(Português) Investigação mostra o horror dos zoos na Grã-Bretanha

ORIGINAL LANGUAGES, 12 Jun 2017

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais – TRANSCEND Media Service

Uma investigação revelou as condições tenebrosas dos zoológicos em toda a Grã-Bretanha e mostrou falhas graves relacionadas à segurança e ao estado dos animais.

Foto: Glen Minikin

6 junho 2017 – A reportagem do Daily Mail teve acesso a quase 170 relatórios de inspeção de zoológicos realizados por autoridades locais em toda a Inglaterra e no País de Gales.

Pelo menos 24 atrações pareciam ter sérios problemas, enquanto pelo menos outras 17 foram informadas de que só poderiam continuar operando se aderissem a longas listas de condições.

No entanto, apenas um parque que explora a vida selvagem teve a licença recusada. Os deputados britânicos pediram uma revisão urgente das regras de licenciamento após as descobertas.

Há três semanas, o South Lakes Safari Zoo, localizado em Cumbria, foi autorizado a manter sua licença, embora quase 500 animais tenham morrido no estabelecimento em menos de quatro anos.

Em um parque, os chimpanzés morreram quando o seu recinto ficou acidentalmente superaquecido.
As condições chocantes foram divulgadas pelos relatórios de inspeção solicitados por todos os conselhos da Inglaterra e do País de Gales, que abordavam cerca de 230 zoológicos.

Atualmente, não existe supervisão governamental dos parques. Os zoológicos são inspecionados formalmente pelas autoridades locais somente a cada três ou quatro anos, além de receberem visitas anuais.

Os inspetores podem ser agentes de saúde ambiental sem experiência com animais e os resultados não são publicados frequentemente.

Os relatórios revelaram problemas de segurança que colocam os animais e o público em perigo.

Um documento de inspeção de 2015 mostrou preocupação pelo fato de nenhuma equipe ter experiência cuidando de grandes mamíferos – e muito menos de grandes felinos.

No Howletts Wild Animal Park, uma série de cães selvagens desapareceu e um tigre foi morto a tiros em 2001, depois de se libertar de seu recinto.

Foi revelado também como um pavão, que estava de quarentena por causa da gripe aviária, morreu de inanição quando funcionários se esqueceram de olhá-lo.

O Ponderosa Rural Therapeutic Center, em Heckmondwicke, Yorkshire, costumava explorar animais criados em fazendas, mas passou a incluir lêmures, renas e papagaios.

Jacaré Colin, morto de frio em zoo/Foto: Reprodução/Facebook

Os relatos revelaram que dezenas de grandes animais “exóticos” morreram no último ano em decorrência de circunstâncias inexplicáveis. As renas cobertas de feridas foram deixadas na lama e pedras foram usadas  para manter os recintos fechados.

A RSPCA e membros do público apresentaram 11 queixas em menos de três anos contra o local, que continua em funcionamento.

No Hoo Farm Animal Kingdom, em Telford, Shropshire, uma arara classificada como “antissocial” foi trancada em um galpão. O parque deveria melhorar 46 itens, mas foi autorizado a continuar operando.

Chris Draper, da organização Born Free, disse: “O Daily Mail reuniu uma lista chocante de questões sobre preocupações significativas de bem-estar animal. Isso é deprimente. Nossa suspeita é que problemas semelhantes são generalizados e deixam de ser divulgados”.

John Woodcock, o candidato trabalhista do Barrow e Furness, afirmou: “É preciso um debate parlamentar urgente sobre o que é um regime extremamente insuficiente de licenciamento de zoológicos neste país”.

No Beaver Water World, em Surrey, o jacaré Colin morreu quando os funcionários o deixaram exposto durante o tempo frio. Após a morte, foi dito aos visitantes que ele havia sido transferido para uma “boa casa”.

A falta de registros foi criticada em relatórios no Woodside Wildlife Park, Lincolnshire, onde as autoridades ressaltaram as mortes inexplicadas de 14 suricatas, 16 morcegos e quatro cães de pradaria em 12 meses.

No Thirsk Birds of Prey Center, em Yorkshire, corujas foram encontradas permanentemente amarradas em poleiros e algumas não tinham acesso à luz do dia.

Já os corpos queimados dos chimpanzés Kip, 39 e Jolly, 32, foram encontrados em seu recinto no Twycross Zoo em setembro de 2015.

Um defeito no termostato elevou a temperatura do aquecimento subterrâneo a mais de 43 graus. Isso fez com que os dois chimpanzés tivessem ataques cardíacos e eles foram encontrados mortos pela manhã. Inicialmente, o zoológico disse que os animais não morreram devido ao calor no recinto.

Porém, um relatório de um oficial de saúde ambiental realizado em abril do ano passado observou que o “estresse térmico” provocado em Kip e Jolly resultou na insuficiência cardíaca.

O zoológico frequentemente emite comunicados para a imprensa sobre as mortes dos animais, mas não fez isso depois de encontrar os corpos de Kip e Jolly. O Twycross tornou-se famoso por fornecer chimpanzés para serem explorados em populares anúncios da PG há 40 anos.

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