{"id":92400,"date":"2017-05-15T12:00:20","date_gmt":"2017-05-15T11:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/?p=92400"},"modified":"2017-05-14T15:57:34","modified_gmt":"2017-05-14T14:57:34","slug":"portugues-a-triste-historia-dos-chimpanzes-torturados-em-pesquisas-que-sobreviveram-a-guerras-a-fome-e-ao-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/2017\/05\/portugues-a-triste-historia-dos-chimpanzes-torturados-em-pesquisas-que-sobreviveram-a-guerras-a-fome-e-ao-abandono\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas) A triste hist\u00f3ria dos chimpanz\u00e9s torturados em pesquisas que sobreviveram a guerras, \u00e0 fome e ao abandono"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Os chimpanz\u00e9s vivem em seis ilhas da Lib\u00e9ria. Diariamente, aguardam \u00e0 beira da \u00e1gua, enquanto um barco que transporta tr\u00eas homens chega com provis\u00f5es: coco, milho, bananas, papaia picada, mangas,&#8230; <\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_92401\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92401\" class=\"wp-image-92401\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal.jpg 480w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal-300x262.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-92401\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Carol Guzy\/HSUS<\/p><\/div>\n<p>Os chimpanz\u00e9s vivem em seis ilhas da Lib\u00e9ria. Diariamente, aguardam \u00e0 beira da \u00e1gua, enquanto um barco que transporta tr\u00eas homens chega com provis\u00f5es: coco, milho, bananas, papaia picada, mangas, pepinos e batata.<\/p>\n<p>Em poucos minutos, grupos de 10 a 12 chimpanz\u00e9s se re\u00fanem para a sua refei\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Alguns balan\u00e7am entusiasmados para frente e para tr\u00e1s.<\/p>\n<div id=\"attachment_92402\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal2.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92402\" class=\"size-full wp-image-92402\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal2.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"456\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal2.jpg 480w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal2-300x285.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-92402\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Carol Guzy\/HSUS<\/p><\/div>\n<p>Como seus m\u00fasculos s\u00e3o mais pesados do que os humanos, os chimpanz\u00e9s geralmente n\u00e3o nadam. Os animais da ilha, por\u00e9m, se apressam para receber o barco.<\/p>\n<p>Quando o barco \u00e9 ancorado, surgem os homens do New York Blood Center, onde os chimpanz\u00e9s foram torturados em testes em um centro de pesquisa chamado VILAB II, pr\u00f3ximo ao principal aeroporto da Lib\u00e9ria.<\/p>\n<p>Como o sangue infectado dos animais os tornou inadequados para determinados procedimentos, eles foram libertados nas ilhas. Quando os pesquisadores passaram a investigar diferentes doen\u00e7as, os chimpanz\u00e9s foram levados de volta para o laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, a chegada do barco era motivo de medo: poderia significar que os primatas seriam sedados e removidos do local. Agora isso significa apenas alimento para os animais famintos.Um homem oferece controle de natalidade para f\u00eameas e placebos para machos. Em seguida, atira cocos e espigas de milho.<\/p>\n<p>Trata-se de um relacionamento complicado. Esses homens j\u00e1 foram os captores dos chimpanz\u00e9s. O VILAB foi a raz\u00e3o pela qual muitos deles ficaram \u00f3rf\u00e3os e foram sequestrados da floresta. O centro de pesquisa os manteve em jaulas e os infectou com hepatite e outras doen\u00e7as para realizar exames de sangue e bi\u00f3psias hep\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Muitas vezes, \u00e0 medida que os homens e as mulheres trabalhavam, ouviam os chimpanz\u00e9s gritarem em p\u00e2nico com a rotina di\u00e1ria. No entanto, posteriormente, a equipe forneceu cuidados para os chimpanz\u00e9s durante os longos e dolorosos anos em que a Lib\u00e9ria se desfez.<\/p>\n<p>Aos 42 anos, Samantha \u00e9 o mais antigo dos chimpanz\u00e9s usados em pesquisas e testemunhou tudo o que aconteceu.<\/p>\n<p>Os chimpanz\u00e9s e a equipe do laborat\u00f3rio sobreviveram a um golpe e a um governo militar, a massacres, a guerras civis, \u00e0 fome e a doen\u00e7as. Os animais resistiram \u00e0s semanas decorridas ap\u00f3s 5 de mar\u00e7o de 2015, quando o New York Blood Center cortou o financiamento alimentos, suprimentos e sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria raz\u00e3o pela qual o centro procurou os chimpanz\u00e9s para os testes \u2013 sua semelhan\u00e7a com os seres humanos \u2013 no final os salvou, diz Jenny Desmond, diretora do projeto HSUS \/ HSI que cuida dos animais.<\/p>\n<p>Outros primatas poderiam ter desistido, sua sa\u00fade se deteriorando at\u00e9 morrerem, comenta Desmond. Por\u00e9m, os chimpanz\u00e9s sobreviveram, segundo a All Animals Magazine.<\/p>\n<p>\u201cSua resili\u00eancia \u00e9 incr\u00edvel. Eles podem estar em condi\u00e7\u00f5es horr\u00edveis \u2013 muito magros e desidratados que n\u00e3o ir\u00e3o desistir\u201d, destaca Desmond.<\/p>\n<p>A Lib\u00e9ria \u00e9 um dos pa\u00edses mais pobres do mundo e a popula\u00e7\u00e3o geralmente n\u00e3o \u00e9 sentimental em rela\u00e7\u00e3o aos animais. Muitos olham para a vida selvagem principalmente como uma fonte de alimento.<\/p>\n<p>Neste ano, a HSUS e a HSI t\u00eam se esfor\u00e7ado para desenvolver uma parceria formal com o governo liberiano para estabelecer um santu\u00e1rio para os antigos chimpanz\u00e9s abusados em pesquisas, assim como para chimpanz\u00e9s salvos sob a nova Lei da Vida Selvagem da Lib\u00e9ria. Quando o acordo for finalizado, ser\u00e1 lan\u00e7ada uma grande campanha para arrecada\u00e7\u00e3o de dinheiro.<\/p>\n<div id=\"attachment_92403\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal3.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92403\" class=\"size-full wp-image-92403\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal3.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal3.jpg 480w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal3-300x228.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-92403\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Carol Guzy\/HSUS<\/p><\/div>\n<p>Em 2015, quando Kathleen Conlee, vice-presidente da HSUS no que se refere \u00e0 pesquisa com animais, procurava pessoas para supervisionar o cuidado em longo prazo dos chimpanz\u00e9s abandonados, ela contatou o casal Desmond que considerava a gest\u00e3o de um santu\u00e1rio de primatas no Qu\u00eania. O casal voou para a Lib\u00e9ria e aceitou a posi\u00e7\u00e3o oferecida pela HSUS. Os chimpanz\u00e9s da ilha estavam extremamente magros e amedrontados e at\u00e9 jogaram pedras no barco.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da chance de cuidar deles, os Desmonds esperavam levar eventualmente crian\u00e7as de escola e outros liberianos para visitar o santu\u00e1rio a fim de inspir\u00e1-los a proteger os sete mil chimpanz\u00e9s selvagens que permanecem na floresta tropical do pa\u00eds. Jim Desmond seria um de apenas dois ou tr\u00eas veterin\u00e1rios que vivem na Lib\u00e9ria.<\/p>\n<p>Com a permiss\u00e3o do Instituto Liberiano de Pesquisa Biom\u00e9dica, os Desmonds montaram uma sede tempor\u00e1ria em pr\u00e9dios usados anteriormente pelo VILAB. A HSUS recontratou 90% da equipe anterior do VILAB: 33 pessoas, muitas das quais devem ser treinadas para cuidar dos chimpanz\u00e9s.<\/p>\n<p>Imediatamente, \u00e0 medida que se espalhava a not\u00edcia de que os Desmonds estavam na Lib\u00e9ria, os chimpanz\u00e9s \u00f3rf\u00e3os come\u00e7aram a chegar. Pouco tempo depois, tr\u00eas meninos de tr\u00eas a quatro anos \u2013 Portea, Guey e Sweet Pea \u2013 come\u00e7aram a viver em um grande recinto chamado pavilh\u00e3o, que antes era usado para abrigar grupos de chimpanz\u00e9s antes de serem enviados para as ilhas.<\/p>\n<p>Depois, dois filhotes de um ano \u2013 Rudy e Lucy \u2013 passaram as noites com os Desmonds e os dias com Jenneh Briggs, uma das cuidadoras liberianas. Alguns meses mais tarde, uma crian\u00e7a de um m\u00eas chamada Gola chegou. Como os outros, ela precisava de cuidados 24 horas por dia.<\/p>\n<p>Na natureza, os beb\u00eas chimpanz\u00e9s t\u00eam contato constante com suas m\u00e3es \u2013 um dos diversos motivos pelos quais eles nunca devem ser criados como animais dom\u00e9sticos. O trabalho de acompanhar os animais pode ser imensamente gratificante. Os beb\u00eas, uma vez tristes e assustados, tornam-se felizes e confiantes.<\/p>\n<p>Todas as noites, Jenny coloca Rudy e Lucy para dormir. Ela lhes d\u00e1 suas mamadeiras e, em seguida, brinca com eles at\u00e9 que adorme\u00e7am ao seu lado.<\/p>\n<p>Na sala de estar dos Desmonds, h\u00e1 um livro sobre primatas publicado em 1993. No interior, aparece uma grande foto de Briggs empurrando tr\u00eas beb\u00eas chimpanz\u00e9s com um carrinho de m\u00e3o. \u00c0 primeira vista, \u00e9 bonito, mas os rostos dos chimpanz\u00e9s est\u00e3o assustados e entristecidos. Quando Briggs olha para o quadro, l\u00e1grimas brotam em seus olhos.<\/p>\n<p>Para ela, os chimpanz\u00e9s s\u00e3o como os seres humanos, apenas sem o poder da fala. No laborat\u00f3rio, como os beb\u00eas eram pequenos o bastante para serem fisicamente retidos em vez de sedados, os pesquisadores deviam agarrar seus bra\u00e7os e pernas enquanto eles lutavam.<\/p>\n<p>\u201cEles perdiam a veia. Fazem isso \u00e0s vezes, duas ou tr\u00eas vezes, at\u00e9 que coletem o sangue. [Os beb\u00eas] gritavam\u201d, diz Briggs.<\/p>\n<p>Durante anos, cada chimpanz\u00e9 foi sedado entre 300 e 500 vezes, muitos passaram por 50 ou at\u00e9 mais de 100 bi\u00f3psias de f\u00edgado, foram constantemente transferidos de jaulas e os machos se feriam repetidamente durante conflitos com companheiros. Eles suportaram doen\u00e7as frequentes, ferimentos de recupera\u00e7\u00e3o lenta e beb\u00eas morreram infectados pela gripe.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros arquivados d\u00e3o uma ideia da escala de vidas sacrificadas em nome da sa\u00fade humana. Havia 475 chimpanz\u00e9s usados em pesquisas, sendo que esses n\u00fameros aumentam at\u00e9 hoje. Somente 45 deles sobreviveram.<\/p>\n<p>Hoje, gra\u00e7as em parte ao trabalho do HSUS \/ HSI, todos os chimpanz\u00e9s est\u00e3o listados como amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o e os Institutos Nacionais da Sa\u00fade pararam de financiar pesquisas com a esp\u00e9cie e ordenaram que todos os chimpanz\u00e9s de \u201cpropriedade federal\u201d fossem transferidos para um santu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, por\u00e9m, quando um cientista chamado Alfred Prince quis desenvolver uma vacina de baixo custo contra a hepatite B, a principal preocupa\u00e7\u00e3o que enfrentava era onde conseguir os sujeitos usados para os testes. Os chimpanz\u00e9s estavam na \u00c1frica Ocidental, mas, conforme estabelecido pela Conven\u00e7\u00e3o sobre o Com\u00e9rcio Internacional das Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o (CITES), n\u00e3o podiam ser exportados.<\/p>\n<p>Prince, que trabalhava para o New York Blood Center, decidiu montar um laborat\u00f3rio de pesquisa de chimpanz\u00e9s na Lib\u00e9ria. O governo criou o Instituto Liberiano de Pesquisa Biom\u00e9dica, e Prince contratou uma jovem norte-americana, Betsy Brotman, para supervisionar o trabalho. O laborat\u00f3rio come\u00e7ou a sequestrar chimpanz\u00e9s, alimentando um com\u00e9rcio de beb\u00eas \u00f3rf\u00e3os.<\/p>\n<p>Harry Gilmore, um ca\u00e7ador norte-americano que havia capturado animais para o zool\u00f3gico do ex-presidente liberiano William V.S, foi enviado para perseguir os chimpanz\u00e9s. O VILAB tamb\u00e9m comprou animais de ca\u00e7adores, que mataram as m\u00e3es para pegar os beb\u00eas.<\/p>\n<p>Samantha chegou ao VILAB em 14 de dezembro de 1976, depois de ser vendida para o laborat\u00f3rio por um morador de uma cidade pr\u00f3xima. Ela tinha um ano e meio de idade. Foi acorrentada na selva, juntamente com outros chimpanz\u00e9s, pelos exploradores.<\/p>\n<p>Em 1979, houve protestos contra o alto pre\u00e7o do arroz em Monrovia considerado um alimento b\u00e1sico da Lib\u00e9ria. Em 12 de abril de 1980, ocorreu um golpe e o presidente foi morto. Entretanto, as pesquisas continuaram no VILAB. A maior mudan\u00e7a ocorreu para os chimpanz\u00e9s \u00f3rf\u00e3os. Depois de v\u00e1rios beb\u00eas sendo mantidos sem supervis\u00e3o, Samantha e os outros foram transferidos para pequenas jaulas de concreto.<\/p>\n<div id=\"attachment_92404\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal4.jpg\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92404\" class=\"size-full wp-image-92404\" src=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal4.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal4.jpg 480w, https:\/\/www.transcend.org\/tms\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chimpanzes-liberia-africa-animal4-300x164.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-92404\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Michael Nichols\/National Geographic Creative.<\/p><\/div>\n<p>Fora do VILAB, o governo militar organizou uma elei\u00e7\u00e3o para permanecer no poder e massacrou membros de grupos \u00e9tnicos. Na v\u00e9spera do Natal de 1989, os rebeldes invadiram a vizinha C\u00f4te d\u2019Ivoire. Dentro de seis meses, atingiram a \u00e1rea ao redor do VILAB.<\/p>\n<p>Muitos dos chimpanz\u00e9s usados em pesquisas estavam morrendo devido \u00e0 escassez de suprimentos. Deixado para tr\u00e1s, Samantha e os seus companheiros ficaram presos sem alimento ou \u00e1gua. V\u00e1rios deles foram baleados ou sequestrados por soldados.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s duas semanas ou mais, quando os pesquisadores foram autorizados a retornar, cerca de 50 chimpanz\u00e9s tinham morrido. O resto jazia inconsciente nas jaulas, aparentemente tinham sobrevivido ap\u00f3s lamberem a umidade das barras dos recintos. Desidratados, precisaram ser ressuscitados.<br \/>\nQuando o VILAB finalmente conseguiu enviar um barco para verificar o grupo de chimpanz\u00e9s que permanecia em uma ilha, os pesquisadores encontraram apenas uma \u00fanica f\u00eamea viva.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, Samantha come\u00e7ou a escapar de sua jaula com seu companheiro. Isso sempre terminava da mesma maneira: eles eram tranquilizados e recapturados. At\u00e9 um dia, em 2007, quando Samantha foi colocada permanentemente em uma ilha. Durante sua vida miser\u00e1vel, ela foi tranquilizada 345 vezes e sofreu 49 bi\u00f3psias hep\u00e1ticas. No dia em que foi libertada, a f\u00eamea foi direto para os manguezais com outros chimpanz\u00e9s que j\u00e1 haviam sido transferidos para a regi\u00e3o. Ela n\u00e3o olhou para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Durante v\u00e1rias semanas, nem ela e nem os outros foram para a costa quando a comida foi deixada ali. Eles constru\u00edram ninhos nas \u00e1rvores para dormir e seguiram a vida para a qual sempre foram destinados. Desde a chegada da HSUS em 2015, Samantha e os outros chimpanz\u00e9s t\u00eam recebido cuidados e alimentos diariamente.<\/p>\n<p>Os Desmonds visitaram um peda\u00e7o de terra que Jim encontrou \u00e0 venda pr\u00f3ximo \u00e0s ilhas. Uma \u00e1rea necess\u00e1ria para que os beb\u00eas chimpanz\u00e9s vivam em seguran\u00e7a. Jenny fica em \u00eaxtase. \u201cPosso ver os chimpanz\u00e9s escalando por aqui! Oh Deus,s\u00f3 posso imaginar os beb\u00eas aqui!\u201d.<\/p>\n<p>Outro chimpanz\u00e9 chamado Gloria foi salvo de ca\u00e7adores. Felizmente, a f\u00eamea e Gola s\u00e3o companheiras naturais.<\/p>\n<p>Jenny senta-se exausta, enquanto os chimpanz\u00e9s se aventuram. Nestes momentos, tudo parece poss\u00edvel: recuperar os animais para que eles tenham uma vida plena e libre e construir um futuro em que os animais n\u00e3o sejam mais arrancados da natureza para trazer esperan\u00e7a apesar de todo esse sofrimento.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/2017\/05\/chimpanzes-torturados-pesquisas-sobreviveram-guerras-fome-abandono\/\" >Go to Original \u2013 anda.jor.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os chimpanz\u00e9s vivem em seis ilhas da Lib\u00e9ria. 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