varia em alguns pa\u00edses, sendo 47,8% nos Estados Unidos, 28,6% na B\u00e9lgica, 19,7% no Canad\u00e1, e no Brasil com a maior preval\u00eancia nos estados de S\u00e3o Paulo 36,6%, Rio de Janeiro 54,3%, Minas Gerais 28,4% e Rond\u00f4nia com 23%.<\/p>\n<p>O BLV \u00e9 eliminado no colostro e no leite das vacas infectadas. A grande maioria dos animais infectados n\u00e3o desenvolve linfossarcoma, linfocitose persistente ou qualquer outro sinal cl\u00ednico, permanecendo portadores assintom\u00e1ticos do v\u00edrus. As maiores taxas foram encontradas nos bovinos com finalidade de explora\u00e7\u00e3o leiteira. Evid\u00eancias mostram a rela\u00e7\u00e3o entre BLV e o risco de c\u00e2ncer em humanos.<\/p>\n<p><strong>Impactos ambientais relacionado \u00e0 ind\u00fastria do leite<\/strong><\/p>\n<p>A ind\u00fastria de latic\u00ednios gera res\u00edduos s\u00f3lidos, l\u00edquidos e emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas pass\u00edveis de impactar o meio ambiente. Os efluentes l\u00edquidos \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pela polui\u00e7\u00e3o causada pela ind\u00fastria de latic\u00ednios. O soro \u00e9 descartado junto a outros efluentes contaminando mananciais e lagos, sendo cem vezes mais poluente que o esgoto dom\u00e9stico. Al\u00e9m disso, a ind\u00fastria de latic\u00ednios tem uma grande abrang\u00eancia no processo de derivados (manteiga, iogurte, danones\u2026) onde o leite passa por clarifica\u00e7\u00e3o e cont\u00e9m res\u00edduos de detergentes e desinfetantes, hidr\u00f3xido de s\u00f3dio, \u00e1cido n\u00edtrico e hipoclorito de s\u00f3dio. Esse m\u00e9todo de limpeza, segundo dados da Universidade de Vi\u00e7osa de Minas Gerais, consiste de um n\u00famero de lavagens sucessivas visando \u00e0 remo\u00e7\u00e3o dos s\u00f3lidos do leite, gorduras e \u00f3leos nas paredes dos equipamentos e das tubula\u00e7\u00f5es, como consequ\u00eancia gera polui\u00e7\u00e3o contaminando mananciais, lagos e poss\u00edveis intoxica\u00e7\u00f5es aos trabalhadores locais.<\/p>\n<p>A escassez da \u00e1gua tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada \u00e0 ind\u00fastria leiteira, pois para produzir um litro de leite s\u00e3o necess\u00e1rios 868 litros de \u00e1gua desde o primeiro at\u00e9 o processo final. Segundo dados de pesquisa, estima-se em m\u00e9dia 541 litros de consumo de \u00e1gua para realizar a limpeza di\u00e1ria da sala de ordenha, a manuten\u00e7\u00e3o de utens\u00edlios e equipamentos no setor bovino do leite. Pesquisas tamb\u00e9m revelam o desperd\u00edcio numa ind\u00fastria de latic\u00ednio localizado na Zona da Mata mineira, onde \u00e9 utilizado cerca de 4.000 litros por dia na limpeza da sala de ordenha. Essa an\u00e1lise feita pelo ABEPRO, constatou que n\u00e3o h\u00e1 nenhum m\u00e9todo de controle para prevenir o desperd\u00edcio de \u00e1gua. Al\u00e9m disso, o manejo de forma agressiva provoca um maior consumo de \u00e1gua para a limpeza do local, pois animais estressados defecam em maior frequ\u00eancia na sala de ordenha causando problemas de contamina\u00e7\u00e3o no leite.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do desperd\u00edcio de \u00e1gua, a pecu\u00e1ria \u00e9 o principal setor respons\u00e1vel pelo desmatamento na Amaz\u00f4nia Brasileira. A pecu\u00e1ria bovina \u00e9 a atividade mais fortemente correlacionada com desmatamento para os munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia. Na an\u00e1lise que inclui apenas a pecu\u00e1ria bovina, encontrou-se um coeficiente de correla\u00e7\u00e3o de 0,7345 entre o n\u00famero de cabe\u00e7as de gado e o desmatamento. Observando-se as correla\u00e7\u00f5es, percebe-se baixa correla\u00e7\u00e3o entre a vari\u00e1vel soja e o desmatamento. Isso sugere que a fraca correla\u00e7\u00e3o direta da soja com os processos de desmatamento implica o pouco impacto desse tipo de cultivo sobre a ocupa\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas na Amaz\u00f4nia. Observando-se, por\u00e9m, as correla\u00e7\u00f5es entre soja e arroz (0,6462) e soja e milho (0,7397) e entre arroz e desmatamento (0,3562) e entre milho e desmatamento (0.2235), v\u00ea-se que soja e desmatamento podem estar ligados de forma indireta. Arroz e milho s\u00e3o culturas associadas ao processo de implanta\u00e7\u00e3o da cultura de soja em \u00e1reas novas. Observa\u00e7\u00f5es de campo feitas pelos autores demonstram que \u00e9 comum plantar-se arroz em \u00e1reas novas por aproximadamente 3 anos antes de se iniciar a produ\u00e7\u00e3o de soja.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/desmatamento-amazonia.gif\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-77401\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/desmatamento-amazonia.gif\" alt=\"desmatamento amazonia\" width=\"499\" height=\"450\" \/><\/a><\/p>\n<p>Anos e anos a medicina vinculada ao agroneg\u00f3cio tenta nos enfiar goela abaixo que o consumo de leite animal \u00e9 imprescind\u00edvel na alimenta\u00e7\u00e3o humana, mas ao longo do tempo as evid\u00eancias cient\u00edficas mostram a realidade de uma popula\u00e7\u00e3o desenvolvendo doen\u00e7as cr\u00f4nicas, baixa imunidade, cansa\u00e7o e falta de concentra\u00e7\u00e3o devido ao consumo do leite animal. \u00c9 de extrema urg\u00eancia que esse assunto necessita ser discutido em universidades, em hospitais e cl\u00ednicas levando a popula\u00e7\u00e3o ter o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso se contrapor atrav\u00e9s dessas evid\u00eancias cient\u00edficas contra esse marketing travestido de sa\u00fade nutricional, desmistificando a inverdade que \u00e9 \u201cimposs\u00edvel de conseguir nutrientes em alimentos vegetais\u201d.<\/p>\n<p>Substituir o leite de origem animal ou tornando-se vegano(a) \u00e9 um ato do bem em prol da vida dos animais, da sua sa\u00fade e do meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27383577 *Atualizado 2016<\/p>\n<p>http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27412694 *<\/p>\n<p>http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27255108 *<\/p>\n<p>http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27400451 Staphylococcus aureus in milk and meat.<\/p>\n<p>http:\/\/ec.europa.eu\/dgs\/health_food-safety\/committees\/scientific\/index_en.htm<\/p>\n<p>https:\/\/www.drmcdougall.com\/misc\/2004nl\/040200bovinepf.htm<\/p>\n<p>http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/cta\/v27n2\/30.pdf<\/p>\n<p>http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC4212225\/?tool=pmcentrez<\/p>\n<p>http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext pid=S0104-42302010000200025<\/p>\n<p>_________________________________<\/p>\n<p><em>Por Myla Veg \u2013 Ativista Vegana e estudante de Nutri\u00e7\u00e3o. <\/em><em>Para d\u00favidas ou sugest\u00f5es, envie um e-mail para: natocadaraposavegan@gmail.com.<\/em><\/p>\n<p><em>Leias mais textos sobre veganismo e nutri\u00e7\u00e3o no <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/natocadaraposa-vegan.blogspot.com.br\/2016\/05\/leite-de-origem-animal-o-que-o.html\" >Na Toca da Raposa<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/29\/07\/2016\/leite-de-origem-animal-o-que-o-marketing-nunca-ira-mostrar-nos-bastidores\" >Go to Original \u2013 anda.jor.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A realidade do consumo de leite de origem animal que o marketing esconde, desmistificando as fal\u00e1cias da medicina vinculada ao agroneg\u00f3cio, os malef\u00edcios que causa \u00e0 sa\u00fade humana, os impactos ambientais, o equ\u00edvoco do \u201cbem-estar animal\u201d de \u201cvaca feliz\u201d e o sofrimento de animais explorados por uma industria voltada exclusivamente para atender os desejos humanos.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-77397","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77397"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77397\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}