{"id":89190,"date":"2017-03-27T12:01:04","date_gmt":"2017-03-27T11:01:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=89190"},"modified":"2017-03-25T17:55:08","modified_gmt":"2017-03-25T17:55:08","slug":"portugues-pela-1a-vez-desde-2004-brasil-fica-estagnado-no-indice-de-desenvolvimento-humano-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2017\/03\/portugues-pela-1a-vez-desde-2004-brasil-fica-estagnado-no-indice-de-desenvolvimento-humano-da-onu\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) Pela 1\u00aa vez desde 2004, Brasil fica estagnado no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano da ONU"},"content":{"rendered":"<p><em>Em 2015, maior recess\u00e3o da Hist\u00f3ria freou avan\u00e7o constante do pa\u00eds no indicador.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_89191\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Dinheiro-brasil.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-89191\" class=\"wp-image-89191\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Dinheiro-brasil-1024x445.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Dinheiro-brasil-1024x445.jpg 1024w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Dinheiro-brasil-300x130.jpg 300w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Dinheiro-brasil-768x334.jpg 768w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Dinheiro-brasil.jpg 1265w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-89191\" class=\"wp-caption-text\">Vendedor conta notas de real em uma feira livre do Rio.<br \/> Dado Galdieri \/ Bloomberg<\/p><\/div>\n<p><em>21 Mar 2017<\/em>&#8211; Pela primeira vez desde 2004, o Brasil estacionou no ranking do desenvolvimento humano. A maior recess\u00e3o da hist\u00f3ria fez a renda da popula\u00e7\u00e3o despencar e freou o avan\u00e7o constante que se observava no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, desde 1990. Ele permaneceu em 0,754 entre 2014 e 2015 e manteve o Brasil na 79\u00aa posi\u00e7\u00e3o num ranking de 188 na\u00e7\u00f5es. Pelos crit\u00e9rios da ONU, quanto mais pr\u00f3ximo de 1, maior \u00e9 o desenvolvimento humano de um pa\u00eds. O IDH \u00e9 calculado com base em indicadores de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e renda.<\/p>\n<p>Inicialmente, a Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) havia informado que o \u00edndice brasileiro crescera continuamente desde 1990. Uma vers\u00e3o anterior desta reportagem informava que a estagna\u00e7\u00e3o era a primeira em 25 anos. Dados divulgados na tarde desta ter\u00e7a-feira, no entanto, mostram que o IDH brasileiro recuou em dois momentos nesse per\u00edodo: primeiro em 2003, e depois em 2004, quando o \u00edndice passou de 0,695 para 0,694.<\/p>\n<p>A coordenadora do Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano (RDH) Nacional, Andr\u00e9a Bolzon, afirmou, nesta ter\u00e7a-feira, que o fato de o Brasil ter ficado estagnado no desenvolvimento humano em 2015 acende uma luz amarela para o pa\u00eds. Ela destacou que o pa\u00eds vinha melhorando consistentemente desde 1990, mas pisou no freio por causa da queda na renda.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 uma luz amarela &#8211; disse ela.<\/p>\n<p>Outro aspecto preocupante, segundo Andr\u00e9a, \u00e9 o fato de o Brasil perder posi\u00e7\u00f5es no desenvolvimento humano quando o indicador \u00e9 calculado levando em considera\u00e7\u00e3o as desigualdades. Quando elas entram na f\u00f3rmula, o Brasil perde nada menos que 19 posi\u00e7\u00f5es no ranking do desenvolvimento humano. O pa\u00eds s\u00f3 fica atr\u00e1s do Ir\u00e3 (que perde 40 posi\u00e7\u00f5es) e de Botsuana (que perde 23). Tamb\u00e9m neste caso, a renda \u00e9 o principal problema brasileiro. Ela \u00e9 o principal fator de desigualdade entre os brasileiros.<\/p>\n<p>De acordo com o Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano (RDH) 2016, divulgado nesta ter\u00e7a-feira pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil \u2013 que est\u00e1 na lista de na\u00e7\u00f5es com alto desenvolvimento humano \u2013 conseguiu avan\u00e7os discretos em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. A expectativa de vida ao nascer, por exemplo, subiu de 74,5 anos para 74,7 anos. J\u00e1 a m\u00e9dia de anos de estudo passou de 7,7 anos para 7,8 anos entre 2014 e 2015. A expectativa de anos de estudo (quanto tempo se espera que uma pessoa passar\u00e1 na escola) ficou em 15,2 anos.<\/p>\n<p>No entanto, a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita caiu de US$ 14.858 para US$ 14.145, o que representa uma retra\u00e7\u00e3o de 4,8%. Segundo a coordenadora do RDH, esse foi o fator respons\u00e1vel pela estagna\u00e7\u00e3o do IDH brasileiro. Ela destacou que apenas cinco pa\u00edses n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar no ranking da ONU.<\/p>\n<p>\u2014 Subir uma ou duas posi\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil no ranking do IDH. Por isso a estagna\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 algo significativo e preocupante \u2014 disse Andr\u00e9a.<\/p>\n<p><strong>Ranking geral<\/strong><\/p>\n<p>O c\u00e1lculo do IDH \u00e9 feito a partir de tr\u00eas aspectos principais da popula\u00e7\u00e3o: renda, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Quanto mais esses tr\u00eas aspectos apresentarem melhorias, melhor ser\u00e1 o IDH de um pa\u00eds.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/rankinggeralcurvas-desk.png\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-89192\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/rankinggeralcurvas-desk-618x1024.png\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/rankinggeralcurvas-desk-618x1024.png 618w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/rankinggeralcurvas-desk-181x300.png 181w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/rankinggeralcurvas-desk.png 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/a>O pa\u00eds divide o IDH de 0,754 com a ilha caribenha de Granada. A Noruega continua no topo da lista do Pnud, com um \u00edndice de 0,949. Em \u00faltimo lugar est\u00e1 a Rep\u00fablica Centro Africana, com um IDH de 0,352. No campe\u00e3o do desenvolvimento humano, a expectativa de vida ao nascer \u00e9 de 81,7 anos (7 anos a mais que no Brasil). A expectativa de anos de estudo dos noruegueses \u00e9 de 17,7 (2,5 anos a mais que a dos brasileiros) e a m\u00e9dia de anos de estudo \u00e9 de 12,7 (quase cinco a mais que no Brasil). J\u00e1 a RNB per capita na Noruega \u00e9 de nada menos que US$ 67.614.<\/p>\n<p>A coordenadora do Pnud destacou que mais de 29 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da pobreza no Brasil entre 2003 e 2013. No entanto, entre 2014 e 2015, o quadro voltou a piorar. O total de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza (que vivem com R$ 140 per capita por m\u00eas) subiu de 8,1 milh\u00f5es para 9,96 milh\u00f5es nesse per\u00edodo. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o em extrema pobreza (que vive com R$ 70 per capita por m\u00eas) passou de 22,09 milh\u00f5es para 24,3 milh\u00f5es. Isso acaba se refletindo no desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>Andr\u00e9a destacou que o Brasil apresentava aumentos consistentes no IDH desde que o \u00edndice passou a ser publicado. Nesse per\u00edodo, a expectativa de vida subiu quase 10 anos (de 65,3 anos para 74,7 anos), a expectativa de anos de estudo cresceu 3 anos (12,2 anos para 15,2 anos) e a m\u00e9dia de anos de estudo, 4 anos (de 3,8 anos para 7,8 anos). J\u00e1 a RNB per capita cresceu de US$ 10.746 para US$ 14.145. Essas evolu\u00e7\u00f5es fizeram com que o IDH brasileiro saltasse de 0,611 para 0,754 de 1990 a 2015, um ganho de 23,4%.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil apresenta crescimento cont\u00ednuo, estagnado no ano recente, com um aumento mais marcado por volta dos anos 2012 a 2014\u201d, afirma o Pnud. Ainda segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas, dos 78 pa\u00edses que t\u00eam IDH acima do brasileiro, apenas quatro (Andorra, Ar\u00e1bia Saudita, Seicheles e Maur\u00edcio) tiveram desenvolvimento humano mais acelerado que o brasileiro entre 2010 e 2015.<\/p>\n<p>O representante do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, Niky Fabiancic, afirmou, nesta ter\u00e7a-feira, que o Brasil \u00e9 um dos destaques do Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano (RDH) 2016. O documento faz refer\u00eancia a pol\u00edticas adotadas pelo governo brasileiro como exemplos a serem seguidos (como Lei Maria da Penha, benef\u00edcio assistencial ao idoso, sistema de cotas na universidade):<\/p>\n<p>&#8211; A presen\u00e7a dessas pol\u00edticas refor\u00e7a que os n\u00fameros j\u00e1 mostram: o Brasil tem avan\u00e7ado de maneira consistente no IDH nos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Fabiancic destacou que o Brasil tem problemas que precisam ser resolvidos urgentemente, como pobreza ainda elevada, desemprego e recess\u00e3o econ\u00f4mica. Segundo ele, o Pnud est\u00e1 atento \u00e0s propostas do governo para as reformas do ensino m\u00e9dio, previd\u00eancia, trabalhista e tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>L\u00cdBIA E S\u00cdRIA S\u00c3O OS QUE MAIS CAEM<\/strong><\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano (RDH) 2016 mostra que a L\u00edbia e a S\u00edria s\u00e3o os dois pa\u00edses que mais perderam posi\u00e7\u00f5es no ranking do desenvolvimento humano em 2015. A L\u00edbia recuou 35 posi\u00e7\u00f5es, enquanto a S\u00edria recuou 29 posi\u00e7\u00f5es. Isso porque os dois s\u00e3o pa\u00edses que vivem situa\u00e7\u00f5es de guerra, o que amea\u00e7a a esperan\u00e7a de vida, o estudo da popula\u00e7\u00e3o e a renda.<\/p>\n<p>Por outro lado, Ruanda e Zimb\u00e1bue foram os que mais cresceram no IDH. Ruanda teve taxa m\u00e9dia de aumento anual de 2,89% entre 1990 e 2015. Zimb\u00e1bue foi 2,67% entre 2010 e 2015. Segundo Andr\u00e9a Bolzon, coordenadora do RDH Nacional, isso ocorre porque esses pa\u00edses v\u00eam de uma base muito baixa de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>________________________________________<\/p>\n<p><em>Leia Mais:<\/em> <em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/2017\/03\/21\/2270-entenda-que-para-que-serve-idh\" >Entenda o que \u00e9 e para que serve o IDH<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Veja Tamb\u00e9m:<\/em> <em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/2017\/03\/21\/2270-considerando-desigualdade-brasil-perde-19-posicoes-no-ranking-do-idh\" >Considerando a desigualdade, Brasil perde 19 posi\u00e7\u00f5es no ranking do IDH<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Confira: <\/em><em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/2017\/03\/21\/2270-do-combate-zicka-lei-maria-da-penha-os-destaques-brasileiros-segundo-onu\" >Listamos as cita\u00e7\u00f5es ao Brasil no relat\u00f3rio<\/a><\/em><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/pela-1-vez-desde-2004-brasil-fica-estagnado-no-indice-de-desenvolvimento-humano-da-onu-21090827?utm_source=newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=newstarde\" >Go to Original \u2013 globo.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21 Mar 2017- Pela primeira vez desde 2004, o Brasil estacionou no ranking do desenvolvimento humano. A maior recess\u00e3o da hist\u00f3ria, em 2015, fez a renda da popula\u00e7\u00e3o despencar e freou o avan\u00e7o constante que se observava no IDH, calculado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas desde 1990.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-89190","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-original-languages"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89190","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89190"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89190\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}