{"id":77706,"date":"2016-08-15T12:00:56","date_gmt":"2016-08-15T11:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=77706"},"modified":"2016-08-14T19:26:32","modified_gmt":"2016-08-14T18:26:32","slug":"portugues-eu-oa-desafio-a-nao-virar-vegetarianoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2016\/08\/portugues-eu-oa-desafio-a-nao-virar-vegetarianoa\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Eu o\/a desafio a n\u00e3o virar vegetariano\/a\u2026"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_77707\" style=\"width: 426px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/documentario-vegetariano-animal-vegan-documentaries.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-77707\" class=\"wp-image-77707 size-full\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/documentario-vegetariano-animal-vegan-documentaries.jpg\" alt=\"documentario vegetariano animal vegan documentaries\" width=\"416\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/documentario-vegetariano-animal-vegan-documentaries.jpg 416w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/documentario-vegetariano-animal-vegan-documentaries-265x300.jpg 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 416px) 100vw, 416px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-77707\" class=\"wp-caption-text\">Document\u00e1rios que podem mudar a percep\u00e7\u00e3o de como nos relacionamos com os animais (Imagens: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Eu os desafio a n\u00e3o virarem vegetarianos depois de assistirem <em>Earthlings<\/em>, <em>Cowspiracy<\/em>, <em>Speciesism<\/em>, <em>Peaceable Kingdom<\/em> e <em>Forks Over Knives<\/em>. Muitas pessoas n\u00e3o assistem esses document\u00e1rios porque isso significa sair da zona de conforto e confrontar a realidade que envolve a produ\u00e7\u00e3o de alimentos de origem animal. Sim, n\u00e3o existe alimento de origem animal que n\u00e3o envolva dor ou priva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E quando algu\u00e9m fala em bem-estarismo animalista penso apenas no qu\u00e3o insens\u00edvel o ser humano \u00e9 capaz de ser, j\u00e1 que por \u201cmelhores\u201d que sejam as condi\u00e7\u00f5es oferecidas aos animais, isso n\u00e3o anula o fato de que mais cedo ou mais tarde eles ser\u00e3o levados \u00e0 exaust\u00e3o e sacrificados por mero capricho humano \u2013 de quem se v\u00ea como senhor de todas as coisas.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que at\u00e9 ingredientes que normalmente passam batido nos r\u00f3tulos das embalagens materializam fra\u00e7\u00f5es de dor e sofrimento. Nem mesmo a produ\u00e7\u00e3o de mel \u00e9 isenta de dissabores, padecimento. Obviamente porque a abelha n\u00e3o fabrica e nunca fabricou mel para os humanos. Logo \u00e9 justo dizer que h\u00e1 uma cultura de s\u00e9culos que tende a romantizar o que na realidade n\u00e3o tem nada de belo. \u00c9 sempre chocante reconhecer como a ind\u00fastria aliment\u00edcia explora o m\u00e1ximo que pode dos animais.<\/p>\n<p>S\u00f3 pra citar um exemplo, \u00e9 poss\u00edvel encontrar derivados de leite at\u00e9 mesmo em ado\u00e7antes \u00e0 base de stevia em p\u00f3. E o mais curioso \u00e9 que isso \u00e9 desnecess\u00e1rio; e a inclus\u00e3o talvez tenha mais a ver com as facilidades e o barateamento do processo de produ\u00e7\u00e3o. No final, por\u00e9m, quem paga mais caro n\u00e3o s\u00e3o os seres humanos, mas sim a vaca e o vitelo.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito, somos bombardeados com propagandas que vendem a ideia de que somos incapazes de sobreviver sem alimentos de origem animal. Certo! E o que dizer de povos que vivem em aldeias na \u00c1sia e na Europa Oriental e nunca se alimentaram de animais, chegando a viver mais de 100 anos? Entrevistei h\u00e1 alguns anos um senhor vegetariano que \u00e0 \u00e9poca tinha 95 anos e, n\u00e3o, ele n\u00e3o morava em nenhuma aldeia. Vivia na minha cidade, mas optou por se tornar vegetariano em 1925, aos oito anos de idade.<\/p>\n<p>O que vemos o tempo todo s\u00e3o cria\u00e7\u00f5es de ofertas desnecess\u00e1rias e falsas demandas motivadas pela gan\u00e2ncia. Como achar normal a cria\u00e7\u00e3o de 70 bilh\u00f5es de animais em todo o mundo, sendo que temos uma popula\u00e7\u00e3o mundial de sete bilh\u00f5es de pessoas? Para que tudo isso? Ainda mais ponderando que em menor ou maior propor\u00e7\u00e3o esses animais passar\u00e3o por priva\u00e7\u00e3o ou sofrimento.<\/p>\n<p>_____________________________________<\/p>\n<p><em>David Arioch \u00e9 jornalista, pesquisador e documentarista. Trabalha profissionalmente h\u00e1 dez anos com jornalismo cultural e liter\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/davidarioch.com\/2016\/08\/13\/te-desafio-a-nao-virar-vegetariano\/\" >Go to Original \u2013 davidarioch.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas pessoas n\u00e3o assistem esses document\u00e1rios porque isso significa sair da zona de conforto e confrontar a realidade que envolve a produ\u00e7\u00e3o de alimentos de origem animal. Sim, n\u00e3o existe alimento de origem animal que n\u00e3o envolva dor ou priva\u00e7\u00e3o. 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